Santa Maria da Feira - Mais desemprego à vista

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mais uma vez a nuvem negra do desemprego paira sobre Santa Maria da Feira.

Infelizmente tem sido recorrente este cenário no concelho, a situação actual de crise económica profunda, tem vitimado sobretudo os sectores da indústria tradicional, como o calçado, a cortiça e o que ainda resta do papel.

Desta vez é a empresa corticeira "Janosa" de Riomeão, que depois de uma prolongada agonia parece ter dado o suspiro final.

Esta empresa, representa o exemplo perfeito, do perfil de mau gestor no sector e a forma danosa como alguns vigaristas cá da praça, delapidam rapidamente toda a riqueza criada e atiram para o desemprego com dezenas trabalhadores.


Pelo mesmo caminho parece estar a empresa "Papeleira Brandoense" de Paços de Brandão, que sucumbiu à crise e põe no desemprego mais 40 pessoas.

Num sector em acelerado processo de extinção, a indústria do papel que já foi uma das mais pujantes no concelho, verga-se à globalização e coloca os trabalhadores das empresas que ainda resistem, numa situação de futuro incerto e de esfumadas perspectivas.

Infelizmente o rol de empresas com futuro periclitante não se esgota por aqui, provavelmente nos próximos tempos irão fechar mais empresas, com o desemprego a arrastar centenas de famílias para situações sociais dramáticas.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Santa Maria da Feira - Jornadas mundiais pela erradicação da pobreza


17 de Outubro - Jornadas Mundiais para a Erradicação da Pobreza

No próximo dia 17 de Outubro iniciar-se-ão as Jornadas Mundiais de Luta pela Erradicação da Pobreza e estão previstas diversas acções de sensibilização em Santa Maria da Feira.


Marcha Branca
Sexta-Feira - 17 de Outubro
21 horas - Concentração
Largo do Rossio - Santa Maria da Feira

Participação aberta a todos os cidadãos

Participa! Traz contigo uma peça de roupa branca


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Selecção Portuguesa - A noite das "Drag Queens" e a trágico-comédia Albanesa!



PORTUGAL 0-0 ALBÂNIA

Até custa a acreditar, uma vergonha !

Voltamos os tempo em que as selecções menos cotadas, quando jogavam com Portugal eram brindadas com a sempre tradicional hospitalidade Portuguesa.

Os Portugueses sempre foram dados a estas coisas da tradição e o espírito natalício está-nos enraizado nos genes, vai daí, é com um sentimento de terno altruísmo que os nossos jogadores oferecem pontos aos adversários mais fracos.

Confesso que nunca fui muito com a escola do Scolari, mas estas últimas exibições da nossa selecção quase me fazem ter saudades do treinador Felipão.

Apesar não ter gostado do espectáculo deprimente com que alguns dos nossos craques nos fizeram questão de presentear, aquilo que considero mais escandaloso foi o que se passou no final da partida.

Os nossos craquezinhos mimados fizeram birra e não falaram no "flash interview", quando se ganha nunca faltam as "drag queens" emplumadas cheias de cólicas intestinais a falar à imprensa, agora quando se perde, e no caso concreto quando se obtém um empate com sabor amargo de derrota , os miúdos ficam a meditar com as suas plumas no balneário e não querem falar.

Carlos Queirós também não está imune a criticas, do aspecto táctico da selecção nem me quero pronunciar apesar de achar que esteve mal, agora onde está a altivez do cavalheiro?

No Manchester United era o verdadeiro "British gentleman", então e agora não fala porquê? é demasiado redutor e embaraçoso para o Sir Queirós falar de um empate com a Albânia ?

O que é mais preocupante até nem é o empate com a Albânia e a série de maus resultados da selecção, o que me preocupa é que tenha voltado a "porcaria" que já tinha sido expurgada há 15 anos.

E o que dizer de Gilberto Madaíl que saiu de fininho antes mesmo do jogo acabar.

Uma palavrinha final para o Ronaldo:

Para se parecer que se é o melhor é preciso ter humildade, se não queres ser humilde tens mesmo que mostrar que és o melhor, o que tens de mais em talento falta-te em modéstia, e nos grandes momentos sempre falhaste, recordo-me do Euro 2008 e inclusive do penalti falhado, na final da Liga dos Campeões.

Melhor do mundo? só se for no concurso dos perus engalanados!....


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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O Ex-governa(n)te e o Xico Esperto!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma das piores características do povo Português é a inveja e a falta de sentido de estado para entender o nacional-porreirismo.

Sempre que uma empresa de um grande grupo económico, contrata para altos cargos de chefia um qualquer ex-governante em situação dramática de desemprego, lá aparecem os exasperáveis do costume, a lançar em cima do pobre coitado (ex-governante) os anátemas do compadrio, do tráfico de influências, da corrupção, da promiscuidade entre o poder político e o poder económico, das burlas ao estado, do favorecimento pessoal, etc., etc., etc.

Pois fiquem sabendo meus caros, que os grandes grupos económicos, para além de outras coisas, também desempenham algumas funções de natureza social muito importantes, tais como a erradicação do flagelo da pobreza e o combate ao drama do desemprego, para além de promover a progressão na carreira dos humildes trabalhadores de acordo com as suas qualificações, senão vejamos:

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais [WINDOWS-1252?]35.000€ x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem é preciso renegociar o contrato.

Como se pode constatar é de uma grande injustiça questionar o valor inestimável do emprego e as suas repercussões sociais, mais, Portugal sairia ridicularizado pelos seus parceiros, caso estes trabalhadores altamente qualificados e com provas dadas na governação, não fossem devidamente aproveitados pelas mais altas esferas do poder económico.

Para os que ainda não se convenceram, qualquer semelhança de Portugal, com alguns países Africanos nomeadamente Angola, com a América Latina ou com os Estados Unidos, é pura ficção.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR


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Ciência - Sonda Messenger envia imagens inéditas de Mercúrio

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Sonda Messenger (MErcury Surface, Space Environment, GEochemistry, and Ranging) enviou centenas de fotos de Mercúrio, depois de encerrar a segunda visita ao planeta mais próximo do sol.

A sonda passou a apenas 200km do equador mercuriano no passado dia 4 de Outubro, a próxima visita da sonda a Mercúrio será em Setembro de 2009, antes de entrar definitivamente em órbita em torno do planeta lá para 2011.




Algumas das imagens inéditas disponibilizadas pela NASA






PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Amadeu Albergaria - O Rei Momo da Corte ?


Segundo a wikipedia a personificação de Momo é o uso da máscara que ele tira para mostrar o seu rosto zombeteiro, possui também, um boneco em uma das mãos que dizem representar a loucura. Além disso, também sacode guizos para animação da folia. O Momo é o rei do delírio.

Vem tudo isto a propósito das declarações que ouvi de Amadeu Albergaria, vereador da educação à Rádio Clube da Feira.

Segundo ele, as obras do centro escolar do Murado-Mozelos nunca sofreram um interregno, o que aconteceu foi um atraso de natureza técnica por parte do empreiteiro.

Como se já não bastasse o tom anedótico da afirmação, ainda foi mais longe dizendo que a obra terá um atraso de 60 dias.

Já anteriormente a autarquia tinha prolongado o prazo de conclusão para 15 de Agosto de 2008, a base desta prorrogação terá sido o mau tempo sentido durante a empreitada e as alterações feitas aos acessos, eu até acho que as razões foram outras, mas não pretendo escalpelizá-las aqui.

Se tudo estivesse pronto em 15 de Agosto, era expectável que a infraestrutura escolar pudesse estar disponível e funcional, no arranque do presente ano lectivo em 15 de Setembro.

Agora vem o vereador dizer que a obra sofreu um atraso de 60 dias, ora somando 60 dias a 15 de Agosto, aparece-nos a data de 14 de Outubro, precisamente hoje (terça-feira).

Eu posso testemunhar sem hesitações que a obra hoje não estava pronta.

Assim sendo, qual será a data de referência para se comprovar o efectivo atraso?

A quem se deve o atraso ?

À autarquia? ou ao empreiteiro? Um dos ou até talvez os dois têm que ter responsabilidades, não venham é com a treta das condições climatéricas, esse tipo de argumentação dá vontade de rir.

O vereador diz-se no entanto convicto, que tudo estará pronto e funcional para que os alunos da escola do Sobral possam mudar-se para a nova escola, no início do 2º período lectivo, lá para Janeiro de 2009.

Eu por cá, continuo convencido que o calendário do vereador Albergaria regista o ano da Graça do Senhor de 1582.

Não se intriguem mais, eu explico porquê o ano de 1582...

Foi precisamente neste ano que houve a transição do calendário Juliano para o calendário Gregoriano, e nesse preciso ano foram suprimidos todos dias compreendidos entre 5 e 14 de Outubro.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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O Baú da Blogosfera

Que a Internet veio revolucionar o mundo já todos sabíamos, a nova era dos blogues está no seu auge, há quem lhe chame a web 2.o, com o advento da banda larga, são aos milhares os que se juntam à comunidade "bloguista" todos os dias.

Atravessando todos os quadrantes sociais, desde o mais incógnito cidadão ao mais afamado político, os blogues são o instrumento mais democrático que podemos usar para manifestar e exteriorizar tudo o que nos vai na alma.

A classe politica, apesar de ser das mais visadas nos opinadores de blogue, não ficou indiferente aos sinais dos tempos, veja-se o caso de Pacheco Pereira com o "Abrupto", de Paulo Portas, de Miguel Portas e de tantos outros que agora não me lembro ou não quero referir.

Na classe política local também não faltam os que se renderam à nova era.

Vejam lá esta preciosidade que encontrei ainda do tempo da pré-história dos blogues.

Reconhecem alguém? tão romântico que ele era...


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Crise Financeira - Reflexões à solta pelo pensamento

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


Reflexões à solta pelo pensamento


Nota Prévia:

O texto que se segue não foi inspirado em nenhum escrito, economista conceituado ou político de renome.
São reflexões dispersas, sem qualquer base académica, de alguém sem qualquer pretensão que não seja, tentar compreender todas as implicações do anunciado colapso financeiro dos mercados.



Os Desequilíbrios

A economia de mercado assenta estruturalmente na lei da oferta e da procura, havendo uma relação do tipo piramidal entre a procura de base (consumidores) e a oferta de topo (capitalistas/investidores). Pelo meio há a considerar um intrincado sistema intermédio de oferta e ao mesmo tempo de procura (empresas e banca).

No topo da pirâmide temos os capitalistas que oferecem dinheiro a troco de mais dinheiro.
Depois temos a banca que procura dinheiro para oferecer dinheiro, é o elo que mais desvirtua a economia de mercado, e porquê?

Essencialmente porque a banca oferece aquilo que tem que pedir, sendo que quando não existe oferta e existe procura, entra em jogo um mecanismo chamado especulação, que em si mesma nada produz, mas que cria desequilíbrios muito nefastos para a estabilidade dos mercados quando o dinheiro que procura, não satisfaz as suas necessidades e portanto escasseia no mercado.

As empresas são também um elo importante na dinâmica das economias de mercado. As empresas oferecem aquilo que a base procura, ou seja consumo de bens.

Os consumidores representam a base da estrutura nas economias de mercado, as pessoas procuram bens para a satisfação daquilo que julgam ser as suas necessidades, para o conseguir socorrem-se do seu rendimento próprio ou de rendimentos alheios, com recurso ao crédito.

Os rendimentos próprios são obtidos nas empresas, oferecendo o seu trabalho em troca de dinheiro. Os rendimentos alheios são normalmente conseguidos em instituições de crédito.

Para que o sistema económico esteja em harmonia, para os capitalistas (são eles que detêm o dinheiro) é fundamental que a base do consumo esteja em constante procura e por sua vez, os estádios intermédios (empresas e banca) consigam inundar o mercado com oferta, em último grau, eles são o garante dessa oferta.

Propositadamente, não incluí o estado nesta cadeia de relacionamento, já que numa economia aberta de livre oferta e procura o estado não intervém, a não ser residualmente, ou seja, o mercado deve auto-regular-se.

As situações de crise profunda e falência do sistema, como a que hoje se revela em todo o seu esplendor, mais não são do que sinais de auto-regulação, por isso a crise só poderá ser ultrapassada com a eliminação dos elementos nocivos ao sistema, isto implica a inexorável falência de muitas instituições financeiras e de muitas empresas.

Isto acontece, porque a base de consumo não tem mais condições para absorver o excesso de oferta. O sobreendividamento com instituições financeiras e a instabilidade nas relações laborais, determinam a retracção do consumo, as pessoas limitam-se a tentar (quando ainda conseguem) cumprir com as obrigações inerentes aos créditos que contraíram e adquirem os bens mais básicos e essenciais para a salvaguarda da sua existência.

Isto é o que verdadeiramente coloca em crise o capitalista, porque sem a base para o sustentar, todo o sistema vai ruir em efeito dominó, até chegar ao topo da cadeia, com todas as consequências daí inerentes.

A única forma de evitar que o mercado se auto-regule é com a intervenção do estado, mas o estado só devia intervir quando todo o sistema está em equilíbrio, nunca em situação de crise.

Resumindo, qualquer intervenção estatal, seja ela de descidas das taxas de juro, injecção de liquidez ou de aquisição de capital de instituições falidas, só tende a adiar a inevitabilidade do colapso final.

Será preciso chegar ao fundo do poço, para depois recomeçar, foi assim com a crise dos anos trinta a que se seguiu a 2ª Guerra Mundial, com tudo destruído é preciso reconstruir e durante algum tempo a humanidade Ocidental viverá em aparente prosperidade.

Eu não me atrevo sequer, a imaginar as consequências sociais deste cenário, no entanto tudo é expectável.

Deve antes de mais ser questionável a falácia deste modelo estrutural na economia, assente na especulação selvagem, onde o sentimento do poder do dinheiro toca mais alto que a racionalidade do ser socialmente humano.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Crises económicas segundo Karl Marx

domingo, 12 de outubro de 2008



O colapso dos mercados financeiros que hoje enfrentam os Estados Unidos , A Europa e que por arrastamento se espalha-se à escala global, tem a sua origem bem identificada no mercado do imobiliário.

Em economia as crises não são uma novidade, sendo recorrentes, são também objecto de muitas teses de pensamento sobre a forma de as ultrapassar, assim aconteceu nos anos 20 do século passado.

Já no século XIX, Karl Marx (1813-1883) formulou algumas teses sobre as crises económicas, valorização do capital , comércio externo e inclusive mercados de" acções, estas ideias podem ser encontradas em obras como "O Capital" e "Teorias da Mais-Valia".

Alguns estudiosos da obra de Marx como Jorge Grespan explica de forma sucinta e clara o pensamento de Marx sobre crises económicas.

Leia-se a este propósito o que Jorge Grespan escreve no capítulo "Crises e Finanças", do livro "Folha Explica - Karl Marx".


Crises e Finanças
Durante muito tempo, Marx foi um dos raros autores que se preocupou com o fenómeno das crises económicas, considerando-as inevitáveis e inerentes ao sistema capitalista. A maioria dos economistas insistia na capacidade harmonizadora do mercado, relegando as crises a um segundo plano, como algo apenas casual e externo. Outros - mais respeitados por Marx, como Ricardo ou o suíço Sismonde de Sismondi (1773-1842) - até reconheciam a importância delas, mas as concebiam como um limite com o qual o sistema económico deveria saber lidar. Depois, durante todo o século 20, regista-se um movimento pendular entre fases de predomínio teórico da harmonia e fases em que crises violentas, como a de 1929 ou a dos anos 1970, forçaram a sua incorporação ao pensamento económico aceite pela tradição académica e por instituições oficiais.

Neste caso, contudo, as crises revestem-se de um carácter funcional, entendidas como mal necessário ou como crises de crescimento, ou ainda, na melhor das hipóteses, como indicadores da incapacidade do sector privado em resolver seus problemas sem a intervenção do Estado.

Na teoria de Marx, por outro lado, elas revelam a emergência da dimensão negativa de um sistema marcado pela contradição. Ao contrário do pensamento económico tradicional, aqui a crise está intimamente associada à crítica. Mas não a uma crítica subjectiva de alguém que analisa de fora e condena, e sim de uma crítica objectiva: desnudando a dimensão negativa no mau funcionamento do sistema, indica-se como o próprio sistema realiza uma espécie de autocrítica. Se o capital é valor que se valoriza, os momentos em que ele desvaloriza o valor existente de maneira inevitável, comprometendo assim a base de seu crescimento, são momentos em que ele mesmo se contradiz, negando as condições de sua existência.

Dito deste modo parece pouco problemático. Mas a teoria das crises de Marx permitiu leituras diversas e conflituosas até entre seus seguidores. Houve quem as atribuísse a meros desequilíbrios entre os sectores da economia, ou a uma incapacidade crónica da produção criar mercados, devido às condições antagónicas da distribuição dos produtos no capitalismo; houve ainda os que as circunscreviam ao âmbito financeiro, como se o da produção já não fosse contraditório.

A controvérsia surgiu da forma complexa de apresentação das categorias na teoria de Marx. Há passagens que justificam uma ou outra das interpretações, e na sequência a desacreditam. O problema pode ser equacionado, no entanto, levando-se em conta o todo da obra e, principalmente, o projecto de Marx, desdobrar cada forma do sistema como resultado da negatividade das formas anteriores, indo do mais geral ao mais específico e intrincado.

Em primeiro lugar, então, é preciso retomar o aspecto geral. No final do capítulo 3 foi citado um texto que pode servir muito bem nesse sentido: "O capital é trabalho morto, que apenas se reanima, à maneira dos vampiros, sugando trabalho vivo e que vive tanto mais quanto mais sugar o trabalho vivo ". Vimos como essa passagem sintetiza bem a contradição constitutiva do capital em sua relação com a força de trabalho. Mas um aspecto central deve agora ser acrescentado. É que, ao comprar e incorporar a força de trabalho, o capital está também se apropriando da capacidade de medir o valor, que o trabalho abstracto possui numa sociedade de troca de mercadorias. O capital adquire com isso não só a propriedade de se valorizar como a de medir essa valorização; ele torna-se auto-valorizável e auto-mensurável.

Mas a sua relação com a mensuração é contraditória, como também a sua relação com a valorização, porque ambas derivam da oposição entre capital e trabalho. Ao mesmo tempo que integra a força de trabalho, o capital também precisa negá-la, substituindo-a por máquinas; ou seja, ao mesmo tempo que adquire a capacidade de se medir, o capital reitera que essa capacidade pertence a um agente que ele mesmo põe como seu oposto. Perde então as suas medidas.

Em todos os níveis da apresentação das categorias de "O Capital", aparece essa determinação contraditória da medida e da desmedida. É por ela que se vão definindo em cada nível os distintos conceitos de crise. Se algum deles for isolado dos demais, pode parecer que oferece a única definição possível, invalidando as outras - caminho seguido por grande parte das intérpretes de Marx. Mas, de fato, também o conceito de crise obedece à forma da apresentação que vai do mais geral ao mais complexo, também ele vai enriquecendo seu conteúdo junto com o conceito de capital.

Marx faz questão de indicar a possibilidade de crise já no nível da produção e circulação de mercadorias, refutando qualquer pretensão de que o mercado pudesse ser sempre harmónico. Aqui, a medida aparece na passagem fluída entre compras e vendas, quando há correspondência entre as quantidades do que se produz e do que se demanda; a desmedida, ao contrário, é quando não ocorre tal correspondência, interrompendo o movimento.

A forma desse movimento é descrita por Marx em termos que valem também para as fases seguintes da apresentação: " o percurso de um processo através de duas fases opostas, sendo essencialmente, portanto, a unidade das duas fases, é igualmente a separação das mesmas e sua autonomização uma em face da outra. Como elas então pertencem uma à outra, a autonomização só pode aparecer violentamente, como processo destrutivo. É a crise, precisamente, na qual a unidade se efectua, a unidade dos diferentes".

A compra e a venda de mercadorias, em primeiro lugar, são as "fases opostas" do processo em que se vende para comprar. Como se realizam pela mediação do dinheiro, elas assim se "separam e autonomizam uma em face da outra", podendo não coincidir. Mas a crise não assinala simplesmente o momento negativo, da não coincidência, e sim a impossibilidade de que essa situação permaneça por muito tempo.

Como as fases de compra e venda se diferenciaram por força de um processo único, que dialeticamente tem de se realizar mediante a sua diferenciação em duas fases, chega um momento em que essa autonomia não pode prosseguir. A unidade do processo afirma-se, mas como reacção violenta à autonomização das fases. No mercado como um todo, a discrepância possível entre compras e vendas precisa ser corrigida e, quando isso acontece, verifica-se a incompatibilidade entre os valores daquilo que se comprou e agora tem de pagar com o dinheiro de uma venda que pode não ocorrer. Segue-se um ajuste violento de contas, e valores simplesmente desaparecem.

Essa forma geral da crise reapresenta-se quando a finalidade é definida pelo capital como a de "comprar para vender". A discrepância ocorre no mercado de trabalho, ou nas compras e vendas recíprocas dos vários sectores em que se divide a produção entre os capitalistas, ainda mais considerando que tudo isso se realiza pela concorrência. A discrepância de valores significa então que alguns terão prejuízo, talvez grande, vindo a falir. Parte do capital existente se desvaloriza, negando o próprio conceito de valor que se valoriza.


Adaptado a partir de : Folha Online


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Preso por ter muitas mulheres

Homem nega acusações e garante que já se divorciou de duas

As autoridades na província de Jizan, na Arábia Saudita, estão a investigar um agente da polícia religiosa saudita acusado de ter seis esposas, quando a lei só permite quatro.

Segundo o jornal saudita al-Watan, o homem de 56 anos foi preso na província de Jizan, perto da fronteira com o Iémen. O jornal afirma que três das esposas são sauditas e as outras três iémenitas.

O homem negou as acusações e explicou que se divorciou de duas delas e é casado apenas com as quatro permitidas por lei. Segundo a lei islâmica, as quatro esposas devem ser tratadas de forma igual pelo marido.

Divórcio prejudica mais as mulheres

Os integrantes da polícia religiosa da Arábia Saudita podem impor a severa interpretação do Islão na Arábia Saudita, principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre os sexos.

Em Junho, o Ministério Saudita de Assuntos Sociais apresentou a proposta de tornar obrigatório um curso para noivos. O curso visa diminuir o crescente número de divórcios entre os casais, principalmente entre os mais jovens.

Especialistas afirmam que o divórcio prejudica mais a mulher, pois é muito difícil para uma saudita conseguir um segundo casamento.

Comentário do Comendador :


"Sem comentários... se o homem diz que se divorciou de duas é só fazer as contas 6-2 = 4, portanto deve estar dentro da lei islâmica e deve ser verdade.

Se as mulheres sauditas forem tão caprichosas como algumas ocidentais, o homem deve ver-se aflito para as tratar todas por igual, mas enfim...

Não creio que todos os homens Sauditas sigam a preceito esta faculdade que a lei lhes permite, no entanto deve haver muitos homens sem acesso a mulheres, já que para haver um equilíbrio a população da Arábia Saudita teria que ser composta de forma esmagadora por mulheres (80%) o que não é o caso.

Isto levanta outras questões como por exemplo, como é que os homens sem mulher gerem a sua libido?

Recorrendo à importação de mulheres estrangeiras é uma solução, mas não justifica tudo, então o mais óbvio é a auto-satisfação, o adultério com mulheres casadas, ou então a homossexualidade que é fortemente reprimida pelo regime islâmico da Arábia Saudita. A pedofilia não se aplica uma vez que a tal tradição milenar que serve para justificar votos contrários no Ocidente, também serve de argumento para que os homens possam «casar» com meninas púberes em nome de Maomé.

É interessante perceber que na religião Muçulmana e noutras culturas orientais o conceito de família é bem diferente do modelo Ocidental.

A questão é bem actual, principalmente quando por cá se discute o casamento entre homossexuais e se coloca o modelo Ocidental milenar de constituição de família, assente na forma tradicional de matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente.

Com este argumento não se pretende atirar para cima da mesa a questão da poligamia, tão somente ter uma visão mais ampla dos relacionamentos e afectos, que não nos limite os horizontes àquilo que é tradicional, mas que nem sempre o foi."



Fonte : IOL Diário



PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Santa Maria da Feira fica a ver a Exponor XXI por um canudo...

sábado, 11 de outubro de 2008


AEP suspende o projecto de interesse nacional (PIN) exponor XXI



O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros declarou recentemente que a AEP suspendeu o projecto de interesse nacional (PIN) exponor XXI.

O projecto previa a deslocalização da Exponor de Matosinhos para Santa Maria da Feira, num investimento de 850 milhões de Euros.

Isto não é mais nem menos que a confirmação do óbito, do projecto âncora de expansão do Europarque, que serviu amplamente de mote eleitoralista nas últimas autárquicas em 2005.

Sem a âncora para o segurar, temos agora uma nau à deriva, com a Câmara da Feira a ficar a ver navios...

Numa tentativa de controlar o rumo dum navio em naufrágio latente , é dado o mote para as próximas autárquicas de 2009, o guardião-mor do "templo de Nostradamus", Alfredo Henriques coloca as mãos no leme e encontra alternativas ao projecto exponor XXI.

Chegados aqui, afloram-se-me algumas questões de mero desconhecimento ou ignorância:

Se o Projecto de Interesse Nacional exponor XXI foi suspenso pelos promotores do projecto, significa que a área que que lhe estava afecta deixou de estar abrangida por um PIN (la Palice não diria melhor), então como é que o Presidente da Câmara Alfredo Henriques anuncia desde já alternativas para aquele espaço tais como:

Vários projectos ligados ao turismo, como campos de golfe, e a construção de equipamentos "ligados à inovação tecnológica e desenvolvimento da indústria tradicional da região (cortiça e calçado) e que terão ligação aos centros tecnológicos.

Dá, ainda, como prevista a construção do Parque da Ciência e Tecnologia (Feira Parque), em que a AEP é sócia maioritária, assim como uma "central fotovoltaica".

Não era este o mesmo discurso em 2005?

Porque é que estes senhores são sempre uns previsionários e não falam em obra concretizada?

Onde estão os 3000 postos de trabalho?

Onde está a alavanca de desenvolvimento sustentado do concelho?

O que ressalta de forma inequívoca, é que o concelho tem pouca importância na Grande Área Metropolitana do Porto, com tendência para essa importância se tornar residual.

Tanta demagogia eleitoral só nos pode levar a concluir que, Santa Maria da Feira é um concelho adiado pelas previsões mais optimistas e tem sido gerida ao sabor de expectativas frustradas.

Este modelo de gestão já provou toda a sua falência, e exemplo sintomático é o recente colapso dos mercados financeiros, que também funcionam na base das expectativas.

Melhor seria contratar um desses astrólogos que proliferam pelas capas dos jornais e revistas, e colocá-los ao serviço da Câmara. As suas previsões terão fortes probabilidades de serem mais credíveis.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Asteróide atingirá a Terra às 23h46 no dia 13 de Outubro (2ª-Feira)

Um pequeno asteróide descoberto por um observatório no Arizona, Estados Unidos, atingirá a atmosfera da Terra às 23h46 desta segunda-feira sem oferecer qualquer tipo de risco para os seres humanos, informa a agência AP.

Cientistas da Universidade de Harvard informaram que o asteróide, com cerca de 1 m e 5 m de diâmetro, penetrará a atmosfera no norte do Sudão, vindo de oeste para o leste. Segundo a Nasa, é a primeira vez que um fenómeno como este ocorre.

Segundo os astrónomos, o impacto será em uma parte muito alta do céu, provocado uma bola de fogo que será visível no norte da África. Em razão da distância, o asteróide se desintegrará muito tempo antes de tocar o chão.

Mais problemática poderá ser a aproximação perigosa do Asteróide Apophis em 2036.

O asteróide foi descoberto em Junho de 2004 e tem entre 320 e 415 m de diâmetro. O asteróide foi baptizado de Apophis (versão grega do deus egípcio Apep «O Destruidor»).

O corpo celeste atravessa a órbita terrestre duas vezes em cada período de translação (órbita em volta do Sol) que completa em cada 323 dias terrestres.

A Organização das Nações Unidas (ONU) deve assumir a responsabilidade por uma missão espacial para desviá-lo, disse um grupo de astronautas, cientistas e engenheiros. Os astrónomos têm o asteróide em monitorização constante. A probabilidade de colidir com a Terra é de 1 para 45 mil, no dia 13 de abril de 2036.

Fonte : Noticias Terra

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Aquecimento origina migração de diversas espécies

Altitude superior mais favorável à sua sobrevivência


O aquecimento climático sentido nas florestas tropicais da América Central e nas montanhas da Califórnia, nos Estados Unidos, está a obrigar à migração de diversas espécies animais e vegetais para altitudes mais elevadas.

A conclusão surge num artigo publicado esta sexta-feira na revista Science, depois de investigadores de universidades norte-americanas terem recolhido dados de cerca de duas mil espécies de plantas e insectos, refere a TSF.

De acordo com os investigadores, a temperatura média nas zonas de clima tropical aumentou mais de 0,75 graus Celcius desde 1975. Os últimos modelos climáticos prevêem que, durante o próximo século, os aumentos sejam na ordem dos três graus nas florestas tropicais da América Central e do Sul.

Depois de realizadas análises às cerca de duas mil espécies, os investigadores observaram que cerca de metade vivia em zonas muitos estreitas em termos de altitude, e que o aumento das temperaturas causado pelo aquecimento global está a obrigar estas espécies a adaptarem-se a um novo clima, uma situação que pode pôr em risco a sua sobrevivência.

Outro dos perigos passa pelo facto de as migrações das espécies poderem ficar também comprometidas pela actividade humana, que modifica os habitats naturais, por exemplo, com o abate de árvores nas florestas.

Fonte : Fábrica de Conteúdos

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Morreu Jörg Haider

O líder austríaco de extrema-direita Jörg Haider morreu na manhã deste sábado num acidente rodoviário em Klagenfurt (Áustria).

Haider era desde 1999 governador do estado austríaco da Caríntia e chefe da Aliança pelo Futuro da Áustria, um partido ultra nacionalista de direita.

Haider, de 58 anos, viajava sozinho pelo sul da capital da Caríntia, quando o veículo saiu da estrada por razões desconhecidas.

O carro capotou várias vezes, e Haider ficou gravemente ferido, na cabeça e no tórax, morrendo pouco depois.


Comentário do Comendador:

" Uma morte qualquer que ela seja é sempre de lamentar, no entanto neste caso é de louvar a providência divina.

Com um discurso marcadamente populista,
o partido que este senhor liderava representa a maior ameaça à estabilidade das democracias na Europa. Conseguiu estender a sua influência à Hungria e à Suiça.

A Aliança pelo futuro da Áustria assinala o recrudescimento dos partidos neo-fascitas, ultra-nacionalistas e populistas de direita.


Era visto pelos seus acólitos como o novo Hitler e admirado, entre outros por J.M. le Pen (lider da extrema-direita Francesa), pelo seu pensamento racista, xenófobo e homofóbico.

Por cá, também é de esperar que alguns saudosistas da «velha ordem» coloquem as bandeiras a meia haste."

Bye, bye!... see you in the hell!



PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Bancos, Gasolineiras e a Matemática!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008


O que é que os bancos e as gasolineiras têm em comum com a matemática?




Quando o petróleo sobe nos mercados aplica-se o aumento proporcional (segundos os cálculos da Galp) ao consumidor, quando o petróleo desce aplica-se o princípio do inversamente proporcional, ou seja aumenta-se invariavelmente o preço dos combustíveis.

Esta aritmética tem feito tanto furor, que as instituições bancárias tornaram-se lestas a adoptar os seus princípios.

Esta semana o BCE, numa tentativa de fazer face ao descalabro financeiro global mexeu na taxa directora de juro, baixando-a em 0,5%.

A prática normal que era seguida pelos bancos Portugueses, era fazer o ajustamento das suas taxas de juro às taxas de referência do BCE, no entanto, o fascínio causado pelas operações das gasolineiras foi tão grande que os bancos decidiram aprovar o mesmo método contabilístico.

Se as taxas de juro do BCE sobem, reflecte-se a subida nos juros cobrados aos clientes, se as taxas de referência descem aumentam-se as taxas na razão inversa da descida.

Resta dizer que este tipo de álgebra é antiquíssimo e vem dos tempos em que Ali Bábá foi instruído pelos seus 40 ladrões.

A perpetuação da lenda fica assim assegurada.

E, quando chegar a 1002ª noite...

«Abre-te, Sésamo!»


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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