Agências funerárias - O negócio dos marabus

sábado, 24 de janeiro de 2009


Quem já passou pela árdua experiência de ter que contratar os serviços de uma agência funerária, fica com a estranha sensação que esta actividade se desenvolve em moldes semi-obscuros e nada transparentes.

A este propósito, ouvi há dias uma história que tem tanto de mórbida como de perplexa.

Com a morte de uma pessoa, os familiares para além da consternação e da dor emocional, têm evidentemente que preparar o enterro da pessoa falecida, ora no caso concreto, o infeliz finado terá sucumbido em circunstâncias repentinas, o que levou os familiares, numa tentativa desesperada de prestar auxílio ao seu ente querido, a tentarem prestar-lhe os primeiros socorros e conjuntamente a ligarem para o 112.
Chegaram os bombeiros e infelizmente já nada havia a fazer, sendo posteriormente confirmado o óbito.

Até este ponto nada de anormal, a não ser o trágico e doloroso acontecimento de ver alguém que se despede da vida de forma tão chocante e repentina, o sórdido aconteceu depois, com a vitima ainda a jazer no local onde faleceu, entrou em casa dos familiares um indivíduo que de imediato ofereceu os seus préstimos para a preparação do funeral, tudo isto terá decorrido no espaço de hora e meia desde que foi dado o alarme aos bombeiros até que se apresentou o tal indivíduo sem que nenhum familiar o tivesse chamado.

Isto levanta-me algumas questões acerca do relacionamento entre os bombeiros e as agências funerárias, a situação até nem é nova, nas morgues dos hospitais das grandes cidades é comum as agências funerárias consultarem os familiares de algum finado.

O que para mim é escabroso é que esse conluio entre pelas portas de uma casa adentro, onde uma família acabou de sofrer um choque profundo e que nesse momento não tem condições de estabilidade emocional para decidir acerca do serviço que lhe é proposto, nomeadamente o custo.

Quem já passou por isto sabe que a cobrança que é feita pela prestação deste tipo de serviço, inclui uma panóplia de parcelas que não são discutidas aquando da contratação e que depois de somadas tornam exorbitante o custo total de um simples funeral.

É exactamente neste ponto que eu acho que muitos agentes, verdadeiros velhacos se aproveitam do estado de desequilíbrio emocional das pessoas e são pouco claros na forma como discriminam todas aquelas parcelas.
É só quando chega a conta, que os familiares atónitos com os números apresentados, têm a exacta noção daquilo que efectivamente irão pagar.

Não pretendo aqui desvalorizar a importância que as agências funerárias têm no tratamento burocrático de tudo o que envolve um enterro, o que questiono são os métodos e os meios que alguns utilizam para o fazerem e o aproveitamento imoral que retiram das pessoas em momentos excepcionais de fragilidade psicológica.

Mais entendo que o estado Português deveria ter uma acção mais incisiva na fiscalização e regulamentação deste negócio, impondo um valor máximo para um funeral com a mínima dignidade, uma regulamentação que obrigasse as agências a praticar o funeral social, para as famílias de menores recursos com preços e serviços bem definidos. Sendo dada a possibilidade aos interessados de escolher a forma como pretende realizar as exéquias fúnebres e o preço que pretende pagar pelo serviço. Mais entendo que todas as parcelas que são apresentadas para pagamento sejam objecto de apresentação de respectiva factura, refiro-me a emolumentos burocráticos, ao coveiro, ao padre, à Igreja, à junta de freguesia, ao senhor que segura a cruz nos enterros católicos, ao tocador de sino, às velas, flores, caixão, panos que envolvem as urnas, enfim tudo o que se paga.

Resumindo, neste negócio peca a ausência de transparência e não a necessidade efectiva do serviço, que curiosamente é daqueles que nunca sofre com as crises económicas, mas que muito pouca gente tem predestinação para o fazer.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Vaticano - Sexo com preservativo é motivo para anular casamento

Supremo Tribunal de Justiça italiano vai de encontro à decisão do Vaticano

Para o Supremo Tribunal de Justiça italiano, fazer sexo com preservativo é motivo para anular um casamento. A decisão do Supremo ratificou uma anulação do Vaticano, avança o jornal italiano «Il Messaggero».

O casamento de Fabio N. e Elizabeth T foi anulado em 2005 e a mulher ainda recorreu para o Supremo, mas a anulação manteve-se.

Segundo a mulher, eles tinham feito sexo protegido para evitar que o marido, que sofre da «Síndrome de Reiter», transmitisse a doença a um futuro filho.

Mas, para a Igreja, as práticas que excluem a procriação podem invalidar o casamento religioso.

Elizabeth contesta e alega que este ponto de vista «contrasta com a protecção da saúde tanto da mulher quanto da criança».

Comentário do Comendador:

"Amai-vos uns aos outros meus filhos... mas atenção! com cuidado e sem preservativo, não esqueçais que o sexo é só para procriar!

O Vaticano está de volta aos tempos obscurantistas da Santa Inquisição, tempos esses donde em boa verdade nunca saiu.

Ainda ontem, alguém dizia que os mesmos que detêm participações no capital dos grandes laboratórios que produzem as pílulas anticoncepcionais, ou seja instituições religiosas ligadas ao Vaticano, desaconselham veemente as mulheres a usar a pílula por questões ambientais.

O que mais vai inventar o Ratzinger para tentar salvar a sua Igreja do ridículo e do grotesco em que diariamente se vai precipitando, isto já soa a desespero e é de esperar uma esconjura divina a breve trecho."


Fonte : IOL Diário


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Ano Internacional da Astronomia 2009 - apresentação do programa de eventos

Dia 23 e 24 de Janeiro

A comissão que organiza as comemorações do Ano Internacional de Astronomia apresenta o programa de actividades para 2009 em Espinho.

III Encontro “Astronomia e Ciências Espaciais 2009 - Comunicação e Educação” no Centro Multimeios de Espinho reúne os diferentes agentes associados às actividades que vão realizar-se durante 2009 O programa completo do Ano Internacional de Astronomia (AIA2009) vai ser apresentado e discutido a partir de Sexta-feira (23), no Centro Multimeios de Espinho.

No primeiro dia da terceira edição do encontro “Astronomia e Ciências Espaciais”, será dado ênfase ao processo de criação do Ano Internacional de Astronomia em Portugal e aos projectos globais desenvolvidos pela Comissão Nacional do AIA2009.

A palavra será também dada aos Coordenadores de Actividade a fim de esclarecer a assistência sobre a forma como irão decorrer as iniciativas nos vários distritos do país. O III Encontro “Astronomia e Ciências Espaciais 2009 - Comunicação e Educação” requer também a participação activa de todos os que estão a planear actividades num âmbito mais particular, na sua localidade, em escolas, universidades, laboratórios ou em outras instituições.

No Sábado de manhã, o colóquio prossegue com as intervenções dos “participantes anónimos” do AIA2009 espalhados pelo país e dos principais organizadores dos grandes momentos do AIA2009 que vão partilhar as suas ideias e os seus planos com a "rede AIA2009". O Ano Internacional de Astronomia pretende proporcionar novas colaborações e interacções entre diferentes grupos científicos e estreitar a ligação entre os astrónomos ditos profissionais e os astrónomos amadores. As diferentes iniciativas permitem ainda dar a conhecer a Astronomia feita por Portugueses e envolver crianças e adultos num dos maiores acontecimentos astronómicos mundiais que vai ter repercussões em mais de 135 países.

MAIS INFORMAÇÕES e INSCRIÇÕES:
PROGRAMA:


ABERTURA NACIONAL DIA 31 DE JANEIRO

Uma semana mais tarde, no dia 31 de Janeiro (Sábado), uma série de iniciativas astronómicas marcam o início oficial do programa nacional do AIA2009 na Casa da Música, no Porto. Uma palestra proferida pela astrofísica Teresa Lago (“O que queremos descobrir sobre o Universo?”), um concerto subordinado ao tema “Uma viagem pelo Sistema Solar” e observações astronómicas no exterior da Casa da Música sucedem no Sábado à cerimónia oficial de abertura que tem lugar às 16h00.

INFORMAÇÕES

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Ecco'let - Mais 180 trabalhadores para o desemprego em Santa Maria da Feira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A fábrica de calçado Ecco'let vai despedir 180 dos 300 trabalhadores da sua unidade de Santa Maria da Feira, anunciou fonte do Sindicato do Calçado de Aveiro e Coimbra.

A estrutura sindical recebeu hoje a informação por parte da multinacional dinamarquesa, alegando que irá abandonar a produção em Portugal para se concentrar apenas na unidade de protótipos e amostras.

A empresa anuncia para segunda-feira a lista dos trabalhadores despedidos.

A Ecco´let, instalada desde 1984 em S. João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira, chegou a ser a maior produtora de calçado em Portugal empregando na sua fase inicial cerca de 1.700 trabalhadores.


Comentário do comendador:

" Este é mais um exemplo a juntar a muitos outros de autêntica fraude social consentida.

As empresas quando chegam e se instalam recebem mundos e fundos, amealham o máximo de lucros e quando estes não atingem o pleno da sua satisfação, atiram às malvas o compromisso social com os trabalhadores e com o estado, simplesmente deslocalizam as empresas para paraísos de exploração laboral, onde podem manter e até aumentar os rendimentos dos seus investidores.

Tudo isto com a complacência e o beneplácito do estado Português, que não actua em conformidade na salvaguarda dos postos de trabalho e na perspectiva de criação social de riqueza.

Com um desfecho destes, de nada serviu a exploração primária e a subcontratação nebulosa de trabalhadores precários, a não ser para concretizar o objectivo económico da administração da empresa - manter alta a realização de mais-valia à custa dos trabalhadores.
O despedimento anunciado destes trabalhadores, vem contribuir dramaticamente para agravar ainda mais, o definhamento social do concelho e da região.

É tempo também, dos autarcas deste concelho despertarem da "terra do faz-de-conta", lavarem a face e encararem de frente a realidade, em vez de se esconderem covardemente, numa enorme tenda de amostras da rede social existente, mas que não dá nenhuma resposta a situações de crise social, como o desemprego e os vencimentos em falta ou em atraso, com que muitas empresas têm brindado os seus "estimados" funcionários.

Exige-se um empenhamento mais activo ao lado dos trabalhadores, na defesa do direito ao trabalho, na salvaguarda da dignidade e da subsistência humana."


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Barak Obama reconstroi o desejo do "American Dream"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009



Com a tomada de posse de Barak Obama, o mundo à escala global anseia por uma nova ordem de esperança no futuro.

O posicionamento dos Estados Unidos face aos focos de conflito no Iraque, no Afeganistão e no Médio Oriente, estratégias para fazer face à actual crise financeira internacional, a questão dos presos de Guantanamo, são seguramente algumas das primeiras medidas a anunciar pela nova administração Americana.

Internamente, Barak Obama terá por certo uma árdua tarefa na mudança de atitude, face à paranóia securitária que caracterizou o legado de George W. Bush e que no seu extremo provocou um retrocesso civilizacional ao nível das liberdades e garantias dos cidadãos.

Na minha opinião, talvez o maior investimento que a administração de Obama terá que fazer é na reforma educativa do ensino Norte Americano.

Quem sabe se não vai implementar as medidas que foram por cá adoptadas, com as novas oportunidades e os RVCC. Verdade, verdadeira é que Portugal corre a passos largos para se tornar no país que mais incultos tem com boa formação académica.

Deixando para trás a brincadeira séria, analisem estes dados:

20% dos cidadãos da toda poderosa América acredita que o sol é que gira à volta da Terra, um quarto da população admite que a evolução genética ocorre por selecção das espécies.
66% dos jovens e adolescentes é incapaz de localizar um país num mapa, 66% dos eleitores são incapazes de mencionar três organismos governamentais.
O mais sintomático paradigma do conhecimento prende-se com a matemática, no país que está na vanguarda da ciência e da tecnologia, as competências dos estudantes adolescentes não vão além do 24º lugar entre os 29 países da OCDE.

Com tanta ignorância não admira que tenham eleito por dois mandatos George W. Bush, que ficará para a história como o líder mais inculto, ignorante e estúpido que os Estados Unidos já conheceram, desde a sua independência.

O que é que terá levado os Estados Unidos a criar uma vasta gama de desinteligentes e incultos?

A resposta pode estar no fanatismo religioso; o fundamentalismo religioso propicia a estupidez.
Os EUA são o único país rico onde o fundamentalismo cristão é vasto e crescente.

Nos EUA o controle da educação é delegado nas autoridades locais. Por exemplo, o facto dos poder nos estados do Sul estar nas mãos de uma elite aristocrática e ignorante de donos de terras, criou um grande fosso ao nível da educação.

Os estados do Sul são tradicionalmente conservadores e por isso a tendência natural é para os eleitores votarem no Partido Republicano.

Alguns intelectuais e escritores justificam esta castração intelectual, com a necessidade de moldar uma sociedade que esteja alheada de conceitos ideológicos que possa ameaçar a ordem social estabelecida.

A Convenção Baptista do Sul, a maior congregação religiosa dos EUA, era para a escravidão e a segregação racial o que a Igreja Reformada Holandesa era para o apartheid na África do Sul.

Esta congregação religiosa fez mais do que qualquer força política para manter os estados do sul intelectualmente estúpidos.

Nos anos 60 tentou disseminar a desagregação social, estabelecendo um sistema privado de escolas e universidades cristãs. Hoje, um estudante pode ir do jardim da infância até o mais alto grau de ensino sem qualquer exposição ao ensino tradicional. As crenças e tradições baptistas do sul também passam imunes ao sistema de escola pública. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas em 1998, revelou que 25% dos professores de biologia das escolas públicas acreditavam que o Homem era contemporâneo dos dinossauros na Terra.

Esta pequena amostra da realidade social que hoje se vive, talvez nos ajude a compreender melhor a irracionalidade patriótica Americana, que aos olhos dos Europeus deve ser muito ESTÚPIDA!!!

Para não me alongar muito mais diria que Obama terá também, um duro trabalho a realizar no combate à pobreza e à exclusão social, criando condições para a empregabilidade dos milhões de desempregados que Bhsh deixou.

Criar condições de acesso a cuidados de saúde primários para milhões de americanos que vivem na extrema pobreza será também um desafio e o cumprimento de uma promessa eleitoral.

Assim se constata, que o "Sonho Americano" será um ligeiro devaneio para as classes mais desfavorecidas da maior potência mundial.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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2009 - Ano Internacional da Astronomia

O ano de 2009 será consagrado internacionalmente como o ano da astronomia.

Por todo o país, ao longo deste ano serão realizadas diversas iniciativas para comemorar o acontecimento.




O Feira,... das Comendas! estará atento ao programa e dará aqui destaque às iniciativas e eventos que foram mais interessantes ao longo de 2009.

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Grupo Amorim e Sonae de mãos dadas



O mundo dos negócios surpreende-nos a cada instante.

Os hipermercados Continente entregaram esta quarta-feira 4,8 toneladas de rolhas de cortiça para reciclagem.

As rolhas foram entregues à Corticeira Amorim, no âmbito da campanha de recolha Green Cork, que conta com a Quercus como principal promotora, adianta a Meios & Publicidade.

A acção decorre já há seis meses nos hipermercados da Sonae e as primeiras toneladas de rolhas de cortiça foram entregues durante a inauguração da primeira instalação mundial de reciclagem de cortiça que teve lugar em Santa Maria da Feira.

É caso para dizer que uma mão se estende sempre a um amigo e quem sabe, talvez até casar!

O Américo Amorim tem sofrido na pele como ninguém o turbilhão da crise, com perdas astronómicas na bolsa, que fizeram recuar a sua fortuna nalguns milhões de euros, nada que ele não aguente... Curioso mesmo, é presenciar este gesto magnânimo de solidariedade do Belmiro de Azevedo, entregando 4,8 toneladas de rolhas usadas a custo zero.

O Belmiro de Azevedo não domina o sector corticeiro e como tal deve desconhecer que caiu que nem um pato no conto do vigário e deu graciosamente mais de 3000€ em aparas, ao seu amigo Amorim.

Para os mais distraídos convém lembrar, que esta reciclagem é feita em nome do ambiente e da sustentabilidade dos recursos, no entanto o que está por trás disto pode ser mais um óptimo negócio para o homem mais rico de Portugal e desta vez até tem a colaboração do aspirante a mais rico.

Assim não voltas lá Belmiro!....

Esta ideia de reciclar rolhas não tem nada de novo, na verdade as rolhas já se reciclam há muito tempo, o que faltava mesmo era a montagem de uma estrutura que pudesse assegurar a recolha de rolhas usadas e tornar o negócio economicamente sustentável, a questão ambiental vem por acréscimo.

No entanto nem tudo serão rosas nesta questão da reciclagem, com a entrega de bandeja e em mão beijada de tantas toneladas de cortiça para reciclar, vai haver uma quebra inevitável na procura de aparas por parte do Grupo Amorim e com isto prevejo mais uma machadada nos pequenos e médios empresários do sector.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Crise no sector corticeiro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009




O sector corticeiro vive tempos muito conturbados. À deficiente situação estrutural que sempre caracterizou muitas empresas do sector, junta-se-lhe agora a actual conjuntura de crise financeira profunda, cujos efeitos fazem temer pelo completo colapso do sector.

Ainda na pretérita semana, os empresários do sector reuniram com o objectivo de delinear estratégias que visem combater a situação difícil que se propaga rapidamente pelas PME's do sector.

Convém desde já levantar o véu sobre algumas ideias que foram afloradas nessa reunião e que não foram veiculadas para a imprensa (sabe-se lá porquê, será falta de coragem?). Dessas ideias há uma que me suscita bastante apreensão; alguns empresários do sector preparam-se para numa acção concertada, tentar suspender alguma da actividade laboral por um determinado período de tempo, esta acção poderá vir a ser implementada lá para o Verão, se entretanto a situação de saturação de stocks não desanuviar ligeiramente.

Ainda recentemente ouvimos o administrador das empresas Vinocor e Subercor dizer, que os trabalhadores que iniciaram uma luta de greve pela defesa dos seus salários e dos seus mais elementares direitos laborais, não passam necessidades de ordem financeira, porque se tal acontecesse, teriam optado por suspender o seu vínculo contratual de modo a poder recorrer ao auxílio da segurança social.

Confesso que é um exercício complicado tentar qualificar este tipo de declarações, que no mínimo seriam escandalosas, indecentes, imorais, despudoradas, vergonhosas, infames, dignas de um senhor feudal ou de um capataz de fazenda , que no seu extremo, revelam a sensibilidade das ideias do seu criador e em que linhas devem assentar as relações laborais.

"O trabalhador deve mostrar-se satisfeito e agradecido pelo facto de poder trabalhar, mesmo sem receber retribuição, subsídios ou sequer usufruir de seguro de acidentes de trabalho."

O que Henrique Martins tentou impor aos seus trabalhadores foi que suspendessem o seu vínculo laboral por tempo indeterminado, ora isto significaria, que os trabalhadores aceitariam livremente e por tempo indeterminado a penhora dos seus direitos laborais.

As empresas descartam-se da sua responsabilidade e empurram-na pra a segurança social, que é como quem diz para o estado.

Esta ideia peregrina a concretizar-se, seria um primeiro passo que vai de encontro à tal resolução que ficou em estado de latência na última reunião da APCOR.

Não se pense no entanto, que a situação do grupo Suberus é única, a muito breve trecho 2 ou 3 dos maiores grupos corticeiros irão avançar com ideias semelhantes.

A ideia que transparece é que face às dificuldades conjunturais, a matriz covarde desta espécie de empresários vem à tona, para disfarçar a sua incompetência em matéria de gestão, incompetência essa que está vincada na ausência quase total de formação empresarial, assim como na renitência em admitir pessoal qualificado para o efeito; receiam dar a conhecer a terceiros a real situação das suas empresas. O empresário corticeiro é assim uma espécie de bicho desconfiado, que faz do segredo a alma da sua riqueza ostensiva.

Desde quando o trabalho é uma obra de caridade? ...qualquer dia o trabalhador, para conseguir subsistir terá que pagar para trabalhar e simultaneamente renunciar a qualquer direito social e laboral, e meus caros, acreditem que não é nada que já não tivesse iluminado o cérebro semi-liquefeito destes abomináveis coronéis.

O emprego condigno e a retribuição pelo trabalho prestado é um direito que está consagrado na declaração dos direitos universais do homem, a exploração do trabalho esclavagista por enquanto, não consta do mesmo documento do qual Portugal é signatário.

Ainda pelo sector corticeiro, ficou a saber-se que o ministério do trabalho não vê com bons olhos, o acordo de 8 anos que o patronato e os sindicatos celebraram, para colocar ponto final à discriminação salarial entre homens e mulheres.

Já há muito tempo eu tinha mostrado a minha perplexidade pela celebração deste acordo, o ministério do trabalho parece que partilha da mesma opinião e quer terminar já com a discriminação salarial de género, avançando mesmo com a possibilidade de considerar o acordo inválido à luz da lei.

Será que o mesmo governo que ainda hoje perpetrou o maior ataque de sempre aos direitos dos trabalhadores, com a aprovação do novo código de trabalho, consegue ser mais papista que os papas pseudo-defensores dos trabalhadores?

Para cúmulo, existem empresas que simplesmente se borrifaram para o cumprimento do acordo (+ 12,5€/mês, durante 8 anos) e até hoje as trabalhadoras não sentiram o cheiro, a cor ou o peso deste mísero complemento salarial.

Apetece perguntar: porque razão o sindicato dos corticeiros negociou de forma tão estúpida este acordo negativo para as trabalhadoras, cedendo à chantagem patronal quando poderia ter esticado a corda ao máximo, não existe assessoria jurídica no sindicato?

Por fim, para desanuviar um pouco este clima negro e de ambiente carregado, tivemos a inauguração da primeira empresa mundial, que está licenciada para reciclar cortiça, pertença do Grupo Amorim.

Apenas algumas considerações:

O que é isto de primeira empresa licenciada para reciclar?

Que eu saiba existe uma miríade de empresas granuladoras que estão aptas a reciclar cortiça e não precisarão de um licenciamento especial para laborar e transformar rolhas.

Será que também vão monopolizar a reciclagem de rolhas em nome do ambiente?

Curioso foi ouvir alguém dizer, que o produto das mais-valias decorrentes da reciclagem de rolhas reverterão em favor do ambiente e da preservação da floresta e dos montados de sobro, tudo numa parceria com a Quercus.

Não sei porquê mas isto cheira-me a grande treta! Em tempos o Grupo Amorim contemplava com algumas verbas, instituições de solidariedade social cujos municípios de implantação fizessem sensibilização para deposição de rolhas usadas nos rolhões, agora vêm dizer que o dinheiro é para a preservação do ambiente, não percebo nada...

Sem pretender retirar os méritos da criação desta unidade de reciclagem de cortiça, surgem-me duas questões, só por mera curiosidade e porque não ouvi ainda ninguém questioná-las:

1. O quadro que está actualmente traçado no sector não podia ser mais negro, o desemprego ameaça de forma séria talvez milhares de trabalhadores corticeiros, quantos postos de trabalho é que serão criados com a entrada em funcionamento desta unidade fabril?

2. Não sendo a reciclagem de rolhas um processo inovador, nem tão pouco o produto daí resultante algo que já não tenha sido feito anteriormente, mesmo ao nível das infraestruturas e mecanismos, não terá sido necessário um investimento de vulto; Será que esta empresa que fisicamente se encontra dentro do espaço da Corticeira Amorim S.A., recebeu apoios estatais?

Vejam lá se sabem as respostas...eu confesso que não as sei, mas de forma matemática sou capaz de adivinhar que a resposta à 1ª questão é inversamente proporcional à resposta da 2ª.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Feira Viva, autonomia financeira morta!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A gestão da empresa municipal "Feira Viva" tem estado envolta em alguma polémica, sobretudo pelo facto, de mais de metade das verbas em que sustenta o desenvolvimento das suas actividades vir directamente do orçamento camarário.

Para os responsáveis da empresa "Feira Viva", a excelência da sua gestão possibilitará no curto prazo uma autonomia financeira que tornará a empresa auto-sustentável relativamente à realização dos grandes eventos culturais, e aqui entenda-se, a "Viagem Medieval", o "Imaginarius" e mais recentemente a "Terra dos Sonhos", que são simultaneamente aqueles que maiores recursos financeiros sorvem dos cofres municipais.


(Clicar para ampliar)


Ora, lendo com atenção o plano previsional de orçamento para 2009, no que concerne à realização de eventos da empresa municipal "Feira Viva", é possível constatar que haverá uma redução de 20000€ nos subsídios que serão atribuídos à "Viagem Medieval", o que representa uma redução de 9% relativamente a 2008. Já o "Imaginarius" não terá qualquer redução de subsídios e talvez se compreenda facilmente a razão: Um festival de teatro de rua, terá sempre dificuldades em obter receitas próprias e a comprová-lo o facto de se prever apenas 50000€ de financiamento nesta modalidade, o que representa cerca de 16,5% do financiamento total que andará pelos 300000€.

Por estes dois exemplos se percebe, que aquilo que é dito relativamente ao auto-financiamento futuro do "Feira Viva" não passa de uma grande peta que pretendem enfiar aos Feirenses.
A "Viagem Medieval" teria que rever de forma muito profunda os moldes em que se sustenta actualmente, para que pudesse ter autonomia financeira nos próximos anos e isto poderia entroncar numa ideia que não é nova e que foi proposta para a edição de 2008, mas que entretanto foi abandonada por falta de coragem política; refiro-me à "ticketização" das entradas, portanto entradas pagas nos espaços e recintos onde se desenrola toda a actividade do evento.

Já quanto ao "Imaginarius", é por demais duvidoso que este evento alguma vez possa manter um cartaz suficientemente atractivo para as pessoas, com gastos que permitissem a sua auto-sustentação.

O que verdadeiramente me impressiona mais, são as verbas atribuídas ao evento "A Terra dos Sonhos". Este evento teve a sua primeira edição em 2008 e o balanço que os responsáveis organizativos fizeram não poderia ser mais elucidativo:
- "O sucesso do evento superou todos os objectivos inicialmente previstos!"

Assim sendo, e porque este evento representou igualmente a primeira experiência em termos de realização de grandes eventos com entrada paga, tendo sido um sucesso, não se percebe porque razão a Câmara Municipal irá subsidiar o evento de 2009 com 100000€, o que representa quase metade do custo total previsto.

Resumindo... "a bota não bate com a perdigota" e conclui-se que a realização destes eventos constituem um autêntico sorvedouro de recursos municipais, de intencionalidade e utilidade questionável para o cidadão. Recursos esses que se melhor aplicados noutras áreas, ajudariam a minorar o aspecto sôfrego do cartaz tristonho e de carência profunda, que caracteriza este concelho.

Onde é que existe a autonomia financeira?

Se nem com entradas pagas o "Feira Viva" consegue verbas que cubram as despesas, como é que num futuro próximo terão capacidade para auto-sustentar a suas maiores realizações?


Finalmente revendo o mapa com atenção verifica-se que a "Semana Santa" será reforçada com mais 25000€, ou seja o custo do evento duplica de 25 para 50 mil euros.
Aqui existe, sem qualquer pudor, um claro piscar de olho aos eleitores católicos, num acto puro de propagação da palavra dos "Pastores da Feira", que não desleixam os seus créditos e apascentam o povo, com o anúncio da "Boa Nova"! - O exigente calendário eleitoral que se aproxima...

Apesar de toda a programação do "Feira Viva" continuar a viver à mingua de subsídios municipais, o que não revela de todo uma boa gestão, bem que poderão dizer que em 2009 estarão solidários com a crise que afecta todo o concelho, pois terão que conviver com uma redução total de menos de 3% nos subsídios e com isso perspectiva-se a autonomia financeira a curto prazo!

A futura autonomia financeira da empresa Feira Viva, não andará por certo, muito longe da letra morta!

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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EB 2,3 Paços de Brandão tem condições de segurança?!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


O relatório técnico de vistoria à Escola EB 2,3 de Paços de Brandão realizado pela Faculdade de Engenharia do Porto, não aponta deficiências estruturais no edifício.

Assim sendo, entende-se que se encontram reunidas as condições de segurança, para que a escola possa funcionar até à realização das obras de renovação, previstas pelo protocolo entre a DREN e a Câmara da Feira.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Chinesa de 107 anos procura marido

Perdeu finalmente o medo de casar, que a acompanhou durante toda a juventude, e está agora à procura de um marido

Wang Guiying é chinesa e, agora que tem 107 anos, perdeu finalmente o medo de casar, que a acompanhou durante toda a juventude, e está à procura de um marido. Aliás, tem pressa em encontrar um companheiro.

Segundo o jornal «Chongqing Commercial Times», esta mulher centenária teme também ser um peso para os seus sobrinhos, que têm tomado conta dela nos últimos anos.

Wang Guiying sofreu uma fractura numa perna quando tinha 102 anos e, desde essa altura, deixou de poder fazer as tarefas domésticas. E é esse facto que a está a incomodar. «Os meus sobrinhos e as minhas sobrinhas estão a ficar mais velhos e os seus filhos já estão a formar as suas próprias famílias. Estou cada vez mais a tornar-me um fardo para eles», disse Wang Guiying.

Fonte: IOL Diário

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Emissões de gás metano detectadas em Marte

Emissões esporádicas de metano foram detectadas em vários pontos do planeta Marte, o que pode indicar uma actividade geológica ou mesmo a possibilidade de processos biológicos, segundo estudo publicado nesta quinta-feira.

"Na Terra, os organismos vivos produzem mais de 90% do metano presente na atmosfera, e os 10% restantes têm origem geoquímica. Em Marte, o metano pode ser um sinal de uma coisa ou outra", explicam os autores do trabalho, que sairá na edição da revista americana Science desta sexta-feira.

O volume de emissões de metano observadas no planeta vermelho são comparáveis ao de sítios activos da Terra, destaca o astrónomo Michael Mumma, principal autor do estudo e director do centro de astrobiologia do Goddard Space Flight Center, da Nasa, agência espacial americana.

No entanto, "a origem dessas emissões de metano em Marte é um mistério", afirmam os cientistas, "e ainda não se chegou a um consenso". As duas hipóteses - origem geoquímica ou biológica - são fundamentadas em fenómenos análogos conhecidos na Terra.

Fonte: Noticias Terra

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Ciência - Cientistas a caminho de resolver o dilema de Darwin

Encontrados fósseis microscópicos pré-câmbricos em excelente estado de preservação

O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd


O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd.

“Não posso dar uma resposta satisfatória à questão de porquê não se encontraram ricos depósitos fossilíferos pertencentes a estes períodos anteriores ao Câmbrico”. A frase é de Charles Darwin, e foi escrita, em 1859, resumindo aquilo que veio a ser conhecido como o “Darwin's Dilemma”: a ausência de fósseis do período pré-Câmbrico (período que designa, ainda, o tempo entre o nascimento da Terra e o aparecimento dos fósseis de animais).

Richard Callow
Richard Callow
Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Oxford afirma ter uma solução para o “Dilema de Darwin”, descobrindo uma série de fósseis. Num documento publicado hoje no Journal of the Geological Society, Richard Callow e Martin Brasier do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Oxford orientaram-se pela teoria de selecção natural de Darwin e pelos dados que ele deixou no âmbito do seu dilema, ou seja, que no período câmbrico (há 542 milhões de anos) houve uma explosão de vida e um aumento subito de diversidade das espécies, embora nunca tenha encontrado provas fósseis anteriores.


O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd, que já tinha sido analisado no tempo de Darwin pelo geólogo J.W. Salter. Suspeitava que elas tivessem registos de vida pré-câmbrico, mas não conseguiu ir além de pequenos vestígios de marcas deixadas por organismos – aos quais Darwin deu nota n'“A Origem das Espécies”.

Martin Brasier
Martin Brasier
Richard Callow e Martin Brasier utilizaram as recolhas originais de J.W. Salter, bem como novas amostras recolhidas em Long Mynd, que pela primeira vez revelaram uma série de fósseis microscópicos em excelente estado de preservação. Segundo revelam os dados publicados, os fósseis representam uma grande variedade de vida micro do período Ediacarano, imediatamente anterior ao Câmbrico. Os dados publicados indicam que os fósseis estavam bem preservados. Alguns tinham ficado comprimidos por debaixo de capas de sedimentos, até formarem uma película de resíduos sobre a rocha, outros estavam conservados tridimensionalmente por petrificação. Havia também os que se tinham conservado em forma de impressões e moldes dentro das capas de sedimentos.

Darwin entendia que os fósseis do período pré-Câmbrico acabariam por ser encontrados, considerando que havia um enxame de seres vivos, mas só agora, depois de o dilema ter dado muito trabalho aos cientistas é que se prevê a sua solução.

Fonte: Ciência Hoje

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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A Justiça em Portugal

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Toda a gente percebe que a justiça neste país não funciona ou funciona muito mal, esta realidade é patente e incontornavelmente reconhecida por todos.

Os tribunais por definição, são instituições onde os cidadãos podem clamar por justiça e onde os agentes a quem compete a sua aplicação efectiva o devem fazer.

Ao estado compete proporcionar ao cidadão, os meios humanos e aos magistrados, os meios materiais para a efectivação dessa justiça.

Atente-se nestes exemplos que se seguem, sobre o modo como a justiça funciona neste país:

- Um indivíduo cortou o dedo indicador no gabinete de um juiz do tribunal da Figueira da Foz, por entender que a decisão do juiz que lhe foi desfavorável, era injustiça.

Pergunta: Como é possível que alguém entre com um cutelo dentro de um tribunal? se o individuo resolvesse encostar o cutelo ao pescoço do magistrado, estaríamos agora todos a lamentar e a censurar as condições de segurança nos edifícios dos tribunais.

Outro exemplo:

- Um sujeito que foi presente a tribunal para responder pelo furto de um automóvel, é mandado em liberdade pelo juiz com a condição de se apresentar de novo no tribunal passados 15 dias.
O assaltante não se fez rogado e pelo caminho roubou o carro do presidente da junta de Resende, Paredes de Coura.

Mais tarde, este verdadeiro artista na arte do furto automóvel, espatifou o carro do autarca numa valeta, pediu em seguida ajuda a um automobilista de ocasião e sem receios e escrúpulos também lhe roubou o carro, sendo mais tarde apanhado em flagrante a tentar roubar uma embarcação no portinho de Vila Praia de Âncora.

Pergunta: O Presidente da junta queixa-se de ter um prejuízo de 400 euros e aponta o dedo ao juiz que mandou o ladrão em liberdade, agora quem é que lhe paga o prejuízo?

Mais um exemplo:

- Um indivíduo que deveria ter comparecido em tribunal para responder pelo roubo de um automóvel, por mera coincidência, foi apanhado em flagrante pela GNR a tentar furtar um automóvel, exactamente à mesma hora que deveria estar a responder em tribunal por um outro furto.

Observação: Ao ponto que chegou a impunidade...

Último exemplo:

- No tribunal do Peso da Régua a energia eléctrica chega a faltar 17 vezes numa hora. O resultado disto é o adiamento de grande parte das audiências, e nas poucas que se realizam as pessoas quase chegam ao estado de hipotermia, já que os problemas eléctricos do edifício, impedem o funcionamento de qualquer sistema de aquecimento.

Pergunta: Como é que pode funcionar a justiça com tantas quedas de energia? a situação é tal que impede o uso de gravadores eléctricos durante as audiências.

Finalmente e para cúmulo:

- A caixa multibanco existente dentro do edifício do tribunal de Setúbal foi assaltada. Os larápios já não se coíbem de assaltar os próprios tribunais.

Pergunta: Como é isto possível? que medidas de segurança estão adoptadas para os edifícios dos tribunais? Como é que se salvaguarda toda a documentação afecta aos processos?

Muitos outros casos que roçam o absurdo grassam por esse país fora, assim sendo, como é que o cidadão comum se pode sentir feliz e satisfeito com a justiça que o estado lhe proporciona?

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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"A verdadeira treta" apresenta-se em Santa Maria da Feira




O titulo até parece indiciar mais uma farpa ao executivo municipal, mas não, trata-se do espectáculo que José Pedro Gomes e António Feio trazem ao Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, no dia 25 de Janeiro com início às 21.45 horas, integrado nas comemorações da Festa das Fogaceiras 2009.

"Com a crise instalada neste concelho da treta, nada como entreter o povo com conversa no mesmo tom (treta)!"

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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