Corticeira Amorim aposta na diversificação - Interior do novo Mercedes F700 feito em cortiça

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


MERCEDES F700

A Corticeira Amorim, o maior exportador mundial de cortiça, desenvolveu um interior feito em material de cortiça para o novo protótipo F700 da Mercedes-Benz, no âmbito da aposta da empresa portuguesa na inovação e sustentabilidade do sector.

Segundo fonte da Corticeira Amorim, o interior deste novo modelo "promove o equilíbrio harmonioso entre a tecnologia e a natureza" através da utilização da cortiça para forrar as portas, o tecto e o centro que percorre o habitáculo.

Já apresentado no Frankfurt Motor Show, a maior exposição mundial da indústria automóvel, o protótipo utiliza a cortiça e o couro natural "para criar um maior conforto e apostar na valorização ambiental e na diferença estética".

O objectivo é tornar o modelo "mais confortável, luxuoso e 'amigo do ambiente'", destaca a Corticeira Amorim.

A corticeira Amorim tem desenvolvido nos últimos anos, uma vasta gama de novos produtos com aplicação de cortiça.

A aplicação da cortiça no interior de um automóvel é uma nova área de negócios de valor acrescentado para o sector da cortiça, resultado do investimento em Investigação & Desenvolvimento (I&D) que tem vindo a ser feito por um grupo liderado pela Corticeira Amorim.

Foi criado em Outubro de 2003 um "modelo de inovação único", com a contratação de um cientista da Universidade do Minho (Rui Reis) para os quadros da Amorim e a assinatura de um protocolo com aquela universidade para criação de uma equipa totalmente dedicada à investigação em cortiça.

Desde então, esta equipa tem vindo a desenvolver novas aplicações "nunca pensadas" em cortiça, de que é exemplo esta colaboração com a indústria automóvel, mas também com outros sectores de actividade, "para incentivar a utilização da cortiça como produto sustentável".

Como resultado, estão em curso projectos para utilização da cortiça na absorção de derrames de crude, produção de colas e vernizes e na indústria alimentar, de cosméticos e farmacêutica, através da extracção de determinados componentes da cortiça com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Já lançada pela fabricante de acessórios para novas tecnologias Griffin Techology foi uma embalagem para o iPod, da Apple, feita em cortiça natural, e está também no mercado um caiaque com interior em cortiça, considerado o melhor caiaque de competição e no qual foram conquistadas grande parte das medalhas olímpicas.



Comentário do Comendador:

"Numa altura em que o sector corticeiro atravessa uma grave crise, crise essa que é boa verdade foi despoletada pelo Grupo Amorim e pela forma selvagem como concorrem no mercado com as outras empresas do sector, esta é sem dúvida uma boa notícia, essencialmente para o Grupo Amorim, já que as restantes empresas do sector dificilmente terão arcaboiço financeiro e benesses do estado, para desenvolver novas aplicações na área da cortiça, para além dos tradicionais vedantes.

O Grupo Amorim dá assim mais um passo decisivo, rumo ao monopólio total da indústria corticeira."

Fonte : Público Online

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR



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Valha-nos o Euro


 A moeda única está de parabéns. Festeja 10 anos e olhando para trás podemos afirmar: “Valeu a pena”. Trata-se do projecto europeu mais vanguardista e elucidativo, do espírito europeísta.

 Este projecto que criou a União Económica e Monetária (UEM) iniciou-se a 1 de Janeiro de 1999, embora de uma forma simbólica, pois apenas em 1 de Janeiro de 2002 é que as notas e moedas do euro entraram em circulação. Nessa época e, ainda hoje, existem contestatários deste projecto, pois, segundo eles, retirou-se soberania aos estados aderentes em termos de condução de política monetária e em termos da política orçamental. Por estas razões e outras, estritamente simbólicas, alguns países recusaram-se a aderir à UEM, contudo começam a enfrentar alguns problemas.

 Como qualquer projecto, o euro, tem prós e contras, mas veja-se após 10 anos, o que se alcançou:

  • Uma inflação média de 2% ao ano
  • Quase 16 milhões de postos de trabalho criados (o que beneficia todos os estados membros, via exportações/importações)
  • As taxas juro caíram para valores inferiores a 4%, em contra-ponto com as taxas de dois dígitos que vigoram nas décadas anteriores
  • Eliminação do risco cambial dentro dos países aderentes, facilitando viagens e negócios
  • Saldos orçamentais com muito menos deficitários em percentagem do PIB (média de 0,6%), o que implica menos injustiças inter-geracionais
  • Mercados intra-europeus mais integrados
  • Euro como moeda de preponderância internacional
  • Mais de 320 milhões de pessoas a utilizarem a mesma moeda (mais que a população dos Estados Unidos)

 

 O que teria acontecido a Portugal, se não tivéssemos aderido?

 Provavelmente, teríamos os governos a gastar sucessivamente mais do que aquilo que podiam (tal como fazem hoje, mas a uma escala superior) recorrendo à emissão de moeda para eliminar esse deficit. Por outro lado, recorreriam à emissão de moeda para desvalorizarem o escudo e dessa forma aumentar a competitividade nacional por desvalorizações e não por mais produtividade. Estes dois factores em conjunto colocariam Portugal com um nível de inflação brutal e com taxas de juro descomunais, impedindo as pessoas e as empresas de se financiarem a taxas razoáveis. Mas não é só! Quando os preços de petróleo iniciaram uma subida vertiginosa, a valorização do euro amorteceu essa subida, mas com um escudo em constante desvalorização, os preços dos combustíveis tornar-se-iam insuportáveis. Para além de estarmos sujeitos a ataques especulativos à moeda nacional, porque os investidores internacionais não acreditariam na nossa capacidade para solver dívidas, colocariam o máximo de escudos à venda, para não sofrerem menos-valias. Estas desvalorizações sucessivas da moeda provocariam um aumento das dívidas nacionais no estrangeiro, porque estando a dívida denominada em moeda estrangeira e, se a nossa moeda se desvaloriza, então teríamos de pagar mais pelos mesmos dólares ou ienes. Resultado final? Bancarrota, tal como aconteceu na Islândia.

 Tendo em mente isto, valha-nos o euro!

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Médio Oriente - Barbárie de Israel na Faixa de Gaza

terça-feira, 6 de janeiro de 2009




Compreender este conflito entre Israel e os grupos sanguinários do Hamas, não pode estar dissociado daquilo que tem sido a história conflituosa entre Israel e o mundo Árabe, e muito em particular com os Palestinianos, desde a independência do estado Hebraico em 1948.

Em boa verdade, tanto Israelitas como Palestinianos, nutrem um ódio e uma desconfiança visceral entre si.

Talvez os mais incompreendidos pelo mundo ocidental tenham sido desde sempre os Palestinianos.
É importante perceber a origem destes conflitos, que ultrapassa em muito o mero fundamentalismo religioso com que muitos os pretendem conotar.

Aliás transcende em larga escala este motivo, de tal forma que a coexistência pacífica entre muçulmanos e Judeus é uma realidade dentro das fronteiras de Israel.

O problema é bem mais complexo e que se perde nos anais da história, mas que foi potenciado num momento histórico mais recente, quando as Nações Unidas determinaram a divisão da Palestina entre um estado Judeu e um estado Árabe.
Os árabes nunca viram com bons olhos esta partilha, ao que se seguiram vários conflitos com Israel.
Destes conflitos resultou uma inegável supremacia Israelita, sempre apoiada pelo seu poderoso aliado - os Estados Unidos; resultou igualmente uma expansão territorial Israelita muito para além das fronteiras definidas pela ONU.

Os Palestinianos viram-se assim despojados das suas casas, dos seus bens e mais importante, das suas terras.

Incapazes de se oporem aos intentos do seu inimigo pela via militar convencional, não tardou a que se organizassem grupos que optassem por acções de guerrilha e de terrorismo, com o objectivo de libertar a Palestina do domínio Sionista.

Apoiados essencialmente por estados Árabes, mas também como veremos adiante, pelos próprios serviços de inteligência Israelitas (Mossad).

O HAMAS, surgiu em 1987 como um desses grupos, que pretendia a desocupação por Israel dos territórios Palestinianos de Gaza e da Cisjordânia. O HAMAS foi apoiado financeiramente pela Arábia Saudita, pela Síria e também pela Mossad, sendo inclusive reconhecido oficialmente pelo estado de Israel.

O HAMAS detém grande simpatia junto do povo , já que tem sido o movimento que mais auxilio social e comunitário tem prestado à população.

Em 1989, com a primeira Intifada o HAMAS lança ataques violentos contra alvos civis e militares no território Hebraico e passa a ser olhado com desconfiança por Israel que inclui o grupo no lote dos grupos terroristas.

Perceber o que levou hoje a esta intervenção de Israel na faixa de Gaza com o objectivo de liquidar o Hamas, está muito além da auto-defesa. Israel teria já preparada toda esta missão militar muito antes de terminado o prazo de seis meses de tréguas, que tinha sido concordado entre ambas as partes em Junho de 2008 e que terminava em Dezembro.

Os foguetes artesanais que o Hamas enviava para Israel eram meramente provocatórios, embora sendo passíveis de poder criar baixas, na verdade estes foguetes eram muito rudimentares e pouco precisos, de tal forma que as centenas que foram enviados contra Israel causaram apenas uma vitima mortal e 4 feridos.

No entanto o Hamas deu o mote necessário, para que Israel avançasse com toda a brutalidade sobre a Faixa de Gaza e cometesse uma barbárie indiscriminada entre a população civil, cujo saldo já vai em mais de 600 mortos, ironicamente, entre os soldados Israelitas as maiores baixas foram cusadas por fogo aliado - 3 vitimas. De notar que os próprios Israelitas causaram mais mortos aos seus cidadãos, neste caso militares, do que as centenas de rockets que o Hamas disparou em direcção a Israel.

O que pretende o Hamas?

O Hamas venceu as eleições para o parlamento da autoridade Palestiniana com o apoio do voto popular, em eleições livres e democráticas segundo observadores internacionais. Israel temendo a segurança do estado retalia a vitória do Hamas, com um bloqueio total às fronteiras terrestres, aéreas e marítimas de Gaza, asfixiando a débil economia do território, não permitindo que entrassem em Gaza, alimentos, medicamentos, combustíveis e água, tornando dramática a situação humanitária de uma região densamente povoado com mais de 1,5 milhões de habitantes.
O que o Hamas pretendia era o levantamento deste embargo, para aliviar a situação humanitária deste povo. Se havia outros propósitos menos humanitários e mais belicitas por parte do Hamas é admissível que sim.

Os meios que usaram para o conseguir são condenáveis e nem sequer pretendo fazer aqui a defesa de um grupo de sanguinários, o que é importante é perceber que no meio disto quem sofre são sempre os inocentes.

Porque razão deu o povo Palestino uma maioria a um grupo sanguinário e terrorista?

Quando foi acordada a passagem dos territórios de Gaza e da Cisjordânia para a autoridade Palestiniana, a FATAH o partido ao qual pertencia Yasser Arafat, o líder histórico da OLP, ficou a governar os destinos daquilo que se perspectivava vir a ser o futuro estado Palestino.
A autoridade Palestiniana geria o território essencialmente com a ajuda financeira internacional, já que a sua incipiente economia não era susceptível de gerar recursos, aliás, os territórios palestinianos são economicamente inviáveis, sem a ajuda de Israel e da comunidade internacional.

A União Europeia foi em grande parte o pilar de sustentação económica e financeira daqueles territórios, com milhões de Euros em fundos e ajudas que visavam erguer as infraestruturas básicas para a criação de um estado. Israel e os Estados Unidos sempre se alhearam economicamente do problema palestino.

Os territórios Palestinos figuram como dos mais pobres do mundo e onde a situação social é dramática. Com cerca de 40% de desempregados e com um rendimento per capita pouco superior a 1,5 € diários, os Palestinos estão irremediavelmente condenados à miséria.

A esperança num futuro melhor gorou-se completamente com o partido FATAH, que mais não fez que conceder mordomias a uma pequena elite de corruptos que ignoraram por completo as necessidades mais básicas do povo e revelaram uma incompetência total para governar os territórios agora desocupados pela potência invasora.

Ora, o povo se mal estava , melhor não ficou e de barriga vazia olhava com ódio aqueles que engordavam fartamente à custa das ajudas exteriores e que não faziam chegar os bens mais básicos a quem deles necessitava.

Foi neste clima de desconfiança no governo, que nas eleições de 2006 o povo atribuiu os seus votos ao Hamas, que sempre esteve mais próximo do Povo Palestino, através da criação de uma vasta rede de assistência social e educacional.

Por aqui, talvez se perceba, que o apoio que Israel manifestou a partir de determinada altura ao partido Fatah, tenha sido contra-producente, a menos que o objectivo Israelita seja um genocídio premeditado do povo Palestino, caso contrário, dificilmente Israel conseguirá abafar a revolta deste povo com a força das armas.

Para que se perceba a desproporção da intervenção de Israel em Gaza, basta pensar que depois de terminada a ofensiva, será preciso reconstruir totalmente as infraestruturas do território e mais uma vez Israel colocar-se-á à margem da reconstrução juntamente com os Estados Unidos.

Por esta razão é especialmente importante que a Europa, sobre quem irá recaír a responsabilidade de reconstruir a faixa de Gaza, tenha uma atitude forte de condenação à intervenção actual de Israel. Os contornos desta missão e os seus objectivos a curto prazo parecem claros, só não se percebe muito bem o que Israel pretenderá a médio e longo prazo.
Será que querem ocupar de novo os territórios, ou é mais fácil aniquilar o povo totalmente e assim acabar de vez com o problema? Por ironia, Hitler pensou o mesmo dos Judeus na 2ª Grande Guerra.

Mesmo que Israel deponha o grupo Hamas, nunca se poderá imiscuir das suas responsabilidades morais na reconstrução e na ajuda económica à Palestina, é que dizimando ou não o Hamas, outras mãos irão erguer a bandeira da injustiça social, da fome, da pobreza, da imoralidade, da humilhação e da miséria.

O dinheiro que é gasto nesta operação militar, poderia ajudar e muito o povo da palestina , conquistando a sua simpatia com inteligência e não com brutalidade, porque essa tem sido sistémica e pouco eficaz, assim o demonstra a história...

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Astronomia - Paradoxo de Olbers (Porque é escura a noite?)

Porque é que a noite é escura?



É uma pergunta que certamente muitos de nós já se questionaram.

A resposta mais evidente que nos surge, para explicar a escuridão da noite relativamente ao dia (situemo-nos sempre numa noite com céu límpido e sem lua cheia), não andará por certo muito longe desta:

- A noite é escura, porque simplesmente não existe a luz do sol para a iluminar.

Na verdade não é bem assim, e para melhor compreender-mos esta questão teremos que recuar ao séc. XVIII e recorrer ao astrónomo William Olbers.

Heirich Wilhelm Olbers nasceu em 1758 na pequena cidade de Arbergen, na Alemanha.

Os seus trabalhos como astrónomo incluem a elaboração de um novo método para a determinação das órbitas de cometas; a descoberta de 6 cometas, um dos quais o seu nome; vários estudos sobre os planetas e a descoberta de 2 dos maiores asteróides: Palas e Vesta.

Um excelente currículo para um astrónomo de sua época!

Mas o que o tornou mais conhecido não foi a difícil observação dos asteróides ou os sistemáticos estudos dos planetas. Nem a descoberta de cometas ou seu elaborado método para lhes calcular as órbitas.

O que fez de Wilhelm Olbers um nome conhecido até nossos dias nos meios da astronomia foi uma simples pergunta que ele fez a si mesmo e para a qual nunca obteve uma resposta cabalmente satisfatória:

W. Olbers intuiu que num universo estático, infinito e com distribuição regular de estrelas no seu espaço, a acção concertada da sua irradiação de luz deveria permitir, que a noite fosse muito mais clara do que na realidade é.

No tempos de Olbers era corrente a ideia, de que o Universo fosse infinito e que fossem também infinitas as estrelas.

Espalhadas de maneira uniforme por todo o espaço, elas permaneceriam estáticas e imutáveis por toda a eternidade.

W. Olbers, percebeu então que havia um erro com essa idealização do Universo.

Se ele fosse infinito e imutável, as noites deveriam infinitamente claras!

E, mais do que isso: Os dias também deveriam ser infinitamente claros!

Através de cálculos muito simples, Olbers concluiu que tanto as noites quanto os dias eram demasiadamente “escuros”.

É o chamado "paradoxo de Olbers"

Nas suas tentativas para explicar a enorme discrepância entre seus cálculos e suas observações, Olbers fez várias suposições que mais tarde se demonstraram estar erradas.

Por exemplo, ele imaginou que a luz da maioria das estrelas era absorvida por outras estrelas ou por matéria escura existente entre as estrelas, e que, por isso, não chegava até nós. Isso não resolvia a questão, como chegou a pensar Olbers. Se assim fosse, as estrelas e a matéria escura ao receberem energia luminosa acabariam por se aquecer e irradiar a mesma luz que recebiam. E, nesse caso, o céu inteiro deveria ser tão ou mais luminoso que a superfície do Sol!

com em inúmeras outras vezes na história da Ciência, foi muito mais importante fazer a pergunta certa que encontrar a resposta para ela.

Como corrigir então o modelo de universo idealizado por Olbers e torná-lo minimamente coerente, de forma a eliminar o seu paradoxo?

Se o Universo é finito, então temos um número finito de estrelas, de maneira que a luz que nos chega delas é finita também e não infinita como deduzia Olbers.

Se é suposto que o Universo seja finito, ele terá que ser muito pequeno para explicar a escuridão das noites e a fraca claridade dos dias.

Atualmente, acredita-se que o Universo é finito, mas não tão pequeno a ponto de justificar e explicar completamente o “paradoxo” de Olbers.

Apesar disso, se a quantidade de estrelas fosse pequena, então o paradoxo estava resolvido. No entanto, a quantidade de estrelas teria que ser exageradamente muito pequena.

Os modelos de Universo actuais prevêem que existam cerca de 10 bilhões de trilhões de estrelas a irradiar energia sob a forma de luz (destas apenas cerca 5000 são observáveis a olho nu, pela maioria das pessoas). Só com isso, o céu deveria ser bem mais claro do que é.

A forma mais simples e mais eficiente para resolver o “paradoxo” de Olbers , talvez seja questionar o modelo físico em que assentam as concepções actuais da mecânica celeste; as leis da física têm validade restrita num determinado espaço num determinado intervalo de tempo.

Num modelo assente em todas as premissas possíveis nada seria estranho e tudo seria justificável.

A comunidade científica porém, rejeita esta teoria já que pese embora responda ao paradoxo, não acrescenta nada de concreto.

Os modernos modelos de Universo explicam a existência dos dias e das noites a partir de 3 pressupostos:

1. Existe um número finito de estrelas no Universo;

2. As estrelas “vivem” por um tempo limitado, isto é, elas não emitem radiação para sempre;

3. O Universo está em expansão e a luz da maioria das estrelas sofre uma significativa perda de energia antes de chegar à Terra, sendo que das estrelas que se encontram mais afastadas ainda não recebemos sequer a sua luz.

Esta última hipótese parece ser a principal responsável pela escuridão do céu nocturno.

A solução para o “paradoxo” de Olbers só foi possível através dos modernos modelos cosmológicos. Entretanto, antes de obter respostas satisfatórias, foi preciso formular as perguntas certas.

Wilhelm Olbers não foi o primeiro a questionar-se sobre a escuridão da noite. Antes dele, vários outros físicos e astrônomos pensaram a respeito desse assunto: Thomas Digges (1576), William Gilbert (1600), Johannes Keppler (1610), Otto von Guericke (por volta de 1640), Edmund Halley (1721), Jean-Philip Loys de Cheseux (1744), e muitos outros.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Cortiça pode ter de ficar nos sobreiros

O não escoamento total da cortiça algarvia preocupa os produtores, que ponderam deixar a matéria-prima nos sobreiros.

Desde o ano passado que os produtores de cortiça da serra algarvia não conseguem escoar a totalidade da produção. O refugo, cortiça de menor qualidade, é aquele que fica guardado há espera de compradores.

O problema, que já se verificou com a produção de 2007, e a descida do preço desta matéria-prima está a levar os produtores a ponderarem a hipótese de deixarem a cortiça nos sobreiros.

Segundo Miguel Vieira, da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão (APFSC), a cortiça da região algarvia é “a melhor do mundo”, o que facilita o escoamento do produto e contribui para a prosperidade de empresas com mais de 15 anos de actividade mas, “há de facto algumas coisas que não foram vendidas, nomeadamente o refugo”, admite.

A nível nacional, um quarto da produção de 2008 continua por escoar. Na região do Alentejo são vários os produtores que relatam casos de material a acumular-se nos campos e admitem ter vendido o produto a um “preço ridículo”, refere a edição do jornal Público de 22 de Dezembro.

A baixa de preços originou também no Algarve casos “em que muitos empreiteiros ficaram com a cortiça, porque o preço no mercado desceu de tal maneira que não lhes compensava estar a vender, porque ao comprarem na árvore o preço foi demasiado elevado para aquilo que existia no mercado”, conta ao Observatório do Algarve Miguel Vieira.

Ler noticia completa aqui

Fonte : Observatório do Algarve

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Como fazer as coisas em Portugal!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Aprendam lá com esta história que o Nicolau Santos publicou no "Expresso Online"...

"Conto, aliás, uma história que ouvi recentemente. Um cidadão português, que sempre desejou ter uma casa com vista para o Tejo, descobriu finalmente umas águas-furtadas algures numa das colinas de Lisboa que cumpria essa condição. No entanto, uma das assoalhadas não tinha janela.


Falou então com um arquitecto amigo para que ele fizesse o projecto e o entregasse à câmara de Lisboa, para obter a respectiva autorização para a obra. O amigo dissuadiu-o logo: que demoraria bastantes meses ou mesmo anos a obter uma resposta e que, no final, ela seria negativa. No entanto, acrescentou, ele resolveria o problema.

Assim, numa sexta-feira ao fim da tarde, uma equipa de pedreiros entrou na referida casa, abriu a janela, colocou os vidros e pintou a fachada. O arquitecto tirou então fotos do exterior, onde se via a nova janela e endereçou um pedido à CML, solicitando que fosse permitido ao proprietário fechar a dita cuja janela.

Passado alguns meses, a resposta chegou e era avassaladora: invocando um extenso número de artigos dos mais diversos códigos, os serviços da câmara davam um rotundo não à pretensão do proprietário de fechar a dita cuja janela.

E assim, o dono da casa não só ganhou uma janela nova, como ficou com toda a argumentação jurídica para rebater alguém que, algum dia, se atreva a vir dizer-lhe que tem de fechar a janela! [....] "

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Santa Maria da Feira - O que fazer com 145000€?

domingo, 4 de janeiro de 2009


A pergunta parece pertinente. Quando o país mergulha numa crise financeira profunda, onde as dificuldades pairam sobre cada um de nós como se de uma penitência divina se tratassem, temos alguns gestores de imagem à frente das autarquias, que não olham a meios para se auto-promoverem.

Vem isto a propósito do mais recente boletim municipal, que a autarquia de Santa Maria da Feira fez chegar a milhares de caixas de correio espalhadas pelo concelho.

O boletim mais não é que uma revista de propaganda pré-eleitoral, um extenso enunciado de obras prometidas em anteriores mandatos, mas que entretanto passarão a ser promessas meticulosamente preparadas para o próximo programa de propostas, com que se apresentarão ao eleitorado.

Convém recordar aqui, aquilo que foi dito pelo Presidente da Câmara da Feira na mais recente Assembleia Municipal de 28 de Dezembro.

Segundo Alfredo Henriques, a impressão gráfica dos próximos boletins municipais, num total de 5, foi submetida a concurso público pelo valor aproximado de 120000€, se acrescentar-mos a esta quantia o valor de 25000€, que foi quanto custou a 1ª edição (esta feita em contrato, por ajuste directo e não por concurso público, como de forma pouco rigorosa , o presidente da Câmara quis fazer crer) obtemos a quantia total de 145000€.

É preciso ter a noção exacta de que este dinheiro sai directamente dos cofres municipais, por conseguinte, dos bolsos de todos os contribuintes feirenses, para financiar em bom rigor, parte da campanha de propaganda pré-eleitoral até às eleições.

O que fazer com 145000€ ?

Antes de mais, é preocupante saber que este valor que é gasto na exultação de feitos, que em boa verdade são promessas não cumpridas ou por cumprir, é superior ao orçamento que muitas freguesias dispõem para fazer face às suas despesas.

Este dinheiro permitiria minorar o esforço financeiro, que muitas famílias de baixos recursos têm que suportar para pagar o IMI.

Este e outros dinheiros que são desperdiçados na autarquia, sem que os munícipes de forma geral, retirem daí qualquer proveito, poderiam servir para melhorar o parque de habitação social do concelho, que é uma lástima.

Poderia ainda servir para engordar o orçamento dos programas de acção social, que nos próximos tempos, serão por certo submetidos a uma taxa de esforço suplementar, em resultado das repercussões sociais que se adivinham com a crise económica, ao nível do desemprego, do sobreendividamento das famílias, da pobreza extrema, da exclusão social, etc.

Porque não aplicar o dinheiro, na melhoria das infraestruturas escolares, num concelho que a este nível é tristemente recordado por ser um dos que mais contentores tem adaptados a salas de aula?

Porque não juntar este dinheiro para aliviar o esforço financeiro das famílias que se pretendem ligar às redes de água e saneamento?

Só para se ter uma noção do que aqui está em causa, vejamos este exemplo:

Qualquer consumidor doméstico normal, só para ter acesso a água canalizada e saneamento básico (onde ele existe), tem que dispender à volta de 800 €, ora com 145000€ era possível ligar 1000 famílias com uma redução de 18% no valor a pagar.

Muitas outras soluções seriam por certo mais interessantes para os munícipes, do que o simples esbanjar de dinheiro em propaganda.

É por esta razão que não acredito num concelho que se pretende engrandecer com a vaidade, com a ilusão e com o desperdício de bens que são públicos.

Não acredito que este concelho se promova, com a ilusão da "Terra dos Sonhos", com o imaginário medieval, com a massificação de eventos pseudo-culturais desfasados de uma realidade cultural concelhia menos pomposa e mais deprimente. Não basta envolver massivamente as pessoas à volta de eventos, que têm propósitos marcadamente financeiros e propagandísticos, para se auto-intitularem de eventos culturais.
Que substrato cultural subsiste da Viagem Medieval?

O investimento é feito a pensar no dinheiro que pode ser realizado com a vinda de gente ao evento, dinheiro esse vital para o desenvolvimento da actividade de muitas associações que lá estão representadas e não tanto em promover uma identidade cultural feirense.

Não acredito num concelho onde muitos alunos do 1º ciclo têm aulas em contentores metálicos, em salas com cobertura de amianto e em escolas que ameaçam ruir.

Não acredito num concelho, que não tem disponíveis infra-estruturas básicas de saneamento, onde muitas pessoas não têm acesso a água potável, onde os rios estão transformados num esgoto a céu aberto, onde as lixeiras se multiplicam, onde os escassos espaços verdes não são preservados, onde os lençóis freáticos estão irremediavelmente contaminados para muitas décadas, etc,etc,etc,...

Por fim e porque muito mais poderia ser dito em contraponto a este vergonhoso boletim municipal, que faz deste concelho um paradigma de vanguarda, semelhante aos paradigmas da Madeira e de muitos países da África, Caraíbas e Pacífico; não queiram ao menos promover a vossa imagem e a do concelho à custa do alheamento e da desinformação das pessoas nestas questões, criando cegueira, ilusão e sonho num contraste evidente com a realidade.

Basta estar atento ao que nos rodeia, para perceber isto mesmo!

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Cartas ao Pai Natal

Enviado por Email:

Cartas ao Pai Natal I - Mário Soares



Pai Natal
Acordei agora da sesta. Tive um sonho original.
Conversei com a Maria
E achamos que não é sonho
Mas uma ideia genial!
Já fui ministro, primeiro-ministro
E duas vezes presidente deste país
Está na hora de mudar de ares
Aceitar novos desafios
Levar mais longe o nome de Portugal
Ou o meu nome... Como sempre quis.
Como tu tenho já uma certa idade
E no ventre a mesma proeminência
Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal.
Portanto...
Olha pá faz as malas. Desocupa a Lapónia.
Vou ser eu o Pai Natal.
Tem lá paciência.

Assinado: Mário Soares
(Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da Republica. Ex-Deputado europeu. Futuro Pai Natal)

Cartas ao Pai Natal II - Manuel Alegre



Pai natal quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si... Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire
Que sobre a chaminé de Soares a tua rena páre
E solte bosta. Um imponente cagalhão.

Assinado: Manuel Alegre

Cartas ao Pai Natal III- Jerónimo de Sousa



Camarada
Tu que és explorado pela entidade patronal
Durante a época do Natal
Usado como símbolo do capitalismo
Para fomentar o consumismo
Desenfreado, descontrolado
Que enriquece a burguesia
E empobrece o proletariado
Junta-te a nós no combate
Contra a guerra no Iraque
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's
Luta pela igualdade feminina
Não dês Barbies mas Matrioshkas
Educa as crianças de hoje
Comunistas amanhã
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital".
Camarada
Reivindica o teu direito a um transporte decente
Pára o trenó e as renas
Que não é veículo de gente operária e trabalhadora
Como tu oh pai natal!
Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários
Viva o Natal dos oprimidos
Viva o Natal dos operários!

Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa
(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)



Cartas ao Pai Natal IV- Francisco Louçã



Isto não é uma carta!
É um manifesto. Um protesto. Uma petição
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa
Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca. Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh pai do natal.
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa. Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.

Assina: Francisco Louça

Cartas ao Pai Natal V - Aníbal Cavaco Silva



Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal
Venho por esta via pedir para a minha Maria
O Kama Sutra, versão condensada
Não sei se a minha Maria teria
Para a versão completa e ilustrada
Suficiente pedalada.
Eu para mim
Por ora nada peço
E de momento nada digo
Não abdico do meu direito de manter o suspense
E de fazer tabu do meu posterior pedido.
Mas.... E só isto adianto
Não preciso de Viagra
Para acompanhar a minha Maria na leitura
Do acima citado livro
Que teso e hirto ando eu sempre
Não precisando por isso de muleta
Ou qualquer outro suplemento
Para manter a rigidez
E o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente economizando palavras
Porque como vossa Excelência sabe:
Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.

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Cavaco Silva


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Uma arma letal

sábado, 3 de janeiro de 2009


Em post´s anteriores já referi a minha opinião sobre a actuação da Rússia em questões internacionais e, à altura, afirmei que esta Rússia lembrava o que de pior existia na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). O controlo estatal das televisões nacionais, os assassinatos a jornalistas, a falência forçada de companhias nacionais (caso da Yukos) e, agora, a hostilização de países vizinhos através da guerra convencional (caso da intervenção na Ossétia do Sul e incursão até à cidade de Gori, já na Geórgia) ou através dos recursos energéticos (caso da Ucrânia e países Bálticos).

Esta nova forma de fazer valer os interesses através do petróleo e gás natural tornou-se uma arma letal para qualquer opositor, dependente directamente da Rússia, nestes recursos. É o que acontece à Europa de Leste, França, Inglaterra e, em menor grua, aos demais países que diversificaram as suas fontes como Portugal, através da Argélia.

É do conhecimento geral que a Rússia e a Ucrânia não morrem de amores uma pela outra, sobretudo após a ascensão de Viktor Iutschenko na Ucrânia, um político pró-europeu e entusiasta da NATO. Certamente terão as suas razões para pretender aderir à NATO, pois tanto a Geórgia como a Ucrânia caso fizessem parte da NATO, não poderiam ser invadidas por outro país, sob pena de todos os outros elementos da NATO correrem em seu auxílio. Ora entende-se a preocupação da Rússia…

Assim se entende que Iutschenko tenha sido “quase” assassinado por uma dioxina que foi colocada na sua alimentação e que lhe provocou aquelas marcas na cara. Da mesma forma se compreende que a GAZPROM (companhia petrolífera russa) queira impor o preço de 418 dólares por mil metros cúbicos de gás natural para a Ucrânia. A GAZPROM já confirmou que o caso é político e não de mercado, pelo que o objectivo é claro: destabilizar internamente a Ucrânia e retirar Iutschenko do poder ou fazê-lo temer o poder russo e dessa forma, torná-lo submisso.
A Ucrânia afirma que não pagará 418 dólares, mas está disposta a pagar 250, contudo a posição russa é clara: ou pagam ou ficam sem gás! Consequência? Grande parte do gás russo para os restantes países europeus passa pela Ucrânia e esta já confirmou que roubou gás natural que ia para os demais países europeus.

Se esta situação não se resolver podemos ter um caso sério para resolver, pois a Ucrânia quer um preço acessível às suas posses, os outros países europeus querem gás natural a qualquer preço, a Rússia necessita de vender esse gás e os gasodutos passam pela Ucrânia!

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Mulher mais velha do mundo morre em Portugal com 115 anos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A portuguesa Maria de Jesus, considerada a mulher mais velha do mundo, faleceu nesta sexta-feira aos 115 anos de idade.

Nascida em 10 de Setembro de 1893, Maria de Jesus tornou-se a mulher mais velha do mundo no dia 26 de Novembro de 2008 com a morte da americana Edna Parker, que até então ocupava o posto, também com 115 anos.

Maria de Jesus esteve apenas 37 dias como a pessoa mais velha do mundo, vivendo uns impressionantes 115 anos e 114 dias.

Maria de Jesus é filha de uma família muito pobre de Urqueira, perto de Ourem . Perdeu um dos olhos num acidente durante a infância, e aos 12 anos já trabalhava no campo, sem nunca ter frequentado a escola.

Casou-se e teve seis filhos, "sem nunca ficar doente ou tomar remédios", segundo Maria Madalena, uma das filhas.

Com a morte de Maria de Jesus, o título de mulher mais velha do mundo passa à americana Gertrude Baines, nascida em 6 de abril de 1894, segundo o site do Grupo de Pesquisas Geriátricas (Gerontology Research Group, GRG), com sede em Los Angeles.

Maria de Jesus passa igualmente o testemunho a Augusto Moreira de Oliveira, que passará a ser a pessoa viva, mais velha de Portugal, nascido em Outubro de 1896 conta agora a bonita idade de 112 anos.

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Mário Anacleto - Crónica dos dias bons


A Editora Mill Books tem o seu Lançamento previsto para:
Fevereiro de 2009


Mais Informações :

Biografia do autor

Editora Mill Books


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Serra da Freita - Arouca




Serra da Freita - 28 de Dezembro de 2008




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Santa Maria da Feira - Assinala Ano Internacional da Astronomia

Portugal e mais de 20 países observam o Sol

Portugal e mais de duas dezenas de países vão quinta-feira observar o Sol, se o estado do tempo o permitir, numa iniciativa inserida no Ano Internacional da Astronomia, que se comemora este ano por proposta das Nações Unidas.

Em Portugal, o evento, que se assinala no Porto, Coimbra, Ponta Delgada, Fundão, Paços de Ferreira, Braga, Santa Maria da Feira, Ponte da Barca, Beja, Santarém e Espinho, é organizado pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e pelo Grupo de Física Solar do Ano Internacional de Astronomia.

De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia, Portugal Continental tem na quinta-feira céu nublado e períodos de chuva. No Arquipélago dos Açores, o sol pode espreitar.

As Nações Unidas instituíram 2009 como o Ano Internacional da Astronomia, precisamente quando se completam 400 anos sobre as primeiras observações de Galileu com um telescópio.



Fonte : Lusa

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Ricardo Araújo Pereira - Boca do inferno

A Bush já se atirou tudo e mais um par de botas

É curioso notar que a pequena História consegue ser, na maior parte das vezes, mais significativa e esclarecedora do espírito de uma época do que a grande História. Para mim é uma sorte, porque tenho um interesse muito grande pela primeira, e pouca paciência para a segunda. Posto isto, é um milagre que a RTP ainda não me tenha arranjado um programa no segundo canal.

O caso do jornalista iraquiano que atirou os sapatos a George W. Bush é um desses momentos que, por muito que seja excluído dos livros, nos faz compreender melhor o mundo em que vivemos. Em primeiro lugar, percebemos finalmente onde é que os iraquianos tinham escondido as armas. Andavam em cima delas, os dissimulados. É possível que, nas suas visitas ao Iraque, Hans Blix nunca tenha reparado que os nativos tinham os pés enfiados nos projécteis. Trata-se de um daqueles estratagemas genialmente simples que enganam toda a gente, mesmo exibindo descaradamente a prova do crime.

Em segundo lugar, nesta altura os alvos dos americanos estão definidos com uma clareza inultrapassável. A localização dos arsenais de guerra iraquianos foi, finalmente, revelada: há que atacar a Foreva da baixa de Bagdade, a Pablo Fuster de Karbala e a Hush Puppies de Tikrit. Em terceiro lugar, tornou-se evidente para todos que Bush tem, de facto, estofo de estadista. Não é qualquer pessoa que se esquiva de um sapato arremessado àquela velocidade e volta a encarar o agressor com a nonchalance de quem pergunta: «Gosto do modelo, mas tem isto em 42?» Talvez seja importante não esquecer que, sendo texano, Bush está, provavelmente, habituado a que lhe atirem botas esporadas, consideravelmente maiores e mais perigosas do que os vulgaríssimos sapatos que o jornalista iraquiano optou por arremessar.

Em quarto lugar, ficou claro mais uma vez que um homem agredido reúne a simpatia de toda a gente. Mesmo sendo o presidente mais impopular de sempre, Bush recebeu votos de apoio de várias personalidades internacionais. Sarkozy qualificou o incidente de «inadmissível», Angela Merkel telefonou a Bush para lhe exprimir solidariedade e Imelda Marcos mandou um telegrama a dizer «Sortudo!».

Parece óbvio, por isso, o contributo precioso que este episódio oferece para a melhor compreensão do mundo actual. De acordo com as últimas notícias, juntou-se uma multidão à porta da cadeia em que o jornalista foi detido, exigindo a sua libertação. E, ao que parece, nem todos os manifestantes são soldados americanos que desejam ajudá-lo a melhorar a pontaria.

Fonte : Visao

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Riomeão - Presépio da Igreja Matriz

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Na Igreja Matriz de Riomeão encontra-se em exposição o presépio da autoria dos irmãos José Augusto e Fernando Rocha.

O presépio pode ser visitado aos Sábados e domingos até ao próximo dia 5 de Janeiro.





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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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