Bento XVI não lê a Bíblia!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009



Apesar de considerar que a mulher nada deve a alguém pela  sua existência, não deixo de notar que esta afirmação de Bento XVI encerra em si mesma uma grande afronta histórica à dignidade da mulher senão vejamos:

O que é que a pretensa costela do Adão ou a sua cabeça tem que ver com esclavagismo, domínio ou companheirismo?

Estes conceitos têm o cunho prático dos homens e não das divindades celestiais.

A Igreja Católica sempre considerou a mulher submissa ao homem, a mulher sempre foi relegada para segundo plano, sobre ela a igreja cometeu os mais abomináveis tormentos e perseguições discriminatórias, basta lembrar as campanhas lançadas contra as mulheres a propósito da interrupção voluntária da gravidez, isto já para não falar da proibição bíblica que vedava às  mulheres a possibilidade de falar nos templos.

É pena que Bento XVI não se pronuncie  "ex catedra", ou seja,  enquanto entidade suprema da infalibilidade,  sobre esta matéria, portanto, nestas declarações Bento XVI é falível segundo os dogmas  da teologia católica. Resumindo, estas afirmações não comprometem os princípios teológicos do catecismo, pelo que  não podem ser observadas nem como uma evolução nem tão pouco como uma revolução no seio  da igreja romana.

Além disso, as palavras de Bento XVI soam a heresia segundo os cânones das sagradas escrituras, senão leiam estas passagens bíblicas do livro do Êxodo:

"Deus diz que os primogénitos de todos homens e animais lhe pertencem". Então e as mulheres, pertencem a quem? "uns são filhos do pai e as outras são filhas da pu**. [13:2], [13:12-15]

"Não cobiçarás... a mulher do teu próximo... nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." Na Bíblia, as mulheres são propriedade dos homens; elas são avaloadas - como um boi ou um burro. [20:17]

Se alguém "enganar alguma virgem" e se deitar com ela, terá que casar, a menos que o pai dela recuse dá-la  para casar, de qualquer modo  terão que ser pagos os dotes das virgens." [22:16-17] Neste versículo deus explica como o homem pode abraçar a poligamia.

"A feiticeira não deixarás viver." Milhares de mulheres inocentes sofreram mortes bárbaras por causa deste versículo. [22:18]

"Três vezes por ano Deus quer ver todos os homens". As mulheres podem ficar em casa a lavar a loiça, ele não precisa delas nem as quer ver. [23:17], [34:23]

Deus tem uma estranha afeição pelas mulheres; elas é que são culpadas de tudo até dos seus filhos procurarem outros deuses. [34:16]

Mas há mais na bíblia, leiam estas:

"Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor"
- Epístola aos Colossenses 3:18

"Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar."
- I Pedro 3:7

"A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus."
- I Coríntios 11:3

"O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem."
- I Coríntios 11:9

"As mulheres devem ficar caladas nas assembleias de todas as igrejas dos santos, pois devem estar submissas, como diz a lei."
- I Coríntios 14:34

"Se a mulher trair o seu marido, ela será feita em objecto de maldição pelo Senhor, a sua coxa irá descair e o seu ventre inchará." O homem pode trair à vontade, deus é permissivo com os homens.
- Números 5:20-27

Nos Génesis temos as mais clássicas de todas as difamações feitas às mulheres:

- A mulher é tão maléfica como o demónio, por causa dela deus expulsou o homem do paraíso, quando Eva deu a provar a Adão o fruto da árvore proibida.

"Multiplicarei grandemente os teus sofrimentos e a tua gravidez; darás à luz os teus filhos entre dores; contudo, sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará". - Génesis 3:16

E muito mais poderia aqui ser desfiado, em suma a bíblia que é o tratado de suporte a todas as  confissões de inspiração cristã é um imenso rol de humilhações infligidas às mulheres.

Depois disto e de todas as perseguições que as mulheres sofreram por causa dos arautos da fé, ao longo de séculos, para não dizer milénios, ainda me espanto que algumas continuem a ser as mais devotas de entre os crentes e continuem a alimentar esta palhaçada  hipócrita às portas da segunda década do séc.XXI.

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Ano Novo recebe o fenómeno da Lua Azul

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lua Azul - A noite da  passagem de ano reserva-nos uma surpresa astronómica 

Na noite de amanhã véspera de ano novo, irá ocorrer uma das efemérides mais raras do nosso calendário.

A última Lua Cheia ocorreu no dia 2 de dezembro e aparecerá de novo  com o seu esplendor, mesmo a tempo de entrar no novo ano.

O fenómeno é chamado de Lua Azul e acontece sempre que temos uma segunda Lua Cheia no mesmo mês. A frequência deste acontecimento é pouco vulgar e só acontece uma vez a cada 2 ou 3 anos.

A última vez que tivemos uma Lua Azul foi no dia 31 de maio de 2007, apesar do nome pretender indicar o contrário, sosseguem que a lua não irá aparecer duma cor diferente, nem tão pouco pelo nome criem sugestões de bons presságios clubistas, nada disso! o nome é meramente popular e surgiu de uma interpretação errada de um almanaque nos Estados Unidos.

O fenómeno é ainda mais interessante se tiver-mos em conta que Luas Azuis em vésperas de Ano Novo, só acontecem  uma vez a cada 19 anos, a última ocorreu na passagem de ano de 1990 para 1991 e a próxima será em 2028.

Esta efeméride acontece devido ao facto de o ciclo lunar ser de 29,5 dias, o que torna possível que a Lua Cheia possa aparecer duas vezes no mesmo mês.

Já agora só a título de curiosidade, o mês de Fevereiro é o único mês do ano em que é impossível haver uma Lua Azul, aliás até é plausível que durante um mês de Fevereiro, mesmo em anos bissextos, possa não ocorrer uma Lua Cheia, neste caso teríamos uma outra efeméride ainda mais rara, a ocorrência de 2 Luas Azuis no mesmo ano, uma em Janeiro e outra em Março, isto ocorre aproximadamente a cada 35 anos.

Para concluir, resta dizer que as Luas Azuis são uma mera curiosidade não tendo em si mesmo um especial significado astronómico.

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Conversa da treta

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Já que o tema dos casamentos entre homossexuais voltou à praça pública, achei por bem tecer umas considerações sobre ele.
À medida que se vão desembrenhando argumentos de cada um dos lados, apercebemo-nos que estão a esconder algo entre o seu discurso oficial. Chegam a ser ridículas as afirmações, tanto de um lado como do outro. Repare-se no absurdo da situação: aqueles que são contra o casamento homossexual (excluindo a igreja) afirmam que “eles” ou “elas” se podem juntar, viver em conjunto e serem felizes, mas… não lhe podem chamar casamento; os (as) homossexuais que querem partilhar em conjunto a sua vida, sabem que o podem fazer, mas… não conseguem a insígnia do casamento.
Ouço estes argumentos e fico a pensar… estarei parvo ou estas pessoas andam a gozar connosco? Mas será que toda esta cacofonia e zumbido da sociedade portuguesa se resume à palavra casamento? Se assim for, desculpem-me lá, mas tanto de um lado como do outro estão a ser piegas. Não conseguir ser feliz, por não poder estar unido formalmente por um contrato denominado casamento, ou sentir-se incomodado, por duas pessoas do mesmo sexo estarem formalmente unidas por um contrato designado casamento, parece-me ridículo e jocoso.
Tendo em conta isto, parece-me claro que o termo “casamento” está a ser usado como bode expiatório dos verdadeiros intentos: os homossexuais querem demonstrar que vencerão uma guerrinha, por mais piegas que ela seja, e os heterossexuais (preconceituosos) não querem mesmo ver duas pessoas, do mesmo sexo, na rua de mão dada.
Com esta troca de galhardetes, os pró casamento perdem uma excelente oportunidade de alcançarem aquilo que verdadeiramente importa: os direitos (e deveres) que os dois elementos do casal devem alcançar, isto é, as questões da herança, da adopção, do subsídio de viuvez, etc, etc.
A igreja é sempre a mesma coisa, que é para não aplicar outro termo, e por isso já nem vale a pena proferir qualquer declaração. Os cães ladram e a caravana passa…

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Bento XVI - Os filhos são dom e projecto de Deus?!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"Os filhos não são propriedade dos pais, são dom e projecto de deus!"

Esta afirmação estapafúrdia foi proferida por Bento XVI, no dia em que  a Igreja Católica celebra a liturgia da sagrada família.

Mas algum casal quando planeou ter filhos encomendou o projecto a Deus?!

As afirmações do cardinalíssimo são provocatórias se considerar-mos o actual contexto de escândalo que mina o clérigo católico Irlandês, com vários processos de crimes pedófilos instaurados a padres.
Vários bispos Irlandeses já se demitiram e Bento XVI continua no mais infame silêncio, relativamente a estes  crimes.

Aliás, as mais altas instâncias da igreja católica, têm ao longo dos tempos dado guarida aos mais abomináveis crimes praticados por padres pedófilos, preferindo comprar o silêncio das vitimas com dinheiro.

Só na Irlanda a Igreja já gastou mais de 140 milhões de Euros para encobrir os seus crimes.

Como se isso não bastasse, dizer agora que os filhos são o dom e projecto de Deus revela bem a natureza desta estirpe de criminosos por omissão. Sendo a confraria da sotaina a representação divina de deus na Terra, então o que o papa quis dizer é que os filhos não sendo propriedade dos pais são propriedade da padralhada.

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Ano Internacional da Astronomia 2009 prolonga-se até Março

domingo, 27 de dezembro de 2009

Portugal vai prolongar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009) até Março, mantendo por mais algum tempo as actividades de divulgação junto do grande público.

Segundo a comissão organizadora do evento, Portugal "tem sido um dos mais activos do mundo na promoção do AIA2009", com "1700 actividades em agenda e a colaboração de 370 instituições".

As Nações Unidas, tinham definido o encerramento das comemorações do AIA 2009 para o início de Janeiro, quando se comemoram os 400 anos das descobertas astronómicas de Galileu Galilei.

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2010 - Ano Internacional da Biodiversidade

A Unesco irá consagrar o ano de 2010, como sendo o Ano Internacional da Biodiversidade em homenagem a Charles Darwin.

O objectivo da Unesco com esta celebração pretende consciencializar os estados membros da ONU para a preservação e protecção da biodiversidade.

Ao longo das últimas décadas tem-se acentuado a perda dessa biodiversidade um pouco pelos quatro cantos do mundo sendo o problema mais sensível nos países em vias de desenvolvimento.

O ritmo de extinções é “alarmante”, ou seja, mil vezes superior ao ritmo que seria natural, estima a ONU.  
“Esta perda é causada pelas actividades humanas e estima-se que seja agravada pelas alterações climáticas”.

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Presépio do Cavalinho 2009


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Jesus nasceu mesmo a 25 de Dezembro?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O mundo cristão celebra o dia 25 de Dezembro  como sendo o dia do nascimento de Jesus, tendência que se globalizou pelo mundo crente e descrente e se entranhou no domínio do consumismo e do dinheiro, mas terá Jesus nascido mesmo a 25 de Dezembro?

Antes de procurar-mos desmistificar esta data, vamos recordar um aspecto importante que nos é relatado por muitos escritos históricos.

Assim, são vários os escritos históricos e que chegaram até nós que afirmam que os filhos dos deuses tanto de cultos pagãos, como de cultos religiosos nascem no dia 25 de Dezembro e que têm a particularidade de terem sido concebidos por uma mulher virgem!

Exemplos:
  • Na mitologia Grega, temos Hércules e Apollo, sendo que Hércules era um semi-deus, filho de Zeus e da mortal Alcmena, por conseguinte, era um ser mortal. Já Apollo era uma divindade imortal era um  deus do Olimpo, filho de Zeus e da ninfa Leto. Apollo tinha uma irmã gémea, Ártemis que nasceu precisamente no mesmo dia.
  • Na mitologia Egípcia, temos Osíris, talvez a mais popular divindade de culto no antigo Egipto. A Osíris era atribuída a regência das plantas e da vida para além  da morte.
  • Na religião Hindu temos Shiva, o deus destruidor e que compunha a santíssima trindade dos budistas juntamente com Brama, o deus criador e Vixnu  o deus preservador.
É um facto que os seres acima descritos são divindades esotéricas, se exceptuar-mos Hércules, mas mesmo esse, apesar de ser um semi-deus não tinha o estatuto da adoração. Posto isto, não seria Jesus  também ele um ser esotérico?

Sabemos hoje, que a ciência e as técnicas da fertilização medicamente assistida, permitem a concepção de um ser humano sem recurso ao rompimento do hímen feminino, mas no tempo de Jesus isso não seria possível, a menos claro que a sua mãe fosse também ela um ser esotérico.

As crenças sustentam-se nas premissas da fé e do credo, não têm por base o reconhecimento existencial dos factos. Não duvido da existência de um ser extraordinário de sabedoria, de oratória e de filosofia de vida que deu pelo nome de Jesus, não duvido igualmente que  a sua mãe tenha sido Maria, já tenho sérias dúvidas  que Jesus viesse ao mundo imbuído desse carácter divinal e espirituoso com que as religiões cristãs o idolatram.

Nem questiono a virgindade de Maria, porque essa parece-me inquestionável, Maria não era virgem! Só o reforço do preconceito milenar, do pecado original, associado ao sexo é que permitiu manter viva a ideia da imaculação  da mãe de Jesus. Porque razão o filho de deus, mesmo tendo sido feito homem de carne e osso, tinha que ser diferente de todos os outros homens feitos de carne e osso, tanto no nascimento como na morte?

Mesmo que por absurdo Maria tivesse concebido Jesus e mesmo assim permanecesse virgem, certo é que não morreu virgem. A prova documental encontra-se nos escritos da bíblia. Nesse livro existe uma pequena referência aos cinco irmãos de Jesus, que se presume terem sido filhos de Maria e sobre esses as escrituras não fazem referência à forma como foram concebidos. O anjo Gabriel que cedeu o sémen , por  intercessão do espírito santo e assegurou a fertilização de Maria,  ausentou-se dessa assistência, quando Maria engravidou dos irmãos de Jesus, deixando possivelmente para José essa incumbência.

Curioso ou não, coincidência ou não, este comportamento do anjo Gabriel é em tudo idêntico ao comportamento de alguns saltimbancos machos, que se aconchegam no calor da luxúria, mas que depois desviam a assunção  da responsabilidade paternal unicamente para a mãe. Os cristãos ainda hoje celebram a Assunção de Maria no dia 15 de Agosto. Este culto encerra em si mesmo um dos mais controversos dogmas dentro da igreja católica - O culto de Maria.

A verdade inquestionável sobre a assunção de Maria traduz-se basicamente por isto:

Maria por ter sido mãe de Jesus e sobretudo, acrescento eu, por ter sido abandonada pelo pai biológico da criança, ganhou o seu lugar celestial de corpo e alma junto de seu filho.

É fácil perceber que as fundações do cristianismo têm alicerces na adaptação de cultos pagãos e como tal o messias salvador não poderia nascer num dia qualquer. Qual seria então o melhor dia para uma criatura espiritualmente superior, nascer de uma virgem?
25 de Dezembro claro!

Esta data foi criterosamente escolhida, pelos altos dignitários da igreja cristã muito depois de Jesus já ter falecido, aliás tenho dúvidas que ele próprio soubesse em que dia nascera. Em nenhum versículo da bíblia está escrito que Jesus nasceu a 25 de Dezembro, mas mesmo considerando que pudesse ter nascido nesse dia, vejamos o que relata a bíblia a propósito do nascimento do messias:

A bíblia refere que alguns pastores, guiados por um anjo, acorreram ao estábulo onde Jesus nascera, para lhe prestarem adoração.
Em primeiro lugar este anjo era possivelmente o pai biológico da criança que terá pedido auxílio quando viu a sua mulher a entrar em trabalho de parto. Ele até pode ter pedido auxílio mas de certeza que não o pediu aos pastores no dia 25 de Dezembro, pelo menos parece pouco plausível. Por essa altura de Inverno os pastores não apascentam rebanhos na Galileia, primeiro porque faz muito frio, depois porque o terreno é demasiado árido nesta altura do ano para que os rebanhos tivessem pasto no solo. Os pastores só na Primavera é que regressam aos campos áridos e semidesérticos para apascentar o gado. Para que a história do nascimento de Jesus tenha algum sentido, ele deve ter nascido na Primavera, mês de Março ou Abril, ou então, o seu nascimento entrou no domínio dos produtos do folclore e das lendas populares.

Então chegados a este ponto, porque é que a igreja escolheu o dia 25 de Dezembro?

O significado original do 25 de Dezembro é que nesse dia, os pagãos festejavam o dia  do regresso do sol.
No 21 de Dezembro ocorre o solstício de inverno, que é o dia mais curto do ano e desse modo é uma das efemérides mais importantes do calendário. Essa efeméride deve ter assumido contornos divinos na antiguidade e durante muitos séculos. O 25 de Dezembro era o primeiro dia onde os antigos podiam notar claramente, que os dias se estavam a tornar maiores e que a luz do sol estava de regresso. Ainda hoje temos um adágio popular que nos transmite relativamente ao crescimento dos dias : "... depois do natal, saltinho de pardal!"

Então, o 25 de Dezembro, antes de mais, tem por base uma tradição de culto astronómica e só muito depois apareceu o mito do nascimento de Jesus nesta data.


Assim, por que razão a Igreja Católica escolheu o 25 de Dezembro para lembrar o nascimento de Jesus com uma missa ou ceia? Como ninguém sabia o dia em que Jesus nasceu , a Igreja Católica tomou o livre arbítrio de escolher essa data. Nos primórdios da Igreja havia a pretensão de estender o seu domínio aos cultos pagãos, que por essa altura ainda eram maioritários entre as populações Romanas. E assim, viu nessa data uma oportunidade de substituir o festas pagãs de culto ao Sol, por um dia  de santidade cristã.

O ideia era mais ou menos esta: substitui-se uma festividade com raízes populares mas mundanas, por uma festividade que fizesse a apologia das virtudes da igreja assentes no nascimento do seu fundador. De outro modo, a Igreja teria deixado um vazio onde antes havia uma tradição de longas datas, o risco era que estes cultos  estavam de tal forma enraizados que seria imprudente simplesmente eliminá-los e isso poderia provocar um enorme descontentamento popular assim como, provocar o regresso generalizado das práticas  politeístas do paganismo.

Concluindo a data do 25 de Dezembro foi criada pela Igreja Católica por uma questão de diplomacia cínica, com contornos obscuros que tinham por objectivo acabar "docemente" com os cultos ímpios dos pagãos.

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Casamento Homossexual - Arcebispo de Braga insiste na realização do referendo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


Mesmo depois de o governo português ter aprovado  a proposta de lei, que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, alguns prelados da Igreja Católica insistem no absurdo do referendo.

Começa a ser insuportável a ingerência desta confissão religiosa nos assuntos que são da responsabilidade do estado e da liberdade individual de cada um. As liberdades individuais não são referendáveis, metam lá isso no juízo. No caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em que é que isso interfere nas liberdades comuns?
 A Igreja Católica ainda não percebeu que o estado Português é laico e a liberdade dos indivíduos não é manipulável a pretexto da fé.
Exigir o referendo para esta situação em concreto,  é tão absurdo como seria absurdo para o estado, exigir que a Igreja Católica fosse obrigada a realizar casamentos entre homossexuais.
Desengane-se quem pensa que Portugal é um país maioritariamente católico, porque não o é de facto.
O referendo sobre a despenalização da IVG foi uma prova disso mesmo.
Portugal é um país socialmente de maioria laicista e ainda bem para a nossa democracia, pois de contrário, teríamos uma maioria de fanáticos estropiados mentais, a revolver a barbárie das fogueiras do santo ofício.

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Jesus ou o Sol: Quem é Quem?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Hoje vou expor um tema que para muitos já não é novidade, mas que para a maioria ainda permanece convenientemente oculta.
O dia 21 de Dezembro, precisamente hoje, marca o início do Inverno. Para muitos isto não tem nada de extraordinário, até porque é algo periódico. Mas o que ignoram é que esta data está nas fundações do Cristianismo. Por algum motivo, a data 21 de Dezembro de 2012 é sinónimo de mau augúrio. Passemos às explicações…
O ano é dividido em 4 períodos (Primavera, Verão, Outono e Inverno) sendo que nos dias de passagem de umas estações para outras temos os Equinócios (Inverno e Verão) e Solstícios (Inverno e Verão). Hoje, portanto, é o solstício de Inverno.
E perguntam vocês, o que é que isto tem a ver com as fundações do Cristianismo? Tem tudo, senão vejamos:
Desde o equinócio de Setembro até ao Solstício de Dezembro (que é hoje) os dias têm, sucessivamente, períodos de luminosidade menor. Não nos podemos esquecer que para as civilizações antigas, o sol era sinónimo de vida e fecundidade, enquanto a noite e o frio eram sinónimo de morte; as colheitas diminuíam, o gado morria e as pessoas adoeciam.
Este ciclo era invertido (não confundam com terminado) no dia 21 de Dezembro, momento em que os dias passavam, novamente, a crescer sucessivamente, tornando-se motivo de esperança para as populações.
Chegados aqui, aprofundemos um pouco mais. Como é do conhecimento geral, as civilizações antigas usavam as estrelas do céu para se orientarem e preverem adventos, criando “deuses” para poderem orar e invocar melhores dias. Os reis magos foram uma dessas personagens… e eles estão hoje bem visíveis do céu.
Eu passo a explicar: hoje se olharmos para o céu é possível detectar a constelação das Três-Marias (3 estrelas) alinhadas com a estrela Sírius que é, nada mais nada menos, do que a estrela mais brilhante do céu a 24 de Dezembro.
Para finalmente completarmos o puzzle, temos que compreender o movimento aparente do sol, algo que os antigos também estudavam. No hemisfério norte, à medida que nos aproximamos do Solstício de Inverno, o sol fica mais “fraco” e mais distante, dando aparência de que, dia após dia, sobe cada vez menos no céu. Ao 22º dia do mês de Dezembro sucede-se uma coisa fascinante… o sol deixa de “cair” e permanece à “mesma altura” durante três dias (situando-se na Constelação Cruz). Ao fim do 4º dia de imobilização, ou seja, a 25 de Dezembro, acontece uma coisa fascinante… o sol eleva-se no horizonte.
Meus caros, reparem só: o sol morreu na “cruz”, ao fim do 3º dia ressuscitou e, ao mesmo tempo, três estrelas (três reis) seguiam em direcção a um estrela muito brilhante (Jesus).

Se duvidam que estas constelações são verdadeiras ou que os fenómenos do movimento do sol estão a ser inventados… pesquisem e comprovarão!

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Músicas que mudaram o curso da história

domingo, 20 de dezembro de 2009



Houve músicas de intervenção política que no seu espaço temporal mudaram  ou contribuíram para mudar o curso da  história. Ou talvez nem tenham mudado nada!!! Este é um livre arbítrio que cada um pode avaliar per si.

Em Portugal são variados os exemplos de músicas  que marcaram um tempo definido na nossa história recente. Ninguém esquece as músicas de intervenção de Zeca Afonso e as letras de Ary dos Santos que marcaram o período pré e pós revolucionário em Portugal, pelo 25 de Abril.

Os U2 são outra das bandas que marcaram politicamente o seu tempo, a música "Sunday Bloody Sunday"  fazia referência ao  massacre do domingo sangrento na Irlanda do Norte em 1972, no conflito que opunha os que defendiam  a soberania de toda a Irlanda e os que defendiam a união da Irlanda do Norte com o Reino Unido. A questão não era meramente administrativa já que o conflito era agudizado pela intolerância religiosa entre protestantes e católicos. Durante uma marcha pela defesa dos direitos civis, um grupo de  civis pacíficos e desarmados foram massacrados a tiro pelas forças para-quedistas britânicas. Deste massacre resultaram  14 mortos e muitos feridos. A canção foi censurada durante largos anos pelas autoridades britânicas.

Também os Simple Minds, banda Escocesa que fez furor pelos anos 80 e 90,  natural da conturbada cidade de Glasgow (também ela psicologicamente separada pela religião entre católicos e protestantes) não deixava de se imiscuir nas questões políticas que marcavam o conflito entre o IRA e as forças Britânicas que ocupavam a Irlanda do Norte, exemplo disso é o tema "Belfast Child".

Ainda pelos finais da década de 80 os Simple Minds compuseram propositadamente a letra e a música do tema "Mandela Day". Esta música foi apresentada num concerto, no estádio de Wembley em 1988, que viria a afirmar um amplo movimento de pressão internacional pela  libertação de Nelson Mandela.
Nelson Mandela era uma activista politico e guerrilheiro da África do Sul que esteve preso por se opor às leis raciais que vigoravam no seu país e por lutar pela liberdade dos homens. Foi o principal impulsionador do movimento anti-apartheid, em 1962 as autoridades do seu país com o conluio da CIA, prenderam-no e foi acusado de terrorismo, viria ser libertado no dia 11 de Fevereiro de 1990 pela pressão dos movimentos  internacionais que então se criaram em defesa da sua libertação.

Muitos e muitos outros exemplos poderiam aqui ser referidos, a intenção desta publicação nem sequer é de ser muito rigorosa com a história, a única intenção é relembrar velhos sucessos dos anos 80, sucessos esses cuja mensagem talvez nos passasse um pouquinho ao lado no apogeu da nossa juventude, mas que foram bem marcantes no ouvido de muitos altos responsáveis, ao ponto de terem sido censuradas pela incomodidade e afronta que opunham aos poderes instituídos.




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Santa Sé reinventa o paganismo?!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009


perguntas para quem quiser responder:

  1. O culto das árvores enfeitadas não nasceu de uma tradição pagã do norte europeu?
  2. Os pagãos não eram politeístas?
  3. A Igreja católica Romana não aceita apenas a existência de um só Deus apoiada no mistério da Santíssima Trindade?
  4. Não foi o reformador protestante Martinho Lutero quem primeiro colocou velas para enfeitar o abeto natalício?
Conclusão: É preciso manter o negócio da fé debaixo das tradições mundanas nem que para isso se recorra à incoerência.

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    Papa Bento XVI proclama aberta a veneração a Pio XII

    "O papa Bento XVI proclamou hoje como "venerável" Pio XII, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas" de Eugenio Pacelli, o primeiro passo para a beatificação e posterior canonização do pontífice italiano."

    A Santa Sé mantém-se fiel aos seus princípios, de reconhecer como heróis  da fé e  idolatrar alguns dos maiores facínoras da história. Falta agora que se invente a comprovação de um milagre por intercessão do venerável, para que Pio XII seja proclamado beato e se junte à santa horda de beatos que povoam a Igreja Católica.

    Pio XII foi um protagonista covarde e cujo julgamento a história se encarregará de fazer.
    Durante a 2ª Grande Guerra silenciou-se convenientemente perante o genocídio perpetrado por Hitler e pelo regime nazi contra os Judeus. Um dos episódios mais controversos prende-se com o silêncio perante a anuência de Mussolini em deportar judeus italianos para Auschwitz.

    A boa convivência que mantinha com regimes totalitários, permitiram-lhe enquanto Cardeal, ser promovido a secretário de estado das finanças do Vaticano. Durante o seu prelado, ficaram bem vincadas as suas extraordinárias virtudes, principalmente em matéria de assinaturas de concordatas entre a Santa Sé e os regimes ditatoriais de vários países Europeus.

    Foi também com o cardeal Eugenio Pacelli (pio XII) como interlocutor que em 1929, foi assinado entre o ditador fascista Mussolini e Pio XI, o famoso tratado de Latrão, que definiu o território da cidade-estado do Vaticano. Nesse tratado a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, que passa a ser declarado um estado soberano, neutro e inviolável, entre outras mordomias concedidas à Igreja Católica Apostólica Romana.

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    A criação do mundo segundo Tchort - Epílogo Final

     
    Crónicas do TCHORT:

    A Criação do Mundo - Epílogo Final




      
    (... continuação)

    A saga da criação do mundo não se ficou pelo quarto dia, mas antes de avançar-mos para as patranhas do 5º dia de criação, vamos rebobinar o filme dois dias para trás, há algo que ficou por escrever que é absolutamente fundamental para compreender o que aconteceu depois do quarto dia.

    Quando Deus criou os mares, sete ao todo e os continentes, achou que era um desperdício ter aquela água e toda aquela terra virgem sem qualquer uso.

    Foi então que lançou à Terra sementes de todas a espécies de ervas, de todas as espécies de árvores de fruto e de todas as espécies de hortaliças. A ideia era que ao 5º dia da criação houvesse alguma coisa para comer, há 4 dias que não comia e estava com uma fome dos "diabos".

    Assim, como a erva e o pasto já estavam bem crescidos ao 5º dia, Deus resolveu então povoar os mares com peixes e monstros de todas as espécies e os céus de todas as espécies de aves. Estas criaturas foram formadas por casais heterossexuais e convenientemente baptizadas, de acordo com os padrões que foram estabelecidos para aquela época. Deus fê-los e acasalou-os para toda a vida, com a missão de serem  proficientes tal como as plantas, se multiplicassem tal como as árvores de fruto, se espalhassem tal como as leguminosas e se globalizassem tal como a economia financeira.

    Deus estava por esta altura com o espírito um pouco deprimido e antes que povoasse os campos com herbívoros, resolveu ele próprio experimentar dos prazeres gastronómicos que acabara de criar.


    O menu era variado, começou com umas gambas grelhadas na brasa, seguiu-se o polvo à lagareiro e por fim o bacalhau à Zé-do-Pipo, pelo meio ainda se empanturrou com umas codornizes fritas e uma sapateira recheada. Deus gostou do que manjou, mas não ficou satisfeito, já não comia nada de jeito há muito tempo, então o seu voraz apetite virou agulhas para comida mais a sério, comida digna de um Deus, pois ele era o próprio Deus!.

    Para aperitivo enfardou umas tripinhas à moda do Porto e uma feijoada à Transmontana, de seguida foi uma açordazita à Alentejana e por fim embalou um cozido à Portuguesa. Deus comera que nem um abade! e melhor bebera! regou todas as estas iguarias com cinco botelhas super-reserva de "cartuxa de Évora" da colheita de 11 999 A.C. Como qualquer bom crente sabe, antes desta data, o vinho era só zurrapa, feito a martelo e de castas pouco seleccionadas.

    Deus ainda foi à sobremesa, um requintado leque de doces conventuais misturados com fruta, muita fruta...  daquela fruta boa, boa mesmo!...nem sequer me vou demorar muito com estes detalhes, seria  um fastio...

    Para digestivo Deus ainda pediu um café curto e um "cheirinho". O pior foi quando pediu a conta... quase 100 euros! Isto de querer tirar partido dos prazeres mundanos, obriga a ter carteira recheada.

    Deus experimentou tudo e gostou e isso era bom para ele, mas terrível para o futuro da humanidade e para o seu estômago.

    Deus estava como o aço! o álcool começava a bater-lhe nos frontais e sentia-se empanturrado da barriga, para terminar em beleza esta experiência, Deus lembrou-se que ainda não tinha experimentado a erva.
    Então, com muito primor, como era de resto o seu apanágio, Deus enrolou uma porção de erva num cartucho, chegou-lhe fogo e deitou-se num prado a contemplar o firmamento. Enquanto os olhos orbitavam à volta da sua cabeça, outras sensações afloravam na sua mente . Três bufadelas depois e ele já sonhava com os anjinhos...

    E assim se fez o 5º dia da criação, sobreveio a tarde e depois a noite e Deus continuava em estado de trans(e)ição, completamente ébrio, que é como quem diz, com uma grande moca!

    Deste desvario gastronómico sobrevieram grandes sequelas para a humanidade, a começar pelo colesterol, depois os diabetes, depois as taxas de alcoolemia, por fim a toxicodependência ( a partir desse dia Deus não mais dispensou o seu charrinho ao final do dia). Estava dado o primeiro passo para a perdição humana, mas não se ficou por aqui, de tanto comer Deus ficou com dores de barriga e cólicas e isso não era  nada bom, então lançou uma maldição sobre os homens: Doravante a gula pesará como pecado mortal e vedará as portas do paraíso e soarão as trombetas dos anjos celestes a todos quantos cometerem a imprudência dos excessos gastronómicos.


    Do sexto dia muito haveria a contar, foi o dia mais exaustivo. Mas como também eu estou exausto desta treta da criação do mundo vou abreviar a coisa.
    Pois bem ao sexto-dia, logo pela manhã Deus criou, todos os animais domésticos, selvagens e lendários que  povoaram a terra firme. Colocou-os e fila indiana e etiquetou-os a todos. Isto deu uma trabalheira do "caraças", havia animais até vir a "mulher da fava rica". Quando terminou tão nobre empreitada, todos os animais estavam devidamente identificados, de acordo com as suas preferências ou tendências nominativas.
    Os animais foram divididos em várias classes e espécies facilitando assim o trabalho ao Lineu.
    É importante frisar que foi por esta altura também que Deus criou os lendários pterodáctilos , os artiodáctilos, os perissodáctilos, os tetradáctilos e tudo o que era reptilossauro, braquiossauro e brontossauro jurássico...
    Esta casta de seres vivos teve uma particularidade interessante viveu de encontro ao tempo, ou seja, Deus colocou-os numa nova dimensão espaço-temporal, o que permitiu que vivessem cronologicamente para trás até 160 milhões de anos. Só por essa razão é que nos chegaram fósseis datados desse tempo.

    Como todo o bom crente também sabe foi precisamente no sexto-dia que Deus criou o homem.
    A história resume-se em poucas linhas...

    Começava já Deus a dar os primeiros sinais de fadiga inguinal, quando percebeu que tinha que criar o homem e a mulher tal como fez com todos os outros animais.

    Se quiserem conhecer melhor a história da criação de Adão e Lilith procurem aqui.

    E, finalmente Deus viu concluída toda a sua obra e pode contemplá-la, e terminou-a bem a tempo deve ter pensado, a região inguinal atormentava-o e começavam a ser insuportáveis as tendências absurdas para coçar as virilhas, o cansaço também já era muito, isto de criar o mundo em apenas seis dias não é para qualquer um...

    Então ao sétimo dia Deus disse:
    Fosga-se... até que enfim que acabei esta merda porra! este será o dia que consagrarei ao descanso.

    Então Deus deslocou-se para debaixo de uma azinheira, pois fazia um sol abrasador e encostou-se à árvore para desfrutar de uma boa soneca, só que a urticaria nas virilhas incomodava e Deus coçava....coçava...coçava e não mais parou de coçar os tomates. Não se lhe conheceu obra alguma durante milhares de anos que não fosse coçar os tomates, com excepção do dilúvio, que por sinal, foi obra de um  infeliz acaso, primeiramente Deus irritou-se com a depravação dos homens, depois ficou fulo de raiva, quando algumas companhias do seu exército de anjos se rebelaram  contra Ele e abandonaram o paraíso, preferindo cair às tentações das formosuras das filhas dos homens, por fim, ainda se encolerizou  mais quando apanhou uma infecção urinária. Daí o dilúvio...

    Sendo Deus omnisciente e omnipresente é provável que já se tenha apercebido da distracção e tenha usado pomada "halibut" para remediar a coceira,  se isso não tiver resultados práticos e Deus não retomar a sua actividade laboral, os sempre atentos serviços da Segurança Social chamá-lo-ão a uma junta médica. E como se sabe, os médicos da caixa são implacáveis com quem passa a vida a coçar aquilo que dá gosto coçar...portanto, aguarde-se o seu regresso para breve.

    A empreitada próxima será criar o fim do mundo, será destruir aquilo que tanto gozo lhe deu criar.

    21 de Dezembro de 2012 será a data dessa profecia, mas primeiro terá que aparecer o 666, ou a grande besta, secundado pelo falso profeta ou segunda Besta e então será a perdição dos homens e principalmente de algumas "prostitutas" que se sentam entre sete colinas.

    Deus dará ordem aos seus anjos para que soem as sete trombetas celestiais e lançará a toda a sua cavalaria  para exterminar a corrupção da humanidade. Será o fim dos tempos e cumprir-se-á o desígnio mais cruel das Sagradas Escrituras - A revelação (o apocalipse).

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    Europa - Lua de Júpiter pode abrigar formas de vida

    sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

    Foi o astrónomo Galileo Galilei no séc. XVII, quem primeiro a observou através da sua luneta, deu-lhe o nome de Europa.
    Europa é uma das quatro luas do planeta Júpiter, conhecidas como luas de Galileu, as suas irmãs são por ordem de grandeza: Ganimedes, Calisto e Io. Tem o tamanho aproximado da nossa Lua, é um corpo gelado muito brilhante, a sua superfície é sulcada por estrias coloridas, que se julga ser o resultado da contracção do gelo provocado pelo colossal efeito de maré produzido por Júpiter.
    Os cientistas acreditam que Europa seja constituida por um oceano global com 160 Km de profundidade, sem que que se aviste qualquer superfície rochosa. Este oceano estará escondido sob a crusta gelada.

    Devido às condições existentes no seu interior, esta lua poderia abrigar formas de vida.

    Esse distante oceano extraterrestre é alimentado com oxigénio a níveis 100 vezes superiores aos que se estimavam, de acordo com os resultados apresentados por um estudo recente.
    Essa quantidade de oxigénio é suficiente para manter formas de vida microscópicas e até mais complexas como peixes: pelo menos três milhões de toneladas de criaturas semelhantes a peixes podem teoricamente viver e respirar em Europa, afirma o autor do estudo, Richard Greenberg, da Universidade do Arizona, em Tucson.

    Algumas das descobertas mais interessantes realizadas no sistema de Júpiter devem-se à sonda Galileo lançada em 1995, que estudou toda a região do planeta gigante, mormente as suas luas.O que a sonda Galileo descobriu foi tão empolgante que a Nasa fez com que a sonda deliberadamente colidisse com Júpiter em 2003, o objectivo era evitar que ela pudesse contaminar este oceano salgado sob a superfície de Europa, e assim comprometer missões futuras de prospecção. Ler mais


    Comentário: Apesar do anunciado final do projecto SETI, um programa da Nasa que tinha por missão perscrutar o céu em busca de sinais de vida extra-terrestre, as notícias que nos vão chegando do espaço são animadoras. Estará para breve a confirmação de um dos maiores mistérios que intriga a humanidade: estamos ou não sozinhos no universo?
    Claro que não estamos sós... é preciso no entanto que haja uma confirmação científica, para que a vida não seja uma dádiva exclusiva da santa divindade,  aos terrestres. O actual estádio de desenvolvimento tecnológico das missões espaciais, tem capacidade para permitir dar uma resposta a esta dúvida. Pelo menos assim espero e ficaria muito desapontado se assim não fosse.

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    Astrónomos descobrem planeta semelhante à Terra

    quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

    representação artística do novo planeta

    Um grupo de astrónomos descobriu um novo planeta muito parecido com a Terra. Este corpo celeste é maior que o nosso planeta e pode ter mais de metade da sua superfície coberta por água, mostra um estudo publicado na revista especializada Nature. A "Super-Terra", como é alcunhado este planeta (cujo nome oficial é GJ 1214b), está a 42 anos-luz de distância num outro sistema estelar, o seu raio é 2,7 vezes maior que o da Terra.
    O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas ao redor de uma estrela pequena e fraca. Ler mais


    Comentário: Quando foi lançada a missão Kepler fiquei com a sensação que seria uma questão de tempo, mais cedo ou mais tarde acabará por ser descoberto um corpo celeste com as condições ideais para albergar formas de vida, a partir daí será um pequeno passo para que sejam descobertos vestígios de actividade biológica, isto é possível através de análises espectrográficas.

    A questão que eu coloco, é se não estaremos prestes a derrubar de vez com o conceito demente, do criacionismo divino.

    Atribuir a criação da vida a uma entidade divina é tão falacioso quanto é verdade que a vida resulta sempre de uma interacção material e evolucional de elementos físicos e químicos.

    Conspirando mais um pouco sobre o assunto, será que a profecia do final dos tempos descrita no livro do Apocalipse e que muitos crêem estar para breve, não será por assim dizer, o derrube de todos os conceitos obscurantistas em que assentam as religiões. Serão estas as prostitutas a que alude o desconcertante livro do "Apocalipse"? e se assim for, quem serão as bestas que conduzirão à ira de deus?

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    Anunciada a existência de um enorme mar em Titã

    Os cientistas já há muito que especulavam sobre a possível existência deste mar, na maior lua de Saturno.
    Desde o encontro da sonda Huygens com Titã, no dia de Natal de 2004 que se esperava encontrar estes lagos, Em 30 de Julho de 2008, a Nasa anunciou a descoberta de um lago líquido próximo à região polar sul da lua. O lago chama-se Ontario Lacus.

    Agora cientistas Alemães ligados à missão Cassini anunciaram a descoberta de um imenso mar interior com uma área de 400 mil Km2.

    O mar foi baptizado de "Krake Mare", esta grande massa líquida não é composta de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto. O mar está no pólo norte de Titã e a sua descoberta foi possível graças às imagens obtidas pela sonda  Cassini. Um espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, sigla em inglês) permitiu ver um brilho, semelhante ao reflexo do sol sobre o mar.
    A lua Titã tem despertado o interesse da comunidade científica  por várias razões, uma delas prende-se com o facto de a sua atmosfera ser rica em azoto, tal e qual a Terra nos seus tempos primitivos, outra das características desta lua é de ser, para além da Terra, o único corpo celeste que se conhece onde chove, não uma chuva de água , mas uma chuva de metano.

    Comentário: É curioso que enquanto na Terra as nações se confrontam pela posse dos recursos energéticos, como é o caso,  dos cada vez mais  escassos combustíveis fósseis, em Titã existem mares de gasolina e chove gás liquefeito.

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    Olha que há coisas...


    Olha que há coisas do “catano”. Mais uma vez vou falar dos Estados Unidos, porventura desta vez não tem nada  a ver com conspirações para controlar o mundo ou matar pessoas, mas sim para contar mais um dos fantásticos episódios que por lá se vivem.
    Então um comum americano, desgastado de um dia de trabalho, estava ansioso por comprar um telemóvel novo, com o qual ia causar boa impressão junto da família e da rapariga que andava a cortejar. Como telemóveis destes não se compram como quem adquire tremoços, nem se vendem na loja dos 300 (parece que ainda não foi inventada nos States), o fulano (vamos lhe chamar Jack) lá teve de esperar pelo fim do mês.
    Chega à loja, na sua Pick-up enferrujada e a contribuir largamente para o aquecimento global, e faz a sua auspiciosa aquisição. Como o Jack tinha ficado em pele-de-galinha quando ouvi o preço do telemóvel, decidiu verificar o saldo da conta bancária numa ATM.
    Com a expressão de um burro a olhar para um palácio ficou o Jack, logo que contemplou o extracto… 900 mil e 45 dólares!! Como os portugueses costumam dizer, o Jack era de “bom tempo” e decidiu verificar como é estava a ver tantos zeros num só papel.
    Vai daí, sai directo à empresa em que trabalhava e interpela o patrão: “Oh chefe, não era preciso ser tão generoso… aquilo das horas extras era só a brincar!”
    Da boca contorcida do patrão sai a expressão: “Ah Ah!! Então eras tu!” e logo se ouviu os suspiros dos directores financeiros que mais pareciam compressores.
    Lá convenceram o Jack a devolver o dinheiro, invocando os anos que ele já lá trabalhava e de como tinham sido amigos… e o Jack lá devolveu a massa.
    No dia seguinte, o Jack é chamado ao escritório. Entra e vê o patrão entre os dois directores, mesmo em frente à mesa. “Meu caro Jack, pela sua generosidade, camaradagem e honestidade decidimos dar-lhe uma recompensa” afirmou o patrão. O Jack enternecido com a surpresa que lhe estavam a fazer exclamou, quase com a lágrima no canto do olho “Se fosse hoje, faria tudo igual!”
    Então os três homens saem da frente da mesa e lá estava a recompensa do Jack… uma grade de minis!!!!!

    Forreta do patrão que nem uma grade de cervejas normais deu.

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    Fields of the Nephilim - Coliseu do Porto

    quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

    Os Fields Of The Nephilim são uma banda de rock gótico, que começou a dar os primeiros passos no início da década de 80, a sul de Londres.

    Marcaram juntamente com os "The Sisters Of Mercy", "The Mission UK" e os "The Cult", o movimento de música gótica dos anos 80, apesar de não terem tido tanto sucesso como as outras bandas, foram os que se mantiveram mais fiéis ao estilo. A formação original do grupo – Carl McCoy na voz, Paul Wright na guitarra, Tony Pettitt no baixo, Nod Wright na bateria e Gary Whisker no saxofone – gravou apenas um EP (o raríssimo «Burning The Fields», de 1985), mas percebeu-se desde cedo que eventualmente acabariam por dar que falar.

    Inspirado liricamente pelo mito de Cthulhu, pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, Carl McCoy, cara e mentor do projecto, explorava uma abordagem apocalíptica ao imaginário visual dos western spaghetti de Sergio Leone e essa conjugação de elementos, aliada a uma sonoridade que misturava rock gótico, metal e também algum psicadelismo bem obscuro, deu ao quinteto a sua personalidade muito própria.

    Os singles «Power» e «Preacher Man», apoiados em imponentes actuações ao vivo, permitiram-lhes dar os primeiros passos em relação ao estatuto de culto que conquistaram finalmente com a edição do seu primeiro registo de longa-duração, em 1987. «Blue Water», single retirado de «Dawnrazor», marcou a estreia dos Fields Of The Nephilim na tabela de vendas do Reino Unido e, com ajuda de uma primeira digressão europeia, espalhou em mais larga escala a identidade mórbida, mística, sombria e misteriosa personificada por McCoy e companhia. A popularidade do grupo aumentou ainda mais com a edição de «The Nephilim» em 1988 e, dois anos depois, «Elizium» permitiu-lhes estabelecerem um culto a nível mundial.

    Confirmando rumores de instabilidade no seio do colectivo, Carl McCoy anuncia o seu abandono em 1991 e os Fields Of The Nephilim separam-se depois de dois concertos de despedida em Londres. O disco ao vivo «Earth Inferno», o vídeo «Visionary Heads» e a colectânea «Revelations» são editados a título póstumo, enquanto McCoy grava «Zoon» com os Nefilim e os seus ex-companheiros se envolvem numa série de novos projectos – Rubicon, Last Rites – que não fizeram grande história. A 15 de Agosto de 1998, McCoy e o baixista Tony Pettitt anunciam o seu plano de recuperação dos Fields Of The Nephilim e, dois anos depois, é editado o single «One More Nightmare (Trees Come Down)». A banda, cuja formação ficava agora completa com músicos dos Nefilim, dá então os primeiros concertos em nove anos, mas quando o álbum «Fallen» chega aos escaparates os dois membros fundadores já se tinham desentendido novamente e o vocalista demarcou-se rapidamente do lançamento.

    Depois de mais alguns anos de silêncio profundo, «Mourning Sun», o quatro álbum “ a sério” dos Fields Of The Nephilim, é finalmente editado a 28 de Novembro de 2005 – 15 anos após o lançamento de «Elizium» a banda volta ao activo com uma atitude ainda mais dura. Depois de espectáculos marcantes no Sheperd's Bush Empire (em Londres) e de aparições de destaque em festivais de renome como o Wave Gotik Trefen e M'era Luna, a estreia em Portugal desta banda icónica acontece no próximo dia 6 de Fevereiro.



    DISCOGRAFIA
    Burning The Fields EP (1985)
    Returning To Gehenna EP (1986)
    Dawnrazor (1987)
    The Nephilim (1988)
    Elizium (1990)
    Earth Inferno: Live (1991)
    BBC Radio One Live In Concert (1992)
    Revelations (1993)
    From Gehenna To Here (2001)
    Fallen (2002)
    Mourning Sun (2005)
    Genesis & Revelation (2006)

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    Quem diz verdade?


    Já que estamos numa de contra-corrente, vou falar da mais recente controvérsia que está em voga. Quero, antes de mais, afirmar que o que aqui será escrito não resulta da minha opinião, mas sim do que se tem falado (ou conspirado).
    Para muitos o aquecimento global é uma certeza e alguns de nós já começam a sentir os seus efeitos; verões extremamente quentes, Invernos amenos, furacões constantes e fenómenos climatéricos globais como o EL-Niño mais frequentes são algumas aterradoras características. Portanto, que ele existe, ninguém pode negar, mas as suas causas…
    Tenho lido com atenção as crónicas de um professor universitário, Dr. Fernando Gabriel, que coloca em causa a tese do aquecimento global resultar das emissões de dióxido de carbono. Segundo este professor, o aquecimento global não é mais do que um ciclo natural climatérico, pelo qual a Terra passa periodicamente. Para tal, basta perceber que a Terra já passou por épocas glaciares e épocas de aquecimento global, sem que existisse a poluição actual.
    Mas então, como podem tantos cientistas estarem enganados ou a serem enganados ao mesmo tempo?
    Para o Dr. Fernando Gabriel a explicação é simples. As pressões em torno da nova economia verde e da assemelhação da regulamentação sobre energia, tarifas, construção e transportes em todos os países, constituem um passo decisivo em direcção ao novo Governo Mundial.
    As provas de que o aquecimento global está a ser usado pelos países desenvolvidos para se beneficiarem são elucidativas: os mass-media, estranhamente, não passam correntes alternativas ao aquecimento global, começa-se a falar de “alterações climáticas” em vez de “aquecimento global” e, acima de tudo, existem fortes indícios que as investigações científicas que corroboravam a tese do aquecimento global ser fruto das emissões de CO2 terem sido falseadas.
    Sobre este último aspecto, Fernando Gabriel escreve “Desde que a nódoa da fraude científica alastrou sobre o pano imaculado que encobria a agenda política a aprovar Copenhaga, despontaram algumas cabecinhas, declarando a cimeira irrelevante por não discutir o verdadeiro problema: a sobrepopulação”.
    Ou seja, mais ou menos como quem diz: “Eh pá descobriram-nos a careca, vamos inventar outra coisa!”

    Meus amigos, mais uma vez parece claro que estamos a ser impelidos por um caminho, cujo objectivo não é aquele que nos apresentam, mas outro oculto.

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    As 10 plantas mais bizarras do mundo natural

    domingo, 13 de dezembro de 2009

    Rafflesia arnoldii é um membro da espécie Rafflesia. Ela é famosa por produzir a maior flor do mundo, atingindo 106 cm de diâmetro e pesando até 10 kg. Esta é uma planta carnívora e  produz uma substância que atrai insetos, trata-se de um líquido viscoso que que literalmente apanhas os insecto permitindo que a planta se alimente deles. A espécie é natural das ilhas de Samatra e Bornéu, na Indonésia.


    A Welwitschia mirabilis pode viver entre 400 e mil e quinhentos anos e  pode sobreviver até cinco anos sem chuva. Esta espécie só existe na Namibia e em Angola.


    A Dionaea muscipula  ou Dioneia é uma planta carnívora, tem duas folhas articuladas cobertas de uma penugem ultrassensível que detecta a presença de tudo, desde formigas a aracnídeos.A Dioneia é uma das poucas plantas capazes de movimento vegetal, este complexo mecanismo auxilia a planta na activação das armadilhas que possui nas folhas e assim capturar pequenos insectos. Ela pode ser encontrada no sudeste dos Estados Unidos.


    Desmodium Gyrans é conhecida como planta dançarina em função dos graciosos movimentos das suas folhas.  Esta planta é originária de várias regiões da Ásia.


    Euphorbia Obesa, também conhecida como a planta baseball, é uma espécie de cacto. A planta é nativa da África do Sul. Esta espécie está ameaçada de risco de extinção no seu meio natural.


    O Amorphophallus titanum ou jarro-titão, é a maior e mais malcheirosa "flor" do mundo. Quando a sua folha se abre, chega  a atingir os três metros de altura e pode pesar até 75 quilogramas. Ela exala um odor fétido a carne podre, o que atrai insectos carniceiros (principalmente besouros), por isso tem igualmente a  fama de ser a maior planta carnívora do mundo.
    É uma planta originária das florestas tropicais da ilha de Sumatra, na Indonésia, e é uma planta de difícil disseminação, são raros os locais onde encontra condições para se desenvolver.


    A Adansonia ou Embondeiro é conhecido como "árvore garrafa", não só por ter semelhanças com esse objecto, mas também porque é capaz de armazenar cerca de 300 litros de água. São uma espécie de árvore com oito espécies. Seis delas são nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade do mundo). Existe ainda uma espécie no continente Africano e  uma outra na Austrália.
    O Embundeiro é a árvore nacional de Madagascar e figura também como emblema nacional do Senegal.


    Dracaena cinnabari é conhecida como "árvore sangue do dragão" em função da sua seiva vermelha. é uma planta nativa do arquipélago de Socotra, administrado pelo Iemen, no Oceano Índico.


    A Dormideira ou sensitiva (Mimosa pudica L.) é um pequeno arbusto perene da América tropical, pertencente à família das ervilhas. Este nome é devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia).



     A Selaginella lepidophylla  ou Rosa -de-Jericó é uma planta nativa das regiões desérticas que separam os Estados Unidos do México. Esta planta enrola-se na forma de uma bola e só se desenrola quando é exposta à humidade.

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    Telescópio Vista - Divulgada a sua primeira imagem

    sábado, 12 de dezembro de 2009

    O Observatório Europeu do Sul, ESO, divulgou nesta sexta-feira a primeira imagem realizada pelo seu novo telescópio, o Vista. A imagem mostra uma estrela em formação na região conhecida como a Nebulosa da Chama, ou NGC 2024, na constelação de Órion.

    O Vista é um telescópio de pesquisa que trabalha em comprimentos de onda infravermelhos. É o maior telescópio do mundo dedicado à cartografia do céu. A sua grande lente, com amplo campo de visão e os detectores muito sensíveis serão capazes de revelar imagens completamente novas do com excelente qualidade de resolução.


    Este telescópio tem algumas particularidades interessantes:

     O espelho, com 4,1 metros de diâmetro, detém o recorde de precisão de curvatura - ele é o espelho de grande dimensão com maior curvatura e precisão de polimento, apresentando desvios de uma superfície perfeita de apenas 30 nanômetros.

    A sua lente tem 17 centímetros de espessura, pesa 5,5 toneladas e foi feito com um composto cerâmico-
    vítreo especial, com expansão térmica muito baixa. O processo de polimento do seu espelho durou dois anos. No seu centro há um furo com 1,2 metro de diâmetro, onde está instalada a câmara do telescópio.

     O telescópio Vista está instalado no topo do monte Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, a 2.518 metros de altitude.

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    Cruzes em cemitérios dão polémica

    Começou ontem a ser discutida na Bélgica uma proposta para separar a Igreja do Estado que pode ir ao ponto de obrigar a retirada de cruzes nas campas dos cemitérios. ler aqui

    Comentário. Era bom que este assunto também fosse discutido por cá.
    A questão não está nas cruzes, nos crescentes ou na estrela de David, mas sim naquilo que elas representam - O obscurantismo e a ignorância incutido pelas religiões relativamente à perpetuação da vida depois da morte .


    Não era mais agradável ter um cemitério assim?



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    A Corrupção da humanidade e o dilúvio

    A corrupção não é propriamente uma coisa recente entre os homens (e muito menos entre os Portugueses!).

    A corrupção da humanidade começou quando os homens se multiplicaram e geraram filhas belas, doces como o mel e boas como o milho. Quando isto começou a suceder, os olhos saltaram das órbitas dos filhos de Deus e estes ensaiaram sôfregos latidos como os canídeos que detectam o cio nas cadelas.

    Então arfando e com rios de baba a correr-lhes pelas feições, lançaram-se obstinadamente na depravação luxuriante da carne humana.

    Deus não achou que a investida carnifica dos seus filhos, estivesse de acordo com os padrões que havia estabelecido para a virtude humana, então considerou que a humanidade estava perdida e envolta na mais despudorada corrupção e isso levantou a sua ira.

    Deus arrependeu-se de ter criado o homem e decidiu erradicar o mal pela raiz. Exterminou com toda a humanidade, com todos os répteis, com todas as aves dos céus e com todos os seres vivos à face da terra, através de um colossal dilúvio, que cobriu de água toda a terra até à altura do monte Ararat.

    Achou por bem, contudo, poupar Noé, já que este não se corrompia facilmente, poupou igualmente a sua família e representantes de cada espécie animal. Instruiu Noé a fazer uma arca que os manteria vivos durante um dilúvio.

    Agora eu faço uma reflexão e concluo:

    Deus se tivesse existido teria sido tremendamente injusto, cruel e um completo alienado mental.

    Então que culpa tiveram todos os outros animais, que uma seita de desertores do reino do céu se tivesse enamorado pelas voluptuosidades das filhas dos homens?

    Pois é! assim cai a máscara desses hipócritas dementes que deram o nome a deus e fazem dessa alucinação o modelo da virtude e do amor aos homens.

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    Mitos - Licantropia e vampirismo

    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

    LICANTROPIA e VAMPIRISMO


    O mito do lobisomem tem raízes na Idade Média e estendeu-se até aos nosso dias.
    Na idade Média eram cometidos uma enormidade de crimes cruéis, que pela sua natureza sádica eram atribuídos a seres horrendos e sobrenaturais, o medo, as superstições e a influência da Igreja davam o toque final para a perpetuação do mito.

    Alguns criminalistas forenses modernos comparam esses delitos bárbaros com requintes de malvadez irracional, àqueles que hoje são praticados pelos serial killers, tendo sempre como móbil a violação e as sevícias sexuais.

    Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma doença mental com tendências canibalistas, onde o doente se imagina transformado em lobo podendo inclusive imitar os seus uivos.
    Nos casos mais patológicos estes doentes chegam a alimentar-se de carne fresca crua, negando-se a ingerir qualquer outro tipo de alimento.

    Na Idade Média, as psicoses como a esquizofrenia, o sadismo, o necrofilismo e os doentes mentais em geral eram tratados como uma criação mórbida do demónio, ou como o fruto do relacionamento deste com a bruxaria, era assim que a instituição clerical via tudo o que se desviava dos padrões estereotipados da criação divina. Na verdade era mais fácil atribuir as culpas a seres sobrenaturais pela imperfeição dos homens, do que aos próprios homens. Os cruzamentos consanguíneos forçados ou de espontânea vontade existiam aos magotes e as doenças e mal-formações genéticas associadas deveriam acompanhar essa enormidade.

    Aos psicóticos só restaria o isolamento social ou a morte na fogueira. A única saída para os seus instintos mórbidos passaria pela licantropia imaginária.

    Estes doentes valiam-se, como ainda hoje, dos personagens da cultura e do folclore para solidificar a crença em poder transformar-se em lobo. Então, nas noites de lua cheia, o seu corpo cobria-se de pêlos, os seus dentes caninos tornavam-se maiores e pontiagudos e as suas unhas transformavam-se em garras. Possuídos por tais delírios, os doentes vagueavam pelas ruas durante a noite, assediando as suas vítimas, atacando, mordendo e, em algumas ocasiões, esquartejando e comendo partes de seu corpo.

    Hoje em dia, a medicina conhece outros tipos de doenças que poderiam explicar parte do mito da licantropia, como por exemplo a Porfíria Congénita.

    Esta doença caracteriza-se por problemas cutâneos, foto-sensibilidade e depósitos de porfirina, um pigmento dos glóbulos vermelhos que escurece os dentes e a urina, dando a impressão que o paciente esteve a beber sangue.

    Outras doenças, como por exemplo a Hipertricose ou o Hirsutismo, as quais provocam o crescimento exagerado de pilosidades por todo o corpo, incluindo a face, eram interpretadas, antigamente, como qualidades sobrenaturais, onde os doentes potencialmente se convertiam em bestas.

    Porfírias: O Lobisomem e os Vampiros intimamente ligados

    As Porfírias são um grupo de doenças genéticas cuja causa é um mau funcionamento da sequência enzimática do grupo Heme da Hemoglobina (a hemoglobina é o pigmento do sangue que faz que este seja vermelho e é composta pelo grupo Heme e varias classes de globinas).

    O grupo Heme é quem transporta o oxigénio dos pulmões ao resto das células do organismo e é um complexo férrico.

    Qualquer erro na hereditariedade que interfere na síntese do grupo Heme é capaz de produzir as doenças chamadas Porfirias, daqui o factor da consanguinidade poder ser determinante.

    Os sintomas das Porfirias são:

    Foto-sensibilidade, que se apresenta em todos tipos, menos na chamada Forma Aguda Intermitente. Esta foto-sensibilidade é o resultado da acumulação de porfirinas livres de metal na pele e produzem lesões sérias na epiderme:

    Hirsutismo. Uma das formas que o organismo encontra para se defender da luz é desenvolver pilosidades abundantes em locais pouco habituais do corpo, como nos dedos e dorso das mãos, no nariz, na face e nas partes do corpo mais expostas à luz. Isto faz com que os pacientes que desenvolvem estas doenças só possam sair quase exclusivamente à noite.

    Pigmentação. A pele pode apresentar também zonas de pigmentação ou de despigmentação e os dentes podem ser vermelhos fazendo que o aspecto geral do doente se afaste cada vez mais do ser humano normal e se aproxime da concepção ideológica de um monstro.

    As porfirinas acumuladas na pele, podem absorver a luz do sol em qualquer banda cromática, tanto no espectro ultravioleta, como no espectro visível e logo interagir quimicamente com o oxigénio que é consumido nos movimentos respiratórios.

    Este oxigénio que vai alimentar as células com deficiências genéticas, é altamente reactivo e vai produzir a destruição dos tecidos, predominantemente os mais distais e mais expostos, como é o caso das pontas dos dedos, o nariz, etc, oxidando essas áreas de forma violenta, com severas inflamações sob a forma de queimaduras.

    Assim, quando estes doentes se expõem à luz, as suas mãos se convertem em garras e a sua face, peluda, mostra uma boca permanentemente aberta por lesões cíclicas dos lábios. Estando os dentes descobertos, estes adquirem uma aparência maior, sugerindo presas. O rosto assume feições cadavéricas; as narinas, pelos mesmos motivos das lesões, apresentam-se voltadas mais para cima e com orifícios medonhos e escuros.

    Dessa forma teremos o lobisomem tal qual descrito pelo mito do Homem-Lobo. Imaginemos agora, na metade do século XIV, a possibilidade de encontrarmos no meio de uma noite escura, esse tipo de paciente que sai de noite para evitar as lesões provocadas e com esta aparência acima descrita, e teremos todos os condimentos para a perpetuação do mito irracional.

    As Porfírias são doenças genéticas e para as quais ainda não se encontrou cura actualmente.

    Apesar disso existem alguns tratamentos que são aplicados para minorar os sintomas. Um deles é a injecção de glóbulos vermelhos concentrados (hemácias) ou soluções à base de ferro (heme), além disso os doentes são aconselhados a usar continuamente filtros solares de elevada protecção.

    Os avanços da medicina da Idade Media, não permitiam que qualquer destes tratamentos pudesse ser administrado, já que nem para a causa da doença havia explicação.

    E se, em algum momento um destes pacientes tiver sido induzido por algum curandeiro a experimentar uma poção mágica que lhe aliviasse as maleitas?
    E se essa poção contivesse sangue fresco de algum animal, por exemplo, uma galinha?
    E se o paciente após tomar essa poção à base de sangue fresco de galinha, ou outro qualquer animal doméstico, tivesse tido melhoras?
    A própria carência de ferro pode desenvolver a inclinação e o apetite por carne crua sanguinolenta.

    Estaria assim criado não só o mito do lobisomem como do vampirismo.

    É curioso que os relatos que nos chegam escritos da idade média sobre estes mitos, enquadram-nos em gerações familiares de lobisomens e de vampiros. Na parte Oriental da Europa Medieval eram normais os casamentos endogâmicos (entre familiares próximos), assim como a realeza e a nobreza Europeias cruzavam entre si o "sangue "azul".

    Este é mais um argumento que abona em favor da degeneração da doença provocada por cruzamentos consanguíneos, tanto mais que as profírias têm derivações de natureza genética.

    O mito do alho como amuleto contra vampiros

    Há uma crença folclórica sobre o poder do alho para afugentar vampiros. Quais seriam os fundamentos dessa crença?

    Existe no fígado uma enzima chamada Citocromo P450, cuja função seria, junto com outras enzimas, remover do organismo substâncias não solúveis em água produzindo produtos xenobióticos hidrossolúveis, cumprindo assim uma das suas funções desintoxicantes .
    Como acontece com a hemoglobina, o Citocromo P450 possui o grupo HEME que, neste caso, cumpre uma tarefa diferente. Quando o Citocromo P450 hepático está a sintetizar uma ampla variedade de compostos orgânicos, o seu grupo Heme pode ser destruído.

    Muitas drogas e compostos orgânicos que destroem o grupo Heme do Citocromo P450 hepático, têm muito em comum com um dos principais componentes do alho, o dialquilsulfito, que além do mais é uma substância volátil. Isto sugere que a ingestão de alho, agrava potencialmente os efeitos de um ataque de porfíria.

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      © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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