Lulin - Cometa é uma desilusão a olho nu

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Confesso que fiquei algo decepcionado com a visão que tive do cometa Lulin, à vista desarmada não passa de uma ténue mancha nebulosa quase imperceptível.

Para poder apreciar todo o esplendor do Lulin - 2007 é forçoso recorrer a instrumentos de observação auxiliar como telescópios e binóculos.

Os cometas mais espectaculares dos últimos tempos:


Para quem gosta destes fenómenos terá que aguardar a passagem do próximo cometa, apesar de não ser fácil prever qual será o próximo cometa a ser visível a olho nu.

Informação sobre cometas: pode manter-se actualizado aqui


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Americanos obsecados com papel higiénico macio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os norte-americanos gostam de papel higiénico macio, mas a maciez tem um preço: milhões de árvores são abatidas em países da América do Norte e América Latina, entre as quais uma proporção de árvores vindas de florestas de madeiras raras no Canadá.

Ainda que se possa produzir papel higiénico a custo semelhante com material reciclado, são as fibras das árvores que propiciam aquela sensação confortável, e a maioria dos fabricantes continua a usá-las.

Com a recessão a derrubar o preço do papel reciclado e os norte-americanos demonstrando mais disposição para reaproveitar tudo, desde roupas a pneus, os grupos ambientalistas querem que as pessoas adoptem o papel higiénico reciclado.

Isto prova que os Americanos sempre se cagaram e limparam nas questões ambientais, além disso devem sofrer muito de hemorróidas, o que até nem é de espantar, basta ver a porcaria de comida com molhos e picantes que ingerem!

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A história do dinheiro

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Dinheiro. Dinheiro, o Deus Todo-poderoso, dos tempos modernos; por ele, se mata, se ganha inimigos, se arrisca em jogos de sorte ou azar, se trabalha uma vida inteira, enfim, ajoelhamo-nos a seus pés. Terá sido sempre assim?
Vejamos o seguinte: Os seres humanos, ao longo dos milénios, sempre tiveram necessidade de estabelecer trocas entre si, sobretudo, por incapacidade de uns construírem/repararem algo que outros conseguiam. Assim sendo, poder-se-ia pensar que a “necessidade” ou ambição pelo dinheiro foram sempre tão elevadas como nos dias de hoje, porventura isso não é verdade.
Não é preciso um exercício de reflexão muito complexo para percebermos a disposição anterior. A necessidade de possuir dinheiro resulta da necessidade de estabelecermos trocas com terceiros para obtenção de produtos ou serviços que não dispomos, pelo que dinheiro e necessidades estão, intimamente, ligadas. Mas não podemos cair no malogro de pensar que, mais necessidades se traduzem, imediatamente, em mais dinheiro; o que se verifica é que à medida que o progresso industrial e tecnológico se acentua, a produção de bens e serviços, também, se incrementou, logo à medida que mais bens e serviços são disponibilizados, mais se alargam as necessidades dos indivíduos. Deixamos de estar perante, apenas, necessidades fisiológicas, para passarem a necessidades de imagem e estatuto.
Perante o raciocínio anterior, depreende-se que nos primórdios civilizacionais as necessidades eram muito básicas, uma vez que a produção de bens e serviços estava muito limitada, o que implicava uma menor necessidade de dinheiro em circulação. Então o “culto” ao dinheiro, não é assim tão antigo como se poderia pensar!
Como terá sido então a evolução do dinheiro?
Ao contrário do que se possa pensar, o dinheiro nem sempre foi moedas e notas. Nos primórdios civilizacionais, nada mediava as trocas entre indivíduos; estávamos no período da troca directa. Trocava-se madeira por peles, peles por carne, carne por cavalos, etc. Evidentemente que era um sistema rudimentar e que não permitia o desenvolvimento do comércio, pois inerente às trocas teria de existir incentivo de ambas as partes em aceitar o produto que a outra pretendia remeter.
Como era patente a insuficiência do sistema em incentivar a troca, passou-se para o sistema de “moeda mercadoria”. Este sistema assentava numa mercadoria, amplamente aceite, que era trocada por todo o tipo de outros bens; era exemplo deste tipo de mercadoria, o sal. Daqui advém a palavra salário usada nos dias de hoje, porque as retribuições dadas aos trabalhadores eram feitas em sal. Esta preferência pelo sal e não por outra qualquer mercadoria, resultava da necessidade que as pessoas tinham de conservar as carnes, uma vez que era um meio de conservar ao longo de um vasto período de tempo, um alimento extremamente necessário à sobrevivência humana. Porventura, também este sistema apresentava inconvenientes, pois para se trocar os bens e serviços era necessário possuir sal, e nem sempre era fácil obter esse mesmo sal, pelo que para estabelecer as trocas estaríamos dependentes da sua obtenção.
Um subgrupo do sistema de “moeda mercadoria” foi o padrão-ouro, onde todos os países estabeleciam uma paridade da sua moeda nacional com uma quantidade de ouro, podendo se converter notas e moedas em ouro e vice-versa. Era, também ele, um sistema com bastantes inconvenientes, porque o ouro em vez de ser destinada à produção de material em ouro (onde era mais produtivo), estava a ser aplicado na cunhagem das moedas.
Assim se chegou ao dinheiro tal e qual como o conhecemos, isto é, notas e moedas com um valor facial assimilado por todos, mas que no fundo têm um valor intrínseco bastante inferior, pois aquele bocado de papel da nota de €500, não vale mais do que 10 cêntimos de euro. Trata-se de um sistema, extremamente, bem sucedido, pois permitiu a produção em massa, uma vez que não era necessário ter mais em conta se a outra parte aceitaria ou não “o nosso dinheiro”, as notas e moedas são de fácil “conservação” e até podemos depositar esse dinheiro num banco (que nos renderá juros) para que outros possam investir.
Poderíamos pensar que a história acabava aqui…mas mais uma vez estávamos enganados! Chegamos a fase de trocar dinheiro por dinheiro. Enquanto que nos antepassados, se trocava dinheiro (notas e moedas) por mercadorias para a satisfação das necessidades individuais, agora troca-se dinheiro por dinheiro, especulando e tentando usufruir rendimentos como se estivéssemos num casino planetário. Deturpamos a verdadeira natureza do dinheiro, isto é, facilitar, e repito facilitar, as trocas comerciais e por esse erro, estamos a pagar e continuaremos a pagar, até percebermos que o dinheiro por si só não é nada.

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A Taxa de Recursos Hídricos e a xico-espertisse da Indáqua

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Alguém entende isto?????

(para ampliar clicar na imagem)
Isto é a factura que a Indaqua enviou aos seus clientes no mês de Fevereiro, as parcelas são tantas e tão pouco claras que se torna muito difícil ao comum dos cidadãos perceber se está ou não a ser vigarizado por esta empresa.

Só a título de curiosidade, os clientes Feirenses dos serviços da Indaqua, passaram a ser contemplados com o pagamento da Taxa de Recursos Hídricos, na prática trata-se da antecipação de um imposto dissimulado pelo governo Sócrates e cujas receitas irão suportar mais uns "tachos para os amigos do PS", com a criação de uma série de organismos ligados à gestão dos recursos hídricos. A União Europeia definiu o ano de 2010, como sendo o ano em que se tornará obrigatória a transposição da Directiva-Quadro da Água, por parte de todos os estados membros.

Quando se trata de vampirizar os cidadãos, os governos deste país são muito lestos a antecipar directivas comunitárias, pelo contrário quando alguma dessas directivas é favorável ao cidadão, prorrogam-se prazos e no limite até nem se chegam a aplicar. Aos cidadãos só lhes resta o recurso ao tribunal europeu.

No fundo, o que querem fazer é dar cumprimento ao modelo de desenvolvimento social que têm promovido ao longo do tempo - a profusão do neoliberalismo, em desfavor das políticas de bem comum.

Mas, o que me faz mais confusão é o facto de a Indaqua se financiar directamente com o dinheiro das TRH, pagas pelos consumidores. A lei define dois períodos semestrais para o pagamento desta taxa, pelo que a Indaqua só irá pagar efectivamente a TRH lá para Julho, significa que durante este tempo, o dinheiro saiu do bolso dos consumidores e deve estar a render juros a favor da Indaqua numa qualquer conta bancária.

Portanto, isto é imoral e configura uma ilicitude. Revela que a Câmara da Feira não defende os interesses dos feirenses. Quando podia ser a câmara a ganhar com a antecipação do pagamento da TRH, não a sua preferência recai nos interesses da Indaqua, ainda por cima com o nosso dinheiro.

Mais uma vez se demonstra porque concessionar os serviços básicos de água e saneamento a interesses privados e a xico-espertos, acabam por representar uma vigarice camuflada para os consumidores.

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GRB 080916C - Telecópio Fermi detecta a maior explosão jamais registada no espaço


A explosão captada pelo telescópio excedeu, em cerca de 9 mil vezes, a potência de uma Supernova comum


A primeira explosão de raios gama registada em alta resolução pelo Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi vai entrar para o livro dos recordes. A detonação teve a maior energia total, os deslocamentos mais velozes e as emissões iniciais de mais alta energia já registados.

As explosões de raios gama são os eventos mais luminosos do universo.

Os Astrónomos acreditam que estas explosões acontecem quando estrelas exóticas de grande massa começam a ficar sem combustível. À medida que uma estrela se transforma num buraco negro, jactos de material - exercitados por um processo que ainda não é bem entendido - disparam para fora, a velocidades próximas à da luz.

Os jactos trespassam as camadas da estrela que encolhe, e continuam pelo espaço, onde interagem com o gás eliminado previamente pela estrela, gerando um brilho posterior que desaparece com o tempo.

Essa explosão, designada GRB 080916C, ocorreu em 15 de Setembro, na constelação de Carina. O outro instrumento do Fermi, o Monitor de Explosões de Raios Gama, registou o evento em simultâneo, os instrumentos oferecem uma visão da emissão inicial, ou imediata, de raios gama, com energias entre 3 mil e mais de 5 biliões de vezes maiores que a da luz visível.

Essas observações permitiram concluir que a explosão ocorreu a 12,2 biliões de anos-luz.

Tendo a distância para calibrar seus dados, a equipe do Fermi concluiu que a explosão excedeu, em cerca de 9 mil vezes, a potência de uma Supernova comum, isto se a energia libertada se tivesse espalhado de maneira uniforme pelo espaço e em todas as direcções.

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Cometa Lulin aproxima-se da Terra

O cometa C/ 2007 N3 Lulin visita pela primeira vez o sistema solar e poderá ser visível a olho nu, na próxima terça-feira, 24 de Fevereiro. O cometa deve ser procurado junto da estrela Spica (a mais brilhante da constelação da Virgem).


Na próxima terça-feira, vamos ter a hipótese de poder apreciar um acontecimento raro e sempre espectacular - a visita de um cometa.

Espera-se que o Lulin, descoberto em 2007 por cientistas Chineses, possa ser visivel a olho nú, embora isso não seja ainda uma certeza. Trata-se do Lulin, um cometa verde, que deverá estar no seu ponto mais próximo da Terra, justamente na madrugada de terça-feira de Carnaval, dia 24 de Fevereiro.

Os cientistas admitem ser a primeira vez que o corpo celeste visita o nosso sistema solar.

Devido à aproximação do cometa com o Sol, o calor vai vaporizando o gelo e as matérias contidas no seu núcleo rochoso, dando um aspecto esverdeado a sua cabeleira .

Os cientistas acreditam que os jactos que emanam do núcleo do cometa contenham cianogénio, um gás venenoso encontrado em muitos cometas e, carbono diatómico (C2). Estas duas substâncias, quando iluminadas pela luz do sol, emitem luz verde, nas condições de quase-vácuo do espaço.

O Lulin deverá ser visível, embora isso não seja ainda uma certeza, junto à estrela Spica (estrela mais brilhante da constelação da Virgem).

Para ter melhor perspectiva na observação, deverá afastar-se das fontes de poluição luminosa dos grandes aglomerados urbanos e procurar as zonas de maior escuridão, de preferência em zonas de espaços abertos, outro factor a ter em conta é a limpidez atmosférica, já que a turbulência do ar dificulta a observação.

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Cuidado com os Homens atrás da cortina!

sábado, 21 de fevereiro de 2009


Esta semana protagonizou-se mais um acto lamentável, por parte do ministério público. Mais uma vez, nos deparamos com a inabilidade de alguns membros dos ministérios nacionais na tomada de decisões e a vontade da imprensa de colar esta decisão ao primeiro-ministro Sócrates.
De facto, parece que se tem tornado moda, nos últimos anos, o surgimento de tiques ditatoriais. Estes tiques surgiram durante a governação de Cavaco Silva e agora com a governação de José Sócrates, isto é, sempre que nos encontramos em maiorias absolutas. Os ímpetos reformistas associados quer a uma quer a outra governação podiam “justificar” a tomada de algumas decisões, menos democráticas, dado o interesse que algumas dessas medidas acarretavam para o país. Mas não podemos cair no erro de assumir que uma ou outra actuação política é a mais ou menos correcta, pois ninguém detém a verdade absoluta dos factos, e se o fizéssemos, estaríamos a escancarar as portas para uma nova e mesquinha autoridade moral que, mais cedo ou mais tarde, se tornaria uma ditadura ou democracia musculada.
O estilo de governação de Sócrates é claro: ninguém deve contestar o líder e todos sabem quem manda; e os portugueses até gostam disso, pois séculos de inquisição e 40 anos de Salazarismo deixariam a sua marca em qualquer povo. Pessoalmente, não estou contra este estilo de governação, em períodos de colapso económico e social, pois é nestas alturas que a imposição de medidas difíceis têm que ser tomadas. Porventura, apenas o admito em situações de interesse nacional, e nunca em questões de carácter regional e mesquinha, como se sucedeu por várias ocasiões. Mas atenção: não tomemos a parte pelo todo. Não devemos julgar toda uma governação, com base em tiques levados a cabo por membros da administração central, embora admita que Sócrates não dê as indicações necessárias para que esses mesmos tiques, se extingam.
Este recente caso em Torres Vedras resultou de uma denúncia de um civil sobre umas imagens mais “picantes” que se encontravam coladas num Magalhães, isto é, estavam a fazer uma sátira ao computador e à possibilidade de as crianças acederem a conteúdos pornográficos através da Internet. Sinceramente, creio que o civil não estava preocupado com as imagens, até porque essas imagens não apresentavam nada de extraordinário, mas sim com a sátira ao Magalhães, isto é, este civil estava preocupado com a imagem do governo e do primeiro-ministro que certamente ajudou a eleger.
Inexplicavelmente, o ministério público acede à “prece” do cidadão indignado, sem sequer verificar as imagens contidas no computador. Certamente que nenhum cidadão gostaria de ver imagens de pornografia explicita na via pública, onde crianças estivessem a assistir, contudo nada disso se verificou neste caso, daí que eu rotule de inabilidade toda esta actuação do ministério.
Por outro lado, parece-me inadmissível que tentassem associar esta decisão a José Sócrates, só porque este é o “pai” do Magalhães. Não creio que o primeiro-ministro tenha muito tempo para se preocupar com uma sátira que surja neste ou naquele carnaval; o que me parece preocupante são as actuações destes “ditadorezinhos” que surgem no meio da administração central.

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Francisco Louçã e o futuro

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Chegou a hora de o Bloco de Esquerda assumir-se como a terceira força política de Portugal. Um movimento político tão novo e com tanta pujança nacional, deixa qualquer um estupefacto. Algo ainda mais intrigante prende-se com o potencial que existe para o conflito interno, tal é a diferença de ideologias de algumas facções, mas transformam essa adversidade numa potencialidade, uma vez que os diferentes pontos de vista são expressos, “sem tento na língua”, realizando-se um esforço de congregação de ideias que capta adeptos no exterior. Assim, PSR (Partido Socialista Revolucionário), a UDP (União Democrática Popular) e o Política XXI congregam-se num só e fazem as delícias dos dissidentes do Partido Comunista, Partido Socialista e mais diversos partidos de extrema-esquerda.

A crise anda na boca do mundo e as suas consequências são mortíferas para os trabalhadores e mais pobres. Como invoquei em post´s anteriores é nestas alturas que surgem os populistas e oportunistas, os pregadores de um mundo melhor que possuem soluções extraordinárias, soluções essas que só têm benefícios e poucas ou nenhumas consequências. Não estou a chamar populista a Francisco Louça, mas a sua atitude constante de contra-poder não fará sentido eternamente, visto que, se o eleitorado lhe garantir a terceira posição nas eleições legislativas, não lhe bastará criticar a banca, os patrões e o governo; terá de expor as consequências de uma nacionalização total da banca, as consequências da limitação dos despedimentos nas empresas com ou sem lucro e as consequências de um governo de esquerda, pura e dura, como seria o seu.
Não existem soluções milagrosas e Francisco Louça não é o messias “D. Sebastião”, pelo que se o rótulo de populista e demagogo quer evitar, urge ser mais esclarecedor. Não tenho nada contra as políticas de esquerda e crítico, veemente, o capitalismo selvagem que se instalou no mundo, contudo temos de ser responsáveis e não rompermos com a realidade. Veja-se a proposta apresentada na VI convenção do partido:

“Nós queremos proibir os despedimentos nas empresas que têm resultados”

A argumentação para defender esta proposta é extraordinária, sobretudo pelo uso da metáfora dos coelhinhos e das duas notas de 100 € numa caixa. A metáfora utilizada e a medida proposta pretendiam chegar a outra frase que é intemporal:

“O capital nada faz é o trabalho que tudo faz!”

Nesta frase resume-se uma luta muito antiga que gerou muitas discussões apaixonadas, e essas paixões são o capital e o trabalho. Por este conflito de valores e ideias, pessoas morreram, famílias foram separadas, cidades divididas e um clima de “Guerra-fria” se gerou, mas Francisco Louça gosta deste debate e por isso reclama: “É preciso voltar a trazer o capital e o trabalho para a discussão”.

A discussão, como disse, é muito antiga, mas após muitos anos de conflito e discussão acesa de intenções, ninguém chegou a consenso algum, a não ser que a parte oposta estava irremediavelmente errada. Ora, sendo assim, apenas coloco o meu ponto de vista; para analisarmos a questão da economia e da relação dos seres humanos uns com os outros temos de compreender a natureza humana, pois caso contrário podemos chegar a conclusões que não fazem o mínimo sentido na realidade em concreto. A realidade é esta: O homem é indiscutivelmente egoísta!

Esta característica é fruto de uma evolução e reacção da espécie a problemas que se lhe colocavam e o resultado foi este. Por isso, Adam Smith dizia algo muito semelhante a isto: “Quando o ser humano dispões de liberdade e segurança para prosseguir com os seus próprios interesses é capaz de gerar riqueza não só para si, como para toda a sociedade”. Mas como tudo que é excessivo torna-se pernicioso para a sociedade, o egoísmo passou a ganância e é por isto que surgiram as correntes de esquerda. Assim se compreende a frase de Karl Marx: “Como tudo que é produzido é fruto do trabalho, então se existe lucro, isso é fruto de trabalho não pago”.
Conclusões? Têm os dois razão, embora um se baseie naquilo que a sociedade é, e por isso, se tornou preponderante, enquanto que o outro se baseia naquilo que a sociedade devia ser, pelo que, um luta pela liberdade individual e o outro pelo sonho colectivo…
Louça não se insere nem num nem noutro, mas está claramente próximo do “sonho”, um dia veremos se a sociedade evoluirá de forma a permitir que esse sonho seja realidade, mas conhecendo a espécie humana como a conheço…

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Galileu Galilei e a hipocrisia da sua redenção pela fé

domingo, 15 de fevereiro de 2009

No dia do seu 445º aniversário, Galileu Galilei foi homenageado com uma missa solene realizada no Vaticano.

Galileu Galilei , astrónomo e matemático, fundamentou e sustentou os seus estudos, na observação directa dos astros através de uma luneta que ele próprio fabricara.

Depois de ter publicado algumas obras com as conclusões dos seus estudos, foi condenado à prisão em 1633 pelo tribunal da Inquisição, simplesmente por ser contrário à teoria do geocentrismo, que à época era defendido pela Igreja Católica que se apoiava nas escrituras bíblicas.

Galileu defensor da tese heliocêntrica do universo, segundo a qual a Terra gira em torno do Sol, foi obrigado a renunciar às suas teorias perante os inquiridores e a Igreja, tendo as suas obras sido proibidas, caso não o tivesse feito corria o risco de ir parar à fogueira acusado de heresia, tal como aconteceu ao astrónomo Giordano Bruno, que foi queimado vivo em 1600, por defender ideias semelhantes.

Em 1992, por altura do 335º aniversário da sua morte, o papa João Paulo II reabilitou formalmente o astrónomo, por aquilo que então apelidou de "erro de julgamento".

Temos assim a Igreja Católica a dar a mão à palmatória 445 anos depois, numa atitude de pura hipocrisia, no ano em que se assinala o Ano Internacional da Astronomia.

Esta redenção de Galileu, não é mais que uma tentiva ridícula de a própria Igreja se redimir dos seus pecados ancestrais, pecados esses que têm sido agudizados pela demência mental do actual papa Bento XVI, que tem acentuado de sobremaneira o conservadorismo fanático e fundamentalista do catecismo católico, fazendo-o espalhar pela Igreja como se de uma missão militar se tratasse.

Basta ver as recentes posições do Vaticano, no caso da jovem Italiana Eluana, onde a dignidade humana parece estar em segundo plano para os pregadores da fé de Cristo. O que dizer das posições rerógradas e inconcebíveis face aos anticoncepcionais, quando são as próprias agências de investimento financeiro do Vaticano a deter parte do capital dos laboratórios farmacêuticos que desenvolvem as pílulas anti-conceptivas. A reabilitação recente de alguns bispos da facção do ultra-conservador Mosenhor Lefévre, entre os quais o bispo Williamson que nega a existência do Holocausto e é de um anti-semitismo primário. A não aceitação da igualdade de direitos e a discriminação dos homossexuais na sociedade. Ainda recentemente o Vaticano anulou um casamento católico, pelo facto de uma mulher ter confessado que o marido usava preservativo nas relações sexuais para se proteger de uma possível gravidez, já que ele padecia de uma doença grave.

Enfim, seria fastidioso estar aqui a enumerar todas as incongruências escabrosas, das doutrinas que emanam do Vaticano.

Como se o Galileu alguma vez se tivesse preocupado pela a sua excomunhão da Igreja ou posteriormente com a sua reabilitação, o que ele receava era fundamentalmente pela sua própria vida.

Curioso ou talvez não, é o facto de a Igreja Católica acusar esta necessidade de se submeter ao perdão da história em 2009.

Este ano para além de Galileu, que confrontou a Igreja com a desfaçatez das suas doutrinas baseadas no geocentrismo, também se comemora os 200 anos da morte de Darwin, também ele peregrino nesta cruzada contra as trevas do conhecimento, quando através do tratado sobre a evolução das espécies colocou em causa a teoria criacionista (Deus criador de todas as coisas), um dos pilares basilares de todas as fés e de todas as religiões.

Com o avanço incontornável do conhecimento científico e da massificação da informação veiculada, existe a necessidade real da Igreja tentar uma conjugação da fé obscurantista com a ciência, como forma abnegada de garantir o seu poder e a sua própria sobrevivência.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Corticeira Amorim vai investir 60 milhões em três anos

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Esta notícia já tem algum tempo (8 de Julho de 2008) e resulta de uma revelação feita por António Rios Amorim (CEO do Grupo Amorim).

"A Corticeira Amorim tem um plano de crescimento para o triénio 2009-2011 que passa pela expansão em mercados como os EUA, Médio Oriente e Europa de Leste. António Rios Amorim, CEO da maior corticeira do mundo, afirmou em entrevista a Patrícia Vicente Rua, da agência Reuters, que nos próximos dois anos prevê novas aquisições, «sempre a privilegiar a distribuição» ."

Esta entrevista é interessante porque permite perceber as estratégias que o Grupo Amorim delineou para o futuro, permite também perceber os contornos que envolvem a actual crise do sector.

Ler entrevista aqui

Fonte : Jornal OJE
PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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António Rios Amorim reconduzido nos destinos da APCOR

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Foi sem surpresa que a lista encabeçada por António Rios Amorim (CEO do Grupo Amorim), foi a grande vencedora nas eleições para a presidência da associação dos empresários da cortiça.

Era sabido à partida, que a força do grupo Amorim permitiria atrair a maior parte dos empresários, para a sua esfera de influência. A dependência, a subserviência, a manietação, a procuração, são apenas alguns dos adjectivos que caracterizaram a democraticidade do acto eleitoral.

Com mais de 80 % dos votos expressos, a lista apoiada pelos principais empresários do sector confirmou aquilo que já era esperado, a aposta na continuidade.

Estas eleições foram marcadas pelo actual clima de crise que se vive no sector, com muitas pequenas e médias empresas a revelarem sinais preocupantes de sustentabilidade económica.

O acto eleitoral foi bastante concorrido, já que pela primeira vez na história da associação se apresentaram duas listas a sufrágio, a lista A encabeçada por António Amorim, que veio a ser a vencedora e a lista B encabeçada por Diamantino de Sousa.

Este momento eleitoral teve o condão de por um lado, permitir que Diamantino de Sousa atirasse uma pedrada no charco, do marasmo e do imobilismo que tem caracterizado a actuação da APCOR, nomeadamente na procura de novas soluções para debelar os problemas do sector corticeiro, não se intimidando mesmo em afrontar o colosso do sector; por outro lado, este acto eleitoral irá permitir que a APCOR tenha um encaixe financeiro significativo, com a adesão súbita de novos sócios, é que nos últimos dias, de forma inesperada, o grupo Amorim inscreveu algumas das suas empresas como novos sócios da APCOR.

Acaso teriam receio de perder a presidência da associação?

Lá diz o povo:

"Mais vale prevenir, que remediar!"


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Pela primeira vez dois satélites colidem em pleno espaço

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A colisão entre os dois satélites de comunicação - um da Rússia e um dos Estados Unidos - ocorrida na última terça-feira no espaço é a primeira registada na história, informou a Nasa, agência espacial americana. O choque deu-se a cerca de 780 km acima do território da Sibéria, na Rússia. As informações são da BBC Brasil.

Um dos equipamentos pertencia à companhia americana Iridium, e orbitava em alta velocidade quando bateu num satélite militar russo desactivado. A empresa americana e as autoridades russas explicaram que o acidente é bastante incomum. Este tipo de colisão a centenas de quilómetros da Terra é "extremamente raro" e "muito pouco provável", destacou a Iridium.

A companhia americana comunicou que adoptará "as medidas necessárias para substituir o satélite danificado" e garantiu que o acidente não foi provocado por uma eventual falha de seu satélite. A Iridium possui uma frota de 66 satélites de telecomunicações.

O satélite russo que estaria desactivado foi lançado em 1993 e pesava 950 kg, enquanto o Iridium pesava 560 kg e foi lançado em 1997. A Nasa acredita que ainda vai levar algumas semanas para conhecer melhor a magnitude da colisão. O lixo espacial que resulta deste impacto e que agora orbita em redor da Terra, pode constituir um risco acrescido para outros satélites, para a estação espacial internacional (ISS) e também para as missões espaciais futuras, no entanto, as centenas de destroços estão já a ser monitorizadas.

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Contratos por ajuste directo - Como pesquisar os contratos


Para quem tiver dificuldades em pesquisar os contratos que as autarquias fazem por ajuste directo no site http://www.base.gov.pt deixo aqui uma dica: entrem nesta página e introduzam o NIF da entidade adjudicante se quiserem pesquisar os contratos por autarquia, se quiserem fazê-lo por empresa introduzam o NIF da empresa adjudicatária.


No caso de Santa Maria da Feira, entrem aqui e introduzam no quadro"NIF da entidade adjudicante" o número: 501157280, em seguida é só clicar em pesquisar e aparece o quadro com os contratos por ajuste directo que já estão publicados.

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Tribunal da Relação confirma julgamento de Isaltino Morais por corrupção


O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou hoje a decisão do tribunal de primeira instância de julgar Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, por corrupção, abuso de poder, fraude fiscal e branqueamento de capitais, noticia a edição online do “Diário Económico”. Ler mais aqui

Comentário:
"Estes tipos têm dinheiro suficiente para poder ter bons advogados a defendê-los, as acusações que recaem sobre Isaltino Morais, representam uma série invejável de atributos para um homem só, o que importa aqui é que seja julgado e se houver veredicto que o justifique que seja condenado. Este como outros casos, que estão pendentes na justiça só têm pecado pela morosidade e pela ineficácia.
Para cúmulo não me espantava que este senhor, por falta de escrúpulos viesse a candidatar-se de novo a Presidente da Câmara."


Fonte: PÚBLICO

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Eleições na APCOR


Hoje é dia de eleições na APCOR, o acto eleitoral decorre desde as 16h, na sede da associação em Santa Maria de Lamas.

Passei há instantes pela sede da APCOR e fiquei impressionado com o movimento que havia por ali.

Arrisco mesmo dizer que, nunca umas eleições para aquela associação patronal foram tão participadas.

Ouvi há dias alguém dizer que nas últimas eleições, que só teve uma lista submetida a sufrágio, houve apenas 13 ou 14 votantes.

Por estes dados se percebe o interesse que estas eleições estão a gerar no patronato corticeiro.

A razão principal não andará longe da crise e das dificuldades que o sector corticeiro está a atravessar, e nesse sentido é legítimo que muitos empresários depositem algumas esperanças, no papel que terá a APCOR e a sua direcção eleita para contornar a crise.

Pessoalmente julgo que pouco irá mudar, no entanto caso vença a lista B do Diamantino de Sousa, acredito que pelo menos uma nova dinâmica possa ser introduzida na APCOR.

A APCOR pode ter um papel importante junto dos mais diversos organismos públicos, nomeadamente sensibilizando o governo para os problemas do sector.

Outro facto curioso, foi ter percebido a dimensão que esta crise está a tomar junto do parque automóvel dos empresários. Estou em condições pouco seguras de garantir, que não vi nenhum Ferrari estacionado por ali, aquilo que vi ao longo da Avenida Comendador Henrique Amorim, foi uma espécie de salão internacional de exposição automóvel, onde foi possível constatar as modestas tendências do momento.

Vi alguns Opel Corsa e Renault Clio, para além de algumas forgunetas ligeiras de carga, mas, maioritariamente (isso é que importa para analisar os contornos da crise no sector corticeiro) vi muitos Mercedes, BMW, Audi e JEEP, tudo topos de gama e que são muito económicos, portanto, carros próprios do povo humilde...

Crise!? pois sim, abençoada crise para nós, que vos tiramos a vós, para sustento dos nossos caprichos.

Os 10 mandamentos do empresário corticeiro:

1 - Não adorarás outro patrão mais do que a mim
2 - Não pronunciarás o santo nome do Amorim em vão
3 - Recordar-te-às que o sétimo dia também é para trabalhar para as encomendas
4 - Honra o meu pai e a minha mãe porque me ensinaram a ser assim
5 - Não matarás, isto é, não reivindicarás aumentos nem regalias laborais
6 - Não cometerás adultério, a menos que a patroa peça
7 - Não roubarás rolhas de superior e 1º, mas podes roubar 6º e lenha
8 - Não darás falsos testemunhos ao sindicato e às inspecções de trabalho
9 - Não protestarás se não receberes salário e fores despedido sem indeminização
10 - Não cobiçarás as minhas mansões, as piscinas, as contas bancárias e principalmente os meus Mercedes, BMW, JEEP, etc.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Casamento entre homossexuais - Distração para combater a psicose da crise


Os tempos são díficeis, o povo vive numa angústia quase permanente, os problemas sociais agudizam-se, portanto é preciso contrariar este pessimismo e entreter as pessoas com algum fait-divers, alguma distração que seja verdadeiramente fracturante na sociedade... então alguém disse:

- Eureka!!!! Genial!!!!

O iluminado e mestre ilusionista retirou o coelho da cartola:

- Casamento entre homossexuais, agora sim! agora é para valer!

Achei alguma piada que a conferência episcopal Portuguesa, viesse a terreiro desaconselhar os devotos católicos, a votarem em partidos que defendam o casamento entre homossexuais.

Com a crise social e económica que o país atravessa, porque não se lembraram os Bispos de vir condenar aqueles que a provocaram?

O povo tem mais em que se preocupar para subsistir no dia-a-dia , do que andar distraído com o casamento entre os homossexuais, aliás como a crise é transversal na sociedade, acho que até os homossexuais estão mais preocupados em sobreviver neste contexto, do que a pensar no casamento.

O Sócrates apesar de ser um grande mentiroso, é hábil em desviar as atenções e foi para desviar as atenções do actual momento social, de desemprego galopante, de miséria e de exclusão, dos casos fraudulentos nas instituições bancárias que o governo tenta branquear, e sobretudo do inconveniente caso Freeport, que resolveu atirar para cima da mesa a questão do casamento entre homossexuais.

O tema parece apaixonante entre a classe clerical, pelo que nas próximas homilias é de esperar que os padres se esforcem por exultar a divindade da sempre omnipresente, institucional e sagrada família tradicional, se é que isso existe e a hipocrisia da fé consente...

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Caixa Geral de Depósitos = Caixa Geral de Ladrões

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


A Caixa Geral de Depósitos está a usar um novo expediente para sugar mais uns cobres à malta, a lata destes filhos da pu...ta, chegou ao ponto de cobrarem um imposto de selo sobre uma merda duma comissão qualquer, que eu nem cheguei bem a perceber o que era. Verdade, verdadinha é que estes parasitas me subtraíram 33 cêntimos.

Sou cliente da Caixa Geral de Depósitos há mais de 20 anos, e é a 1ª vez que me cobram este imposto. Isto segue-se à cobrança da anuidade do cartão multibanco, uma outra cortesia destes vigaristas, chulos de merda de há dois anos para cá.

O excesso de vernáculo que vou usar neste post é propositado e dirige-se particularmente àqueles cabrões que estão no governo e que tutelam, melhor dizendo que tetalam a CGD.

Estes vigaristas, talvez para cobrir o buraco colossal do BPN, resolveram fazer-se de ladrões de meia tigela e andam a assaltar literalmente as caixas das esmolas e quem se fode é o Zé Parvónio, o Alves dos Reis ao pé destes, era um menino de coro!

Aquilo que vou escrever talvez choque muita gente, mas a única forma de por cobro a este abuso deliberado e constante às classes mais pobres, para dar de mamar aos mais ricos, só pode ser resolvida, quando alguém rebentar com os miolos dum facínora destes, porque se acreditar-mos que a justiça resolverá isto, então, somos completamente enrabados.

Quase todos os dias a comunicação social dá conta de baixas nas taxas de juro de referência do BCE.

O que é que a CGD faz (os outros também)?

Conheço muita gente que tem empréstimos bancários sobre a habitação indexados à Euribor com contratos a 6 meses, e que tiveram aumentos de 20 euros este mês, para débitos à volta de 35000 Euros.

Que merda é esta?!

As taxas descem para valores históricos, e as prestações sobem?!!! dizem eles que têm que cumprir indicações do banco de Portugal.

Mentirosos, aldrabões e de novo filhos da pu...ta! (não me refiro a quem trabalha na CGD, mas a quem tem responsabilidade sobre esta matéria, volto a chamar-lhes vigaristas, ladrões e proxenetas da mama estatal)

Nos tempos que correm, para quem tem o privilégio de ter um pequeno depósito, as taxas de juro neste momento são tão baixas que nem cobrem a inflação, pelo que o rendimento do depósito é negativo, ou seja, eles ganham dinheiro porque emprestam o nosso dinheiro depositado e quem tem depósitos ainda perde por lhes confiar o dinheiro, já que o rendimento real é negativo, mas valia ter o dinheiro debaixo do colchão como antigamente.

Este ano é de eleições , como tal se estão bem servidos com esta panelinha toda, continuem a votar nos vermes repugnantes que nos têm governado e roubado estes anos todos.

Este país está completamente a saque e qualquer dia, ainda aparece por aí alguma besta iluminada que vende o próprio país sem ninguém dar conta, depois é só colocar o dinheiro numa conta off-shore, e o povo que se agarre ao cara...lho...

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Galileu Galilei - 445º Aniversário do seu nascimento


Físico, matemático e astrónomo italiano. Galileu Galilei foi o inventor da luneta para observação dos astros celestes, e da marcação de tempo através de um pêndulo. No final de sua vida, renegou às suas descobertas sob a ameaça de excomunhão e morte pela igreja.

A 15 de Fevereiro de 1564, Galileu Galilei nasceu em Pisa, Itália.

Foi responsável por fundamentar cientificamente a Teoria Heliocêntrica de Copérnico e da sistematização da mecânica como ciência.

Também em 1583, descobriu as leis do pêndulo e criou a primeira forma fiável para se contar o tempo.

Iniciou o curso de Medicina na Universidade de Pisa, mas abandonou-o para estudar Geometria e Física.

Em 1585, deixou a cidade natal para dar aulas de Matemática em Florença. Em 1589, foi nomeado para o cargo de professor de Matemática da Universidade de Pisa. Três anos depois, foi convidado para a cátedra na Universidade de Pádua, onde permaneceu até 1609.

Foi o primeiro astrónomo a construir e usar uma luneta para observar os corpos celestes. Voltou a Pisa, em 1610, para trabalhar como matemático na Universidade. No mesmo ano, registou a presença de mares, crateras e montanhas na Lua.

Publicou a História e Demonstração em Torno das Manchas Solares (1613) e descobriu os quatro satélites de Júpiter – prova de que alguns corpos celestes são capazes de orbitar outros astros. Observou que Vénus tem as mesmas fases da Lua. Concluiu que o planeta, assim como a Terra, também orbita o Sol. Observou também os anéis de Saturno apesar do seu aparelho não permitir uma boa resolução.

Galileu aceitava, e defendia publicamente, a teoria postulada por Nicolau Copérnico de que o Sol, e não a Terra, era o centro de nosso Sistema Solar. Em 1616, a Igreja Católica, que sustentava a visão oposta (ou seja, que o centro era a Terra), proibiu que Galileu divulgasse ou ensinasse suas ideias.

Em 1632, numa atitude desafiante, publicou o seu "Diálogo sobre os Dois Maiores Sistemas do Universo", o que atraiu a ira da Igreja. Colocado num tipo de prisão domiciliar, Galileu viveu o resto de sua vida perto de Florença investigando os céus.

Em 1633, sob ameaça de excomunhão e morte pela Igreja, renegou formalmente as suas teses apoiadas nas suas descobertas.

Morre a 8 de Janeiro de 1642. Estava quase cego por observar as manchas solares sem uma protecção nos olhos. Trezentos e cinquenta anos mais tarde – em 31 de Outubro de 1992 - Foi redimido pela Igreja Católica e as suas teorias foram reconhecidas formalmente pelo papa João Paulo II.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Santa Maria da Feira - O desemprego crescente e a angústia social preocupante


O concelho de Santa Maria da Feira, esteve ontem particularmente em foco no programa Prós e Contras da RTP (ver o vídeo da 3ª parte).

Pode acrescentar-se que esta promoção do concelho foi pelas piores razões: O desemprego, os dramas familiares e a calamidade social que se avizinha.

Achei deveras preocupante a intervenção do presidente da Câmara da Feira. Achei preocupante por duas ordens de razões, a primeira delas porque tive a sensação que ele estava bastante assustado e tenso, desconheço se era pela situação de pré-calamidade social em que se encontra o concelho, se era pelo desconforto do momento.

No entanto razão pela qual fiquei bastante preocupado, foi pelo facto de Alfredo Henriques entender ser desnecessário um plano anti-crise para o concelho, justificando a sua resposta pelo facto do concelho da Feira, ser provavelmente um dos mais bem dotados em termos de rede social a nível nacional.

Seja lá o que isto queira significar, parece-me que a importância da rede social do concelho não pode ser medida pelo tamanho de uma tenda, mas sim pela acção que directamente pode ter no apoio social efectivo das pessoas que dele precisam.

É positivo que a Câmara da Feira neste momento possa dar um contributo para amenizar as dificuldades das famílias, que se vêem privados da sua fonte de rendimentos ou seja, o trabalho.

Pelos ecos que são veiculados pelas pessoas em situação de maior desespero, a Câmara da Feira e as suas assistentes sociais pouco mais têm dado que apoio moral.

Sendo importantes algumas medidas que foram anunciadas de apoio, em termos de gratuitidade de alimentação e lanches escolares para as crianças das famílias mais carenciadas, assim como o assumir das despesas com creches e ATL's, eu julgo que o apoio pode e deve ir muito mais além.

Desde logo, a Câmara da Feira não pode intervir apenas nos casos que têm uma exposição mais mediática junto da comunicação social. O drama do desemprego e da falta de pagamento de vencimentos a trabalhadores alastra-se já às micro e pequenas empresas, sendo certo, que o próprio sindicato talvez até desconheça algumas destas situações.

Fazia todo o sentido que neste momento estivesse criado um gabinete municipal, onde as pessoas que se encontram nesta situação particularmente difícil pudessem recorrer e naturalmente as assistentes sociais pudessem filtrar as situações que efectivamente carecem de apoio emergente.

A ideia com que fiquei é que existe algum trabalho de cooperação entre a Câmara Municipal e o sindicato, mas isso só não chega, existem muitos trabalhadores que não são filiados no sindicato e que vivem os mesmos dramas daqueles que o são e não podem ser esquecidos.

A Câmara da Feira também pode e deve ir mais longe no apoio às famílias, seja em ajudas ao pagamento da renda de casa, seja na isenção extraordinária do pagamento de IMI, que brevemente (Abril) começará a chegar à caixa de correio de todos os Portugueses, (não estou a ver como é que estas famílias poderão pagar se não têm sequer para comer, serão penhoradas as casas?), seja no auxílio ao pagamento de serviços de necessidade básica, água, saneamento, luz e gás. Urge intervir em variados domínios e não só naquilo que mediaticamente pode catapultar a nossa compaixão - As crianças. Não se trata de esmolas, trata-se da obrigação social do estado que neste caso está delegado nas autarquias, pela relação de proximidade que existe com os cidadãos e pela proximidade que existe com o conhecimento e levantamento dos seus problemas específicos.

Bem sei que isto irá comportar alguns encargos suplementares, mas não deixa de ser verdade que não serão gastos insuportáveis em termos orçamentais e que prioritariamente se destinam a aliviar temporariamente a angústia de pessoas que de um momento para o outro deixaram de receber os salários a que tinham direito, sem que para isso tivessem qualquer contributo e que agora terão que aguardar pacientemente de barriga e bolsos vazios o desenrolar da justiça, que é demasiado lento como se sabe.

Se numa autarquia existem cerca de 150000 € , para promover um boletim municipal de propaganda eleitoral, e duplicação orçamental de verbas para promoção de imagem ,não se pode dar a falsa ideia que a contenção de despesas de apoio social se deva a qualquer dificuldade resultante da crise. Portanto, não será de todo descabido pensar que, em nome da coesão social ,a Câmara da Feira se tenha acautelado apropriadamente para fazer face ao que aí vem.

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China - Quando o espaço aperta, o melhor é improvisar

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Na China, país mais populoso do mundo, o espaço é um bem precioso e muito escasso, pelo contrário, bem se poderá dizer que imaginação é coisa que não falta.

Vejam estes exemplos:

Na China pode juntar-se o útil ao agradável é só puxar pela imaginação...
Evitando deslocações desnecessárias para chegar a casa
Estacionamento imaginativo
Veículo de transporte longo
Dormir a sesta
Na cultura Oriental é uma decisão sábia nos cânones da gastronomia, adquirir os suplementos proteicos ainda vivos, mesmo que isso possa colocar em risco a nossa própria vida.

O porco é transportado vivo, apesar de não parecer



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Sector corticeiro - Vigilia dos trabalhadores e eleições na APCOR

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


No sábado passado os trabalhadores corticeiros cumpriram uma jornada de vigília frente à sede da APCOR.

Apesar do frio intenso que se fazia sentir, fiquei impressionado com o número de pessoas que estiveram presentes, já participei em algumas jornadas de protesto do sector e nunca vi nada igual.

A solidariedade entre trabalhadores corticeiros nunca foi coisa que assumisse laços de ternura, de qualquer modo a concentração de sábado à noite, demonstra bem a preocupação e angústia que vai dentro de cada trabalhador e de cada pessoa que depende directa ou indirectamente do sector corticeiro.

A união dos trabalhadores é fundamental na luta pelos seus direitos e neste caso é importante que cada um de nós tenha a consciência que o direito ao trabalho é um direito consagrado na constituição, mas também na Carta Universal dos Direitos do Homem.

Penso que está dado o primeiro passo, para que se crie um amplo movimento da classe operária corticeira nesta luta pelo direito ao emprego e contra os despedimentos abusivos ou cuja argumentação orbite em torno da crise. Imbuídos pelo mesmo espírito os trabalhadores aprovarampara o próximo Sábado, dia 14 de Fevereiro, pelas 21,30 h, em colaboração com os dirigentes sindicais, uma nova jornada de protesto junto à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Uma boa oportunidade para os trabalhadores se unirem ainda mais neste abraço solidário para com os seus companheiros vítimas de despedimentos, de discriminação salarial e de vencimentos em atraso.

Se existe alguma crise no sector, e eu acredito mesmo que ela existe em muitas pequenas e médias empresas, também é verdade que esta crise já se arrasta há mais de 4 anos e em boa verdade é a consequência lógica da deficiência estrutural que algumas delas apresentam.

A maior dificuldade das pequenas unidades fabris reside na subserviência (há quem lhe chame subcontratação) aos grandes grupos económicos do sector. Com um reduzido leque de opções para a colocação do seu produto no mercado estas empresas são literalmente asfixiadas na sua autonomia, tendo que se vergar às regras ditadas pelos mais fortes para poderem sobreviver.

A este propósito foi interessante ouvir hoje em entrevista à RCF, Diamantino de Sousa, um dos candidatos às próximas eleições na APCOR.

Diamantino de Sousa abordou sem rodeios os problemas estruturais do sector, mas também a falta de acção abrangente da APCOR na abordagem aos problemas, não se coibindo mesmo de criticar a inoperância e participação dos empresários da associação na resolução dos problemas comuns.

Não foi difícil perceber a amplitude do seu discurso ao referir que a APCOR tem estado ao serviço dos grandes grupos económicos, havendo pouca empenho da associação em regular a forma como são distribuidos os fundos dos quadros comunitários de apoio.
Chegou ao ponto de considerar escandalosa e vergonhosa a forma como estão a ser efectuados alguns despedimentos de trabalhadores pelas empresas.

Sendo a primeira vez que haverá duas listas concorrentes à APCOR, pela amostra, a coisa promete.

De um lado temos alguém que se propõe com ideias mais progressistas e com a intenção de criar um novo dinamismo na postura e na cooperação dos empresários na resolução dos problemas que afectam o sector. Do outro lado teremos a concorrer o actual presidente António Amorim, que personifica o actual sistema de cada um olhar para o seu umbigo, em seu próprio beneficio e pouco se importando com sinergias que se poderão constituir entre parceiros de um mesmo sector e de um mesmo mercado.

Resumindo de um lado o dinamismo revolucionário, do outro o imobilismo conveniente e o conservadorismo troglodita na forma de abordar o sector.

Sendo certo que não espero grandes mudanças no rumo da APCOR, já que os associados que dependem directamente do grupo Amorim, e são muitos, dificilmente deixarão de ser manipuláveis nesta ocasião, para além disso o António Amorim contará sempre com o apoio dos poderosos e velhos eremitas da indústria corticeira.

De todo o modo a candidadtura de Diamantino de Sousa teve o condão de trazer uma lufada de ar fresco nos ideários do patronato e dar uma grande pedrada no charco do actual "status quo" corticeiro.

Na próxima 5ª-feira, logo saberemos o que se pode esperar da APCOR para os próximos tempos...


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VI Convenção do BE - proibição dos despedimentos em empresas que tenham resultados

No discurso de abertura da VI convenção do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã propôs, este sábado, a proibição dos despedimentos em empresas que tenham resultados.

A proposta do F. Louçã significa o quê?

Que as empresas que num dado exercício obtenham lucros colossais e no exercício seguinte não obtenham resultados (presumo que se refira a resultados positivos) já têm legitimidade para despedir trabalhadores?

A legitimidade não pode ser confundida com moralidade, o que deve ser questionado é a argumentação que as empresas invocam nas cartas de rescisão contratual com os trabalhadores e não a apresentação de resultados.

Tanto mais que sendo Francisco Louçã um reputado economista, deveria saber que os resultados de uma empresa não atestam da sua situação económica.

Uma empresa pode ter resultados nulos ou até negativos num determinado exercício sem que isso afecte a sua estabilidade económica nem as perspectivas de crescimento no exercício seguinte.

Achei particularmente infeliz a leviandade desta proposta, mesmo tendo em consideração o actual contexto de crise. Esta proposta a concretizar-se abriria as portas do desemprego indiscriminado a milhares de trabalhadores, já que neste país é um expediente comum a manipulação contabilistica dos resultados das empresas como escapatória para a evasão fiscal.

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O regresso dos "ismos"

domingo, 8 de fevereiro de 2009


Uma vez li num livro a seguinte frase: “A história repete-se”. Nessa altura não entendia o significado daquela afirmação, mas com o passar dos anos foi-me apercebendo que não se tratava de uma ironia ou metáfora, mas sim de uma constatação.

Já, na publicação sobre o Islamismo e Policarpo, referi que o ser humano tinha tendência a assumir que aquilo que se passou no passado, não se voltará a repetir, sobretudo se for algo nefasto.
Tantas são as vezes que tal acontece que por vezes estamos diante a catástrofe, mas ignoramos.

Pensávamos que após o holocausto, jamais existiriam tendências para o anti-semitismo (ao nível estadual); pensávamos que após a exploração e escravização que se verificaram na colonização, jamais estes fenómenos poderiam repetir-se; pensamos que estamos imunes a pragas ou epidemias, só porque a ciência observou uma inovação extraordinária; pensamos que os tempos do nacional-socialismo tinham terminado…

Vivemos num mundo que nos embriaga com televisão, futebol, cinema, enfim, entretenimento. E porquê? Enquanto estamos entretidos, não nos preocupamos com aquilo que nos rodeia.

O ódio que Judeus e Muçulmanos nutrem uns pelos outros é algo muito próximo de anti-semitismo; o trabalho infantil e a exploração dos imigrantes são uma forma de exploração; vivemos sob a ameaça de uma pandemia mundial provocada pela estirpe H5N1 e, os cientistas afirmam que as bactérias e vírus estão a tornar-se resistentes aos fármacos produzidos, contudo nem nos damos conta que estamos à beira de um precipício; julgamos que as suásticas, os braços içados em direcção ao céu como uma flecha, o ódio ao emigrante e xenofobismo tinham terminado, mas o que é isto que começa a surgir na Inglaterra, Suíça e Islândia, se não um nacional-socialismo?

Gostava de expressar a minha opinião sobre este, recente, assunto que envolve a imigração. Parece-me evidente que, mais uma vez, o sistema político-económico vigente (o capitalismo) é incapaz de apresentar propostas convincentes, sobretudo no domínio social. Alias, só podia ser assim, pois o tão famigerado mercado auto-regulável para funcionar numa situação de crise, necessita de rédeas longas; começaríamos por um aumento dos despedimentos, o que provocaria uma redução dos custos de produção e por sua vez, baixaria os preços estimulando o consumo.

Por sua vez como a oferta de trabalho no mercado seria superior, a pressão sobre os salários seria menor, pelo que o incentivo à contratação seria maior; aqui temos uma parte do mercado auto-regulável: sem intervenção, provocaria uma queda de salários, preços e mais desemprego, numa 1ª fase, até que numa fase posterior, teríamos redução de preços, aumento do consumo e mais emprego. O problema neste tipo de análise prende-se com o simples facto de estarmos a lidar com pessoas e não objectos, logo não nos podemos esquecer que a passagem da 1ª para a 2ª fase seria socialmente penosa. Este é o problema do capitalismo: a insensibilidade!

Em momentos de crise profunda, a contestação ao sistema é evidente. Mas, porquê é que este sistema é tão débil em momentos de crise? Porque razão o estado (sempre tão criticado) tem que vir em auxílio de tudo e todos?

O sistema capitalista foi uma designação atribuída pelos Marxistas a um sistema que se designa, verdadeiramente, por Individualismo Económico. O termo capital foi usado de forma pejorativa, para criticar a importância que o dinheiro ganhava na sociedade e a ganância que provocava nos seus detentores, pois capital permitia realizar mais capital através da exploração do único factor criador de riqueza… o trabalho humano.

Neste sistema individualista, investe-se em função do benefício próprio e não em função do benefício geral, por isso o indivíduo só investe se tiver retorno desse investimento. Esse retorno é o lucro, que terá de ser superior à taxa de juro, caso contrário o capitalista preferiria ganhar dinheiro sem correr risco. Mas como é que ele obtém esse lucro? Produzindo através de uma força de trabalho que não é totalmente ressarcida do seu trabalho, o que permitirá vender com um preço superior ao custo de produção.

Este sistema funciona bastante bem, em períodos de prosperidade, porque ambas as partes conseguem retirar proveito da divisão do trabalho existente, e acréscimo de produção daí resultante, conseguindo obter os trabalhadores bens essenciais a preços que doutra forma seria impossíveis de obter. O problema surge em momentos de crise. Se por algum motivo, a procura abranda fortemente e as empresas deixam de vender, os capitalistas que acumularam durante anos, não estão dispostos a abdicar daquilo que ganharam, dispensando a “galinha dos ovos de ouro”, isto é, os seus trabalhadores. Daí que tenha de entrar o estado, ao estilo Keynesiano, estimulando a procura para recomeçar o ciclo de mais produção, lucro, logo necessidade de contratação.

Chegados a este ponto, percebemos o comportamento típico dos donos do capital. E qual é o comportamento dos trabalhadores? Será que em momentos de prosperidade comportam-se da mesma forma que em momentos e crise?

Em momentos de prosperidade, como são amplamente solicitados, esquecem-se que na realidade continuam a ser explorados, porventura sentem-se mais úteis ou indispensáveis. Em momentos de crise, como deixam de ser úteis, são colocados no “Exército Industrial de Reserva” (Karl Marx); nestas fases iniciam-se lutas entre a classe operária e a classe patronal, no sentido daquela recuperar parte dos benefícios que ajudou esta a obter, nem que seja através da manutenção do posto de trabalho. Mas, e agora vou chegar onde pretendo, em épocas de crise profunda, as classes operárias apercebem-se que não bastam reivindicações contra a classe patronal; iniciam uma luta contra os seus próprios colegas!

A mega-recessão de 1929 deixou indicações precisas, de como funciona a sociedade em situações de “vida ou morte”… primeiro eu e depois os outros, primeiro o meu povo e depois os outros, primeiro os da minha raça e depois os outros, primeiro os da minha família e depois os outros. O rastilho para o ódio àquele que é diferente acende-se, assim que se percebe que não haverá lugar para todos; é o instinto da sobrevivência! Assim surgiu o Salazarismo, o Franquismo, o Fascismo italiano com Mussolini e o Nazismo, isto é, surgiu o Nacional-Socialismo.

Em Fevereiro de 2009 passa-se algo que me faz pensar que os “ismos” podem estar de volta, pois frases do tipo, “Porque não voltam para o vosso país?”, “Empregos primeiro para os Britânicos!” e “Não deixaremos que os abutres entrem no nosso país”, são evidência do que nos espera: os tempos de prosperidade terminaram e o caminho para o proteccionismo abriu-se novamente.

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Vedantes de cortiça vs. Produção de vinhos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quando se fala que a crise que afecta a indústria corticeira está relacionada com a diminuição da procura de vedantes de cortiça a nível mundial, não é menos verdade que esta relação está intimamente ligada à produção mundial de vinhos.

Neste quadro que retirei da Wikipédia (cujos dados presumo fidedignos), torna-se curioso verificar o aumento substancial da produção vinhos entre 2005 e 2007.

Analisando o quadro verifica-se que entre 2005 e 2007, a produção mundial de vinho teve um aumento médio de 67%, sendo que alguns países como o Brasil e a China quadriplicaram e quintuplicaram a sua produção. Em termos absolutos foi a Itália quem teve a maior evolução na produção com um aumento comparável à produção total a Argentina que é só o 6º maior produtor, mesmo Portugal que ocupa o 12º lugar no ranking dos países produtores teve um aumento de 100% na produção de vinhos.

Outro tipo de conclusões seriam possíveis de extrair deste quadro, no entanto o que se pretende aqui é fazer a análise da relação existente entre produção de vinhos e consumo/procura de vedantes para garrafas.

É de bom senso pensar que nem toda a produção de vinhos é envasilhada pelo método tradicional de engarrafamento, apesar disso, também é de bom senso concluir, que a uma maior produção de vinhos corresponderá potencialmente um maior engarrafamento, como tal, corresponderá proporcionalmente a esse potencial de engarrafamento o potencial de utilização de vedantes nas garrafas e por consequência uma distribuição mais ou menos proporcional da quota dos vedantes, tanto de cortiça, como de vedantes alternativos (plástico, silicone, metálicos,etc.).

Ora como se verifica também no quadro, aparecem novos nichos de mercado em franca expansão como é o caso do Brasil onde a produção aumentou significativamente, assim como na China, na Argentina, no Chile, na Espanha e em quase todos os países.

Chegados a este ponto entrámos num paradoxo:

Se houve um tal aumento de produção em 2007, significa que grande parte do engarrafamento foi feito em 2008, temos que ter em consideração os processos de estágio que sofrem alguns vinhos, então porque razão houve um decréscimo tão acentuado na procura de vedantes de cortiça em 2008, de que se queixam tanto os empresários do sector corticeiro?

Uma das explicações para este aparente paradoxo poderá residir no seguinte:

Havendo uma grande quantidade de oferta de vinhos no mercado é natural que haja dificuldades de escoamento do produto, assim sendo, as empresas engarrafadoras e de distribuição de vinhos irão ver os seus stocks aumentarem em armazém.

Uma outra explicação, poderá estar intrinsecamente ligada às campanhas anti-álcool que têm sido promovidas um pouco por todo o mundo, com o aperto das taxas de alcoolemia nos condutores é inevitável que haja reflexos no consumo, optando os consumidores/condutores, por um consumo mais consciente e regrado de vinho, esta tese é plausível, mas não explica tudo.

Para os produtores a questão tornar-se-ia aparentemente simples, se existe uma retracção do consumo, não há necessidade de produzir tanto, cortava-se então na produção, mantendo a qualidade e o preço ajustáveis à procura. Mas não foi isso que aconteceu, o que significa que perante os produtores existia uma perspectiva de expansão do negócio e do consequente lucro.

Voltando um pouco atrás e considerando que houve uma inundação de vinhos no mercado, e que existe uma dificuldade evidente no escoamento do produto e um acumular desinteressante de vinhos em stock. O que fazer?

A única forma que existe de escoar um produto que está em excesso nas prateleiras, é baixando o preço a um nível que torne a sua venda interessante sob o ponto de vista económico.
Ora para se baixar o preço de um produto é necessário baixar forçosamente os seus custos de produção, e isto implica cortar ao máximo as despesas com tudo o que envolve esse produto de forma a torná-lo competitivo no mercado e mesmo assim realizar alguma mais-valia deste processo todo.

É aqui que nos deparámos com a procura de vedantes de baixo custo. São muitos as variáveis que me levam a embarcar nesta segunda hipótese para justificar o aparente decréscimo na procura de vedantes de cortiça natural, nomeadamente rolhas naturais e a crescente proliferação de alternativas em plástico e em cápsulas metálicas, importa destacar que no caso do engarrafamento com cápsulas em metal, os engarrafadores foram obrigados a alterar toda a infraestrutura e mecanismos de engarrafamento, o que condicionará uma futura reversão na escolha de outros tipos de vedantes, como os de cortiça.

O custo de produção de uma rolha natural de baixa qualidade é idêntico ao de uma rolha de boa qualidade, aqui o único factor que pode condicionar o custo de produção é o preço da matéria-prima, como tal é extremamente complicado para os empresários do sector corticeiro conseguirem ser competitivos no segmento de rolhas naturais de baixo custo, do ponto de vista económico e da própria viabilidade da empresa.
Vender rolhas naturais abaixo do preço de custo não é uma boa política de gestão com toda a certeza.

Essa é a razão principal para nos últimos tempos, terem surgido no mercado algumas alternativas de vedantes de cortiça de baixo custo, as chamadas rolhas técnicas, e que têm sido mais ou menos experimentadas como alternativas, mas que ainda não se conseguiram afirmar verdadeiramente como vedantes de baixo custo, com uma excepção, a novíssima rolha de micro-granulado.

Esta rolha tem um custo de produção muito baixo, já que não requer uma grande capacidade de mão de obra, o processo é todo automático, além disso a matéria-prima principal desta rolha provém dos desperdícios de aparas de cortiça resultantes de outros processos da indústria corticeira.

O único senão desta rolha é que exige um investimento colossal em mecanismos apropriados à sua concepção, a partir daí e caso ainda exista mercado o retorno do investimento será rápido.

Actualmente só esta rolha parece ser competitiva em termos de custo perante os vedantes de plástico e das cápsulas metálicas.

Esta nova realidade se vier a vingar no mercado, irá provocar um forte abanão na forma como os empresários têm lidado com os desafios que lhes são constantemente colocados, na imaginação com que terão que arranjar métodos de satisfazer as necessidades dos seus clientes, será necessário um esforço enorme de adaptação às novas realidades do mercado, a rolha de cortiça natural só conseguirá sobreviver nas classes de melhor qualidade, sendo que as de classe intermédia sofrerão uma enorme redução nos preços e as rolhas de classe fraca simplesmente desaparecerão do mercado e serão substituídas pelas rolhas de micro-granulado e pelas rolhas de granulado.

A rolha técnica 1+1 será outra das que tem os dias contados, sendo admissível a continuidade do seu uso apenas no engarrafamento de vinhos espumantes.

Será neste cenário de incertezas que viverão os empresários corticeiros nos próximos tempos, a crise já vem de algum tempo atrás mas agudizou-se inapelavelmente com a situação de crise económica generalizada em todos os sectores de actividade. Sendo certo porém, que quem conseguir resistir à crise terá por certo melhores dias vindouros com uma perspectiva muito melhor no futuro, até lá será de amargar... para trabalhadores principalmente, mas também sejamos justos, para muitos empresários que tão mal se habituaram a gerir os seus negócios ao longo de décadas.

Apesar de todas as tendências actuais, acredito piamente no futuro do sector, tanto em termos de vedantes como em termos de novas aplicações para a matéria cortiça, até lá muitas empresas e muitos trabalhadores irão sofrer fortemente o impacto desta nova realidade: a cortiça deixou de monopolizar o segmento de vedantes apesar de todas as vantagens que são inerentes ao seu uso relativamente aos vedantes concorrentes.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Cientista estima vida inteligente em 38 mil planetas

Cerca de 40 mil planetas são habitados por civilizações inteligentes, segundo o astrofísico da Universidade de Edimburgo Duncan Forgan. A descoberta dos mais de 330 planetas fora do nosso sistema solar ajudou a redefinir o provável número de planetas que são habitados por alguma forma de vida, de acordo com um artigo do astrofísico publicado na revista International Journal of Astrobiology.

Há a estimativa que, na nossa galáxia, haja pelo menos 361 civilizações, e 38 mil fora dela. Mesmo com o grande número de possíveis civilizações inteligentes no universo, não é provável que se estabeleça algum contato com elas. Para realizar seu estudo, Forgan simulou uma galáxia parecida com a nossa e a submeteu em diversas situações de criação e evolução da vida.


Fonte : Veja.com

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Granorte - Na calha o despedimento de 30 trabalhadores

O tão temido efeito dominó da crise no sector corticeiro começa a fazer-se sentir na sua plena força.

No mesmo dia em que foi pedida a insolvência de 4 das empresas do Grupo Suberus,
a empresa Granorte de Riomeão, prepara-se para despedir no final deste mês cerca de 30 trabalhadores.

A Granorte empresa que se dedica à transformação de aparas de cortiça em aplicações para pavimentos na construção civil, é mais uma a engrossar o rol das empresas em situação económica muito difícil.

Esta empresa juntamente com os seus trabalhadores acabam por ser mais uma vítima do tubarão faminto do sector.

Passar algum tempo de barriga vazia é um ideal absurdo para quem não vive sem a gula, portanto, nem é preciso ser muito exigente na selecção das ementas.

Estes 30 trabalhadores vão engrossar a extensa fila de desempregados do concelho da Feira.

A este ritmo, o concelho de Santa Maria da Feira entrará muito em breve em estado de calamidade social.

Da autarquia, os desempregados esperam muito mais do que o simples apoio moral, que tem sido dado junto dos trabalhadores da Subercor e da Vinocor, que estão com vencimentos em atraso.
É importante também que o poder autárquico, dentro das suas competências, não reaja apenas às situações que pela sua exposição na comunicação social são mais mediáticas.

Existem já graves problemas em micro e pequenas empresas do sector, com trabalhadores que não recebem vencimentos há mais de dois meses e que estão completamente esquecidos e sem saberem a quem recorrer. Por exemplo, a empresa Henrique Jesus Tavares, Ldª., de Riomeão, tem meia dúzia de trabalhadores com salários em atraso há mais de 2 meses.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Corticeira Amorim - A razão dos 193 despedimentos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A propósito da crónica que ontem escrevi sobre o despedimento colectivo que a Corticeira Amorim se prepara para levar a efeito.

É importante tentar perceber a razão dos despedimentos. Desde logo e pelo que foi anunciado, a dispensa de trabalhadores irá ser feita em duas unidades que no universo empresarial do Grupo Amorim fazem parte da área de produção, no caso concreto ao segmento de produção de rolhas naturais e ao segmento de granulação e aglomerados.

Isto talvez não aconteça por acaso, quem conhece os meandros do sector corticeiro, constata que o Grupo Amorim tem posto em prática nos últimos anos, uma estratégia contínua de redução de pessoal nas áreas produtivas, privilegiando a área comercial.

É tudo uma questão de avaliação de lucro e de risco. As áreas de produção são hoje mais complexas de gerir e comportam um grau mais elevado de risco.

Assim sendo, o Grupo Amorim recorre a muitas pequenas e médias empresas para suprir as suas necessidades junto dos clientes, servindo de intermediário na comercialização e na colocação de rolhas de cortiça no mercado externo, já que as PME's do sector não têm capacidade nem estruturas para o fazer.

No fundo a corticeira Amorim com estes despedimentos, só dá continuidade à sua estratégia futura de abandonar a produção em detrimento da comercialização e da exploração de novas aplicações para a cortiça.

Por aqui se vê como funciona esta espécie de capitalismo da selva, abandonando a produção, abrem-se novas perspectivas para os pequenos produtores de rolhas, mas em contrapartida estes tornam-se mais dependentes do seu patrono-mor, o que os vai asfixiar em momentos de crise, como a que se vive actualmente.

Paralelamente, desresponsabilizam-se dos encargos sociais com os trabalhadores enviando-os directamente para o desemprego ou então atiram essa responsabilidade de forma indirecta para as pequenas e médias empresas que deles dependem para sobreviver e até abrem portas para uma nova perspectiva de trabalho precário, que é a prestação de serviços, modalidade esta que infelizmente tem crescido dentro do sector e que é já praticada por algumas empresas subsidiárias do Grupo Amorim.

Em momentos de prosperidade as coisas ainda vão rolando, o problema é quando surgem os momentos de crise, basta ao Grupo Amorim arrastar ligeiramente o tapete e muitas empresas irão literalmente ao charco, e com isso arrastam os seus trabalhadores, semeiam a miséria e colhem daí os seus frutos.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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As parcerias público-privadas chegam aos cemitérios

As palavras são do próprio presidente da junta de freguesia de Nogueira da Regedoura.

As obras de alargamento do cemitério local vão ser concretizadas ao abrigo de uma parceria público-privada.

Significa isto que a empresa privada irá fazer as obras e capitalizar mais valias, que decorrerão da venda de sepulturas.

Confesso que me faz alguma espécie este tipo de negócio, a especulação imobiliária nos terrenos dos cemitérios atinge proporções indecorosas, com o preço por metro quadrado a atingir valores obscenos, uma simples sepultura pode valer mais de 4000 euros.

A verdade é que enquanto houver gente disposta a alimentar este negócio, ele continuará a florescer com interesses muito nebulosos de permeio.

É necessária na minha perspectiva, uma nova estratégia para administrar estes espaços. Desde logo devem as juntas de freguesia limitar ao mínimo a venda de terrenos, salvaguardando para si a maior parte dos terrenos, só assim será possível evitar a constante sobrelotação dos cemitérios e a procura quase contínua de novos espaços para alargamento.

É necessário igualmente, ter uma nova perspectiva relativamente à disponibilização de espaços para deposição de cinzas e construção de módulos para ossadas, a substituição do granito e do mármore por espaços verdes em relva, tornariam certamente estes espaços um pouco menos sombrios e mais agradáveis à vista, tendo em consideração as limitações do uso a que se destinam.

No caso concreto do cemitério de Nogueira da Regedoura, as obras de alargamento foram agora anunciadas e já foi manifestado interesse na aquisição de uma parte significativa do terreno.

O mesmo sucede em Santa Maria de Lamas, onde o projecto de alargamento do cemitério ainda não passa de uma intenção, mas, já conta com muita gente interessada na aquisição de sepulturas. Não deixa de ser algo mórbida esta correria aos terrenos do cemitério, mas enfim... cada um sabe de si e das suas necessidades.

O culto da morte, é assim instigado ao povo, numa visão troglodita e maniqueísta com propósitos marcadamente mercantis, ainda que me mereçam respeito e aceitação todas as formas livres de culto aos mortos.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte - Comunicado à imprensa


Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte


Sede: Rua de Santa Maria, 940 - 4535 400 SANTA MARIA DE LAMAS


Telefones: 227442042 - Fax: 227451727


Delegação: Rua do Calvário, nº 861 , 4535 061 LOUROSA - Telef.: 227447201


















AOS TRABALHADORES CORTICEIROS.
AO POVO DO CONCELHO DE SANTA MARIA DA FEIRA.


O sector corticeiro, foi durante muitos anos fonte de grandes lucros e de acumulação de colossais fortunas fundamentalmente à custa do nosso trabalho, dos baixos direitos e da discriminação.
Agora que se está a agravar a situação económica do país, da qual os trabalhadores não têm qualquer responsabilidade, muitos patrões não estão a assumir, como devem, as suas responsabilidades sociais.
Na verdade, ao contrário de disporem dos lucros acumulados à custa da produção, para partilharem das dificuldades e assumirem o emprego e os salários de tristeza, o que alguns estão a fazer é aproveitar-se das dificuldades para continuar a despedir, cortar direitos e a tentar sacar ainda mais do Estado e da Segurança Social, com total indiferença pelos dramas sociais que criam às famílias dos trabalhadores.
Hoje, nenhum trabalhador está livre de ser confrontado com a realidade e/ ou com o seu aproveitamento. A acção e a luta empresa a empresa contínua a ser o caminho, mas é insuficiente para resistir enfrentar o patronato e impedir consequências sociais ainda mais dramáticas.
Hoje, e enquanto é tempo, do que precisamos é de um forte e unido movimento de trabalhadores e popular do Concelho, para confrontar o patronato sem escrúpulos e sem sensibilidade social, bem como o poder política com esta realidade, para que a família de cada um e de todos, não caiam na miséria.
«…Impõe-se aos Feirenses de hoje com a força das suas tradições, o poder da sua gente empreendedora, com justa aplicação dos seus capitais e o seu crédito, com a coordenação da sua produção agrícola e industrial, conservar e desenvolver a sua integridade do manuseamento da cortiça…»
É com este espírito, que convidamos os trabalhadores corticeiros, as suas famílias e os Feirenses, para a VIGÍLIA pelo EMPREGO, pelos DIREITOS e de SOLIDARIEDADE, com as vítimas destas injustiças sociais, que se realiza Sábado...
Sábado 7 de Fevereiro, junto às instalações da APCOR, Associação Português de Cortiça na Av. Comendador Henrique Amorim pelas 20.30 h grande vigília pela defesa dos postos de trabalho desta indústria chamada CORTICEIRA.




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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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