Bancos, Gasolineiras e a Matemática!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008


O que é que os bancos e as gasolineiras têm em comum com a matemática?




Quando o petróleo sobe nos mercados aplica-se o aumento proporcional (segundos os cálculos da Galp) ao consumidor, quando o petróleo desce aplica-se o princípio do inversamente proporcional, ou seja aumenta-se invariavelmente o preço dos combustíveis.

Esta aritmética tem feito tanto furor, que as instituições bancárias tornaram-se lestas a adoptar os seus princípios.

Esta semana o BCE, numa tentativa de fazer face ao descalabro financeiro global mexeu na taxa directora de juro, baixando-a em 0,5%.

A prática normal que era seguida pelos bancos Portugueses, era fazer o ajustamento das suas taxas de juro às taxas de referência do BCE, no entanto, o fascínio causado pelas operações das gasolineiras foi tão grande que os bancos decidiram aprovar o mesmo método contabilístico.

Se as taxas de juro do BCE sobem, reflecte-se a subida nos juros cobrados aos clientes, se as taxas de referência descem aumentam-se as taxas na razão inversa da descida.

Resta dizer que este tipo de álgebra é antiquíssimo e vem dos tempos em que Ali Bábá foi instruído pelos seus 40 ladrões.

A perpetuação da lenda fica assim assegurada.

E, quando chegar a 1002ª noite...

«Abre-te, Sésamo!»


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Ricardo Araújo Pereira - Boca do Inferno

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


O verdadeiro gang das gasolineiras

Quando o preço do barril de petróleo sobe, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis devido ao encarecimento da matéria--prima.

Quando o preço do barril de petróleo se mantém estável, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque não se deixam enganar pela estabilização do barril, cuja tendência para a dissimulação conhecem bem.

Quando o preço do barril de petróleo desce, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque, mais cedo ou mais tarde, o preço do barril vai subir novamente, e é bom que as pessoas já estejam prevenidas. Se há coisa de que o consumidor não se pode queixar é da instabilidade do mercado: os preços sobem de forma constante e muito previsível.

Segundo um estudo do Automóvel Clube de Portugal há indícios claros de que as gasolineiras combinam o preço dos combustíveis entre si para evitar a concorrência e prejudicar o consumidor.

Por gasolineiras entendo aqui, com o rigor que me caracteriza, tanto as empresas petrolíferas como as bombas de gasolina. Devo dizer que não acredito no estudo do ACP por uma razão clara: deste modo, evito processos judiciais. Esta é uma conduta moral que tem norteado a minha vida. Mas receio que o povo português adira às conclusões do estudo e se sinta assaltado pelas gasolineiras – o que seria grave e erróneo.

O povo, maldosamente, poderia começar a identificar as gasolineiras com os nomes que normalmente se atribuem aos assaltantes vulgares. Em vez de Zé Naifas, Marco Mãozinhas e Nando Pirata o povo, se for mal-intencionado (queira Deus que não), pode passar a dizer que vai meter gasolina à BP Naifas, à Repsol Mãozinhas ou à Galp Pirata.

Entretanto, o preço do petróleo aumentou de tal maneira que já não faz sentido chamar-lhe o ouro negro. Tendo em conta os preços da gasolina, o ouro é que é o petróleo dourado.

Curiosamente, nenhum dos grandes economistas que dirigem a economia mundial previu que ninharias como a especulação no preço dos combustíveis iriam conduzir o mundo a uma profundíssima crise.

A economia parece ser uma espécie de ciência oculta. Um tipo de astrologia sem búzios nem cartas. E sem tanta credibilidade.

O ministro da Economia acaba de anunciar o fim do mundo, o que é revelador. Já nem o professor Bambo cai nessa. Pela minha parte, estou sempre optimista.

Pode ser que as coisas se invertam. Talvez um dia o mundo anuncie o fim do ministro da Economia.


Fonte : Visão


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Crise Financeira - BCE baixa a taxa de juro em 0,5%

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Banco Central Europeu anunciou hoje (4ª-Feira) uma descida de 0,5% nas taxas de Juro.

Trata-se de uma acção concertada de vários bancos centrais, entre os quais o Banco Central Europeu, do Banco de Inglaterra, do Banco Central Americano, entre outros, para fazer face à crise actual dos mercados financeiros.

Não é mais que um pequeno balão de oxigénio que permite adiar o último suspiro de monstro moribundo, que é o sistema económico capitalista alicerçado na especulação não produtiva.

Ninguém se iluda porque a crise dos mercados financeiros vai continuar, mesmo que eventualmente as taxas voltem a baixar.

Sendo esta crise, uma crise profunda de desconfiança alimentada pela natureza especulativa dos mercados, o monstro não tem mais por onde se alimentar.

A origem é bem conhecida, a especulação imobiliária e os mecanismos apelativos do crédito fácil, tornou coloridos os caprichos mais requintados de muita gente.

Apesar de garantidos, os retornos do crédito expandem-se pelo menos por uma geração, o que provoca a falta de liquidez imediata.

E, como estes agentes, selváticos especuladores gostam de jogar a roleta do maldito do dinheiro, têm dificuldades abstrair-se por muito tempo do seu odor.

Deste modo, aqui d'el rei que o estado deve dar cobertura e nacionalizar os bancos que estejam em perigo iminente de falência, o estado deve regular os mercados, o estado isto, o estado aquilo, etc.

Não se pense que este discurso é de um qualquer defensor excêntrico, da regulação da economia centralizada no estado, não, este é o discurso daqueles que sempre defenderam uma menor intervenção do estado e uma maior liberalização da economia, no ponto óptimo, sem qualquer intervenção estatizante.

A grande virtude das economias de mercado é assim de forma irremediável, atirada para os velhos manuais de Keynes. É evidente que o mercado especulativo não tem capacidade para se auto-regular pondo a descoberto a intocável "Lei da oferta e da procura".

O colapso financeiro de muitas instituições de crédito, tem muito que ver ironicamente, com o mesmo colapso financeiro que atinge as famílias portuguesas, vítimas da sua própria ganância e da retracção óbvia do consumo.

As causas são as mais diversas, desde a gestão danosa dos bancos (veja-se exemplo do BCP e de alguns bancos norte americanos) ao subprime, que é um crédito à habitação de alto risco que se destina a uma fatia da população com rendimentos mais baixos e uma situação económica mais instável. A única garantia exigida nestes empréstimos é o imóvel.

Qualquer situação de recessão económica tem repercussões à escala global, esta é a dura prova pela qual passa o conceito grosseiro da globalização.

As implicações são fáceis de prever na chamada economia real. Com o aumento de desemprego e com a diminuição do rendimento disponível das famílias, também por cá será de esperar situações sociais de grande drama, que nem a baixa nas taxas de juro aliviará.

No entanto no meio desta crise certamente que alguém vai cinicamente validando o principio :

"Na natureza nada se perde, tudo se transforma".

Estabelecendo o paralelismo com a situação de crise actual:

"No «Black Jack» financeiro nada se perde, tudo vai mudando de mãos".

E é assim nesta dança de corridinho, que o impávido sedentário vai assistindo, bem instalado no aconchego do seu (ainda) lar, à inexorável agonia do "monstro das patacas".


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96 motivos para dar os parabéns!


É sempre bom ter motivos para festejar, mas quando temos 96 razões para comemorar, então só nos resta dar os parabéns!

Estou pronto e com apetite para 97ª edição.

não esquecer !

Aos 100 pagam os netos.




PARABÉNS DONA OLINDA!







7 de Outubro de 2008


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Famílias Portuguesas gastam em média 118 Euros mensais em explicações


14,80 € * 8 h/mês = 118,40 €


Segundo as conclusões de um estudo realizado pela universidade de Aveiro, as famílias Portuguesas têm que despender em média 118 Euros por mês em explicações.

Porque têm as famílias que despender este dinheiro?

As razões prendem-se no essencial, pela necessidade dos alunos recuperarem dos maus resultados obtidos nas aulas.

A disciplina que é mais requisitada para explicações é a matemática, não admira que assim seja, uma vez que em média, os alunos portugueses obtêm péssimas classificações nesta disciplina.

O curioso é que muitos dos professores que dão explicações de matemática, são também professores do quadro das escolas do ensino público e como não abundam professores de matemática no desemprego, as explicações são um interessante complemento aos vencimentos que auferem.

Não deixa pois, de ser estranho, que uma grande percentagem de alunos consiga atingir os seus objectivos pagando explicações, aos mesmos professores que na escola pública, os deixam aquém do desejável mínimo .

Serão os alunos menos concentrados nas escolas ou estarão os professores mais concentrados nas explicações?

Este negócio das explicações é ainda um negócio pouco claro, mas que movimenta muito dinheiro e que talvez careça de uma atenção mais profunda.

É evidente que o recurso a explicações é livremente condicionado pela motivação dos alunos, pelo dinheiro das famílias, pela desorientação do ministério da educação ou pela concentração... dos professores.

Apesar de toda a polémica que tem envolvido o ministério da educação e os professores, no que toca às avaliações de desempenho, mesmo correndo o risco de poder ser mal interpretado, eu gostaria imenso que os professores se empenhassem mais nas aulas e menos em casa ou nos centros de explicações, porque no final quem se desconcentra são as famílias.


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Escândalo na EDP renováveis


QUEM É ESTA MULHER?


Esta senhora chama-se Ana Maria Fernandes e é a nova CEO (termo anglo-saxónico para designar director executivo) da EDP renováveis e aufere um salário milionário.

Com uma remuneração anual fixa de 384 mil euros para 2008, à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base.


Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes receberá mais de 1,1 milhão de euros no seu primeiro ano como presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os valores mencionados constam do contrato de admissão.

NOTA: São quase 2.000 salários mínimos ou seja cerca o trabalho de 143 anos pelo salário mínimo. Como é possível? É pior do que no Futebol. Assim a EDP obriga os clientes a pagar os erros da sua gestão, como nas dívidas incobráveis que quer exigir aos pagadores honestos.

O curioso é que a CMVM não lhe reconheceu o título de CEO aquando da sua apresentação no mercado bolsista, pedindo explicações à EDP sobre o facto.

Na verdade o director executivo (chairman) é António Mexia e a EDP esclareceu que Ana Maria Fernandes é presidente do conselho executivo.

Portanto, temos aqui uma grande confusão de siglas, o termo CEO será talvez, um expediente ardiloso para justificar a indecência do seu vencimento.

Como se algum CEO justificasse tal obscenidade... mais uma descarada escandaleira bem à portuguesa, depois os accionistas que se queixem de não obter dividendos!

São estes princípios éticos que enaltecem a globalização económica e financeira, e à menor oscilação de confiança, promovem o seu colapso.


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR


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De que se esconde Manuela Ferreira Leite?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quase toda a gente já deve ter percebido, que Manuela Ferreira Leite foge dos jornalistas como o diabo da cruz!

Isto em si mesmo, não teria nada de excepcional, não fosse o facto de Manuela Ferreira Leite ser líder do maior partido da oposição, o PSD e aspirante a primeiro ministro do país, nas próximas eleições legislativas em 2009.

De que se esconde Manuela Ferreira Leite?


Assim à primeira vista, diria que MFL tem um complexo de fealdade, mas a Odete e a Alda não sofrem do mesmo? e ainda assim não se esquivam a aparecer diante dos ecrãs.

Das figurinhas deprimentes a que já nos habituou, a de ontem, 5 de Outubro, dia da implantação da República é de todo desconcertante.

Quando instigada a fazer um comentário ao discurso do Presidente Cavaco Silva, mais uma vez se silenciou no mais profundo vácuo.

Então não era um momento oportuno para falar aos Portugueses?

Que mensagem tem ela para nós? a resposta deve ser lida no seu silêncio, na verdade MFL nada tem para nos dizer, portanto não se pode dela esperar nada e muito menos do partido que lidera.

Mas dizer o quê? as politicas que vêm sendo seguidas pelo governo de J.Sócrates encaixam na perfeição no seu pezinho de Cinderela e deve ser bastante desmotivante lidar com esta realidade, tanto mais que ostenta a alcunha de "Dama de Ferro à portuguesa" eu não diria ferro, mas talvez azoto líquido, tal é a sua frieza gélida.

Que ideias propõe MFL para o país?

A sua matriz conservadora e homófoba, (saudosista da velha ordem do mestre Silva), são qualidades inibidoras do progresso social de que tanto carece este país.

É esta a alternativa a Sócrates? em que se distinguem?

Lembrei-me agora do Jorge Palma:
" Ai Portugal, Portugal! De que é que estás à espera?"

MFL e José Sócrates são uma espécie de amaciador e revitalizador ( 2 em 1) que se encontra em qualquer supermercado de esquina, mas que na verdade não passam de um embuste, tal como o champô que faz crescer pilosidades na cabeça.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Banco de Portugal poderá nacionalizar instituições com falta de liquidez

domingo, 5 de outubro de 2008


Bancos poderão voltar para as mãos do estado???


Segundo noticia a RTP, o Banco de Portugal pode vir a nacionalizar parcialmente instituições financeiras se estas forem afectadas pela crise. O Banco de Portugal estuda três tipos de resposta a adoptar consoante a dificuldade dos bancos comerciais portugueses em apresentar activos como garantia de pagamento para uma dívida.

O jornal “Correio da Manhã”, adianta que o Governo delegou ao regulador a responsabilidade de delinear um plano de emergência para salvar instituições financeiras portuguesas que precisem de ajuda.
Ler mais aqui




Comentário do Comendador:

" Apesar de não ser uma atitude virgem por esse mundo fora, aquilo que se preconiza não é mais nem menos que a falência de um modelo selvático de especulação financeira.

Enquanto o modelo foi sustentável de forma especulativa, portanto não produtiva, com lucros fabulosos, todos procuraram meter o beiço no pote, ao ponto de as abelhas melíferas não conseguirem satisfazer a procura.

Agora que o pote está a secar, há que procurar outras colmeias para que não se perca o gosto de tão açucarada guloseima.

Também era de bom grado, que me dispunha a vender ao estado as minhas acções de natureza privada, que agonizam de sofrimento pela crise financeira mundial.

As dificuldades em apresentar activos para pagamento de dívidas são transversais a todas os sectores económicos da sociedade, mas, que incidem de forma muito particular nas minhas economias que sofrem de carência de liquidez.

Portanto, exijo também, que o Banco de Portugal fique com as minhas acções e injecte capital fresco para me salvar da falência.

É a única medida socialmente aceitável, justa e profilática na salvaguarda da estabilidade financeira deste país.

O estado não pode ter um olhar discriminatório perante os seus cidadãos, pelo que o direito à igualdade de tratamento é um direito que nos assiste."



Fonte : RTP


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Ricardo Araújo Pereira - Boca do Inferno

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


Parabéns, acaba de ganhar este magnífico apartamento

Sou um dos poucos cidadãos a quem a Câmara Municipal de Lisboa não ofereceu uma casa. Como é evidente, estou indignado. O nepotismo é um bocadinho repugnante, mas quando não nos contempla é absolutamente intolerável.

Mais: o caso revela uma total falta de respeito pelo conceito de compadrio, que tem tanta tradição em Portugal e, nem que fosse por isso, merecia outro tratamento. Antigamente, nos bons velhos tempos em que a instituição da cunha mantinha alguma dignidade, as pessoas almejavam obter um cargo público importante para exercerem a sua influência em benefício de familiares. Tudo bem. Mas hoje, na Câmara Municipal de Lisboa, basta ser filho de um motorista para se ter a hipótese de arranjar uma casa no centro da cidade. É um escândalo. Toda a gente suporta com resignação que o filho de um ministro ou de um secretário de Estado tenha esta ou aquela regalia. Mas quando os filhos dos motoristas começam a usufruir de benesses, está o caldo entornado.

As cunhas são uma saudável corrupção da democracia, um abandalhamento do princípio da igualdade. Se começam a funcionar de forma transversal às classes sociais, então, e por muito que me custe dizê-lo, mais vale a democracia. A universalidade do acesso às cunhas é das coisas mais antidemocráticas que há.

Nem tudo é mau, apesar de tudo. Um director do departamento de apoio da câmara ofereceu ao filho a casa que a autarquia por sua vez lhe havia oferecido. Diz que é a sua «casa de reserva» porque ficou sem lar quando se divorciou e agora, casado pela segunda vez, não quer arriscar ficar sem tecto na eventualidade de passar por um segundo divórcio. No meio de tantos casos de atribuição ilícita de privilégios, sabe bem encontrar um em que foi a verdadeira necessidade a presidir à cedência da casa. Se há quem viva na situação miserável de não ter uma casa de reserva na qual alojar um filho enquanto não percebe se o seu casamento resiste ou se vai mesmo necessitar de uma segunda habitação, a Câmara deve intervir depressa.

Parece que a Câmara de Lisboa encomendou um estudo a um professor da Universidade Lusófona para saber exactamente quantos imóveis é que detém, mas o professor ainda não entregou o trabalho, porque a autarquia não lhe pagou. Trata-se de um picuinhas, está visto. No entanto, urge que a autarquia ofereça uma casa a este senhor, para que possamos finalmente ter uma noção do património da Câmara. Quero saber quantas casas é que ainda há para oferecer. Se não fosse muito incómodo, gostaria de ter uma para viver e quatro ou cinco de reserva. Se amanhã me apetecer divorciar-me meia dúzia de vezes, quero ter a certeza de que a Câmara estará lá para me apoiar.

Fonte : Visão

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Paços de Brandão - 15º Encontro de Teatro


Paços de Brandão - 15º Encontro de Teatro 2008

Auditório do CIRAC - de 04 de Outubro a 08 de Novembro

Organização : Circulo de Recreio Arte e Cultura (CIRAC)


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Mito da rolha de cortiça estraga o bom vinho

A tradição da rolha de cortiça para garrafas de vinho começa a estremecer: tecnologias modernas poupam enormes prejuízos aos vinhateiros. Mas consumidores e 'gourmets' apegam-se à velha rolha.


Vinho bom tem de ser fechado com rolha de cortiça. Essa premissa é tida como verdadeira desde que o monge beneditino francês Pierre Pérignon – o inventor do champagne – abandonou, no final do século 17, a utilização de tocos de madeira e buchas de cânhamo para fechar as garrafas e adoptou a rolha de cortiça.

O novo método do "abbé" foi revolucionário: não apenas o seu vinho espumante, mas todos os demais podiam ser conservados por muito mais tempo nas adegas. A técnica de Dom Pérignon tornou-se tradição ao longo dos séculos.

Apesar de todos os progressos industriais na produção de embalagens e na técnica de vedação, a rolha de cortiça é tida ainda hoje como a única forma perfeita e aceitável de tapar a garrafa de um vinho de qualidade.

Isso pode ser verdade, no que se refere ao ritual da boa mesa, ao cerimonial quase sagrado dos gourmets. Do ponto de vista técnico, a rolha de cortiça é a pior das vedações.

Sabor a cortiça

Uma cena é frequente nos bons restaurantes: após fazer a prova de aroma, cor e sabor, o cliente rejeita a garrafa do vinho de alta qualidade, aberta à mesa pelo sommelier. A justificação é aceite sem qualquer discussão: o vinho tem gosto de rolha.

O culpado disso é uma substância denominada tricloroanisol (TCA), resultante de combinação entre fungos existentes na cortiça com partículas de cloro do vinho. Esse processo químico que destrói o prazer de consumo do bom vinho ocorre com uma frequência muito maior do que se supõe: cerca de 10% das garrafas contêm vinho estragado. E, em grande parte dos casos, são vinhos mais caros que foram conservados nas adegas durante muito tempo.

Nem mesmo os métodos mais modernos, como o tratamento prévio da cortiça em fornos de microondas, conseguem fazer com que as rolhas fiquem inteiramente livres dos fungos que provocam o dissabor.

Em geral, não é o consumidor que arca com o prejuízo. Principalmente, se o vinho é servido em restaurante. Nesse caso, o restaurante repassa a reclamação ao produtor do vinho, que acaba acaba por pagar a conta. Ele reembolsa o valor do vinho ao proprietário do restaurante ou envia outra garrafa da mesma categoria. A União Europeia calcula o prejuízo total dos vinicultores em cerca de 500 milhões de euros por ano.


Outros tipos de rolha


Os produtores de vinho começam agora a reagir ao prejuízo. Um número crescente de vinhos de boa qualidade chega ao mercado com tampas de rosca, com as que são utilizadas há muito nas garrafas de água mineral ou de sumos. Outros optam pelas caricas como as das cervejas e refrigerantes. Uma nova forma, ainda pouco usual pelo preço elevado, é a rolha de vidro.

Na Suíça, cerca de 80% dos vinhos já são vendidos com tampas de rosca. E mesmo na França, país dos vinhos par excellence, as rolhas de cortiça começam a ser contestadas até por renomeados produtores de Bordéus, como André Lurton, cujos vinhos brancos Château La Louvière e Couhins-Lurton também foram lançados no mercado com tampas de rosca.

Na Alemanha, os vinicultores ainda enfrentam uma grande resistência dos consumidores. Com isso, cerca de 90% dos vinhos alemães – que, ao contrário da crença brasileira, quase nunca são engarrafados em embalagem azul – ainda são fechados com rolhas de cortiça. A posição dos consumidores alemães é reforçada também pela política dos grandes templos culinários do país, como o restaurante Tantris, em Munique. Eles recusam-se a abolir o cerimonial do desarrolhamento do vinho à mesa.

Mas Paula Bosch, do Tantris, faz uma excepção para as novas rolhas de vidro. Somente cortiça – com todos os seus problemas – ou vidro, diz a sommelière, outro tipo de fechamento de garrafa não é aceito pelo restaurante.


Fonte : Deutsche Wella


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Ciência - Sonda Phoenix detecta formação de neve em Marte

quinta-feira, 2 de outubro de 2008


Phoenix visualizou neve em Marte que evapora antes de tocar o solo

Depois da descoberta de água em forma de gelo, a NASA e a Agência Espacial Europeia encontraram indícios de actividade vulcânica e de neve no planeta Marte.

Nuvens a 4 km de altitude sobre o árctico de Marte produzem neve, mas os flocos vaporizam-se antes de tocar o solo, que é extremamente seco. A neve foi observada pelo "lidar", ou radar de laser, da estação meteorológica da sonda Phoenix. Esse instrumento emite pulsos de raios laser em alta velocidade e regista o reflexo da luz nas partículas presentes na atmosfera.



As análises, efectuadas por um instrumento a laser (desenhado para recolher informação sobre a forma como a atmosfera e a superfície interagem em Marte), são mais um dado para ajudar a perceber melhor este planeta do sistema solar.

"Nunca vimos nada assim em Marte", disse Jim Whiteway, da Universidade de York, Toronto, em declarações à NASA.

A nave chegou a Marte no passado dia 25 de Maio para uma missão de três meses. Contudo, ao fim de cinco meses, a Phoenix permanece no planeta e, desde então, já confirmou a existência de água sobre a forma de gelo na região norte do planeta vermelho.


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Ciência - Sonda Messenger sobrevoa Mercúrio pela 2ª vez


Nave da Nasa prepara-se para fazer novas fotos de Mercúrio

A sonda Messenger, da Nasa, fará uma segunda passagem pelo planeta Mercúrio na próxima segunda-feira, 6 de Outubro, sobrevoando a superfície do planeta a uma altitude de 200 km. A passagem é feita para estabilizar a sonda numa órbita em torno do planeta, o mais próximo do Sol, em 2011.

Este será o segundo sobrevoo de Mercúrio pela Messenger neste ano - o primeiro ocorreu em Janeiro.

Tal como na 1ª passagem, as câmaras da sonda farão diversas fotos e recolherão dados a respeito do planeta.

"O primeiro sobrevoo, em Janeiro, resolveu debates que duravam há mais de 30 anos", disse, em nota, o principal cientista da missão, Sean Solomon, da Carnegie Institution. "Erupções vulcânicas produziram muitas das planícies de Mercúrio, o seu campo magnético parece ser produzido de forma activa por um núcleo de ferro derretido e o planeta sofreu uma contracção maior do que inicialmente pensávamos".

Na primeira passagem, as câmaras da Messenger fizeram imagens de 20% da superfície, partes que nunca tinham sido fotografadas antes. Agora, os cientistas esperam obter imagens de outros 30% que também são inéditos.


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Jogar, ameaçar e... sofrer

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Arsenal 4 - F.C.Porto 0



A trave, Almunia e um defesa, em cima da fatalidade. Obstáculos finais para três desenhos fabulosos que mereciam golo, oportunidades precoces que dariam ao Dragão uma vantagem firme e espalhariam o pânico num estádio surpreendido pela cirurgia atacante do F.C. Porto.

A transição e o perfume mereciam melhor sorte, justificavam abraços e festejos. A interrupção abrupta de uma chama não faz sentido. A injustiça deixará para sempre uma mácula neste desafio. Ler mais aqui.






Fonte : Site do F.C.Porto



Comentário do Comendador
:

"Ainda não me recompus de tanto rir... o gajo que escreve no site do FC Porto até tem veia poética, mas deve ter visto o jogo com óculos a 4 dimensões.
Numa coisa ele tem razão a injustiça deixará para sempre uma mácula neste desafio, o resultado mais justo seriam 9-0 para o Arsenal.

Como se viu, a justiça não se esgotou nos números..."



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Arouca - Feira das colheitas 2008


Feira das Colheitas - Arouca 2008


Tinha esta publicação já há uns dias na mente, mas esperei algum tempo para poder acentuar a raridade dos dias perfeitos. Sábado foi um desses raros dias perfeitos, perfeição essa que se prolongou até hoje (terça-feira), foi o culminar de uma fantástica viagem de Arouca até Londres.

Voltando a Arouca...


Sábado passado, cumpri mais uma das tradicionais etapas anuais à feira das colheitas em Arouca.
Conheci a feira das colheitas de Arouca há cerca de 20 anos e só falhei 4 ou 5 vezes durante este tempo.

Primeira perfeição, o tempo estava óptimo ao contrário dos últimos anos, primeira paragem aldeia de Vêr, para um dos mais perfeitos e requintados repastos da minha vida, o preço também foi perfeito.

Paragem seguinte Arouca, pelo caminho a perfeição suprema, boa estrada e na luz a velha águia já tinha bicado duas vezes nos lagarteiros.

Chegada a Arouca, aqui não foi tudo tão perfeito, principalmente o estacionamento, mas numa aura de sorte, a perfeição voltou e lá arrumei o carro quando alguém miraculosamente acabava de sair.

Já em Arouca, a primeira visita foi a uma espécie de pavilhão do turismo.

Impressiona à vista, o rol de ofertas que Arouca dispõe para o turismo de natureza:
Eco-turismo, turismo rural, geo-turismo, turismo de aventura, turismo de montanha, etc., etc., etc.

Arouca, será seguramente, o principal pólo de atracção turística da grande Área Metropolitana do Porto, num futuro próximo. A aposta tem sido forte tanto por parte da autarquia como de investidores privados, a comprová-lo está a recente criação do Geoparque de Arouca, parque de interpretação geológica, com imensos exemplares de fósseis colectados.

Para os amantes das caminhadas existe uma panóplia de percursos, assim como, para os que gostam dos desportos de água e aventura existem percursos de montanha para BTT e TT, escalada, slide, descidas nos magníficos rios da região (Paiva, Paivó, Caima, Arda, etc.), enfim é uma oferta tão vasta que é só escolher...

Arouca dá assim cartas neste tipo de oferta turística, projectando e promovendo aquilo que tem de melhor, a natureza. Isto é o que se pode chamar: - utilização sustentável dos recursos.

A acompanhar esta aposta, está também a indispensável e crescente oferta de alojamento, exemplo disso foi a recente inauguração de um hotel.

Os municípios vizinhos têm muito para aprender nesta forma de potenciar o turismo.

Paragem seguinte...

O pavilhão agrícola, onde o visitante se sente transportado por aromas e sabores de outrora e que facilmente conseguimos reavivar na memória.

Basicamente, é um local que pretende descrever a árdua labuta dos agricultores e da vida no campo.

Como também já ganhou hábito de tradição, foi aqui que saboreei o primeiro copo de vinho doce (tinto) da região.

A seguir o percurso leva-nos à feira das colheitas propriamente dita, todos os expositores e vendedores têm o brio de mostrar o melhor que têm e asseguro-vos que alguns dos produtos expostos impressionam pela grandeza, desde os frutos às leguminosas tudo é admiravelmente enorme, à atenção do "Guiness book of records".

A amostra de doçaria conventual, de vinho verde e de mel são argumentos de excelência para visitar as barraquinhas, junto do convento.

Paralelamente à feira das colheitas decorre também em vários restaurantes da vila, o festival gastronómico onde a vitela Arouquesa é rainha e onde naturalmente o visitante poderá apreciar a sua excelência ( não foi o meu caso neste ano, mas garanto-vos que é mesmo uma delícia).

No largo frontal ao convento de Santa Mafalda, manda a tradição que no sábado à noite decorra
uma espécie de desgarrada entre duas bandas de música, o povo de Arouca é muito apreciador desta modalidade, dado o número de pessoas que estavam a assistir.

Já que falei em pessoas devo dizer que Arouca estava inundada de gente, mas atendendo à diversidade de espaços e actividades , é possível passear-se e visitar quase tudo sem grandes apertos.

Prosseguindo viagem, uma espreitadela ao concerto de David Fonseca, mesmo por trás do parque lateral ao convento e num pequeno recinto desportivo, ao ar livre. Excelente acústica, bom som e o espectáculo estava do melhor, apesar de não ser um fã do David Fonseca.

Notável foi também a tecnologia empregue neste evento, uma verdadeira adesão aos novos elementos multimédia, com o concerto do David Fonseca a dar em directo em vários ecrãs espalhados pelo recinto da feira.

A exposição de tractores e veículos agrícolas, exposições de pintura, os tradicionais divertimentos de festa, são outras atracções.

Aquela que mais gosto de ver é a exposição de animais de raça Arouquesa, impressiona sempre, ver aqueles imponentes e magníficos exemplares da melhor espécie.

Normalmente o culminar da festa, no sábado à noite é uma majestosa descarga de fogo de artificio e mais uma vez foi assim, ouvir o ribombar dos foguetes, talvez pelas características físicas do local (rodeado de montanhas), é uma experiência mesmo impressionante para não dizer vibrante.

E, foi assim que vivi mais uma épica incursão em terras de Santa Mafalda, onde o visitante nunca esquece a simbiose das fragâncias da terra, dos sabores do campo e da aragem fresca da montanha.

Tudo correu tão bem, que perfeito! perfeito! foi esperar por terça-feira à noite.

Como uma imagem vale mais que mil palavras, deixo aqui mais de 24000 palavras.










Até para o ano, conto voltar aí em 2009.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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