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A criação do mundo segundo Tchort - Epílogo Final

sábado, 19 de dezembro de 2009

 
Crónicas do TCHORT:

A Criação do Mundo - Epílogo Final




  
(... continuação)

A saga da criação do mundo não se ficou pelo quarto dia, mas antes de avançar-mos para as patranhas do 5º dia de criação, vamos rebobinar o filme dois dias para trás, há algo que ficou por escrever que é absolutamente fundamental para compreender o que aconteceu depois do quarto dia.

Quando Deus criou os mares, sete ao todo e os continentes, achou que era um desperdício ter aquela água e toda aquela terra virgem sem qualquer uso.

Foi então que lançou à Terra sementes de todas a espécies de ervas, de todas as espécies de árvores de fruto e de todas as espécies de hortaliças. A ideia era que ao 5º dia da criação houvesse alguma coisa para comer, há 4 dias que não comia e estava com uma fome dos "diabos".

Assim, como a erva e o pasto já estavam bem crescidos ao 5º dia, Deus resolveu então povoar os mares com peixes e monstros de todas as espécies e os céus de todas as espécies de aves. Estas criaturas foram formadas por casais heterossexuais e convenientemente baptizadas, de acordo com os padrões que foram estabelecidos para aquela época. Deus fê-los e acasalou-os para toda a vida, com a missão de serem  proficientes tal como as plantas, se multiplicassem tal como as árvores de fruto, se espalhassem tal como as leguminosas e se globalizassem tal como a economia financeira.

Deus estava por esta altura com o espírito um pouco deprimido e antes que povoasse os campos com herbívoros, resolveu ele próprio experimentar dos prazeres gastronómicos que acabara de criar.


O menu era variado, começou com umas gambas grelhadas na brasa, seguiu-se o polvo à lagareiro e por fim o bacalhau à Zé-do-Pipo, pelo meio ainda se empanturrou com umas codornizes fritas e uma sapateira recheada. Deus gostou do que manjou, mas não ficou satisfeito, já não comia nada de jeito há muito tempo, então o seu voraz apetite virou agulhas para comida mais a sério, comida digna de um Deus, pois ele era o próprio Deus!.

Para aperitivo enfardou umas tripinhas à moda do Porto e uma feijoada à Transmontana, de seguida foi uma açordazita à Alentejana e por fim embalou um cozido à Portuguesa. Deus comera que nem um abade! e melhor bebera! regou todas as estas iguarias com cinco botelhas super-reserva de "cartuxa de Évora" da colheita de 11 999 A.C. Como qualquer bom crente sabe, antes desta data, o vinho era só zurrapa, feito a martelo e de castas pouco seleccionadas.

Deus ainda foi à sobremesa, um requintado leque de doces conventuais misturados com fruta, muita fruta...  daquela fruta boa, boa mesmo!...nem sequer me vou demorar muito com estes detalhes, seria  um fastio...

Para digestivo Deus ainda pediu um café curto e um "cheirinho". O pior foi quando pediu a conta... quase 100 euros! Isto de querer tirar partido dos prazeres mundanos, obriga a ter carteira recheada.

Deus experimentou tudo e gostou e isso era bom para ele, mas terrível para o futuro da humanidade e para o seu estômago.

Deus estava como o aço! o álcool começava a bater-lhe nos frontais e sentia-se empanturrado da barriga, para terminar em beleza esta experiência, Deus lembrou-se que ainda não tinha experimentado a erva.
Então, com muito primor, como era de resto o seu apanágio, Deus enrolou uma porção de erva num cartucho, chegou-lhe fogo e deitou-se num prado a contemplar o firmamento. Enquanto os olhos orbitavam à volta da sua cabeça, outras sensações afloravam na sua mente . Três bufadelas depois e ele já sonhava com os anjinhos...

E assim se fez o 5º dia da criação, sobreveio a tarde e depois a noite e Deus continuava em estado de trans(e)ição, completamente ébrio, que é como quem diz, com uma grande moca!

Deste desvario gastronómico sobrevieram grandes sequelas para a humanidade, a começar pelo colesterol, depois os diabetes, depois as taxas de alcoolemia, por fim a toxicodependência ( a partir desse dia Deus não mais dispensou o seu charrinho ao final do dia). Estava dado o primeiro passo para a perdição humana, mas não se ficou por aqui, de tanto comer Deus ficou com dores de barriga e cólicas e isso não era  nada bom, então lançou uma maldição sobre os homens: Doravante a gula pesará como pecado mortal e vedará as portas do paraíso e soarão as trombetas dos anjos celestes a todos quantos cometerem a imprudência dos excessos gastronómicos.


Do sexto dia muito haveria a contar, foi o dia mais exaustivo. Mas como também eu estou exausto desta treta da criação do mundo vou abreviar a coisa.
Pois bem ao sexto-dia, logo pela manhã Deus criou, todos os animais domésticos, selvagens e lendários que  povoaram a terra firme. Colocou-os e fila indiana e etiquetou-os a todos. Isto deu uma trabalheira do "caraças", havia animais até vir a "mulher da fava rica". Quando terminou tão nobre empreitada, todos os animais estavam devidamente identificados, de acordo com as suas preferências ou tendências nominativas.
Os animais foram divididos em várias classes e espécies facilitando assim o trabalho ao Lineu.
É importante frisar que foi por esta altura também que Deus criou os lendários pterodáctilos , os artiodáctilos, os perissodáctilos, os tetradáctilos e tudo o que era reptilossauro, braquiossauro e brontossauro jurássico...
Esta casta de seres vivos teve uma particularidade interessante viveu de encontro ao tempo, ou seja, Deus colocou-os numa nova dimensão espaço-temporal, o que permitiu que vivessem cronologicamente para trás até 160 milhões de anos. Só por essa razão é que nos chegaram fósseis datados desse tempo.

Como todo o bom crente também sabe foi precisamente no sexto-dia que Deus criou o homem.
A história resume-se em poucas linhas...

Começava já Deus a dar os primeiros sinais de fadiga inguinal, quando percebeu que tinha que criar o homem e a mulher tal como fez com todos os outros animais.

Se quiserem conhecer melhor a história da criação de Adão e Lilith procurem aqui.

E, finalmente Deus viu concluída toda a sua obra e pode contemplá-la, e terminou-a bem a tempo deve ter pensado, a região inguinal atormentava-o e começavam a ser insuportáveis as tendências absurdas para coçar as virilhas, o cansaço também já era muito, isto de criar o mundo em apenas seis dias não é para qualquer um...

Então ao sétimo dia Deus disse:
Fosga-se... até que enfim que acabei esta merda porra! este será o dia que consagrarei ao descanso.

Então Deus deslocou-se para debaixo de uma azinheira, pois fazia um sol abrasador e encostou-se à árvore para desfrutar de uma boa soneca, só que a urticaria nas virilhas incomodava e Deus coçava....coçava...coçava e não mais parou de coçar os tomates. Não se lhe conheceu obra alguma durante milhares de anos que não fosse coçar os tomates, com excepção do dilúvio, que por sinal, foi obra de um  infeliz acaso, primeiramente Deus irritou-se com a depravação dos homens, depois ficou fulo de raiva, quando algumas companhias do seu exército de anjos se rebelaram  contra Ele e abandonaram o paraíso, preferindo cair às tentações das formosuras das filhas dos homens, por fim, ainda se encolerizou  mais quando apanhou uma infecção urinária. Daí o dilúvio...

Sendo Deus omnisciente e omnipresente é provável que já se tenha apercebido da distracção e tenha usado pomada "halibut" para remediar a coceira,  se isso não tiver resultados práticos e Deus não retomar a sua actividade laboral, os sempre atentos serviços da Segurança Social chamá-lo-ão a uma junta médica. E como se sabe, os médicos da caixa são implacáveis com quem passa a vida a coçar aquilo que dá gosto coçar...portanto, aguarde-se o seu regresso para breve.

A empreitada próxima será criar o fim do mundo, será destruir aquilo que tanto gozo lhe deu criar.

21 de Dezembro de 2012 será a data dessa profecia, mas primeiro terá que aparecer o 666, ou a grande besta, secundado pelo falso profeta ou segunda Besta e então será a perdição dos homens e principalmente de algumas "prostitutas" que se sentam entre sete colinas.

Deus dará ordem aos seus anjos para que soem as sete trombetas celestiais e lançará a toda a sua cavalaria  para exterminar a corrupção da humanidade. Será o fim dos tempos e cumprir-se-á o desígnio mais cruel das Sagradas Escrituras - A revelação (o apocalipse).

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A Corrupção da humanidade e o dilúvio

sábado, 12 de dezembro de 2009

A corrupção não é propriamente uma coisa recente entre os homens (e muito menos entre os Portugueses!).

A corrupção da humanidade começou quando os homens se multiplicaram e geraram filhas belas, doces como o mel e boas como o milho. Quando isto começou a suceder, os olhos saltaram das órbitas dos filhos de Deus e estes ensaiaram sôfregos latidos como os canídeos que detectam o cio nas cadelas.

Então arfando e com rios de baba a correr-lhes pelas feições, lançaram-se obstinadamente na depravação luxuriante da carne humana.

Deus não achou que a investida carnifica dos seus filhos, estivesse de acordo com os padrões que havia estabelecido para a virtude humana, então considerou que a humanidade estava perdida e envolta na mais despudorada corrupção e isso levantou a sua ira.

Deus arrependeu-se de ter criado o homem e decidiu erradicar o mal pela raiz. Exterminou com toda a humanidade, com todos os répteis, com todas as aves dos céus e com todos os seres vivos à face da terra, através de um colossal dilúvio, que cobriu de água toda a terra até à altura do monte Ararat.

Achou por bem, contudo, poupar Noé, já que este não se corrompia facilmente, poupou igualmente a sua família e representantes de cada espécie animal. Instruiu Noé a fazer uma arca que os manteria vivos durante um dilúvio.

Agora eu faço uma reflexão e concluo:

Deus se tivesse existido teria sido tremendamente injusto, cruel e um completo alienado mental.

Então que culpa tiveram todos os outros animais, que uma seita de desertores do reino do céu se tivesse enamorado pelas voluptuosidades das filhas dos homens?

Pois é! assim cai a máscara desses hipócritas dementes que deram o nome a deus e fazem dessa alucinação o modelo da virtude e do amor aos homens.

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Lilith - A saga de uma mulher mundana e empreendedora

domingo, 6 de dezembro de 2009

Nota Prévia: A saga de Lilith foi inspirada na saga da Cinderela - Saudades dos tempos em que me prostitui , um remake da saga do secador do cabelo , agora em versão infantil censurada.

Lilith exilou-se voluntariamente do paraíso, depois de perceber que Adão jamais praticaria consigo aquilo que ela mais adorava fazer, ou seja, o coito. O recurso ao exílio não terá sido, porventura, assim tão livre como as palavras há primeira vista transparecem, de facto Lilith, ficou transtornada, tal como qualquer esposa o fica quando tem que abandonar o seu lar, mas depressa esta frustração deu lugar ao ódio, à vingança e à luxúria.

Lilith jurou, doravante, vingar-se de todos os homens, de todas as formas e de todas as posições possíveis.

Lilith fez-se à vida, ou porque não dizê-lo tornou-se mundana e uma grande empreendedora para o seu tempo.

A sua partida do paraíso redundou em mais males para o mundo e para as virtudes humanas do que Deus alguma vez terá imaginado, a surpresa e o espanto superaram toda a sua omnisciência.

Para conseguir sobreviver sozinha num mundo em constante mudança e com padrões de competitividade altamente exigentes, Lilith tornou-se empresária em nome individual e fundou a empresa que abraçou a mais velha profissão do mundo.

Para extravazar a sua ira e amenizar a sua frustração sexual, Lilith distribuiu sífilis e gonorreia por tudo quanto era canto e entregou-se lascivamente ao negócio, que era bem rentável.

Com os lucros da empresa a subir em flecha, o espírito empreendedor de Lilith abriu-lhe novos horizontes para a expansão do negócio. Com toda a sua perspicácia, um dom nato que adquiriu à nascença, Lilith investiu em novas fontes de rendimento e com isso, acumulou uma fortuna fabulosa.


Lilith, para além da mais velha profissão do mundo, estabeleceu negócio em áreas tão diversas como a bruxaria, o vampirismo, a dança no varão, assegurou o monopólio das indústrias de transformação do látex, ficou lendária a sua reputação no controlo do submundo da noite e no tráfico da carne branca.
Mas Lilith não se ficou por aqui, o dinheiro é uma coisa que se entranha, cria vício e dependência, não tardou a estabelecer incursões na medicina.

Lilith era uma visionária dos tempos bíblicos. Foi quem primeiro percebeu, o quão lucrativo poderia ser o desenvolvimento de terapêuticas que combatessem a disfunção eréctil e a castração masculina.

Lilith abriu caminho para a consumação generalizada do pecado e isto inquietou o Espírito Santo.
Numa contra-ofensiva o Espirito Santo tratou de escrever numas tábuas, a elencação dos pecados mortais, como forma de travar algum sentimento de depravação que ameaçava tomar de assalto o reino dos Céus.

Por tudo isto Lilith, para além de proscrita no Céu, também foi cognominada de "A Rameira", o que lhe veio a valer a eliminação de toda e qualquer referência directa no livro dos "Génesis".

Como já vimos anteriormente, pelas suas práticas quotidianas, Lilith gerou muitos filhos e filhas ao longo da sua vida, teve muitos consortes, um dos quais Lúcifer, com quem partilha hoje o trono do reino dos Infernos.

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Crónicas do Tchort - Conspirações Bíblicas (Capitulo II)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

(Continuação...)

Capitulo II - Os Filhos de Deus

As duas sementes tombadas no solo argiloso e barrento de cor vermelha, fecundaram a terra, germinaram e delas resultaram dois rebentos simultâneos, Adão e Lilith.



Deus gostou do que viu, mas jamais ousaria praticar de novo aquilo que as necessidades hormonais exigem que se pratique. O trauma foi enorme a Coca jamais lhe perdoou a infidelidade. A partir desse dia, o coito  sem fins procriativos passou a ser pecado e ai daquele que se atrevesse a desafiar as leis de Deus, toda a sua ira seria lançada sobre os prevaricadores.

Adão e Lilith eram meios-irmãos pela parte de Deus, que por sua vez eram igualmente meios-irmãos de Lúcifer, o senhor da luz. Foram estes os primeiros filhos de Deus.

Deus queria que Lúcifer fosse o herdeiro legítimo do seu trono nos Céus, por isso lhe concedeu a graça de ser o portador da luz, mas isto viria a ser trágico para o futuro da humanidade tal como Deus em teoria a concebeu.

Sendo Lúcifer o sucessor de Deus, a Lilith e a Adão estaria reservado o papel profícuo da multiplicação dos homens e das mulheres, naquele tempo ainda ninguém tinha estudado a fundo os efeitos genéticos complexos  da consaguinidade.
 Por isso Deus, juntou Lilith e Adão e acasalou-os, pelo menos pretendia Deus que assim fosse, na verdade este acasalamento não foi assim tão simples.

Não podendo mais praticar o coito, por imposição do Espírito Santo, Deus disse a Adão:

- Adão! ofereço-te  Lilith como tua esposa faz com que a humanidade se multiplique vezes sem conta.

Adão respondeu, prostrando-se diante de Deus:
- Mas senhor, como farei tal coisa?

Deus respondeu:
- Pratica o coito até lhe perderes a conta e verás o resultado.

- Mas, senhor como se faz isso? retorquiu-lhe o assustado Adão. (Adão era assim um bocado lerdo das ideias. Tinha herdado os genes da Dextra, a mais conservadora das am(ão)ntes de Deus).

Atónito com a resposta de seu filho, Deus ainda pensou em fazer-lhe um desenho, mas Deus era uma absoluta nulidade nas belas-artes. Ao invés, Deus tinha um dom natural, era um génio em literatura sânscrita, os vários capítulos que leu do Kama Sutra instruíram-no nessa ciência, pelo que lhe disse coloquialmente:

- Adão! Toma nas tuas mãos este sagrado manuscrito que agora mesmo acabei de escrever, nela encontrarás toda a sabedoria que ao homem é permitida para que a humanidade se multiplique.
Faz uma recitação desse escrito a Lilith três vezes ao dia e a humanidade se multiplicará até lhe perderes a conta.

Sem o saber, Adão havia recebido das mãos de seu Pai, o refrão da última músicas dos Rammstein, "Pussy" escrita em sânscrito!

Cuja letra é assim e cuja tradução me escuso a fazer a não ser em Inglês:

You’ve got a pussy
I have a dick
So, what’s the problem

Let’s do it quick

So take me now

before it’s too late
Life’s too short 
so I can’t wait


Adão era um tipo pouco esperto nas questões da língua e não percebia patavina de Inglês e muito menos de sânscrito, pelo que foi incapaz de recitar o poema a Lilith, sua esposa. Lilith é que não esteve pelos ajustes e pegando entre as mãos o manuscrito que Deus dera a Adão, recitou ela mesmo o poema. Ora isto inverteu aquilo que um homem não admite que se inverta e todo o plano dimensional do coito ficou alterado, ficou invertido, por assim dizer...

Lilith era matreira, inteligente e frívola no que aos afectos respeitava. Sabia tudo sobre a arte do amor, nas suas mais variadas formas e posturas. Lilith teve um pequeno agravo, mas que muito significou  no futuro da humanidade. Lilith foi precursora  dos ideais da emancipação da mulher. Lilith foi gerada em pé de igualdade com Adão, por isso  sempre revelou traços de rebeldia e de grande independência, face ao seu esposo.

Lilith recusava-se a ficar debaixo de Adão durante o coito, sendo que Adão não aceitava essa posição de inferioridade do macho, o que muito lhe desagradou. Essa condição de igualdade que reclamava a Adão, mas que Deus não lhe concedeu, fez com que tomasse a liberdade de  abandonar o seu lar e a procurar acolhimento num qualquer centro de apoio à vitima e então, exilou-se do paraíso e foi para Sodoma.

Adão ficou inconsolável com a partida da sua esposa, com quem nunca sequer chegara a praticar o coito.
Adão não se conteve e correu para junto de Deus fazendo uma choradeira  insuportável, a baba e o ranho cobriam-lhe o rosto. De imediato, Deus enviou uma patrulha  de três arlequins no encalço de Lilith, para a trazer de volta. De nada valeu, Lilith jamais voltaria para Adão preferindo prostituir-se de forma depravada com os demónios.

Então, Deus que era omnipotente e percebendo que Lilith jamais voltaria para junto de Adão, pensou em arranjar uma nova companheira para Adão.

Desta vez seria mais cauteloso e não deixaria que nenhuma semente se escapasse por onde não devia.
A mulher deve ser submissa ao homem e não vou correr o risco que corri com Lilith, ao  permitir que ela fosse gerada em pé de igualdade com Adão, pensava Deus com os botões da camisa...

Um dia chamou Deus, Adão à sua presença e disse-lhe:
- Adão precisas de uma nova esposa, a multiplicação da humanidade tem que prosseguir, essa é a minha missão. Vou conceder-te uma nova esposa.
- Senhor! isso seria óptimo! sabe como é, um homem também não é de ferro, e coisa e tal... o Lúcifer... tenho sofrido algum assédio por parte do Lúcifer e começo a ficar preocupado com alguns dos meus pressentimentos, nem sei se consigo resistir aos seus encantos, blá, blá, blá... rebéubéu pardais ao ninho!

Então, Deus já cansado da conversa de Adão, interveio e disse:
- Adão! aproxima-te de teu Pai! e Adão assim fez, aproximou-se...

Num ápice e de um só golpe Deus retirou-lhe a omoplata direita.
Segurou então a omoplata entre as mãos, elevou-a ao nível da cabeça, ligeiramente inclinada para a esquerda, num ângulo de vinte e dois graus, esfregou-lhe um pouco de cuspo com os dedos indicadores e soltou um gutural arroto sobre aquele naco de carne misturada com osso (Deus era muito meticuloso nas suas criações, qualquer desvio e a criação poderia ser um completo fracasso) e criou Eva, a futura esposa de Adão.

Doravante e por uma mera questão de pudor social, Eva seria a primeira mulher criada por Deus, Lilith tinha sido um desastre de criação e isso poderia afectar a reputação de Deus diante do Espírito Santo, por isso   qualquer referência à presença de Lilith sobre a terra, seria totalmente eliminada dos arquivos secretos que estão ocultos por detrás das Sagradas Escrituras.

Entregou Eva a Adão e ordenou-lhe que fosse submissa e obediente ao seu esposo e acasalou-os.

No próximo capítulo abordaremos as paixões e as traições, os desvarios e a lua-de-mel do novo casal de pombinhos...

(continua...)

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Crónicas do Tchort - Conspirações Bíblicas (Capitulo I)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Capitulo I - As Amantes de Deus

Como o assunto do momento são as conspirações, nada melhor do que temperar a interpretação das sagradas escrituras com algumas teorias alternativas.

Deus apesar de ser uma entidade metafísica, não era desprovido de sentimentos nem de emoções.

Apesar de parecer difícil esta interpretação, basta que nos reportemos ao ataque de ira que exteriorizou, quando a Eva, desobedecendo às regras por si impostas, descobriu os prazeres da árvore da sabedoria e do conhecimento. A cólera que sentiu quando através do dilúvio exterminou quase toda a humanidade e todos os seres vivos que viviam em estado de depravação generalizada.

Portanto, Deus tinha emoções próprias e comuns a qualquer ser mortal. Por isso mesmo, apesar de toda a sua omnipotência, Deus teria igualmente carências no plano afectivo, a solidão seria por certo uma dessas sensações que lhe aflorava as carências, mas desengane-se quem pensar que Deus viveu em estado celibatário eternamente.

Deus era caprichoso como qualquer ser comum, tinha uma companheira, com quem vivia em união de facto, (naquele tempo não houve um padre que estivesse disponível para lhe fazer um matrimónio, como devem ser feitos os matrimónios religiosos, mas isso não era coisa de sobeja importância, Deus estava mais preocupado em partilhar e viver os seus afectos de forma natural).

A sua companheira era a Coca (os brasileiros chamam-lhe Cuca, nas décadas de 70 e 80 ficou imortalizada no pequeno ecrã televisivo, pelo seu desempenho na série infantil - "O sítio do Pica-pau amarelo").

A Coca era um ser alienígena de proveniência incerta, que gostava de viajar no espaço interstelar a bordo de uma nave espacial. Tudo aconteceu quando a nave em que seguia embateu num meteorito e se despenhou sobre a Terra.

Isto terá acontecido mais ou menos no 3º dia da criação do mundo. Por sorte, o engenho espacial acabou por cair no mar Mediterrâneo, salvando-se assim a Coca e uma medusa que se fazia transportar a bordo da nave espacial clandestinamente.

A Coca era um ser estranho, muito bizarro mesmo, Deus percebeu logo que a viu, que semelhante "coisa" não poderia ter sido obra da sua imaginação nem tão pouco coisa da sua criação divina e muito menos uma graça do Espírito Santo.

A Coca era assim uma espécie de besta monstruosa, cauda de réptil e corpo de jacaré, com umas franjinhas engraçadas na cabeça, que lhe davam um "look" bestial no cabelo.

Pela descrição percebe-se que a Coca não era um primor de beleza, pelo contrário era até bem feiínha, mas aos olhos encantados de Deus isso era de somenos importância, a beleza e a fealdade eram conceitos vagos e relativos sem muito significado, não havia termo de comparação, porque não havia ninguém para comparar, além disso não havia espelhos e a Coca não percebia o quão ridículo era o seu penteado, enfim... mas, Coca era a predilecta do coração de Deus, sim porque se Deus tinha emoções também tinha coração.

Foi assim que Deus se enamorou, numa ardente e voluptuosa paixão com a Coca,.

Há medida que a paixão elevava a sua testosterona a níveis críticos, outras coisas se elevavam a níveis criticáveis.

Então, Deus sentiu um desejo irresistível de praticar o coito.

Durante a sua solitária presença no mundo, que ele próprio criara, Deus tinha lido vários capítulos de um livro de literatura sânscrita como forma de passar o tempo. Esse livro o "Kama Sutra" era uma verdadeira enciclopédia da arte de bem fazer, aquilo que deve ser feito quando as hormonas impelem os genes para as duas vesículas seminíferas.

E Deus praticou o coito por várias vezes nesse dia e outras tantas vezes nos dias seguintes.

Deus esperava assim disseminar os seus genes pelo mundo, o que ele desconhecia era que a Coca
era estéril e jamais lhe daria aquilo que a um Deus deve ser dado - a descendência.

Frustrado com a sua companheira, Deus não tardou muito a cometer infidelidade conjugal, primeiro com a medusa que acompanhava a Coca na altura em que o seu aparelho se despenhou no mar Mediterrâneo.

Desta relação com a medusa, nasceria Lúcifer, o filho primogénito de Deus, o mais belo de entre os seus filhos, concedeu-lhe a graça de ser o guardião da luz, uma das suas mais geniais criações.

No entanto Deus, não apreciava muito os encantos e muito menos os cnidócitos da medusa, que lhe faziam baixar os níveis hormonais drasticamente por isso, esta relação não durou muito, além disso a medusa concedera-lhe aquilo que a um Deus deve ser concedido - um primogénito e isso bastava.

Deus abandonou a medusa e abraçou a poligamia como forma de acabar, com a monotonia e com os espinhos das mal experimentadas relações anteriores.

Manteve durante largo tempo, uma relação de concubinato com duas am(ão)ntes; a Dextra e a Canhota.

Deus relacionava-se muito intimamente com estas duas concubinas, alternando o vazamento da sua paixão, ora com a Dextra ora com a Canhota e não raras vezes com as duas ao mesmo tempo, numa divinal orgia a três. A Dextra era mais conservadora, a Canhota era mais progressista , quando as maiorias convergiam era possível formar um verdadeiro bloco central, onde apenas escapavam os mindinhos, ora à Dextra ora à Canhota.

Foi na sequência de uma destas orgias a três que nasceram dois gémeos, um do sexo feminino, outro do sexo masculino.

Praticava Deus o coito com a Dextra e com a Canhota, num frenesim doentio, numa relação completamente desprotegida e irresponsável, quando Deus sentiu aproximar-se a Coca, sua legítima companheira.

Deus ficou petrificado, a causa da sua ausência nos deveres conjugais acabava de ficar descoberta, literalmente a nu. Subitamente, o caudal sanguíneo nos tecidos cavernosos esmoreceu, e algo mais se interrompeu logo ali, o coito foi travado de forma drástica e interrompeu-se o que não deve ser interrompido. Nunca Deus se sentira tão pequenino e murcho, mas era tarde demais, duas pequenas sementes se escaparam, por onde todas as outras se teriam escapado, caso houvesse dureza e verticalidade para tal e quedaram-se no solo argiloso.

Esta seria a mais dramática queda da história e que não encontrou paralelo até aos dias de hoje.

(Continua...)

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A criação do mundo segundo Tchort - Parte II

domingo, 15 de novembro de 2009






As Crónicas do Tchort – A criação do Mundo (Parte II)


Esta coisa de criar o mundo é uma tarefa extenuante e eis que sobreveio a noite e Deus foi merecidamente descansar.

Deus sofria de vários problemas de saúde para além da flatulência, outro problema eram as insónias e mais grave, deus possivelmente tinha problemas relacionados com as dimensões volumétricas da próstata (deus constatou essa possibilidade através do toque rectal), pois as suas micções, ora eram prolongadas, ora eram às pinguinhas, isto viria a ser de vital importância para o futuro da humanidade, como veremos adiante. Mas, vamos por partes...

Como ainda não tinha criado as horas, os minutos e os segundos, muito menos as semanas, os meses e os anos, os seus olhos não tinham a percepção do cair da noite, a glândula pineal (localizada no centro do cérebro) não produzia a melatonina necessária para auxiliar o seu organismo a regular o ciclo do sono (ciclo circadiano).

Deus tinha dificuldades em adormecer, uma das fórmulas com que tentava contornar o problema era contar carneirinhos, mas, naquela noite preferiu fazer uma retrospectiva da sua obra, na esperança de adormecer mais facilmente, foi então que lhe ocorreu uma ideia.

Até àquele momento a sua criação era um tanto ou quanto bizarra, não se distinguia o céu da terra, porque ainda não existia terra, nem se distinguia a terra dos oceanos, porque estes também não existiam. Este seria o mote para o terceiro dia da criação e Deus embalado pelos anjos adormeceu...


Pela manhã, Deus acordou com uma ressaca dos diabos e isto bloqueava-lhe as ideias. Enquanto pensava que se dirigia à casa de banho, para se aliviar do tormento que nos atormenta a todos logo pela manhã (a primeira mijadinha) e para desfazer a barba, ia matutando sobre o que o inquietava:


Como iria ele criar os oceanos e a terra firme? Sim porque apesar de ser sobrenatural, ele há coisas que nem para os deuses é obra fácil, isto não lhe saía do pensamento e criou-lhe distracção. Deus não conseguiu distinguir a sanita da porta de saída e ali mesmo se aliviou.


Deus tinha o velho hábito de se dirigir a um pequeno rochedo que delimitava um abismal precipício. Daí se entretinha a observar a potência do jacto da sua micção. Deus divertia-se imenso aquando da sacudidela final, extasiava-se a observar a precipitação das pinguinhas para o fundo do abismo (esta técnica viria a ser precursora daquilo a que mais tarde se convencionou designar por chuva molha-tolos).


Como deus não tinha a exacta noção da cronologia, para ele valia tanto um milhão de anos como um único segundo, havia passado já imenso tempo desde a última vez que deus tinha mijado, mas ele não se apercebera disso.


A mijadela foi monumental, inundou toda a planície que se seguia ao abismo e todas as outras planícies que estavam no seu redor.

Nota: (abro aqui um parêntesis só para lembrar que mais tarde Deus iria repetir este feito extraordinário da micção, quando se deu o dilúvio, mas lá chegaremos...)


Mais uma vez e por mera obra do acaso, que é como quem diz pela graça do Espírito Santo, Deus acabava de criar os mares e os oceanos, sete ao todo. O que não foi inundado, ficou estabelecido pela geografia que seria a litosfera.



Durante a micção, mais uma vez deus sentiu os efeitos da terrível flatulência, deixando escapar um pequeno flato, nada que se assemelhasse ao big bang; estava criado o primeiro Tsunami da história com dimensões bíblicas.


Foi assim deste modo que deus contemplou a sua obra da criação do mundo:

- Eureka !!! (apareceram aí umas três lâmpadas em redor da testa e duas por cima da nuca) acabei de separar o céu da terra e a terra dos mares, sete ao todo!

Assim se criou a harmonia que faltava no espaço estratosférico.

Ficou assim escrito que este seria o terceiro dia da criação, deus gostou do que viu e isso deixou-o muito orgulhoso.


Sobreveio a noite, depois a manhã, finalmente a tarde e deus entrou no quarto dia da sua empreitada, este foi um dos dias mais importantes da criação.

Ao quarto dia, tenho andado para aqui a falar de dias e de noites, mas em abono da verdade, ainda deus não os tinha criado, por mera distracção diga-se.

Sendo deus omnisciente, ele tem noção de tudo o que se passa, em todos os momentos e em todos os lugares, portanto essa história dos dias e das noites não era coisa que fizesse muita falta por aqueles dias, mas fazia alguma falta às tardes e às noites.


Decidiu então deus criar as horas, os minutos e os segundos e como a contagem do tempo não pode ficar por aqui, vão pensar vocês que deus criou o relógio! nada disso, os relógios foram inventados e deus não inventa nada, deus cria...

Criou então deus a ampulheta do tempo, um mecanismo altamente sofisticado que serviu para contar o tempo durante milénios, mas que entretanto se tornou obsoleto, tendo sido ressuscitado muito mais tarde como apêndice do cursor do rato, para os tempos de espera no computador.

Deus não cria obra ao acaso, deus é supremo e foi muito meticuloso quando definiu que um dia para ser perfeito e imaculado deveria ter a duração exacta de 23 horas 56 minutos e 4,09966 segundos, por conseguinte, deus definiu que o ano teria 365 dias, 6 horas e 9 minutos.

Esta meticulosidade levantou um grave problema, é que ao fim de quatro anos os dias estavam todos desajustados do movimento de translação da terra. O calendário ficou um caos, nem Júlio nem Gregório haviam nascido ainda.

Então deus, senhor criador de todas as coisas e nada adepto das coisas confusas e complicadas, criou o ano bissexto, acrescentando mais um dia ao mês de Fevereiro de 4 em 4 anos. O objectivo era manter o calendário anual ajustado ao movimento de translação da terra e aos eventos sazonais relacionados com as estações do ano, que entretanto também criara.

A partir de então, deus começou a levar uma vida mais regrada e assim seria para todas as outras criações, tudo na vida deveria obedecer à regra fundamental do tempo e isso era bom, porque deus gostava (só por isso). Em bom rigor passou a haver dia e noite, horas, minutos e segundos (os décimos, os centésimos e os milésimos só muito mais tarde viriam a ser descobertos com o advento dos cronómetros e com a descoberta do átomo de Césio), passou a haver dias, meses e anos (a semana também foi criada por deus, mas somente ao sétimo dia), passou igualmente a haver solstícios e equinócios, tempo sideral e tempo universal, latitudes e longitudes, ascensão recta e declinação, ponto vernal, eclíptica e azimutes, trópico de câncer e trópico de capricórnio e finalmente também o equador e os signos do Zodíaco, toda esta obra é graça de deus.

Foi assim que se criou a harmonia no tempo, deus gostou da sua obra e isso era bom!

Cumpriu-se assim religiosa e rigorosamente, ao fim de 23 horas 56 minutos e 4,09966 segundos, o quarto dia da criação.


Continua, se Deus quiser e o santo ofício deixar...

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Profecias sobre o fim do mundo

domingo, 8 de novembro de 2009

O filme "2012", que estreia nos cinemas no próximo dia 13 de Novembro, esta data não é inocente, pois trata-se de um dia treze, sexta-feira, esta nova criação cinematográfica traz à liça novamente a discussão sobre o fim do mundo. Durante séculos, as pessoas aprenderam, sem muitos sobressaltos, a conviver com perspectivas catastróficas tratadas desde o calendário maia até às previsões de profetas modernos. Apesar disso, estes cenários horrendos do Apocalipse sempre têm algo em comum: nunca acontecem. Por causa disso, o site científico Live Science resolveu escolher as 10 premonições que mais curiosidade, interesse e apreensão despertaram ao longo dos últimos 2 séculos, mas que nunca aconteceram.

Galinha profeta de Leeds, 1806

A história tem inúmeros exemplos de pessoas que proclamam o regresso iminente de Jesus Cristo, mas nenhuma mensagem é mais estranha do que a da galinha de um inglês na cidade de Leeds, em 1806. O que se contava era que a "galinha profeta" começou a por ovos com a frase "Cristo vem aí!". As notícias deste milagre depressa se disseminaram pela população e muitos convenceram-se que o dia do juízo final estava ali bem próximo. Até que alguém mais céptico e mais inteligente descobriu que tudo não se passava de uma farsa.

Os millerites, 23 de Abril de 1843

Um agricultor da Nova Inglaterra chamado William Miller, depois de ter feito durante vários anos um estudo rigoroso sobre a bíblia , concluiu que o tempo escolhido por Deus para destruir o mundo poderia ser adivinhado a partir de uma interpretação estritamente literal da escritura.

Ele explicou para quem quisesse ouvir que o mundo acabaria algures entre 21 de Março de 1843 e 21 de março de 1844. O agricultor pregou as suas conclusões e espalhou a notícia e foi de tal forma convincente que teve o apoio de milhares de seguidores - conhecidos como Millerites - Após alguma discussão acertaram entre si a data de 23 de Abril como a data que poria fim à humanidade.




Muitos estavam de tal forma convencidos que trataram de vender ou dar os seus bens , admitindo que eles deixariam de ser necessários, mas quando chegou o ansiado 23 de Abril, e Jesus Cristo não veio, o grupo finalmente se dissolveu - com alguns elementos integrantes a formarem o que hoje são os adventistas do Sétimo Dia.




Mórmon e o Armageddon, 1891

Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, convocou uma reunião urgente dos líderes da sua igreja em Fevereiro de 1835 para contar que tinha falado com Deus recentemente e, que durante a conversa, tinha ouvido que Jesus Cristo estaria de volta nos próximos 56 anos. Nesta data, o fim do mundo seria iniciado imediatamente.

Cometa Halley, 1910
Em 1881, um astrónomo descobriu por meio da análise espectral que as caudas dos cometas eram compostas por um gás mortal chamado cianogênio, conhecido também como cianeto. Esta foi apenas uma notícia de interesse passageiro até que alguém alertou que a Terra poderia passar pela cauda do cometa Halley em 1910.

Será que todos no planeta seriam atingidos por um gás tóxico mortal? A especulação foi reproduzida nas primeiras páginas do jornal americano The New York Times e outros periódicos, gerando um pânico em massa no próprio país e no exterior. No entanto, os cientistas conseguiram explicar que não havia nada a temer.




Pat Robertson, 1982

Em maio de 1980, um pregador televisivo e fundador da Coalização Cristã, Pat Robertson, assustou e alarmou a população - ao contrário de Mateus 24:36 ("Ninguém sabe que dia ou hora, nem os anjos no céu") - ao informar no seu programa de televisivo que ele sabia que o mundo ia acabar. "Eu garanto que até o final de 1982 o mundo terá o juízo final", disse Robertson.

Heaven's Gate, 1997
Quando o cometa Hale-Bopp surgiu em 1997, surgiram rumores de que uma nave extra-terrestre estava seguindo o rasto do cometa - encoberto, é claro, pela NASA e pela comunidade astronómica. Embora a alegação tenha sido refutada por astrónomos - e poderia ser refutada por qualquer pessoa com um bom telescópio - os rumores foram espalhados por um reconhecido programa de rádio.

A partir de então, uma seita que fazia o culto dos OVNI's em San Diego, chamada Heaven's Gate, concluiu que o mundo iria acabar em breve. O mundo realmente teve um fim, mas apenas para os 39 membros do grupo, que se suicidaram em 26 de Março de 1997.


Nostradamus, Agosto de 1999

As escritas ocultas e metafóricas de Michel de Nostrdame têm intrigado as pessoas por mais de 400 anos. Seus textos, cuja precisão depende muito da flexibilidade da interpretação, foram traduzidas e retraduzidas em dezenas de versões diferentes. Um dos mais famosos dizia: "No ano de 1999, sétimo mês, do céu virá um grande rei do terror".

Bug do Milénio, 1º de Janeiro de 2000
No início do século passado, muita gente ficou preocupada que os computadores poderiam causar o fim do mundo. O problema, referido pela primeira vez no início dos anos 70, era de que muitos computadores não seriam capazes de diferenciar as datas entre 2000 e 1900.

Ninguém estava realmente certo sobre o que aconteceria, mas muitos acreditaram que um holocausto nuclear pudesse destruir o planeta. Nada disso ocorreu e o novo milénio começou com apenas algumas falhas.




Gelo e o fim do mundo, 5 de Maio de 2000

Se o mundo não acabasse com o bug informático do milénio, seguramente haveria uma outra catástrofe global, foi pelo menos o que assegurou Richard Noone, autor do livro "5/5/2000 Ice: the Ultimate Disaster" ("5/5/2000 Gelo: A Catástrofe final", na tradução do inglês). Segundo Noone, a massa de gelo da Antárctida ficaria com 3 km de espessura em 5 de maio de 2000 - data em que os planetas estariam alinhados no céu, o que provocaria o degelo global.

Pastor da Igreja de Deus, 2008
Segundo o pastor da Igreja de Deus, Ronald Weinland, o fim dos tempos está sobre nós - mais uma vez. No seu livro "2008: God's Final Witness" ("2008: O testemunho final de Deus", em inglês), ele afirma que centenas de milhões de pessoas vão morrer até ao final de 2006, "haverá um prazo máximo de dois anos para que o que restasse do mundo mergulhar no pior momento de toda a história humana". No outono de 2008, os Estados Unidos deixariam de ser uma potência mundial e perderiam a sua independência e soberania.

Profecias e visionários sempre os houve e sempre os haverá , enquanto alguém lhes der crédito, o que eu acredito é que dentro de 4,5 mil milhões de anos a terra será volatizada pela expansão do diâmetro da superfície solar, até lá vou dormir seguramente descansado.

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A criação do mundo segundo Tchort - Parte I

sábado, 7 de novembro de 2009






As Crónicas do Tchort – A criação do Mundo (Parte I)



Como tudo tem um começo, iniciarei as minhas laudes nocturnas, agradecendo ao senhor pela maravilhosa invenção que foi a criação o mundo. Estas escrituras serão subdivididas em vários escritos, tal e qual manda a divina paciência, por esta razão pode ir sempre acompanhando o filme em resumos...

Desengane-se quem ao longo da leitura, encontrar cá qualquer semelhança com a inspiração profana de alguém com apelido de planta da família dos nabos ou da mostarda.

Esta escritura foi-me revelada pelo poder divino do Espírito Santo, se não acreditarem leiam os Génesis (foi assim que me tornei um crente em menos de 3 dias) e depois façam a interpretação livre que bem vos aprouver, não a interpretação literal e literária do texto, pois isso ia ser uma seca dos diabos!

Nota: Como o Espírito Santo não me revelou as escrituras num único dia, é natural que sejam acrescentados novos elementos à medida que a fluidez da inspiração divina se vai instalando no pensamento.

Então, o mundo começou assim...



Primeiro era o verbo ou predicado, depois veio o sujeito, em seguida veio o complemento indirecto e só depois o complemento directo, por fim veio o caos, uma grande confusão...
Deus nunca fora um bom aluno nas disciplinas linguísticas e tinha grandes problemas com a articulação gramatical das frases.

Antes de Deus ter criado o mundo e tudo o que ele contem, isto deu-se mais ou menos há muito tempo, algures no período do ridiculoceno superior, apenas existia ar, vento e um átomo de uma substância que há época era completamente desconhecida dos cientistas, mas que mais tarde se veio a descobrir ser este constituído por material radioactivo, possivelmente plutónio.
Ora este pequeno átomo concentrava em si mesmo toda a matéria que então existia no universo, excepto ar e vento.

Deus tinha uma grande cumplicidade, aliás tinha uma cumplicidade ímpar com este átomo, nutria por ele grande carinho e estima, eram inseparáveis. Esta tão estreita simbiose obrigava Deus a ter cuidados redobrados com o átomo, por isso guardava-o sempre juntinho de si no bolso trazeiro das calças, tudo numa harmonia perfeita, num lindo quadro enternecedor da sagrada família. O átomo era tudo o que tinha de mais importante na vida, tal como a família é tudo o que de mais importante existe no individuo.

Por estes tempos a vida não era nada fácil , Deus não tinha uma dieta muita rica em fibras (ainda não tinha criado as hortaliças), alimentava-se à base de ar e vento, se bem que por algumas vezes tenha sido tentado a degustar o seu inseparável átomo, a verdade é que sempre resistira a fazê-lo e ainda bem para a humanidade.

Uma dieta pouco variada à base de ar e vento provocavam em Deus problemas terríveis de flatulência.

Certo dia, Deus teve um ataque insuportável de gases acumulados no organismo e soltou um colossal flato.

A onda de choque que então foi produzida, foi de tal forma intensa que foi registada em todas as estações sismológicas que existiam por aquelas bandas. A violência foi tal que a terra se desviou do seu movimento orbital e pior ainda acabou por cindir o átomo que ele trazia no bolso.
Isto provocou uma mega-extraordinária libertação de energia; o chamado Big Bang.
Portanto, o Big Bang foi o responsável pela criação do mundo e pela expansão do universo, se quisermos ser mais aprimorados no rigor, melhor seria reconhecer que na verdade o Big Bang teve a sua origem num Big Trak.

E então, passou a reinar o caos e a desordem durante três minutos, este tempo permitiu que o universo se expandisse até aos dias de hoje.

Foi assim que Deus involuntariamente criou o mundo. Tudo aconteceu no primeiro dia e Deus gostou da obra, sobretudo porque se sentiu mais aliviado no baixo-ventre, apesar de ter ficado com saudades do seu inseparável átomo. Durante 40 dias e 40 noites (No livro do Génesis este número é várias vezes repetido, como veremos mais adiante), dizia eu que , durante 40 dias e 40 noites (note-se que nesta altura Deus ainda não tinha criado nem os dias nem as noites, isso só aconteceu no 4º dia da empreitada da criação), portanto durante 40 dias e 40 noites o cheiro continuava insuportável, a reacção química do metano com o enxofre é devastadora, não fosse Deus um ser sobrenatural e com certeza não teria resistido ao impacto que o aroma pestilento causou nas suas vias respiratórias.

No dia seguinte, pela noitinha, numa pouco usual noite nublada, andava Deus ainda mal refeito das dores que lhe causaram a estridência do flato e a alergia ao betadine e foi acossado por uma repentina crise intestinal. Rapidamente procurou um lugar confortável para aliviar aquilo que tem que ser aliviado. Agachou-se por entre duas colinas e ali mesmo "arreou o calhau". Para melhor se concentrar na obra do "arreamento" que lhe saia pelas entranhas, Deus resolveu contemplar o firmamento. Para seu espanto reparou que ainda não existiam estrelas, planetas, cometas ou afins, não existia sequer a lua. Acabada a obra que entretanto se ocupara a fazer, Deus não tinha papel e isso não foi nada bom, enquanto procurava papel naquela escuridão, Deus descuidou-se e acabou por pisar a sua própria "obra" o que o deixou fulo de raiva e então disse:

- Rais parta esta merda! é sempre a mesma coisa...

Então, num rasgo de iluminação divina que só aos deuses é possível, pegou numa pilha eléctrica que trazia no bolso e disse:

- Faça-se luz! e fez-se luz. (não por muito tempo diga-se, já que entretanto as pilhas esgotaram-se e Deus não sabia onde iria comprar outras) então reflectiu melhor sobre a questão e estalando os dedos, num ápice criou de uma assentada todos os corpos celestes e assim povoou todo o firmamento com luzeiros cintilantes, ao qual passou a chamar céu. A partir de então, da noite se fez dia ou algo assim parecido, confesso que não percebi muito bem esta parte. Deus olhou para a sua obra, a que fez no céu não a que fez no chão e gostou do que viu.

A partir deste dia, por mais breu que fizesse, Deus jamais voltou a pisar a sua "obra" enquanto procurava papel para limpar o que tem que ser limpo.

E assim se cumpriu o 2º dia da criação.

continua, sabe Deus quando...

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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