Um grande discurso pela ética

sexta-feira, 28 de agosto de 2009



Um grande discurso! Para quem teve oportunidade de ouvir o discurso de Luís Marques Mendes na Universidade de Verão do PSD, certamente que concordará comigo.
Como o que está em causa não é a cor do seu partido, mas sim a imensa sabedoria e utilidade que retiramos das palavras proferidas por Marques Mendes, apresentarei alguns trechos do seu discurso.
Luís Marques Mendes cingiu o seu discurso àquilo que denominou por “pecados capitais” da democracia portuguesa. Sem papas na língua nem receio de represálias atacou directamente a presidente do seu partido, por ter nomeado para as suas listas de deputados António Preto.
“É um desafio que tenho feito a todos os partidos mas recomendaria de uma forma particular ao único partido em que tenho confiança, o meu partido, recomendaria em particular ao PSD que reforçasse cada vez mais as suas preocupações com a ética e a credibilidade da vida política”. “Acho que a bem dele (António Preto), a bem da instituição e a bem da política não deve poder candidatar-se a eleições”
Atacou aqueles que julga apropriarem-se da política para ascenderem socialmente, não se preocupando minimamente em agir com rectidão e honestidade perante os contribuintes e, por outro lado, com verdade perante os eleitores. Alias, não deixa de ser curioso que a afirmação de Cavaco Silva onde expressa “Os maus políticos afastam os bons políticos” apresenta considerável correspondência com as palavras de Marques Mendes.
“Ninguém é obrigado a fazer política, só vem para a política quem quer mas quem vem para a política só pode estar de uma forma: com seriedade, com honestidade, com dedicação, com competência”… “não é preciso ser monge, bastando ser um exemplo de seriedade, honestidade e credibilidade."
Como não podia deixar de ser, apresentou um exemplo que demonstrava com clareza que aquilo que afirmava era por si colocado em prática, reportando-se ao período em que era líder da bancada parlamentar e afastou alguns candidatos do PSD.
“Na esmagadora maioria dos casos não é preciso lei nenhuma para colocar ética na política: basta que quem manda, quem decida, tenha a coragem de aplicar estes princípios, estes valores”, declarou, recordando que nas autárquicas de 2005, quando era líder do PSD afastou alguns candidatos “em nome da credibilidade”.
Defendeu a necessidade de o sistema eleitoral português se reger por ciclos uninominais, no sentido de aproximar e responsabilizar os eleitos dos eleitores referindo, como exemplo, a incongruente discrepância na minuciosidade com que os partidos escolhem os candidatos para as autárquicas em contra-ponto com os candidatos para as legislativas.
“Para as eleições autárquicas os partidos são normalmente muito exigentes, cuidadosos na escolha a candidatos a presidentes de câmara, procurando apresentar pessoas conhecidas, com prestígio, credibilidade e competência … os partidos sabem bem que nas eleições autárquicas não basta o símbolo partidário para ganhar, é importante a credibilidade da pessoa, credibilidade do candidato.Pelo contrário, para as eleições legislativas, em que o grau de exigência devia ser pelo menos o mesmo, acontece normalmente o contrário, salvo honrosas excepções. A regra é: como as pessoas votam mais em partidos que em pessoas, normalmente não há da parte dos partidos uma preocupação de escolher os candidatos com base no mérito, na qualidade, na competência e da credibilidade”
Quanto a mim, a parte do seu discurso mais interessante foi aquela em que, por outras palavras, admite que não se pode pretender o poder pelo poder e que tudo vale para garantir o poder.
“Às vezes, é preferível saber que se vai perder uma eleição mas afirmar uma linha política de credibilidade, porque as convicções e a pureza dos princípios são muito mais importantes que os sentidos de oportunidade ou as lógicas de conveniência”.

Read more...

Islândia - Um aviso para o mundo

quinta-feira, 20 de agosto de 2009



Não deixa de ser caricato reler o que afirmavam os grandes organismos internacionais sobre o “case-study” Islândia em termos de desenvolvimento económico e social, à 2 anos atrás e ler o que dizem agora. Evidentemente que agora é muito fácil tirar as conclusões que bem entendermos, porventura algo salta à vista: a pujança económica islandesa assentava sobre alicerces muito frágeis.
Uma economia assente nos serviços, sobretudo, financeiros corre o risco de ver a sua riqueza “evaporar-se”, daí que denominemos a “outra” economia de real. Tal como Américo Amorim e Belmiro de Azevedo perderam potencialmente milhões de euros em acções, também um país pode perder milhões através do pagamento acrescido de juros, falência de bancos (e consequente nacionalização) e desvalorização monetária. Na Islândia estes factos tornaram-se mais problemáticos, visto que a economia estava dependente daqueles serviços em quase 90%, o que mais uma vez demonstra que a Islândia não seguiu uma boa prática de política estratégica (concentração da rentabilidade de um país num pequeno número de sectores).
Hoje, dia 20 de Setembro de 2009, a Islândia arrisca-se a tornar um dos países mais pobres do mundo, obrigando grande parte nos Islandeses a abandonar o país ou submeterem-se à miséria. Digo hoje, porque o governo Islandês pretende nacionalizar um banco privado (de fundos Ingleses e Holandeses) dada a situação insustentável que enfrenta. Segundo os meios de comunicação social, a dívida do banco atribuirá a cada islandês uma dívida de 13 mil euros.
Sinceramente não entendo esta decisão, porque se a maioria dos bancos islandeses já foi nacionalizada, como poderá o sistema financeiro islandês entrar em colapso com a falência deste banco? Seria como o BES, BPI e Banco Popular estivessem nacionalizados e a simples falência do Santander Totta implicasse a falência de todo o sistema.
O mais ridículo de tudo isto é que aquele banco captou muitos depósitos (na Islândia) a cidadãos Ingleses e Holandeses, graças a altas taxas de juro que praticava, e agora, os governos daqueles países exigem a devida indemnização ao governo islandês pela nacionalização. A isto é que se chama matar dois coelhos com um só tiro…
Como um mal nunca vem só, a oposição ameaça fazer cair o governo islandês, colocando em risco os acordos efectuados com o FMI, fundamentais para o país se manter à tona.
Aí está um aviso para aqueles que vivem artificialmente!

Read more...

Festival de Música - Vagos Open Air 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

Arrancou ontem o Vagos Open Air 09, do cartaz de bandas que compunham o dia de ontem (sexta-feira) destaque para os Epica com um espectáculo demolidor, que fez vibrar em êxtase os milhares de pessoas que se concentravam no poeirento parque de jogos do Grupo Desportivo de Calvão.


Sem sombra de dúvida que a banda da escultural Simone Simons foi a que mais arrebatou o público, pena foi que o espectáculo se tenha realizado em plena luz do dia. Esta foi na minha opinião uma das grandes falhas da organização do festival, os Epica tinham estatuto suficiente para serem cabeça de cartaz. O público merecia que fosse esta banda a encerrar o primeiro dia do evento.
Por falta de informação minha quase corri o risco de não assistir a este espectáculo dos Epica, esta deficiência levou-me mesmo a perder o espectáculos dos Kathaarsys e das bandas Portuguesas, Process Of Guilt e F.E.V.E.R.. Quando cheguei ao recinto , depois de uma série de peripécias pelo caminho, já os Epica se preparavam em palco para actuar. Perdi inclusive, o olhar mas não os ouvidos da música "Indigo" que faz as aberturas dos concertos da banda Holandesa. Não gostei que a banda não fizesse sequer um encore no final do espectáculo, toda a gente esperava pelo "Never Enough", apesar disso valeu a pena, a Simone Simons é divinal.
Terminado o espectáculo dos Epica, houve lugar a uma sessão de autógrafos da banda, onde centenas de jovens se amontoavam para conseguir apanhar um qualquer motivo, vídeo, fotográfico ou um simples escrito para mostrar aos amigos ou para mais tarde recordar.




Seguiu-se a enfadonha banda Sueca, Katatonia, com um som interessante mas com um ritmo tão depressivo e monótono que no final do espectáculo fiquei com a sensação de ter estado sempre a ouvir a mesma música durante todo o concerto. Mal grada esta observação minha, não faltou quem delirasse com este grupo.

Por fim os The Gathering, também uma banda Holandesa que fez um espectáculo demasiado soft para aquilo que a ambiência de público exigia. O som não esteve mal, a vocalista também não, o guitarrista esteve excelente, mas o ritmo esteve muito pouco apropriado, muito pop, digo eu, para a imensa legião de Hard metal e metal Gothic fãs que ali se concentrava.

Algumas notas apenas sobre o ambiente que circundava o parque de jogos: O enquadramento paisagístico era excelente, com muitas árvores, muita sombra, muita areia e a Lagoa de Calvão como pano de fundo.
O ambiente em redor era o normal para este tipo de festivais, com muitos jovens de vestimenta "religiosamente" a preceito, muita cerveja e claro! alguma "ervinha", tudo normal e bem apropriado para a ocasião, sem que tenha assistido a qualquer excesso, estava tudo "Peace and Love, very much Love". A zona de camping era apenas para desenrascar, sem o mínimo de condições de higiene (os funcionários da limpeza vão ter muito que fazer), estava muito concorrida, com uma densidade ocupacional de tendas demasiado elevada para o exíguo espaço.
Quanto à organização: Como fui propositadamente para ver os Epica, não gostei de assistir ao espectáculo à luz do dia, depois o piso do parque de jogos é inadequado, cheio de pó, valeu que não houve chuva nem grande vento, senão seria tenebroso estar ali. Achei bastante interessante a forma como o serviço de bar funcionou, sem grandes demoras as pessoas iam sendo despachadas, o que sempre convém quando se junta tanta gente.

Este foi um pequeno retrato daquilo que observei ontem, o programa prossegue hoje com as bandas Portuguesas Thee Orakle e Echidna a quem se juntam a bandas de renome internacional Amon Amarth, Dark Tranquillity, Cinica e Dawn of Tears.

Aqui fica o alinhamento para o dia de hoje:



Read more...

Parque de Campismo de Vila Fria - Felgueiras

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A canícula do Verão e o tempo de férias vai-nos derretendo a inspiração e a vontade de escrever, ainda assim, aqui vai uma sugestão para quem gostar de retemperar forças e aliviar o stress traumático de 11 meses de trabalho através do "camping".

Para os amantes do "camping" rural ou de montanha, a sensação de liberdade traduz-se simplesmente pelo contacto íntimo com a natureza, liberdade essa da qual tantas vezes nos vemos privados, pela falta de tempo ou pelas obrigações inerentes aos condicionalismos da nossa própria vida.

Há dias estive no parque de campismo de Vila Fria, em Felgueiras e fiquei impressionado como num espaço tão pequeno se pode desfrutar de tanto relaxamento. O aspecto geral do parque é bastante aceitável, as instalações sanitárias primam pela higiene e limpeza quase permanente.



Existem imensos espaços arborizados, existe uma boa piscina, requisito sempre apetecível para um revigorante mergulho e um polidesportivo interessante para quem quiser manter a a forma, destacando pela negativa as áreas de acampamento, onde instalar uma tenda pode significar perder a paciência por alguns instantes, já que o piso é muito pedregoso.

Outra falha que aqui encontrei foi a falta de programas para actividades radicais dentro do parque, mas atendendo à sua pequena dimensão e à grande variedade de motivos que se encontram em redor, é perfeitamente dispensável este último requisito.

Já a zona envolvente ao próprio parque pode proporcionar alguns passeios muito interessantes para os apreciadores do pedestrianismo. O parque encontra-se encravado entre as paisagens tipicamente minhotas e as paisagens de média montanha, com o maltratado Rio Vizela a servir de guardião ao pequenos montes e vales donde esculpiu a sua vereda.




Dos cenários idílicos do verde minhoto, não poderiam faltar as vinhas do "verde" e o verde dos milheirais, prova real dada pelos muitos fios de água que fecundam e fertilizam aquelas terras.
Mas esta região é muito mais do isso, inserida na "Rota do Românico" esta é uma região rica em arquitectura românica, de que são exemplo o pequeno burgo de Pombeiro de Ribavizela.

É possível apreciar alguns exemplares de arte românica que perduraram até aos nossos dias como a ponte romana que atravessa o rio Vizela, a calçada romana que lhe dá acesso, os antigos Paços do Pombeiro, resquícios de uma memória que tornou importante este lugar algures na história. Os Paços do Pombeiro sofreram algumas obras de restauro e conservação estando hoje afectos a alojamento de turismo rural.



É também possível observar alguns exemplares de solares e casas senhoriais de arquitectura notável, ainda que de criação duvidosa, já que evidenciam a ostentação de quem enriqueceu à custa do trabalho e da exploração do trabalho dos outros, coisa muito típica ao longo de centenas de anos na região minhota. Enquanto uns trabalhavam de sol a sol as terras férteis dos seus amos na mais profunda miséria, outros enriqueciam abastadamente sanguessugueando os seus servos até ao tutano, num regime troglodita, completamente feudal.



Outra obra arquitectónica notável é o antigo Seminário do Pombeiro, o edifício é imponente apesar de estar num estado de conservação sofrível. Num tempo em que a aposta clara deste país contra a desertificação no interior e nas áreas rurais terá que passar forçosamente pelo turismo de natureza. Parece-me ser este o caminho a seguir para transformar aquele edifício numa espécie de hotel rural. Pode parecer meio disparatado, mas hoje cada vez há mais gente à procura de lugares como aquele, para desfrutar do lazer laborando nas vinhas ou nos campos e ainda pagam bem por isso. É necessário portanto que lhes sejam dadas condições condignas de alojamento, com toda a qualidade que seria exigível num grande "resort" do Algarve salvaguardando as devidas distâncias, que são muitos quilómetros com se sabe.

Capta-se turismo, visitantes, fixam-se pessoas, criam-se empregos e dinamiza-se toda a economia local, preserva-se de modo sustentável os recursos, evita-se o triste abandono dos campos e das vinhas, retrata-se um novo quadro de excelência na região e contribui-se sem sofismas para elevar o PIB do país.


É preciso no entanto, que os seculares detentores daquele espaço tenham agilidade mental suficiente, para poderem interpretar todas estas mais-valias, sem se enclausurarem tal como outrora e sempre o fizeram, na ideia divina que melhor serve para encher os seus cofres abastados. Além disso o edifício é de uma imponência e de uma arquitectura verdadeiramente impressionantes.

Por fim, não podia faltar a descrição de um dos mais belos exemplares de arte românica em Portugal, falo-vos do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro, que tem sofrido ao longo dos últimos tempos obras de conservação e restauro. No interior da capela do mosteiro ainda é possível observar alguns traços das paredes originais que datam da sua fundação, algures pelos séculos XI/XII e que se encontram cuidadosamente preservados numa redoma de vidro. pena é que os seus claustros interiores estejam em completa e avançada ruína, não entendendo eu, porque razão se abastardou a traça original dos passadiços superiores do claustro com materiais pouco condizentes com aqueles que ali foram colocados originalmente.



O Mosteiro deve ter sido abastecido de água ao longo de séculos por um pequeno aqueduto. No local ainda se podem observar alguns arcos bem preservados.

Se existem muitas coisas miseráveis neste país encontramos por aqui, um exemplo típico de incúria por parte da administração local. Esbanjam-se fortunas colossais em obras que depois são abandonadas, restando um impacto deprimente na paisagem. Presumivelmente tudo indica que ali iria nascer um parque de lazer, o que se vê é uma imensa procissão de arvoredo típico de parques e jardins, ladeado de ervas por todos os lados, entulho aos montes, silvas, dejectos e respectivos limpadores de papel, lixo, muito lixo, enfim, se era coisa para inglês ver passou a ser mesmo coisa genuína de português(a)-brasuca fugidia e incompetente.



Haja vergonha (q.b.) para requalificar aquele espaço e haja coragem para punir os responsáveis pelo esbanjamento do dinheiro. O mosteiro está classificado como Monumento Nacional desde o tempo da implantação da República (1910).

Tirando alguns pormenores de apreciação devo dizer-vos que esta região tem um potencial enorme para o turismo e para o lazer , assim queira quem pode e faça quem sabe.

Read more...

Palavras entre linhas

sexta-feira, 31 de julho de 2009



Para não variar, deixem-me malhar na supra-economista Manuela Ferreira Leite. Neste post vou apenas me dedicar a esta frase: “Enquanto o Estado fizer tudo, o país não vai crescer”.
Extraordinário! Esta senhora vê tudo e mais alguma coisa, inclusive o que não existe. O Estado faz tudo? Não deixa nada para os privados? Esta frase diz muito do que Manuela Ferreira Leite pensa fazer do país e qual a política económica que aplicará.
Façamos uma breve analise às áreas em que o estado intervém. São elas: educação, saúde, defesa e participações estratégicas, directamente ou indirectamente (através de empresas públicas), em empresas nacionais como a EDP, Caixa Geral de Depósitos, Cimpor, entre outras.
Ora assim sendo, o que quis Manuela Ferreira Leite dizer? As três primeiras áreas que enunciei consubstanciam as tradicionais áreas a que todos os estados se dedicam (inclusive os denominados estados mínimos), porventura nas participações estratégicas o estado não faz, apenas intervém na gestão, com o peso que lhe é permitido, visto que, as Golden-Share estão em vias de extinção. Mesmo nestas situações, não percebo porque não há-de o país crescer, dado que as empresas são geridas com as supostas boas normas de gestão.
O que a Dra. Manuela Ferreira Leite pode estar a tentar dizer, entre linhas, para que ninguém se aperceba é da debandada neo-liberal que aí vem, se ela tomar o poder. Para que o estado reduza o peso na economia será necessário privatizar ainda mais e acelerar um processo substituição do estado pelos privados na educação, saúde e segurança.
O primeiro é prejudicial para as contas públicas, agravará as desigualdades sociais e em termos estratégicos é calamitoso, porque as empresas em que o estado ainda mantém participações, constituem monopólios naturais e, naturalmente, lucrativos. Sem estas participações, os dividendos dirigir-se-ão directamente para os bolsos dos magnatas nacionais, enriquecendo Américo Amorim e outros. Estrategicamente é o caos, pois estas empresas prestam serviços públicos às populações, não podendo estar sob alçada de gestões maximizadoras de lucros e indiferentes ao interesse nacional.
A saída das áreas tradicionais de intervenção do estado é o cúmulo de uma sociedade injusta. É a aplicação do salve-se quem poder que é o mesmo que dizer, salve-se quem tem dinheiro.
Abaixo, Manuela Ferreira Leite!!

Read more...

Professores => Coitadinhos

terça-feira, 28 de julho de 2009



Já ouviram falar da “Exploração do proletário pelo proletário”? Eu diria que em Portugal passa-se um pouco disto e nós permanecemos impávidos e serenos.
Todas as classes profissionais têm o direito a defender os seus interesses, mas será legitimo que prejudiquem todos os outros em benefício próprio?
Por razões históricas e quiçá culturais, os funcionários públicos beneficiam de um conjunto de privilégios com que os outros portugueses apenas podem sonhar. Seria admissível que as remunerações fossem, em média, superiores dada o nível de habilitações superiores que grassa no sector público, porventura muitas das benesses que foram surgindo são um insulto ao esforço e trabalho de todos os portugueses. Não acho admissível que possuam, cumulativamente, um trabalho garantido para todas a vida, sistema de saúde mais favorável (ADSE), horários de trabalho mais leves, remunerações mais elevadas, períodos superiores de férias, etc.
Não me digam que somos nós que estamos nivelados por baixo, pois se a maioria das empresas nacionais vacila com um aumento do IVA de 1 ponto percentual, imaginem aumentarem as contribuições para um sub-sistema de saúde, pagarem-nos 30 dias de férias e trabalharmos 7 horas… não duvido que algumas aguentassem, mas a maioria fecharia no primeiro mês.
Como chegamos até aqui? Chegamos a este ponto, por um lado, graças a um conjunto alargado de governos que cedeu ao instinto de abrir vagas para a administração pública com o único fim de ganhar votos; por outro lado, graças aos irresponsáveis sindicatos nacionais que se aproveitaram da miopia económica dos portugueses para pedir tudo e mais alguma coisa.
Durante esta década, praticamente, todas as greves de que me lembro pertenceram as classes profissionais ligadas à administração pública. Porque será que as classes profissionais ligadas ao sector privado não entram em greve? Será que estão todos bem e felizes da vida? Respondendo honestamente, muitos teriam razões para protestar mas sabiam que não estavam em condições de o fazer.
Os professores constituem uma situação, a meu ver, grotesca de roubalheira ao povo português. Esta classe profissional constitui 38% do total dos funcionários públicos e não quer esta avaliação porque, esta avaliação coloca quotas à progressão na carreira. Claro que não está em causa a burocracia, mas sim a impossibilidade de ganharem ainda mais ao fim do mês. Um professor em Portugal no fim da carreira é aquele que, em termos comparativos, mais ganha na União Europeia…falamos de 2100 euros líquidos!!!
Já pensaram no que fazem os professores durante estes 3 meses de paragem nas escolas? Corrigem testes? Vigiam exames? E dizem eles que estão apinhados de trabalho.
O poder corporativo desta classe é de tal forma elevado que conseguem ganhar mais do que os enfermeiros, por exemplo. Como é possível que estes trabalhando à noite, lidando com pessoas que enfrentam a morte, não possuam uns meses de “abrandamento da actividade” e se deparam com situações muito funestas, ganhem na maior parte da sua carreira menos que um professor?
Os portugueses têm de mostrar aos partidos políticos que estão fartos de demagogia e cheios de serem roubados em benefício de quem ganha mais do que eles.

Read more...

Equívocos da história

sábado, 25 de julho de 2009

Ao longo dos séculos muitos homens foram injustamente enxovalhados, apenas porque perderam uma “batalha” na vida. Não me revejo naqueles que julgam ter os lugares assegurados e que tudo na vida tem que ir ter ao seu encontro. Admiro os que sobem “a pulso” com o seu esforço e inteligência, ainda que não admirada por todos.


Depois de quatro anos de legislatura, José Sócrates, deixa um legado; positivo para uns, negativo para outros. Mas deixa um legado…


Não é a primeira vez que ouço dizer que quando muito se fala de alguém, bem ou mal, é porque essa personalidade tem valor. Seja ela Luther King, Bin Laden, Blair, Álvaro Cunhal, Salazar ou Hitler. Todos eles tiveram competências e astúcia para chegar onde chegaram e, se hoje são adorados ou odiados é porque a história se encarregou de os marcar como ídolos ou como carrascos. Vem-me à memória as palavras de Júlio César, angustiado com o futuro: “Como se lembrarão de mim no futuro? Júlio César, o Filosofo, o Imperador, o Conquistador ou o Carniceiro?”


Para mim, quer esteja de acordo com as suas políticas ou não, José Sócrates tem o síndrome dos grandes políticos: levar até ao fim, aquilo em que acredita. Tinha um sonho para o país e estou plenamente convencido que tudo o que fez foi no interesse do país. Admiro-o por ter sido uma pessoa constantemente atacada desde o início da legislatura, mas como costuma dizer “…às vezes temos de cerrar os dentes e enfrentar as dificuldades”.

Ele pode ter sacado o diploma ao Domingo e ter assinado projectos que nunca viu, mas também foi ele que congregou todos os interesses dos países da União Europeia e conseguiu assinar o Tratado de Lisboa, dignificando o nome do país e ficando definitivamente reconhecida a diplomacia Portuguesa; ele pode ser mentiroso, mas foi capaz de gerar um deficit mais baixo da Democracia e colocar o país a crescer perto dos 2%; ele pode ser de direita, mas criou um conjunto de políticas sociais que auxiliaram muitas pessoas como Rendimento Solidário para Idosos, abono pré-natal e melhoria dos abonos para os mais carenciados; ele pode ser reduzido intelectualmente, mas com visão estratégica criou um cluster industrial nas renováveis (criando trabalho para mais de 10 mil pessoas), retirou Portugal da lista negra dos países em risco de falência na Segurança Social e colocou o país a pagar um spread da dívida mais baixo que a Espanha e Reino Unido; chamam-lhe plutocrata, mas graças à sua diplomacia económica, as empresas nacionais conseguem agora exportar cada vez mais para países, outrora vedados ao investimento nacional, como Venezuela, Rússia, Líbia, Argélia e Angola; chamam-lhe irresponsável e irrealista, mas a verdade é que combateu os grandes interesses corporativos nacionais que causam prejuízo colectivo em benefício privado e lançou o país numa onda tecnológica reconhecida internacionalmente, como a fibra óptica, a banda larga e o acesso aos computadores (para pobres ou para ricos).


Certamente não fez tudo bem, mas a sua força de vontade e desejo de ver o país avançar são um exemplo que todos devíamos seguir. Por mim, se um dia o encontrasse na rua, agradecia-lhe o esforço dispendido e recordava-me dele não como Sócrates, o Mentiroso, mas sim Sócrates, o Audaz.


Read more...

Viagem medieval em Terras de Santa Maria 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009


Read more...

Contrastes - Sessão do Parlamento da Coreia do Sul vs. Parlamento da República Portuguesa

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Na Coreia do Sul, os argumentos políticos esgrimem-se com demonstrações massivas de kung-fu.



Por cá na nossa terra lusa... há falta de mestria nas artes marciais vai sobejando engenho nas lides taurinas.


Read more...

Quem tem amigos ...



Em Portugal já nos habituamos à promiscuidade entre o Estado e algumas empresas nacionais. Um exemplo claro de “amiguismo” e compadrio é o negócio do Terminal de Contentores de Lisboa.
Coloco-me de parte relativamente às polémicas que envolvem a paisagem, o ambiente e a entrada de centenas de camiões por dia na cidade, congestionando o que já está por demais entulhado, porque não sou lisboeta e não vivo o seu dia-a-dia para afirmar o que quer que seja. Debato-me apenas no negócio.
Comecemos pela forma de atribuição da concessão do terminal à Liscont (empresa da Mota-Engil que será concessionaria do terminal). Mandam as regras de gestão dos dinheiros públicos que todos os contratos celebrados entre o estado e privados sejam o menos onerosos possíveis ou que estabeleçam a melhor relação qualidade - preço, sendo que, para tal, deve-se realizar concursos públicos para a atribuição dos contratos. A concorrência, em teoria, faria o resto.
O problema é que nesta situação a concessão foi atribuída por ajuste directo. Sinceramente, acho inacreditável que se possa efectuar contratos por ajuste directo, quando estão envolvidos largas centenas de milhões de euros. Eu admito que o ajuste directo seja celebrado, ainda que tenha de ser escrutinado, em negócios de pequena dimensão nas câmaras municipais, com o único fim de acelerar um projecto que é fundamental para uma região. Apenas e somente nestas situações será admissível eliminar a concorrência na atribuição de contratos públicos, ainda que, a empresa envolvida tivesse de prestar declarações acrescidas sobre todo o negócio e demonstrar que não estaria ligada a quaisquer vereadores da região alvo.
Posto isto, já seria grave a atribuição do contrato por ajuste directo, mas as cláusulas do contrato são ainda piores. Umas são aceitáveis, indicando que a empresa deve ser indemnizada caso haja alterações significativas na sua actividade fruto de alterações da lei; porventura as cláusulas que garantem o reequilíbrio financeiro, em caso de baixa da actividade económica, são vergonhosas.
Se o negócio começar a correr mal, a empresa pode alargar o período de concessão sem novo contrato, pode reduzir as taxas pagas à Administração do Porto de Lisboa, inclusive, ser ressarcida dos investimentos já realizados (que ela própria fez) caso a contra parte (Administração Porto Lisboa = Estado) queira revogar o contrato.
Se o negócio correr bem, azar… dos contribuintes pois, neste caso, já não está claro que exista um aumento de contra-partidas, taxas por exemplo, da Liscont a favor do estado. Só se o negócio correr, excepcionalmente, bem, isto é, se o tráfego de contentores aumentar 400% face ao actual, é que a Administração do Porto de Lisboa pode revogar o contrato e renegociar. Como afirma o Diário Económico “…a não ser que se decida rasgar o contrato, arcando depois com as consequências, só um motivo de força maior, como uma guerra ou uma catástrofe natural, poderá impedir a Liscont de gerir o terminal nos próximos 33 anos”
Mário Lino afirmou que estava velho para ser ministro, mas será que continuará a estar velho, ele ou um dos seus secretários de estado, para gerir uma empresa de construção civil?

Read more...

O que chocou com Júpiter ?


Nasa JPL - imagem obtida com o telescópio de infra-vermelhos

A descoberta de um enorme buraco na superfície de Júpiter por um astrónomo amador está a mobilizar a comunidade científica no sentido de perceber a sua origem.

O buraco tem aproximadamente o tamanho da Terra e pode ter sido causado pelo impacto colossal de um corpo celeste de natureza desconhecida. Um cometa pode ter sido a causa da enorme cicatriz que é visível na superfície do rei dos planetas, no entanto não existem certezas que sustentem esta teoria. O objecto não foi detectado atempadamente para que pudesse ser seguido e observado antes de se despenhar contra Júpiter. Seja o que tiver sido que chocou com o planeta, o impacto foi brutal como facilmente se pode perceber pelo tamanho da cicatriz causada comparativamente com o diâmetro terrestre.

A descoberta foi feita na passada segunda-feira, por Anthony Wesley, astrónomo australiano, curiosamente no mesmo dia em que se completavam 40 anos da chegada do homem à Lua, mas mais curioso, completavam-se igualmente nesse dia 15 anos sobre os impactos dos vários fragmentos (20) do cometa Shoemaker-Levi 9 na superfície de Júpiter. Este acontecimento foi seguido por astrónomos de todo mundo em Julho de 1994, tendo igualmente sido fotografado em detalhe pelo telescópio espacial Hubble.

Quem tiver alguma curiosidade por estas coisas, Júpiter pode ser observado ao longo das próximas noites, como o ponto de luz mais brilhante que se observa na abóbada celeste logo depois da Lua. Apesar de não ter nada a haver com o choque que ocorreu na sua superfície, o planeta Júpiter tem-se apresentado nos últimos tempos com um brilho extremamente intenso e pouco usual.

Read more...

Aproxima-se o maior Eclipse Solar do século XXI

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Na próxima quarta-feira dia 22 de Julho, irá ocorrer o eclipse solar total mais longo do século XXI.


Infelizmente o espectáculo não poderá ser observado pelo mundo Ocidental (Europa e América), o fenómeno poderá ser contemplado no sudeste asiático e no subcontinente Indiano por mais de 2000 milhões de pessoas.


O Sol ficará completamente coberto pela Lua durante seis minutos e 39 segundos numa zona pouco habitada do Pacífico, um recorde de duração para um eclipse que só será quebrado em 2132.


A escuridão, no entanto, durará menos na Índia (entre três e quatro minutos) e em Xangai (cerca de cinco minutos). O sexto eclipse total do século tem desenvolvido um incremento especial na actividade turística e comercial da região, com centenas de turistas acautelando reservas em muitas cidades onde o fenómeno será visível.


O Parque das Esculturas de Xangai, o melhor lugar de observação da cidade, anunciou que vendeu 2.000 entradas para 22 de Julho, com óculos especiais incluídos e camisolas alusivas ao evento. Os hotéis estão lotados.


Na Índia, a agência Cox and Kings fretou um Boeing 737-700 que descolará de Nova Deli antes do amanhecer, "interceptará" o eclipse total a uma altitude de 41 mil pés (12 mil metros) e voará para leste, a fim de aproveitar ao máximo as condições de visibilidade do acontecimento.


Os 21 lugares do avião do lado do Sol foram vendidos a 1200 euros cada.


Na cidade santa de Kurukshetra, norte da Índia, espera-se a chegada de um milhão e meio de de peregrinos para se banhar durante o eclipse nas águas purificadas e contribuir assim para a libertação da alma.


Na Índia e na China, os contos e os mitos estão têm um enraizamento popular muito profundo durante estes acontecimentos astronómicos.


Os eclipses tanto significam a sorte e a fortuna como a evocação de maus presságios.


Segundo as previsões dos astrólogos orientais o eclipse de quarta-feira será "um momento muito perigoso no universo", "Se o Sol, o senhor das estrelas, está doente, então acontecerá algo de muito grave no mundo".


Na Índia, as mulheres grávidas, que programaram uma cesariana para quarta-feira, ao saberem do eclipse, decidiram reprogramar a cirurgia.


Na China Imperial, os eclipses eram presságio de catástrofes naturais ou da morte de um imperador. Estas crenças e superstições ainda não desapareceram. Astrónomos e meteorologistas temem principalmente que as nuvens em época de monção no subcontinente indiano defraudem o espectáculo.


Se o tempo estiver bom, assim que o disco solar estiver coberto, o resplender da coroa solar será visível. Veremos, inclusive, protuberâncias ou jactos de gás incandescentes projectados a milhares de quilómetros do Sol.


Mas se o céu estiver encoberto, a queda das temperaturas e a repentina escuridão serão as únicas manifestações sentidas do esperado eclipse.

Read more...

Homem na Lua - Foi há 40 anos

sábado, 18 de julho de 2009

“Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.”



Foi com estas palavras que Neil Armstrong imortalizou o primeiro passo do homem na superfície lunar depois da aventura épica que foi a missão Apollo-11.

Foi exactamente há 40 anos, no dia 20 de Julho de 1969 que mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo puderam testemunhar via TV à alunagem do módulo "eagle".
O primeiro ser humano a deixar a marca de uma pegada na superfície lunar foi Neil Armstrong, seguido do seu companheiro de missão Edwin Aldrin, que passaram cerca de 2h e 40m fora do módulo espacial. Mike Collins, o membro mais esquecido da tripulação da Apollo-11, não chegou a pisar a Lua já que se encontrava aos comandos da nave-mãe Columbia que orbitava a Lua durante a fase de descida do módulo "eagle".

Ao longo da história das missões Apollo foram 13 os humanos que tiveram o privilégio de pisar a Lua.
A Nasa anunciou recentemente a intenção de preparar novas missões com vista a recolocar homens na Lua, num ambicioso programa que tem por objectivo construir uma estação permanente no nosso satélite natural.

Desde 2001/2002 que alguns têm especulado acerca da veracidade das imagens da chegada do homem à lua que estes nunca lá teriam posto os pés.

A NASA divulgou algumas imagens captadas pelas câmaras de alta resolução da sonda lunar (LRO -Lunar Reconnaissance Orbiter) lançada recentemente e onde segundo a Nasa, é possível distinguir os diversos módulos de algumas das missões Apollo.



Read more...

As diferenças nos sintomas da gripe comum e da gripe A

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Linha de apoio - SAÚDE 24 -->nº 800 24 24 24


Read more...

Câmara de Santa Maria da Feira - combater a fome com "cravos e ferraduras"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O vereador das finanças da Câmara da Feira afirmou ontem num programa de rádio, duma forma bem prosélita, que a Câmara da Feira tem desempenhado um papel de grande relevo no apoio social às famílias mais carenciadas do concelho.

Para exemplificar este apoio, o senhor vereador referiu-se ao fornecimento de lanches e refeições gratuitas nas escolas aos alunos mais carenciados, refeições essas que em grande número significariam a única refeição do dia para essas crianças.

Ora, esta afirmação acarreta implicitamente o reconhecimento que em Santa Maria da Feira existem situações de carência alimentar profunda.

Então como é que alguém com responsabilidades pode dizer que a Câmara da Feira tem dado um importante apoio às famílias mais carenciadas, quando apenas consegue satisfazer uma ínfima parte das carências alimentares dessas famílias.

Quantas vezes come o senhor vereador ao dia?

E, no caso, não sendo alunos das escolas, os pais famintos comem o quê durante todo o dia?

E em período de férias os alunos fazem jejum?

Esta situação não é suficientemente vergonhosa e degradante para a condição humana, para que a autarquia tome medidas de urgência?

É verdade que não compete à Câmara da Feira todo o papel que está incumbido ao estado, mas quando existe um conhecimento real de situações de fome, não tem a Câmara a obrigação de tudo fazer para minimizar e erradicar esta vergonhosa maleita do seu espaço geográfico?

Onde é que está a acção da pomposa e grandiosa rede social que tantos bajulam neste concelho, é dando um lanche e uma refeição gratuita a alunos que só comem uma vez por dia? melhor seria servir a sopa dos pobres. Quantas refeições têm servido gratuitamente às famílias mais carenciadas, o interminável rol de IPSS do concelho?

A rede social não pode roçar a caridade, e os Feirenses mais desprotegidos e famintos pelas agruras da vida não querem caridade querem é dignidade, senhor vereador!

Read more...
eXTReMe Tracker

  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

Voltar ao Início