A Terra está a afastar-se do Sol

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A distância média entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronómica, ou U.A.

A unidade astronómica corresponde a 149.597.870.696 km e é usada para definir distâncias dentro do nosso sistema solar.

Só em 2004, os astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumbergé conseguiram medir a U.A. com o máximo de precisão e descobriram uma facto surpreendente: A Terra está a afastar-se do Sol à razão de 15 cm por ano.

Quando falamos de U.A., 15 cm parece uma nano-distância sem qualquer relevância, no entanto, esta insignificante distância permitirá prever que o nosso planeta terá problemas de arrefecimento generalizado dentro de algumas dezenas de milhões de anos.

Porque é que a Terra se afasta do Sol?

A primeira explicação poderá residir no facto do Sol estar continuamente a perder massa, quer através de processos combustão interna - fusão nuclear, quer através da emissão de ventos solares.

Ao perder massa, o Sol vai também perdendo força gravitacional, isto levará a que os planetas que orbitam em seu redor se vão afastando progressivamente.

Um estudo revelado por cientistas japoneses, realça que o Sol e a Terra empurram-se mutuamente por acção do efeito de maré.

O fenómeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta nos nossos oceanos transferem energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

Dezessete milissegundos por ano é um outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para se perceber que esta "lentidão" anual que a Lua provoca na terra permite projectar, que no futuro os dias terrestres tenderão a ser maiores.

Do mesmo modo, a massa da Terra causa o efeito de maré na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.


PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

2 comentários:

Daniel Gomes disse...

Não sou astrofísico, mas existem aí algumas questões a levantar.
O sol daqui ´por muitos milhões de anos não terá o seu principal combustível para realizar as reacções nucleares no seu interior (julgo que seja o hidrogénio). Essa escassez fará com que o sol se comece a expandir progressivamente, até que engula Mercúrio, Vénus e a Terra seja completamente tostada. Apenas, após esses apocalypses é que o sol se transformará numa ana branca; ora se assim é, não iremos ter arrefecimento, mas sim aquecimento.

Quanto ao resto, tudo bem..

O Comendador disse...

De facto é pertinente a tua observação. Mas neste caso não será de todo um paradoxo.Repara, ao longo da sua evolução a Terra já sofreu alguns períodos de tremendo arrefecimento. São muitos os factores que podem originar o arrefecimento da sua temperatura, por exemplo, o efeito de precessão que ocorre a cada 25000 anos pode originar uma era glaciar. Ora o que pode acontecer é que a Terra com a pequena deslocação que tem anualmente, dentro de algumas centenas de milhões de anos está muito mais afastada do sol, pelo que receberá menos energia em forma de calor, logo será mais frio à sua superfície. No entanto,sendo o Sol uma estrela de meia idade, é plausível, pelos modelos actuais do conhecimento da evolução estelar que daqui por uns 3,5 mil milhões de anos esgote o hidrogénio e comece a fase de expansão do seu diâmetro, que pode de facto vir a engolir a órbita terrestre volatizando a Terra. Nada que não nos deva fazer dormir descansados durante esta noite e durante todas as restantes noites até ao fim dos nossos dias. estes processos são temporalmente muito morosos para que o ser humano, enquanto espécie biológica possa sequer ter a sua percepção, em tempo útil de vida. Por exemplo, uma colossal erupção vulcânica ou a queda de um grande meteorito poderão influenciar muito mais rapidamente, alterações drásticas nas temperaturas à superfície da Terra.

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