Palavras entre linhas

sexta-feira, 31 de julho de 2009



Para não variar, deixem-me malhar na supra-economista Manuela Ferreira Leite. Neste post vou apenas me dedicar a esta frase: “Enquanto o Estado fizer tudo, o país não vai crescer”.
Extraordinário! Esta senhora vê tudo e mais alguma coisa, inclusive o que não existe. O Estado faz tudo? Não deixa nada para os privados? Esta frase diz muito do que Manuela Ferreira Leite pensa fazer do país e qual a política económica que aplicará.
Façamos uma breve analise às áreas em que o estado intervém. São elas: educação, saúde, defesa e participações estratégicas, directamente ou indirectamente (através de empresas públicas), em empresas nacionais como a EDP, Caixa Geral de Depósitos, Cimpor, entre outras.
Ora assim sendo, o que quis Manuela Ferreira Leite dizer? As três primeiras áreas que enunciei consubstanciam as tradicionais áreas a que todos os estados se dedicam (inclusive os denominados estados mínimos), porventura nas participações estratégicas o estado não faz, apenas intervém na gestão, com o peso que lhe é permitido, visto que, as Golden-Share estão em vias de extinção. Mesmo nestas situações, não percebo porque não há-de o país crescer, dado que as empresas são geridas com as supostas boas normas de gestão.
O que a Dra. Manuela Ferreira Leite pode estar a tentar dizer, entre linhas, para que ninguém se aperceba é da debandada neo-liberal que aí vem, se ela tomar o poder. Para que o estado reduza o peso na economia será necessário privatizar ainda mais e acelerar um processo substituição do estado pelos privados na educação, saúde e segurança.
O primeiro é prejudicial para as contas públicas, agravará as desigualdades sociais e em termos estratégicos é calamitoso, porque as empresas em que o estado ainda mantém participações, constituem monopólios naturais e, naturalmente, lucrativos. Sem estas participações, os dividendos dirigir-se-ão directamente para os bolsos dos magnatas nacionais, enriquecendo Américo Amorim e outros. Estrategicamente é o caos, pois estas empresas prestam serviços públicos às populações, não podendo estar sob alçada de gestões maximizadoras de lucros e indiferentes ao interesse nacional.
A saída das áreas tradicionais de intervenção do estado é o cúmulo de uma sociedade injusta. É a aplicação do salve-se quem poder que é o mesmo que dizer, salve-se quem tem dinheiro.
Abaixo, Manuela Ferreira Leite!!

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Professores => Coitadinhos

terça-feira, 28 de julho de 2009



Já ouviram falar da “Exploração do proletário pelo proletário”? Eu diria que em Portugal passa-se um pouco disto e nós permanecemos impávidos e serenos.
Todas as classes profissionais têm o direito a defender os seus interesses, mas será legitimo que prejudiquem todos os outros em benefício próprio?
Por razões históricas e quiçá culturais, os funcionários públicos beneficiam de um conjunto de privilégios com que os outros portugueses apenas podem sonhar. Seria admissível que as remunerações fossem, em média, superiores dada o nível de habilitações superiores que grassa no sector público, porventura muitas das benesses que foram surgindo são um insulto ao esforço e trabalho de todos os portugueses. Não acho admissível que possuam, cumulativamente, um trabalho garantido para todas a vida, sistema de saúde mais favorável (ADSE), horários de trabalho mais leves, remunerações mais elevadas, períodos superiores de férias, etc.
Não me digam que somos nós que estamos nivelados por baixo, pois se a maioria das empresas nacionais vacila com um aumento do IVA de 1 ponto percentual, imaginem aumentarem as contribuições para um sub-sistema de saúde, pagarem-nos 30 dias de férias e trabalharmos 7 horas… não duvido que algumas aguentassem, mas a maioria fecharia no primeiro mês.
Como chegamos até aqui? Chegamos a este ponto, por um lado, graças a um conjunto alargado de governos que cedeu ao instinto de abrir vagas para a administração pública com o único fim de ganhar votos; por outro lado, graças aos irresponsáveis sindicatos nacionais que se aproveitaram da miopia económica dos portugueses para pedir tudo e mais alguma coisa.
Durante esta década, praticamente, todas as greves de que me lembro pertenceram as classes profissionais ligadas à administração pública. Porque será que as classes profissionais ligadas ao sector privado não entram em greve? Será que estão todos bem e felizes da vida? Respondendo honestamente, muitos teriam razões para protestar mas sabiam que não estavam em condições de o fazer.
Os professores constituem uma situação, a meu ver, grotesca de roubalheira ao povo português. Esta classe profissional constitui 38% do total dos funcionários públicos e não quer esta avaliação porque, esta avaliação coloca quotas à progressão na carreira. Claro que não está em causa a burocracia, mas sim a impossibilidade de ganharem ainda mais ao fim do mês. Um professor em Portugal no fim da carreira é aquele que, em termos comparativos, mais ganha na União Europeia…falamos de 2100 euros líquidos!!!
Já pensaram no que fazem os professores durante estes 3 meses de paragem nas escolas? Corrigem testes? Vigiam exames? E dizem eles que estão apinhados de trabalho.
O poder corporativo desta classe é de tal forma elevado que conseguem ganhar mais do que os enfermeiros, por exemplo. Como é possível que estes trabalhando à noite, lidando com pessoas que enfrentam a morte, não possuam uns meses de “abrandamento da actividade” e se deparam com situações muito funestas, ganhem na maior parte da sua carreira menos que um professor?
Os portugueses têm de mostrar aos partidos políticos que estão fartos de demagogia e cheios de serem roubados em benefício de quem ganha mais do que eles.

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Equívocos da história

sábado, 25 de julho de 2009

Ao longo dos séculos muitos homens foram injustamente enxovalhados, apenas porque perderam uma “batalha” na vida. Não me revejo naqueles que julgam ter os lugares assegurados e que tudo na vida tem que ir ter ao seu encontro. Admiro os que sobem “a pulso” com o seu esforço e inteligência, ainda que não admirada por todos.


Depois de quatro anos de legislatura, José Sócrates, deixa um legado; positivo para uns, negativo para outros. Mas deixa um legado…


Não é a primeira vez que ouço dizer que quando muito se fala de alguém, bem ou mal, é porque essa personalidade tem valor. Seja ela Luther King, Bin Laden, Blair, Álvaro Cunhal, Salazar ou Hitler. Todos eles tiveram competências e astúcia para chegar onde chegaram e, se hoje são adorados ou odiados é porque a história se encarregou de os marcar como ídolos ou como carrascos. Vem-me à memória as palavras de Júlio César, angustiado com o futuro: “Como se lembrarão de mim no futuro? Júlio César, o Filosofo, o Imperador, o Conquistador ou o Carniceiro?”


Para mim, quer esteja de acordo com as suas políticas ou não, José Sócrates tem o síndrome dos grandes políticos: levar até ao fim, aquilo em que acredita. Tinha um sonho para o país e estou plenamente convencido que tudo o que fez foi no interesse do país. Admiro-o por ter sido uma pessoa constantemente atacada desde o início da legislatura, mas como costuma dizer “…às vezes temos de cerrar os dentes e enfrentar as dificuldades”.

Ele pode ter sacado o diploma ao Domingo e ter assinado projectos que nunca viu, mas também foi ele que congregou todos os interesses dos países da União Europeia e conseguiu assinar o Tratado de Lisboa, dignificando o nome do país e ficando definitivamente reconhecida a diplomacia Portuguesa; ele pode ser mentiroso, mas foi capaz de gerar um deficit mais baixo da Democracia e colocar o país a crescer perto dos 2%; ele pode ser de direita, mas criou um conjunto de políticas sociais que auxiliaram muitas pessoas como Rendimento Solidário para Idosos, abono pré-natal e melhoria dos abonos para os mais carenciados; ele pode ser reduzido intelectualmente, mas com visão estratégica criou um cluster industrial nas renováveis (criando trabalho para mais de 10 mil pessoas), retirou Portugal da lista negra dos países em risco de falência na Segurança Social e colocou o país a pagar um spread da dívida mais baixo que a Espanha e Reino Unido; chamam-lhe plutocrata, mas graças à sua diplomacia económica, as empresas nacionais conseguem agora exportar cada vez mais para países, outrora vedados ao investimento nacional, como Venezuela, Rússia, Líbia, Argélia e Angola; chamam-lhe irresponsável e irrealista, mas a verdade é que combateu os grandes interesses corporativos nacionais que causam prejuízo colectivo em benefício privado e lançou o país numa onda tecnológica reconhecida internacionalmente, como a fibra óptica, a banda larga e o acesso aos computadores (para pobres ou para ricos).


Certamente não fez tudo bem, mas a sua força de vontade e desejo de ver o país avançar são um exemplo que todos devíamos seguir. Por mim, se um dia o encontrasse na rua, agradecia-lhe o esforço dispendido e recordava-me dele não como Sócrates, o Mentiroso, mas sim Sócrates, o Audaz.


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Viagem medieval em Terras de Santa Maria 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009


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Contrastes - Sessão do Parlamento da Coreia do Sul vs. Parlamento da República Portuguesa

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Na Coreia do Sul, os argumentos políticos esgrimem-se com demonstrações massivas de kung-fu.



Por cá na nossa terra lusa... há falta de mestria nas artes marciais vai sobejando engenho nas lides taurinas.


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Quem tem amigos ...



Em Portugal já nos habituamos à promiscuidade entre o Estado e algumas empresas nacionais. Um exemplo claro de “amiguismo” e compadrio é o negócio do Terminal de Contentores de Lisboa.
Coloco-me de parte relativamente às polémicas que envolvem a paisagem, o ambiente e a entrada de centenas de camiões por dia na cidade, congestionando o que já está por demais entulhado, porque não sou lisboeta e não vivo o seu dia-a-dia para afirmar o que quer que seja. Debato-me apenas no negócio.
Comecemos pela forma de atribuição da concessão do terminal à Liscont (empresa da Mota-Engil que será concessionaria do terminal). Mandam as regras de gestão dos dinheiros públicos que todos os contratos celebrados entre o estado e privados sejam o menos onerosos possíveis ou que estabeleçam a melhor relação qualidade - preço, sendo que, para tal, deve-se realizar concursos públicos para a atribuição dos contratos. A concorrência, em teoria, faria o resto.
O problema é que nesta situação a concessão foi atribuída por ajuste directo. Sinceramente, acho inacreditável que se possa efectuar contratos por ajuste directo, quando estão envolvidos largas centenas de milhões de euros. Eu admito que o ajuste directo seja celebrado, ainda que tenha de ser escrutinado, em negócios de pequena dimensão nas câmaras municipais, com o único fim de acelerar um projecto que é fundamental para uma região. Apenas e somente nestas situações será admissível eliminar a concorrência na atribuição de contratos públicos, ainda que, a empresa envolvida tivesse de prestar declarações acrescidas sobre todo o negócio e demonstrar que não estaria ligada a quaisquer vereadores da região alvo.
Posto isto, já seria grave a atribuição do contrato por ajuste directo, mas as cláusulas do contrato são ainda piores. Umas são aceitáveis, indicando que a empresa deve ser indemnizada caso haja alterações significativas na sua actividade fruto de alterações da lei; porventura as cláusulas que garantem o reequilíbrio financeiro, em caso de baixa da actividade económica, são vergonhosas.
Se o negócio começar a correr mal, a empresa pode alargar o período de concessão sem novo contrato, pode reduzir as taxas pagas à Administração do Porto de Lisboa, inclusive, ser ressarcida dos investimentos já realizados (que ela própria fez) caso a contra parte (Administração Porto Lisboa = Estado) queira revogar o contrato.
Se o negócio correr bem, azar… dos contribuintes pois, neste caso, já não está claro que exista um aumento de contra-partidas, taxas por exemplo, da Liscont a favor do estado. Só se o negócio correr, excepcionalmente, bem, isto é, se o tráfego de contentores aumentar 400% face ao actual, é que a Administração do Porto de Lisboa pode revogar o contrato e renegociar. Como afirma o Diário Económico “…a não ser que se decida rasgar o contrato, arcando depois com as consequências, só um motivo de força maior, como uma guerra ou uma catástrofe natural, poderá impedir a Liscont de gerir o terminal nos próximos 33 anos”
Mário Lino afirmou que estava velho para ser ministro, mas será que continuará a estar velho, ele ou um dos seus secretários de estado, para gerir uma empresa de construção civil?

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O que chocou com Júpiter ?


Nasa JPL - imagem obtida com o telescópio de infra-vermelhos

A descoberta de um enorme buraco na superfície de Júpiter por um astrónomo amador está a mobilizar a comunidade científica no sentido de perceber a sua origem.

O buraco tem aproximadamente o tamanho da Terra e pode ter sido causado pelo impacto colossal de um corpo celeste de natureza desconhecida. Um cometa pode ter sido a causa da enorme cicatriz que é visível na superfície do rei dos planetas, no entanto não existem certezas que sustentem esta teoria. O objecto não foi detectado atempadamente para que pudesse ser seguido e observado antes de se despenhar contra Júpiter. Seja o que tiver sido que chocou com o planeta, o impacto foi brutal como facilmente se pode perceber pelo tamanho da cicatriz causada comparativamente com o diâmetro terrestre.

A descoberta foi feita na passada segunda-feira, por Anthony Wesley, astrónomo australiano, curiosamente no mesmo dia em que se completavam 40 anos da chegada do homem à Lua, mas mais curioso, completavam-se igualmente nesse dia 15 anos sobre os impactos dos vários fragmentos (20) do cometa Shoemaker-Levi 9 na superfície de Júpiter. Este acontecimento foi seguido por astrónomos de todo mundo em Julho de 1994, tendo igualmente sido fotografado em detalhe pelo telescópio espacial Hubble.

Quem tiver alguma curiosidade por estas coisas, Júpiter pode ser observado ao longo das próximas noites, como o ponto de luz mais brilhante que se observa na abóbada celeste logo depois da Lua. Apesar de não ter nada a haver com o choque que ocorreu na sua superfície, o planeta Júpiter tem-se apresentado nos últimos tempos com um brilho extremamente intenso e pouco usual.

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Aproxima-se o maior Eclipse Solar do século XXI

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Na próxima quarta-feira dia 22 de Julho, irá ocorrer o eclipse solar total mais longo do século XXI.


Infelizmente o espectáculo não poderá ser observado pelo mundo Ocidental (Europa e América), o fenómeno poderá ser contemplado no sudeste asiático e no subcontinente Indiano por mais de 2000 milhões de pessoas.


O Sol ficará completamente coberto pela Lua durante seis minutos e 39 segundos numa zona pouco habitada do Pacífico, um recorde de duração para um eclipse que só será quebrado em 2132.


A escuridão, no entanto, durará menos na Índia (entre três e quatro minutos) e em Xangai (cerca de cinco minutos). O sexto eclipse total do século tem desenvolvido um incremento especial na actividade turística e comercial da região, com centenas de turistas acautelando reservas em muitas cidades onde o fenómeno será visível.


O Parque das Esculturas de Xangai, o melhor lugar de observação da cidade, anunciou que vendeu 2.000 entradas para 22 de Julho, com óculos especiais incluídos e camisolas alusivas ao evento. Os hotéis estão lotados.


Na Índia, a agência Cox and Kings fretou um Boeing 737-700 que descolará de Nova Deli antes do amanhecer, "interceptará" o eclipse total a uma altitude de 41 mil pés (12 mil metros) e voará para leste, a fim de aproveitar ao máximo as condições de visibilidade do acontecimento.


Os 21 lugares do avião do lado do Sol foram vendidos a 1200 euros cada.


Na cidade santa de Kurukshetra, norte da Índia, espera-se a chegada de um milhão e meio de de peregrinos para se banhar durante o eclipse nas águas purificadas e contribuir assim para a libertação da alma.


Na Índia e na China, os contos e os mitos estão têm um enraizamento popular muito profundo durante estes acontecimentos astronómicos.


Os eclipses tanto significam a sorte e a fortuna como a evocação de maus presságios.


Segundo as previsões dos astrólogos orientais o eclipse de quarta-feira será "um momento muito perigoso no universo", "Se o Sol, o senhor das estrelas, está doente, então acontecerá algo de muito grave no mundo".


Na Índia, as mulheres grávidas, que programaram uma cesariana para quarta-feira, ao saberem do eclipse, decidiram reprogramar a cirurgia.


Na China Imperial, os eclipses eram presságio de catástrofes naturais ou da morte de um imperador. Estas crenças e superstições ainda não desapareceram. Astrónomos e meteorologistas temem principalmente que as nuvens em época de monção no subcontinente indiano defraudem o espectáculo.


Se o tempo estiver bom, assim que o disco solar estiver coberto, o resplender da coroa solar será visível. Veremos, inclusive, protuberâncias ou jactos de gás incandescentes projectados a milhares de quilómetros do Sol.


Mas se o céu estiver encoberto, a queda das temperaturas e a repentina escuridão serão as únicas manifestações sentidas do esperado eclipse.

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Homem na Lua - Foi há 40 anos

sábado, 18 de julho de 2009

“Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.”



Foi com estas palavras que Neil Armstrong imortalizou o primeiro passo do homem na superfície lunar depois da aventura épica que foi a missão Apollo-11.

Foi exactamente há 40 anos, no dia 20 de Julho de 1969 que mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo puderam testemunhar via TV à alunagem do módulo "eagle".
O primeiro ser humano a deixar a marca de uma pegada na superfície lunar foi Neil Armstrong, seguido do seu companheiro de missão Edwin Aldrin, que passaram cerca de 2h e 40m fora do módulo espacial. Mike Collins, o membro mais esquecido da tripulação da Apollo-11, não chegou a pisar a Lua já que se encontrava aos comandos da nave-mãe Columbia que orbitava a Lua durante a fase de descida do módulo "eagle".

Ao longo da história das missões Apollo foram 13 os humanos que tiveram o privilégio de pisar a Lua.
A Nasa anunciou recentemente a intenção de preparar novas missões com vista a recolocar homens na Lua, num ambicioso programa que tem por objectivo construir uma estação permanente no nosso satélite natural.

Desde 2001/2002 que alguns têm especulado acerca da veracidade das imagens da chegada do homem à lua que estes nunca lá teriam posto os pés.

A NASA divulgou algumas imagens captadas pelas câmaras de alta resolução da sonda lunar (LRO -Lunar Reconnaissance Orbiter) lançada recentemente e onde segundo a Nasa, é possível distinguir os diversos módulos de algumas das missões Apollo.



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As diferenças nos sintomas da gripe comum e da gripe A

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Linha de apoio - SAÚDE 24 -->nº 800 24 24 24


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Câmara de Santa Maria da Feira - combater a fome com "cravos e ferraduras"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O vereador das finanças da Câmara da Feira afirmou ontem num programa de rádio, duma forma bem prosélita, que a Câmara da Feira tem desempenhado um papel de grande relevo no apoio social às famílias mais carenciadas do concelho.

Para exemplificar este apoio, o senhor vereador referiu-se ao fornecimento de lanches e refeições gratuitas nas escolas aos alunos mais carenciados, refeições essas que em grande número significariam a única refeição do dia para essas crianças.

Ora, esta afirmação acarreta implicitamente o reconhecimento que em Santa Maria da Feira existem situações de carência alimentar profunda.

Então como é que alguém com responsabilidades pode dizer que a Câmara da Feira tem dado um importante apoio às famílias mais carenciadas, quando apenas consegue satisfazer uma ínfima parte das carências alimentares dessas famílias.

Quantas vezes come o senhor vereador ao dia?

E, no caso, não sendo alunos das escolas, os pais famintos comem o quê durante todo o dia?

E em período de férias os alunos fazem jejum?

Esta situação não é suficientemente vergonhosa e degradante para a condição humana, para que a autarquia tome medidas de urgência?

É verdade que não compete à Câmara da Feira todo o papel que está incumbido ao estado, mas quando existe um conhecimento real de situações de fome, não tem a Câmara a obrigação de tudo fazer para minimizar e erradicar esta vergonhosa maleita do seu espaço geográfico?

Onde é que está a acção da pomposa e grandiosa rede social que tantos bajulam neste concelho, é dando um lanche e uma refeição gratuita a alunos que só comem uma vez por dia? melhor seria servir a sopa dos pobres. Quantas refeições têm servido gratuitamente às famílias mais carenciadas, o interminável rol de IPSS do concelho?

A rede social não pode roçar a caridade, e os Feirenses mais desprotegidos e famintos pelas agruras da vida não querem caridade querem é dignidade, senhor vereador!

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Alterações à lei do Recenseamento Eleitoral

terça-feira, 14 de julho de 2009

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Ranking das empresas corticeiras com melhores resultados liquidos em 2007

sábado, 11 de julho de 2009

Por mero acaso encontrei este suplemento de economia do diário de Aveiro de 20 de Janeiro de 2009.

Este documento é interessante para se aferir da evolução negativa que algumas empresas do sector corticeiro tiveram em termos de rentabilidade e resultados líquidos em pouco mais de 1 ano.

É certo que vivemos tempos de crise, mas terá sido esse factor conjuntural o principal responsável pela actual situação do sector ou haverá factores de natureza estrutural muito mais determinantes para a incerteza que paira hoje sobre o futuro do sector?

Em 2007 era este o Ranking das 12 maiores empresas corticeiras que se classificavam entre as 200 mais rentáveis do distrito de Aveiro.



Um dos dados mais curiosos que se pode retirar deste quadro, prende-se com facto de a empresa Abel da Costa Tavares ter um volume de negócios descomunal, relativamente aos seus resultados líquidos. Esta empresa suplantava mesmo a Amorim Revestimentos em termos de volume de negócios, sendo mesmo a 15ª empresa com maior volume de negócios no distrito de Aveiro. A empresa Fernando Oliveira Cortiças, Lda (FOC) é outra das empresa cujo volume de negócios não tem uma correspondência directa nos resultados líquidos.

Se tiverem lido o parágrafo anterior com alguma atenção devem ter notado que abusei da expressão "volume de negócios" e fi-lo intencionalmente. Na minha opinião foi no crescimento do volume de negócios que se sustentaram economicamente as empresas Abel da Costa Tavares, Lda. e Fernando Oliveira Cortiças, Lda. Mas, assim sendo, como justificar uma tão grande discrepância entre os rácios de rentabilidade e volume de negócios entre as várias empresas do sector? Porque razão determinadas empresas precisam de um menor volume de negócios para retirar mais rentabilidade quando se dedicam basicamente à mesma actividade. Veja-se o exemplo do Juvenal e do Ávaro Coelho, o Juvenal necessita de um menor volume de negócios para retirar mais rentabilidade na empresa. Será que o administrador da Álvaro Coelho é incompetente, ou não aposta nos nichos de mercado de forma certeira?

E se comparar-mos o Juvenal com o Abel então a questão ainda é mais gritante, o Abel precisa de realizar 4 vezes mais negócios do que o Juvenal para retirar quase a mesma rentabilidade.

Nota: os valores do volume de negócios e da rentabilidade podem ser encontrados no suplemento do jornal na página 11.

Não sendo um perito em assuntos de matéria económica, longe disso, parece-me que tanto o Abel como o Pedro (FOC) e em menor escala o Álvaro Coelho, entraram numa espécie de bolha de sabão que lhes permitiu sustentar as empresas com base no crescimento do volume de negócios, mas sem a respectiva correspondência na rentabilidade económica, o que em momentos de prolongada crise descamba em insustentabilidade, já que as empresas não terão fundo de maneio suficiente para fazer face à estagnação do mercado. Resumindo, parece que os gestores e administradores destas empresas esqueceram-se que uma bolha de sabão cresce, cresce, sobe, sobe até que rebenta!

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Corticeira Amorim lança rolha mais barata que os vedantes sintéticos

Nova rolha da empresa líder mundial do sector corticeiro pode ser 50% mais barata do que as rolhas de plástico.

A notícia poderá ser lida no semanário económico deste sábado.

Quer-me parecer que esta será mais uma "pescadinha de rabo na boca", sempre ao gosto dos mais requintados paladares do sacro-necrófago tubarão do sector.

Com a derrocada iminente de uma grande parte do sector corticeiro, com o estrangulamento que sofrem muitos dos micro, pequenos e médios empresários ao nível da sustentabilidade económica, com os preços da cortiça em forte queda, com o consequente decréscimo no valor que é oferecido aos produtores de rolhas pelo seu produto, com os mais recentes escândalos financeiros (letras, facturas falsas, evasão fiscal, descapitalização de empresas, fuga de capitais para o exterior, etc,etc,etc.) que por si só, preconizam fraudes monumentais envolvendo a Abel da Costa Tavares e outras empresas do sector, com a agonia latejante de empresas como o FOC, Juvenal, Álvaro Coelho e grupo Suberus, com todos os problemas que o sector enfrenta e numa altura em que se perspectivava que a médio prazo o mercado varresse os resíduos tóxicos deixados pela extinção de alguns parasitários, só faltava mesmo que, para desferir o golpe de misericórdia na indústria tradicional rolheira, alguém se lembrasse de lançar vedantes em cortiça ao preço da uva mijona.

O mais grave, é que este vedante é bem capaz de atirar para as calendas gregas o chavão da lealdade na concorrência e de se ajustar na perfeição, a um qualquer programa subsidiável de incentivos à inovação tecnológica e à criação de novos produtos, tudo muito bem regadinho com o dinheiro dos nossos impostos.

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Pamplona - Festas de San Fermin

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Touro mata homem

Um homem foi morto por um touro durante o quarto dia das tradicionais corridas de São Firmino que se realizam anualmente em Pamplona, Espanha.

Durante a largada, o touro separou-se dos restantes animais, tendo atacado um grupo de pessoas que se encontravam a assistir.



Isto é: a estupidez elevada ao expoente máximo da imbecilidade dá em morte, qual Manuel Pinho qual quê? isso é coisa de touro manso!

Confesso que ainda não consegui entender o que leva todos os anos milhares de aficionados lunáticos, em êxtase absoluto, a arriscarem a pele, os ossos e a própria vida diante dos cornos taurinos.

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Que Esquerda?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Enquanto lia o Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda às legislativas deparei-me com muitas propostas interessantes, as quais poderiam ajudar o país a sair de uma grave crise social em que se encontra. Propositadamente, coloca apenas social e não económica, porque como em tudo na vida, existe sempre o reverso da moeda, algo que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda têm dificuldade em assumir.
Disse e sempre direi que lutarei por uma sociedade melhor, contudo tenho de perceber o que cria/gera riqueza, logo o que cria/gera emprego. Por muito que me custe ainda não vi um empresário criar um empresa e afirmar: “Dos resultados líquidos que auferir, 95% pertencerá aos trabalhadores e 5% a mim”. Faria sentido que assim fosse, visto que, foram eles (trabalhadores) e não ele (empresário) que criaram o produto/serviço que fez com que aquele obtivesse lucro; porventura o que fariam os trabalhadores se o empresário nunca tivesse corrido o risco de investir? A fronteira que delimita aquilo que é exploração daquilo que é recompensa é muito ténue e, por isso, geradora de ódios e desavenças.
A esquerda deve, cada vez mais, elucidar os cidadãos que o egoísmo e o mundo competitivo em que vivemos, não são uma fatalidade da vida, mas sim o resultado de uma sociedade dominada por instituições (religiosas, políticas, económicas e culturais) que tentam preservar o seu domínio na sociedade através da perpetuação das estruturas socioeconómicas existentes. Traduzindo: os partidos políticos no poder, as religiões dominantes e os grupos económicos mais pujantes encontram-se no topo, porque conseguiram criar uma “pescadinha de rabo na boca” em que aqueles que perpetuam o “Status Quo” são classificados de “normais” e aqueles que querem sair da lógica dominante são rotulados de “anormais” e, por isso, olhados com desdém e repugnância pelos restantes, constituindo isto um forte entrave à saída daquele sistema. Desta forma se percebe que os grandes grupos económicos estão associados a partidos de direita, porque estes fazem tudo para que aqueles prosperem e, por isso, perpetuem o seu poder.
Assim se entende que as religiões dominantes tenham criado o “inferno” pois este seria um entrave aos fiéis tomarem posições reformadoras, logo instigadoras de derrubar as estruturas dominantes; assim se percebe que as grandes companhias petrolíferas não estejam muito interessadas na nova economia verde e façam tudo para a boicotar, pois a hegemonização daquela implicaria a queda destas empresas.
Posto isto, a crítica que quero fazer é a seguinte: os partidos de esquerda têm de aprender a viver no fio da navalha, isto é, fazer uma transição progressiva de um mundo impregnado de liberalismo para um mundo socialista, mas para isso tem de cultivar entre os mais jovens, desde muito cedo, uma cultura de partilha, trabalho comunitário. Enfim, uma lógica de “Dar para receber” e não uma lógica de “Cada um para o seu umbigo”.
Não se pode pedir a uma sociedade que mude radicalmente a sua visão do mundo, quando todos os dias, essa mesma sociedade é empurrada para o consumismo, egoísmo e competitividade. Se queremos derrubar este colete de forças em que estamos metidos, temos de começar pelas fundações, e nunca pelo telhado, colocando os explosivos em pontos estratégicos.
Já agora deixo a seguinte questão: Quem de entre vós está disposto a doar a sua herança à sociedade, depois de tantos anos de trabalho, em vez de a doar aos seus filhos? Haverá forma de diminuir as desigualdades mais eficaz do que esta? O que seria Américo Amorim, se não herdasse o que herdou? Será que outros não teriam perpetuado os seus negócios?
Como podem ver, com a sociedade de hoje, dificilmente alguém responderia “Eu dou” à primeira pergunta, e é para isto que chamo a atenção.

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Paços de Brandão - 32º Festival Internacional de Música de Verão

terça-feira, 7 de julho de 2009


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Paços de Brandão - Os troca-tintas da Igreja

segunda-feira, 6 de julho de 2009


A comissão fabriqueira da paróquia de Paços de Brandão está a enviar para todas as casas da freguesia um pequeno subscrito, que se destina a recolher fundos para as obras de pintura da Igreja Matriz.

Já há algum tempo atrás o Padre Julião tinha feito publicamente um apelo agressivo para o dever de todos os Brandoenses contribuírem para esta causa.

Para o clérigo, era uma vergonha que uma freguesia como Paços de Brandão tivesse uma Igreja naquelas condições. A contribuição mínima exigível a cada Brandoense deveria passar pelo donativo de notas e não de moedas, como fez questão de frisar numa homilia.

Nada tenho contra as obras na Igreja, nem sequer vou questionar a sua premência, mas não deixo de censurar esta forma arrogante de pedir esmola, quando se pede não se exige, e se a alguém deve ser exigido este esforço deve sê-lo aos que professam a religião católica e se servem da Igreja.

Porque razão é que os infiéis da Igreja de Paços de Brandão são tão violentamente criticados pelos devotos católicos e depois alguém tem a distinta lata (de tinta)de colocar envelopes nas caixas de correio de forma indiscriminada, quase exigindo um donativo com valor mínimo admissível (nunca menos de cinco euros)?

Este é um velho costume Brandoense, onde algumas pessoas julgam que a Igreja superintende a vontade de toda a gente, sejam elas profundamente crentes ou convictamente ímpias.

Com a crise que paira sobre a região, em particular com as dificuldades que o desemprego e o sobreendividamento tem acarretado nas famílias de menores rendimentos, parece-me de todo injustificável e imoral esta campanha intimidatória de angariação de fundos para obras numa Igreja. Isto é tanto mais "religiosamente" imoral quanto é verdade que a maioria dos crentes são pessoas humildes, pobres, a quem se perpetua o obscurantismo como forma de alimentar pela fé aquilo que a carteira muitas vezes não permite alimentar: a barriga. Com que moralidade se pretende obrigar esta gente a mais este esforço sob pena de se poderem fechar os desígnios celestes, como a qualquer cristão se fecham as portas da felicidade eterna se não forem seguidos os ensinamentos e a palavra do filho de "Deus" e se Cristo fundou a sua própria Igreja porque razão alguém lhe chama ICAR e não Igreja de Cristo?

Com quanto é que a diocese pretende comparticipar na pintura?

É por estas e por outras que a ICAR (Igreja Católica Apostólica e Romana) se vai desmoronando pedra por pedra e a continuar assim, quase apetece perguntar se valerá a pena pintar os futuros escombros desta inexorável derrocada.

Não seria mais razoável que a Igreja fizesse uma colecta de bens para repartir com os mais necessitados. Isso sim seria uma acção digna dos pergaminhos e da palavra que estilizam os seu pregão.

A propósito, como tenho uns problemas com a pintura dos tectos cá em casa, tudo por causa das infiltrações de Inverno. Aproveito para meter uma cunhazita à comissão fabriqueira. Se acaso sobrar assim uma latita de tinta ou uns euritos, não estariam os senhores em condição de poder ajudar este pobre descrente no restauro da sua casita, eu prometo que depois envio o respectivo envelope e desde já faço saber que não aceito moedas, o mínimo que estou disposto a receber são notas verdes ou latas de tinta cheias, não aceito sobras .

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Vinho - Vantagens no combate aos efeitos da radioterapia

sexta-feira, 3 de julho de 2009


Um copo de vinho por dia pode ajudar doentes cancerígenos a tolerar melhor a radioterapia e a reduzir os efeitos colaterais adversos, segundo um novo estudo realizado por uma universidade de medicina da Itália e divulgado nesta quarta-feira.

O estudo afirma que polifenóis encontrados no vinho podem ajudar a proteger tecidos saudáveis dos efeitos da radiação ao mesmo tempo que combatem células cancerígenas. A pesquisa foi realizada com 348 mulheres que foram tratadas a cancros de mama entre 2003 e 2007 na unidade de radioterapia e tratamento paliativo da Universidade Católica de Campobasso, no sul da Itália.

O estudo mostrou que havia uma relação entre o consumo diário moderado de vinho e uma redução efectiva de 75% nas lesões da pele em comparação com as mulheres que não consumiam vinho. "Nossos dados têm de ser avaliados com precaução, já que se tratou de um estudo de observação", disse Alessio Morganti, diretor da unidade de radioterapia.

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LRO envia as primeiras fotos da Lua

A sonda americana LRO enviou na tarde desta quinta-feira as primeiras imagens em alta resolução da superfície da Lua. A sonda orbita a Lua desde o dia 23 de Junho. A activação das suas câmaras fotográficas deu-se no passado dia 30 de Junho.



As fotos enviadas são pequenas amostras de 1400 metros de largura e mostram parte da região ao sul de Mare Nubium (Mar das Nuvens) com uma resolução superior a 3 metros.

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Combustíveis - A roubalheira continua, e os ladrões são os mesmos

Há cerca de um ano, o país assistiu a uma tremenda onda de contestação ao aumentos dos combustíveis. A histeria da contestação inundou os blogs , criou-se um clima de grande animosidade e crispação contra as principais gasolineiras, apelou-se ao boicote de abastecimentos na Galp e na BP, o governo e a oposição trocaram galhardetes sobre em quem recairia a responsabilidade política da coisa, houve inclusive, um bloqueio feito pelos transportes de mercadorias que causou transtornos a muita gente e quase bloqueou o país.

Nessa altura o petróleo chegou aos 150 dólares o barril e a gasolina de 95 octanas por exemplo, ultrapassou 1,5 euros /litro.

O povo português tem uma natureza dócil, pois só reage quando a vergasta dói violentamente.

Reparem que o petróleo hoje ronda os 70 dólares o barril e a gasolina tem vindo com sucessivos aumentos de 1 ou 2 cêntimos há várias semanas consecutivas, o litro da gasolina de 95 octanas custa mais de 1,35 euros/litro.

Ou seja, com o preço do barril de petróleo a cerca de metade do preço de há um ano atrás, a gasolina está quase ao mesmo preço de há uma ano atrás.

Neste jogo do lobo e do cordeiro quem ganha claramente na estratégia são os canídeos das gasolineiras. Subir o preço dos combustíveis 5 ou 10 cêntimos dá muito nas vistas, porque o Tuga é burro mas não é parvo. Então como manter os lucros acima do máximo possível?

A estratégia aparentemente é simples, sobe-se 1 ou 2 cêntimos todas as semanas, porque o Tuga anda tão distraído com a crise e com as eleições no Benfica que nem repara que está sempre a ser (fo)dido nas costas.

Os ladrões desta vez adoptaram uma nova estratégia e pelos vistos está a resultar em pleno, já que ninguém se queixa. Será que os depauperados portugueses deixaram de se abastecer nos postos de combustível?

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O Bê-Á-Bá da privatização da Galp


A privatização dos recursos energéticos tem sido um negócio ruinoso para o país. Desde que o governo lhe entregou um terço da GALP, o consórcio de Américo Amorim já recebeu um quinto do que pagou por ela, só em dividendos distribuídos com o lucro da empresa.





Os Lucros da Galp

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Manuel Pinho e a ilusão dos cornos

Manuel Pinho enquanto ministro do governo Sócrates protagonizou alguns dos momentos mais bizarros da politiquice nacional.

Não me apetecendo agora fazer a antologia das gafes do ex-ministro da economia, devo dizer que esta última é de uma genialidade ímpar. A desenvoltura artística que Manuel Pinho revelou no gesto dos cornos dirigidos à bancada da CDU, durante o debate do estado da nação, só está ao alcance de alguns predestinados. A sobriedade e harmonia dos movimentos fazem-me questionar se o desempenho politico de Manuel Pinho não estaria de facto fora das suas aptidões naturais, não estaria Manuel Pinho mais à vontade na arte do ilusionismo? sim! é disso mesmo que se tratou - ilusionismo. Todos os que pretenderam ver no inusitado gesto, algo de obsceno e ofensivo, são uns quadrados obtusos que nada entendem de arte impressionista circense, reparem na simetria da cabeça com os apêndices quirodáctilos.



Em entrevista à SIC Notícias, Manuel Pinho veio afinar os acordes do seu requiem de despedida da vida pública activa. Confesso que até pensei em comover-me com a figura angelical do Manuel Pinho armado em vítima.
Fazendo uma resenha da sua actividade enquanto ministro, percebe-se que o homem não teve a frieza de um político experimentado, na maioria das vezes e sob a pressão mediática, sobrepôs as emoções descabidas à razão do pensamento, e assim, paulatinamente, lá foi pautando a sua intervenção política com mancada em cima de mancada até á crucificação total.

O resultado já se sabe Manuel Pinho que entrou neste último debate do estado da nação como ministro da economia, de lá saiu como ex-ministro da economia, um caso inédito e que talvez faça história num dos momentos mais medíocres do debate político nacional. Presumo que deva ter saído com uns "chifres" do caraças... mas é a vida!

Com a sua saída de cena, perde-se um dos mais assíduos fornecedores de material excêntrico para conteúdos na blogosfera.

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Quem é dono da verdade?

quinta-feira, 2 de julho de 2009



A cada dia que passa o nome, Manuela Ferreira Leite, causa-me mais fastio. A Senhora agora acha-se capaz de determinar quais são os bons e os maus economistas; ou melhor, os credíveis e os não credíveis.
Após o famigerado Manifesto dos 28 economistas, a Dra. Manuela Ferreira Leite afirmou que não existia nenhum economista credível que não subscreve-se o manifesto. Já não nos bastava as tiradas do Partido Comunista, alegando superioridade moral para definir o que é esquerda do que não é, e agora temos a Demagoga e Oportunista Manuela Ferreira Leite a achar-se “A Supra Economista-Mor”.
O que aqueles senhores subscreveram no manifesto foi um ataque total aos grandes projectos de investimentos públicos que se executarão nos próximos anos. Entre os argumentos encontrava-se o estado actual da dívida pública portuguesa (quase a atingir os 100% do PIB), os prováveis prejuízos operacionais da gestão do TGV e a limitação do crédito disponível para os privados, dado que, o Estado iria absorver a totalidade do crédito disponível na economia.
Evidentemente, que muitos dos raciocínios elaborados pelos economistas nesse manifesto são insofismáveis, contudo existe um conjunto de questões a fazer. O que deve fazer o governo, então, perante a crise internacional? Quais os investimentos que deviam ser cancelados? Porque razão deve o país ficar com um deficit estrutural de infra-estruturas, relativamente à Europa? Porquê desperdiçar os fundos comunitários de apoio a estes projectos? Será que a realização destes investimentos públicos limitaria o acesso ao crédito por parte dos privados?
Vejamos o seguinte. Um governo, nesta situação, tem dois caminhos a seguir: ou não faz nada ou tem um política orçamental expansionista.
No primeiro caso, verá a dívida pública aumentar, pois aquilo a que os economistas chamam “Estabilizadores Automáticos” entraram em funcionamento, isto é, o estado passará a arrecadar menos impostos (menos lucros, menos salários, menos consumo) e as despesas aumentam (sobretudo ao nível da segurança social). Por este facto é preciso terminar com o mito que um governo conservador, não apresentará déficit´s orçamentais em tempos de crise. Se não apresentar, arrisca-se a ter a cabeça a prémio!
No segundo caso, para além da actuação dos “Estabilizadores Automáticos”, entra em funcionamento um conjunto de medidas para impulsionar a economia, como obras públicas, redução dos impostos ou subsidiar as actividades produtiva. É óbvio que nestes casos, os agravamentos das contas públicas serão, a curto prazo, superiores, mas poderemos sair da crise mais rapidamente. E sair da crise mais rapidamente, implica pagar menos subsídio de desemprego e arrecadar mais impostos; quando a esta lógica, incrementamos uma melhoria da competitividade do país, não há argumento que resista à execução do investimento.
Mas será que devemos efectuar todos e quaisquer investimentos? Não. Lá nisso, não concordo com o Keynes que afirmava que se existisse desemprego mandava-se, por exemplo, alcatroar as estradas. Se elas já estivessem alcatroadas, esburacávamos as mesmas e depois mandava-se alcatroa-las. Ora é óbvio que isto não deverá ser assim, pois se existem um conjunto de deficiências estruturais numa economia em termos de infra-estruturas, junte-se o útil ao agradável e construa-se o que falta construir.
Então e o TGV seria um deficiência estrutural, caso não fosse construído. Mas isso significa que deve ser feito a qualquer custo? Não. Existe um poderoso instrumento que permite averiguar a razoabilidade de um investimento: “Analise Custo-Benefício”. O que aqui se faz é comparar os Benefícios que o investimento proporcionará (económicos, ambientais e sociais) e os custos que causará (económicos, ambientais e sociais). Facilmente se compreende que é necessário que os primeiros suplantem os segundos para o investimento se concretizar. Mas existe uma questão controversa; se é fácil mensurar os benefícios e custos económicos, já não se pode dizer o mesmo dos benefícios e custos sociais e ambientais, sendo por esta razão que existem tantos estudos como conclusões que se pretendem obter.
Na minha opinião, um projecto como o TGV é não só um sinal de integração europeia, como seria simbolicamente decepcionante que a linha de alta velocidade termina-se em Badajoz. Sem acesso a estudos ou quaisquer relatórios, apostava numa única ligação entre Lisboa-Madrid e na modernização de toda a linha ferroviária Portuguesa, com especial destaque para a linha Vigo-Porto-Lisboa.
Será que o argumento da indisponibilidade de crédito para os privados é correcta? De facto, o crédito funciona como uma espécie de “saco” onde uns colocam fundos e recebem um juro e outros levantam fundos e pagam um juro. Se o estado realizar investimentos, vai limitar os fundos para os outros investidores ou, pelo menos, aumentará o juro dos empréstimos seguintes. Porventura, assumir que o investimento privado deve prevalecer sobre o investimento público é assentir que o investimento privado é melhor do que o investimento público e que o investimento privado tem prioridade sobre o investimento público, o que é facilmente desmentível, visto que, existem investimentos públicos que são fundamentais para um país (barragens, estradas, hospitais, educação, etc) cujos privados não estão dispostos a realizar.
E já agora, como é que se pode afirmar que os investimentos públicos limitarão o crédito disponível para os privados se estes, actualmente, não estão dispostos assumir riscos. Quem é capaz de me garantir que o governo não investindo, os privados investirão? E se os privados não investirem, quem impulsionará a retoma?
Como se fala de uma questão de prioridades, com que argumento se pode criticar o projecto das grandes barragens no seu todo? Com este tipo de política, a Dra. Manuela Ferreira Leite teria ficado melhor a cuidar dos seus netinhos.

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Missão Ulisses chega ao fim

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A sonda, foi lançada para o espaço a 06 de Outubro de 1990 a partir do vaivém Discovery, numa missão conjunta entre a ESA (Agência Espacial Europeia) e a NASA (Agência Espacial Norte-Americana). O aparelho usou a força de gravidade de Júpiter como trampolim e explorou pela primeira vez as regiões sobre os pólos solares.

Agora, com quase 19 anos de missão é a sonda espacial mais antiga nas operações da Agência Espacial Europeia.


Ontem, um ano depois da data programada originalmente para o fim da missão, às 12:20 em Lisboa, os controlos da Ulisses orientaram a sonda até à Terra.


Isto permitiu uma maior capacidade de descarga de mensagens até à Estação de rastreio em Madrid, a última que terá contacto com a sonda antes de esta ser desligada.


Entre os numerosos avanços científicos obtidos com a ajuda de Ulisses, a missão mostrou que o campo magnético do Sol se expande até ao sistema planetário de uma forma mais complexa do que se acreditava anteriormente.


As partículas expelidas pelo Sol desde latitudes baixas podem subir a latitudes altas e vice-versa, e inclusive chegam aos planetas.


Isto significa que as regiões do Sol que antes não se consideravam como possíveis fontes de partículas perigosas para os astronautas e os satélites, agora devem ser tidas em conta e há que vigiá-las cuidadosamente.


Logo que o vai-vem Discovery" levou a sonda para uma órbita baixa da Terra, uma combinação de foguetões orientou a Ulisses até Júpiter. A sonda aproximou-se do planeta maior do sistema solar a 08 de Fevereiro de 1992 e a gravidade de Júpiter serviu de trampolim para colocá-la numa órbita elíptica do Sol.


Há um ano, a fonte de energia da Ulisses enfraquecera a ponto de os técnicos admitirem que as baixas temperaturas congelariam os tubos de combustível e que o aparelho ficaria fora de controlo.


Isto não ocorreu e os peritos notaram que podiam manter o combustível fluido e em circulação se efectuassem uma breve ignição dos motores de propulsão a cada duas horas.


Todavia, à medida que Ulisses se afastou da Terra deterioraram-se as comunicações e a NASA e a agência europeia decidiram que não se justifica o custo de manter o aparelho em operação.


Depois de serem cortadas as comunicações, a Ulisses continuará a orbitar o Sol numa grande elipse convertendo-se, de facto, num cometa artificial.

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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