Ondas da rádio - O que se vai ouvindo por cá...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Não é muito normal enaltecer a postura dos políticos cá da praça, mas tiro o meu chapéu às considerações, que o presidente da Junta de São Miguel de Souto teceu a propósito das obras da Brisa na sua freguesia.

Este homem que não conheço, nem sei o nome e muito menos a filiação partidária, colocou-se inequivocamente ao lado da sua população, na luta pela defesa dos seus legítimos interesses, face à atitude abusiva e de desrespeito que a Brisa tem tido com as obras de alargamento da A1.

Não hesitou em caracterizar a postura passiva e submissa da Câmara Municipal da Feira face à Brisa, com prejuízo evidente para a mobilidade dos cidadãos da sua freguesia. À autarquia, está afecta a responsabilidade pelas estradas municipais.

Este filme não é novo, quem tiver memória, deve certamente recordar-se de alguns episódios que envolveram a Brisa e os interesses das populações, aquando das obras de alargamento da A1 no Norte do concelho, refiro-me a Santa Maria de Lamas e a Riomeão.

O papel do presidente da junta neste tipo de matérias é muito condicionado pelas hierarquias, já no caso da Câmara Municipal, exige-se uma atitude muito mais activa contra a prepotência da Brisa.

Brevemente as autarquias entrarão num novo ciclo eleitoral, o povo é soberano na decisão do seu voto e saberá distinguir da amálgama de candidatos aqueles que não quer eleger pela sua mediocridade e inutilidade, quando se trata de lutar pela justeza das suas causas.

Já noutro âmbito não deixei de achar imensa piada ao Sérgio Pais, Administrador da empresa municipal "Feira Viva".

Segundo ele, a ideia de que a criação das empresas municipais só serve para lá meter os "amigos do Partido", por outras palavras "Jobs for the boys", no caso concreto da "Feira Viva", assim não acontece, as pessoas são admitidas pela sua competência.

É esta última parte que eu acho mais engraçada.

Então diz-nos lá caro Sérgio!

Qual é a cor do teu cartão de militante? e dos teus assessores(as)?

Este outro exemplo, podia figurar nos arquivos da Rádio Clube da Feira, na secção das entrevistas aos protagonistas politico-associativos mais anedóticos.

Falo-vos de Márcio Correia, dirigente local do PS e responsável máximo pelo Orfeão da Feira.
Para este aspirante a cadete, a política tem um único sentido e ideal - "ajudar o próximo!"

Mas não é isto mesmo que se incute aos seminaristas?

Eu acho que o Márcio deveria repensar a sua relação com a política, é que com tiradas destas, nós ficamos confusos e não sabemos se o fundamental é :

Ajudar o próximo, ou ser o próximo a ser ajudado!


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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