CR7 - Novo modelo da Ferrari

domingo, 14 de junho de 2009


É o tema do momento e não lhe podemos passar ao lado, sonhar estimula o ego e dá-nos uma estranha sensação de felicidade. O sonho comanda a vida!...

Diz-se por aí que o motor deste novo modelo debita mais de 17 euros de rotações por minuto, qualquer coisa como 25 000 euros/dia.

Enfim, eu também gostava de estar no lugar dele, como estou por fora e sei que já estou veterano demais para algum dia lá poder entrar... tenho que concluir dizendo que também acho um completo absurdo e o mais insano desvario, esta provocação vil à pobreza no mundo...

PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

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Estrelas Supernovas

quinta-feira, 11 de junho de 2009

SUPERNOVAS


A definição genérica de Supernova é dada aos corpos celestes que resultam da explosão cataclismica de estrelas com mais de 10 massas solares.Em apenas alguns dias o brilho de uma estrela pode intensificar-se cerca de 1000 milhões de vezes, libertando uma colossal quantidade de energia, uma Supernova pode expulsar para o espaço cerca de 90% da matéria originária de uma estrela.

O que restará de uma estrela depois da explosão, poderá ser uma estrela de neutrões ou pulsar se o núcleo remanescente for de massa inferior a 3 massas solares, estes corpos são extremamente densos, já que a matéria fica concentrada num pequeno núcleo de aproximadamente 15 Km, uma pequena colher de matéria que forma uma estrela de neutrões poderá pesar várias toneladas. Caso o núcleo ultrapasse as 3 massas solares, continuará a haver diversas reacções nucleares e o núcleo continuará a colapsar-se, podendo originar-se um buraco negro.

As Supernovas podem ser de dois tipos:

  • Tipo I: São as Supernovas que não apresentam linhas de hidrogénio nos seus espectros. Isto pode acontecer em sistemas binários em que existe uma anã branca e uma companheira muito maciça. Acontece que quando a anã branca é reforçada com enormes quantidades de matéria oriunda da sua companheira, este acréscimo de matéria pode atingir um limite critico a partir do qual a estrela deixa de ser estável, é o chamado limite de Chandrasekhar. Quando este limite é ultrapassado a estrela entra num processo de colapso gravitacional com consequências catastróficas.
  • Tipo II: São as Supernovas onde se observam linhas de hidrogénio nos seus espectros. As Supernovas deste tipo resultam de estrelas de grande massa que passam por um processo de grande perda de massa. Neste caso as camadas exteriores da sua superfície são lançadas em velocidades incríveis para o espaço enquanto a sua região central inicia um processo de colapso. Isto acontece porque nas reacções nucleares da fornalha estelar o hidrogénio é convertido em hélio, acontece que quando o hidrogénio se esgota, o hélio funde-se com o carbono do núcleo originando o colapso da estrela e a libertação de uma descomunal quantidade de energia.
A ocorrência de uma Supernova é um fenómeno extraordinário e nos últimos 1000 anos apenas há relatos do aparecimento de 3 destes objectos na nossa galáxia.

As Supernovas mais famosas da história:

SN1572 - Identificada pelo astrónomo Tycho Brahé (contemporâneo de J.Kepler, que foi seu discípulo). Na noite de 11 de Novembro de 1572, Tycho observou e registou o aparecimento súbito de uma nova estrela, muito brilhante na constelação de Cassiopeia. O seu brilho era tão intenso que ultrapassava o brilho do planeta Vénus, a estrela pode ser vista em pleno dia e por mais de 18 meses. Os restos da explosão espalharam-se pelo universo, formando uma nuvem de gás e poeira com um diâmetro de 20 anos-luz.

Utilizando telescópios no Havaí e na Espanha, os cientistas captaram esses ecos da explosão original e reconstruíram a estrela de Tycho Brahe. Distância provável da explosão estelar - 7500 anos-luz.

SN 1054 - Também chamada de Supernova do caranguejo, foi uma supernova amplamente vista da Terra em 1054, foi registada por astrónomos chineses e árabes na constelação do Touro.
O seu brilho perdurou por 23 dias em plena luz do dia e foi visível por mais de 650 dias.

A poeira remanescente da SN 1054 é agora conhecida como Nebulosa do Caranguejo, também conhecida por M1, por ter sido o primeiro corpo celeste classificado por Messier no seu catálogo em 1774. Em 1963 detectou-se que a nebulosa do Caranguejo é uma potente fonte emissora de raios X. Mais tarde, em 1968, foi detectado um pulsar emissor de ondas rádio no mesmo objecto. Este pulsar tem uma rotação extremamente veloz (gira 30 vezes por segundo). Estima-se que a estrela que deu origem a esta Supernova estivesse à distância de 6300 anos-luz.

SN1604 - Esta Supernova foi observada por Kepler em 1604, na constelação do Ofiúco. A mais ou menos 13,000 anos-luz de distância, a supernova de Kepler representa a mais recente explosão estelar observada na nossa Via Láctea.

SN1987 A - Em 1987 deu-se um acontecimento extraordinário, pela primeira vez na história recente da astronomia, uma Supernova pode ser exaustiva e detalhadamente estudada pelos cientistas. O acontecimento deu-se fora da nossa galáxia, mais concretamente na galáxia vizinha, conhecida por Grande Nuvem de Magalhães. No que resta da violenta explosão estão a formar-se um estranhos anéis que estão a intrigar os cientistas.
Na imagem que se segue captada pelo Hubble em 1994, podem ver-se os restos da violenta explosão estelar e a formação dos anéis. A origem destes anéis é ainda um mistério. Há quem teorize sobre a existência de jactos emanados pela densa estrela que resta da supernova, ou uma sobreposição de dois ventos estelares ionizados pela explosão da supernova.

Próximas Candidatas a Supernovas

Há quem entenda que a próxima Supernova poderá estar para breve. A ocorrência de uma Supernova é um fenómeno completamente espontâneo e imprevisível. Pode muito bem acontecer que um dia destes ao olhar-mos para o céu sejamos surpreendidos e contemplados com a visão fascinante de uma Supernova. Apesar disto, existe um conjunto de estrelas que pelas suas características serão mais tarde ou mais cedo (pode demorar milhares de anos) candidatas a explodir como supernovas. Deixamos aqui algumas das que os cientistas apontam como prováveis e inexoráveis candidatas ao cargo de próxima Supernova da Via Láctea:

A candidata que se encontra mais próxima da Terra é a estrela IK PEG da constelação do Pégaso e que se encontra a 100 anos-luz, apesar da relativa curta distância, não e de crer que se eventualmente explodir possa causar qualquer preocupação na Terra. O limite que é apontado como critico de segurança são os 26 anos-luz. A IK PEG é uma anã branca com aproximadamente 1,15 massas solares, portanto, muito perto do limite de Chandrasekhar que é de 1,5 massas solares para este tipo de estrelas. No entanto, o processo poderá levar muitos milhares de anos até que a estrela ultrapasse esse limite e se torne instável ao ponto de poder explodir.

A estrela ETA CARINAE é outra das Candidatas é uma supergigante que se encontra a 7500 anos-luz. Eta Carinae é uma supergigante com 100 a 150 vezes a massa do Sol, o seu aspecto mais característico é a variação do seu brilho de várias magnitudes, esta estrela já foi a mais brilhante do céu, por volta de 1830 ultrapassou o brilho da estrela Sírio. Foi registada recentemente e após detalhadas observações como uma variável do tipo SDOR.

Tudo parece indicar que ETA CARINAE seja um sistema binário de estrelas muito próximas uma da outra. A estrela de menor diâmetro é a mais quente (30 000 °C) e a outra com o triplo do diâmetro é mais fria (15 000 °C), mas duas vezes mais brilhante. Este sistema estelar está envolto numa densa nuvem de gases e poeiras, que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa do que o Sistema Solar, conhecida como a Nebulosa de Eta Carinae (ou NGC3372).

Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam o seu combustível muito rapidamente devido à sua luminosidade descomunal.

Supergigantes vermelhas como Betelgeuse (ALFA ORI), Antares (ALFA SCO) ou Mira Ceti (OMICRO CET) são igualmente candidatas a tornarem-se na próxima Supernova. É também muito provável que a próxima Supernova não venha a ser nenhuma das apontadas, no entanto há uma coisa que se sabe: todas as supergigantes vermelhas terminam inexoravelmente como Supernovas, portanto qualquer supergigante vermelha da via Láctea e são milhões delas, poderá muito bem vir a ser a próxima Supernova.

PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

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O que se passa em Betelgeuse?


Betelgeuse ou Alfa Orionis (em Árabe, o ombro do caçador) é uma estrela supergigante vermelha da constelação de Oríon.

Apesar de ser a estrela alfa, Betelgeuse não é a estrela mais brilhante da constelação. Oríon, Orionte, ou o caçador, é a constelação mais fascinante dos céus. Pode ser contemplada na sua máxima plenitude nas noites frias dos meses de Inverno, isto se formos observadores a partir do Hemisfério Boreal.


O título de estrela mais brilhante da constelação pertence à estrela Beta Orionis, ou Rígel (em Árabe, o pé do caçador) também ela uma supergigante, mas Azul, com características muito diferentes da sua companheira vermelha de constelação.

Rígel também tem as suas particularidades, por exemplo, é um dos objectos mais luminosos da nossa galáxia, sendo também um dos maiores corpos celestes visíveis a olho nu.


Voltando a Betelgeuse...

Esta é uma das maiores estrelas conhecidas e depois do Sol, foi a primeira estrela a revelar pormenores da sua superfície à câmara ultra-violeta do Telescópio Hubble em 1995. Foi igualmente a primeira estrela onde foi possível medir o seu diâmetro e continua a ser uma das escassas 12 estrelas que observadas com potentes instrumentos revela um disco e não um simples ponto luminoso.


A 425 anos-luz de distância, Betelgeuse é uma estrela variável, com mudanças tanto de brilho quanto de tamanho.Ela é enorme! Se estivesse no lugar do Sol, ocuparia todo o espaço até a órbita de Saturno no seu diâmetro máximo, e seria do tamanho da órbita de Júpiter no seu mínimo. O mesmo que de 550 a 920 vezes o diâmetro do Sol.

Ela é tão brilhante como 60 mil sóis e ocupa a 10ª posição entre as estrelas mais brilhantes do céu. Betelgeuse tem uma massa equivalente a 14 massas solares e a sua temperatura à superfície é de cerca de 3000º K.


Betelgeuse ainda se nos mostraria mais brilhante se a sensibilidade da visão humana detectasse os comprimentos de onda em infra-vermelho, já que apenas 13% da sua irradiação luminosa é emitida em luz visível.

A variabilidade da sua luminosidade é muito prolongada , facto este que tem intrigado os cientistas. Tudo parece indicar que as camadas mais externas da sua superfície se expandem durante vários anos, para em seguida se retraírem.

Com isto, a temperatura da estrela aumenta e diminui alternadamente, assim como o seu brilho. Essa pulsação é comum nas estrelas supergigantes vermelhas e o seu comportamento pode assemelhar-se ao bater de um colossal coração.
Esta característica poderá indiciar um estado de pré-Supernova, no entanto, este processo poderá prolongar-se por milhões de anos, ou até poderá já ter acontecido, já que a luz de Betelgeuse demora cerca de 500 anos a chegar até nós.


A sua atmosfera é muito instável. Quando se contrai, absorve mais energia e aquece, ao aquecer volta a expandir-se. Ao aumentar de tamanho, torna-se menos densa e deixa escapar mais energia o que provoca o seu arrefecimento, a partir daqui a estrela volta a diminuir o seu diâmetro e o ciclo recomeça.

Um estudo divulgado recentemente dá conta que a estrela Betelgeuse diminuiu o seu diâmetro em cerca de 15% nos últimos 15 anos, este dado é algo de perturbador e que tem surpreendido os astrónomos, o mecanismo responsável por esta redução de tamanho continua a ser um mistério para a comunidade científica.

O que se sabe é que estas "arritmias" em Betelgeuse podem ser um prenúncio do final da sua existência. Betelgeuse já transformou a maior parte de seu hidrogénio em hélio, e agora começa a fundir o próprio hélio no seu núcleo quente de carbono.


A morte de Betelgeuse será um acontecimento astronómico extraordinário, fenomenal e formidavelmente espectacular - Uma fantástica explosão chamada Supernova.

A Distância que nos separa dessa hipotética explosão representará uma espécie de apólice de seguro existencial, o evento não comportará qualquer tipo de risco para a vida na Terra.

Ainda assim, a estrela será vista no céu pelo menos 10 mil vezes mais brilhante que hoje. Será tão brilhante quanto uma lua crescente, talvez mais. Durante meses Betelgeuse ficará visível inclusive à luz do dia. Depois, ela se apagará lentamente até desaparecer diante dos nossos olhos. Dela restarão apenas uma nebulosa e resquícios da sua atmosfera primitiva (véus ou cirros gasosos), e somente serão visíveis com potentes instrumentos.

O espectáculo terá terminado e ficarão resguardados na memória visual estes soberbos momentos de vida, pelo menos para os privilegiados que o puderem presenciar.

PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

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Uma visão lúcida e sem preconceitos sobre a morte

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nota prévia: "Este artigo não deve ser lido por pessoas susceptíveis de criarem sugestão e sensibilidade com questões ligadas aos cadáveres e aos processos de decomposição dos corpos."

Recentemente, devido à morte de um familiar vi-me confrontado com algumas interrogações para as quais ignorava a resposta. Fiquei de tal modo intrigado com algumas questões, que decidi partir para a pesquisa e ler obsessivamente sobre o assunto, esta foi a razão para desenvolver esta publicação que é bastante extensa, mas que pode ser interessante para quem tiver alguma curiosidade sobre o tema da morte e os processos de desintegração e consumição da matéria cadavérica.


Foi o químico Francês Antoine Lavoisier (Séc. XVIII) quem introduziu o celebérrimo conceito filosófico da universalidade da matéria: ""Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".


A morte sempre foi tida como um processo de natureza biológica, normal e natural e ainda assim, menos complexo de compreender do que os processos que dão origem à criação da vida.
Apesar disto, a morte sempre foi atirada para o mais recôndito lugar dos nossos anseios e dos nossos medos. Ninguém gosta de falar da morte, ninguém gosta que lhe falem de morte e ninguém fica indiferente perante um corpo cadavérico, tenhamos ou não tido alguma afinidade com a personalidade que outrora encarnou esse monte de matéria orgânica de forma vigorosa e enérgica e que agora se encontra em profunda e acelerada transformação.
No entanto, a morte é o destino inexorável de cada um de nós, com maior ou menor sofrimento físico todos havemos de alcançá-la. Sendo que a forma como nos aproximá-mos dela pode despertar em nós reflexos lúcidos para a aceleração dos processos que conduzem à morte. O temor pela deprimência do ante mortem levar-nos-ia mais longe na abordagem (eutanásia, distanásia, ortotanásia e a dialética da ética humana, que prometo cá trazer um dia destes)

Dos mitos, das crenças, da religiosidade, do espírito e da vida post mortem se encarregam outras entidades.

O que aqui se pretende discorrer não é uma história de ritual macabro ou de insensibilidade mórbida, trata-se de uma visão lúcida sobre a morte apoiada naquilo que a ciência vai desvendando a cada dia que passa.

O que acontece com um corpo assim que é decretada a morte biológica?

Quando uma pessoa morre, de imediato cessam os processos de oxigenação das células e o organismo entre num processo de desequilibro. Minerais como o sódio e o potássio, importantes para regular o metabolismo, deixam de ser produzidos e as células e enzimas de alguns órgãos como o pâncreas desarmonizam-se e passam a sorver o próprio corpo. Do mesmo modo as bactérias que habitam na flora intestinal e nas mucosas respiratórias, começam o seu trabalho de "degustação". Para sobreviverem esta bactérias começam por devorar os tecidos. O Fígado é a parte que mais tempo demora a decompor, já que se trata de órgão enorme e não parece ser muito do agrado dos decompositores, mas com o tempo e em condições normais toda a matéria orgânica acaba por ser decomposta. O tempo de decomposição de um corpo pode depender de inúmeros factores, como a temperatura , a humidade, o tipo de solo, a causa da morte, o material de que são feitas as urnas, etc, etc, etc.

Vamos agora fazer uma descrição sumária dos processos que interagem com o corpo do cadáver logo que se dá a morte.

No instante da morte: Diz-se que no instante da morte o corpo perde 21g (será este o peso da alma?). Vamos deixar o folclore popular e partir para a ciência...
  • Param as funções cárdio-respiratórias e deixa de haver actividade neuro-cerebral.
  • A pele fica rígida e adquire uma cor acinzentada.
  • Todos os músculos se relaxam.
  • A bexiga e os intestinos esvaziam-se pelo relaxamento dos esfinctéres, Por esta razão é aconselhável o tamponamento de todos os orifícios do corpo humano quando se dá a morte. Se ocorreu a morte num serviço hospitalar é da competência do pessoal de enfermaria efectuar esta operação, pré-preparando assim o corpo para a entrega ao agente funerário.
  • A temperatura corporal cai normalmente 0,83ºC por hora a não ser que tenha factores externos que o impeça. O fígado é o órgão que se mantém quente durante mais tempo, pelo qual se costuma medir sua temperatura para estabelecer o momento da morte.
Aos 30 minutos:
  • A pele fica meio púrpura e com aspecto ceroso.
  • Os lábios, e as unhas dos dedos empalidecem pela ausência de sangue.
  • O sangue escorre para as partes baixas do corpo por acção da gravidade, formando uma mancha de cor púrpura escura que é chamada de lividez.
  • As mãos e os pés ficam azulados.
  • Os olhos ficam com um aspecto turvo e começam a afundar para o interior do crânio.

Às 4 horas:
  • Começa a aparecer o rigor mortis (rigidez do corpo), isto deve-se à acumulação do ácido lácteo junto das articulações.
  • O enrijecimento da pele e o estancamento do sangue contínuo.
  • O rigor mortis começa a esticar os músculos durante umas 24 horas, depois das quais o corpo recuperará seu estado relaxado.

Às 12 horas:
  • O corpo está em estado de rigor mortis total.

Às 24 horas:
  • Somente agora o corpo adquire a temperatura do ambiente que lhe rodeia.
  • Nos homens, morrem os espermatozóides.
  • A cabeça e o pescoço adquirem uma cor verde-azulado.
  • Esta mesma cor começa a estender-se ao resto do corpo.
  • Neste momento começa o forte cheiro de carne podre.
  • O rosto da pessoa fica essencialmente irreconhecível.

Aos 3 dias:
  • Os gases dos tecidos corporais formam grandes bolhas debaixo da pele.
  • A totalidade do corpo começa a inchar e crescer de forma grotesca. Este processo pode acelerar se a vítimas se encontrar num ambiente cálido (quente) ou na água.
  • Os fluídos começam a gotejar por todos os orifícios corporais.

Às 3 semanas:
  • A pele, cabelo e unhas estão tão soltas que podem ser retiradas com facilidade.
  • A pele se racha e rebenta em múltiplas zonas por causa da pressão dos gases internos.
  • A decomposição continuará até que não fique nada com excepção dos ossos, o qual pode demorar à volta de um mês em climas quentes e dois meses em climas frios. No entanto o processo pode variar de corpo para corpo e ser influenciado por inúmeros factores como vimos atrás.
  • Os dentes são o único testemunho que fica durante anos ou séculos depois, já que o esmalte dental é a substância corporal mais dura que existe. A mandíbula é assim mesmo a mais densa, pelo que geralmente também perdura.
*Adaptação*: Mdig.Br
A decomposição dos corpos

A decomposição dos tecidos pode ocorrer por 3 processos distintos: A autólise, a putrefacção e a maceração.

A Autólise

Processo auto-destrutivo de células e tecidos, que se opera sem interferência externa, decorrente do aumento da permeabilidade das membranas plasmáticas, que possibilita a libertação enzimas proteolíticas contidas nos lisossomas ("suicide bags"). Isto leva a uma acidez temporária que, pela putrefacção se neutraliza e inverte pela alcalinização progressiva com valores de pH da ordem de 8,0 a 8,5.

A putrefacção

É o processo de decomposição da matéria orgânica por bactérias e pela fauna macroscópica, que acaba por devolvê-la à condição de matéria inorgânica. A putrefacção do corpo não é um processo resultante do evento morte, apenas. É necessária a participação activa de bactérias cujas enzimas, em condições favoráveis, produzem a desintegração do material orgânico. Daí, que nas condições térmicas que impeçam a proliferação bacteriana, ou pela acção de substâncias antissépticas, o cadáver não se putrefaz. As bactérias encarregadas da putrefacção do cadáver, na sua maioria, são as mesmas que, em vida, formam a flora intestinal do indivíduo.

Algumas das substâncias intermédias formadas durante o processo de decomposição das proteínas, são altamente fétidas, tornando-se as responsáveis pelo cheiro característico dos corpos em putrefacção. A decomposição catalítica dos glícidos e dos lípidos, praticamente não exala odores nauseabundos.


A putrefacção desenvolve- se em quatro fases ou períodos distintos e que se complementam:

1º - Período cromático (período de coloração, período das manchas). Tem início, em geral de 18 a 24 horas após o óbito, com uma duração aproximada de 7 a 12 dias, dependendo das condições climáticas. Inicia-se pelo aparecimento de uma mancha esverdeada na pele da fossa ilíaca direita (mancha verde abdominal), cuja cor é devida à presença de sulfometahemoglobina. Nos recém-nascidos e nos afogados, a mancha verde é torácica e não abdominal.

2º - Período enfisematoso (período gasoso, período de deformação). Inicia-se durante a primeira semana e estende-se, aproximadamente, por 30 dias. Os gases produzidos pela putrefacção ( gás sulfídrico, hidrogénio fosforado e amónia) infiltram o tecido celular subcutâneo modificando, progressivamente, a fisionomia e a forma externa do corpo. Esta distensão gasosa é mais evidente no abdómen e nas regiões dotadas de tecidos como face, pescoço, mamas e genitais externos. Os próprios gases destacam a epiderme do córion, formando extensas flictenas putrefactivas, cheias de líquido transudado. É nesta fase que pode ocorrer um fenómeno extraordinário perfeitamente explicável e que muita gente associa ao sobrenatural, espíritos, fantasmas, almas e afins... é o chamado fogo fátuo.

Quando a matéria orgânica entra em putrefacção, ocorre a emissão do gás fósfina (PH3). Os fogos-fátuo são produtos da combustão da fosfina gerados pela decomposição de substâncias orgânicas, ou a fosforescência natural dos sais de cálcio presentes nos ossos enterrados.

O fogo fátuo é genericamente uma luz azulada que pode ser vista em cemitérios, pântanos, brejos, etc. É a inflamação espontânea do gás dos pântanos (metano), resultante da decomposição de seres vivos. A inflamação espontânea do gas pode provocar um ligeiro estalido sonoro.

Estar num cemitério e ter a visão de uma chama a sair de uma sepultura seguida de um pequeno ribombar, deve ser algo profundamente perturbador e terrificante, capaz de fazer levantar até os pentelhos genitais à maioria das pessoas. Se isto acontece, é muito natural que o desafortunado visionário tenha o instinto primário de fugir daquilo que ignora e não sabe o que é, associando o epifenómeno a coisas transcendentais ou espirituais. Nada mais errado... o pior é que se fugir pode arrastar a chama atrás de si devido à deslocação do ar, provocando ainda mais pânico na vitima que se sente perseguida por fantasmas...


3º - Período coliquativo (período de redução dos tecidos). Inicia-se no fim do primeiro mês e pode estender-se por meses ou até 2 ou 3 anos. Caracteriza-se pelo amolecimento e desintegração dos tecidos, que se transformam numa massa pastosa, semifluida, escura e de cheiro fétido intenso , que recebe o nome de putrilagem ou necrochorume. Este fluido é um cocktail altamente contaminante de bactérias, vírus e adenovírus e poderá originar problemas gravíssimos de contaminação nos lençóis freáticos nas imediações dos cemitérios, por essa razão deve haver um grande cuidado por parte das autoridades responsáveis, na monitorização dos solos e adoptar as medidas necessárias que limitem a possibilidade de haver infiltrações de necrochorume.

A actividade das larvas da fauna cadavérica (miase cadavérica), é um excelente auxiliar na destruição total dos restos de matéria orgânica. Os insectos e as larvas podem destruir a matéria do cadáver com extrema rapidez (4 a 8 semanas).

4º - Período de esqueletização. No final do período coliquativo, a putrilagem acaba por secar, desfazendo-se em pó. Emerge então o esqueleto ósseo, que fica exposto e poderá conservar-se por largas dezenas ou centenas de anos.

A Maceração

É o processo de transformação destrutiva em que ocorre o amolecimento dos tecidos e órgãos quando os mesmos ficam submersos num meio líquido e nele se embebem. O mais frequente é que aconteça com a água e com o líquido amniótico no caso dos fetos. Este processo é muito comum nos corpos que são recolhidos no mar ou devolvidos pelas ondas depois de afogamento ou outro qualquer acidente.

Na maceração, a pele torna-se esbranquiçada, friável, corruga-se e faz com que a epiderme se solte da derme e possa até se rasgar em grandes fragmentos. Isto é bastante evidente nas mãos, onde a pele de desprende a modo de "luvas". Externamente, a derme, pelas razões acima apontadas, fica exposta, mostrando-se em geral vermelha brilhante, luzidia, por causa do próprio edema que a embebe e a torna túrgida.


E quando o corpo não se decompõe?

Os processos de destruição e de decomposição dos corpos nem sempre são tão lineares, pode acontecer que sob condições excepcionais (biológicas ou físico-químicas, naturais ou artificiais), os corpos se possam manter conservados, estes processos incluem a saponificação, a mumificação, a petrificação e a coreificação.

A Saponificação

Trata-se de um fenômeno cadavérico que depende que o corpo ou parte dele, seja colocado num meio que obedeça a duas exigências:

  • Ambiente muito húmido (pântano, fossa séptica, alagado ou terra argiosa)
  • Ausência de ar ou escassa ventilação.

O processo tem início por volta dos dois meses após a inumação e completa-se aproximadamente no período de um ano. O processo de putrefacção sofre um desvio, pára, e algumas enzimas microbianas provocam mudanças nas estruturas moles que se transformam em sabões de baixa solubilidade, conhecidos pela denominação genérica de adipocera. Esta é uma substância que inicialmente tem um aspecto branco-amarelado, de consistência mole, sugere as características do sabão ou do queijo, e com um cheiro próprio, rançoso, "sui generis". Com o passar do tempo, esta massa passa a apresentar uma cor mais escura, amarelo-pardacenta, tornando-se mais seca, dura, friável e quebradiça.

Mumificação

Nesta modalidade de fenómeno cadavérico que é uma dessecação rápida, o seu aparecimento depende, exclusivamente, das condições em que o corpo seja colocado:

  • Ambiente muito seco, à volta de 6% de humidade relativa do ar
  • Temperatura elevada, acima dos 40 ºC
  • Abundante ventilação

O processo ocorre de imediato, uma vez que é impedida a putrefação e se completa entre seis meses e um ano. Todavia em climas propícios a mumificação pode ocorrer em poucas semanas.

Como consequência da perda de água, a pele fica coriácea, retrai-se, enruga e endurece, adquirindo uma coloração terrosa, entre o castanho e o preto. O processo tem início na parte distal dos quirodáctilos (dedos das mãos) e dos pododáctilos (dedos dos pés), nos lábios e no dorso e na ponta do nariz. A desidratação do corpo, faz com que diminua notavelmente o seu peso, chegando a atingir valores da ordem de 10 a 5 kg .

Petrificação

Trata-se de um processo transformativo cada vez mais raro, em que ocorre a infiltração de sais de cálcio nos tecidos. Assume o aspecto de uma verdadeira "calcificação" generalizada. Este fenómeno pode encontrar-se, quase que exclusivamente nos embriões ou fetos mortos, por vezes "intra utero" e, mais frequentemente, nos resultantes de gravidezes ectópicas, tubárias ou peritoniais, retidos, nos quais, até pelas próprias características individuais do meio ou do local, o corpo asséptico, ao invés de entrar em maceração, sofre uma incrustação por sais calcários. O resultado deste processo é a formação de um litopédio (criança de pedra), a sua retirada só é possível através de intervenção cirúrgica.

Coreificação

Representa uma modalidade de processo transformativo que ocorre em cadáveres conservados em urnas metálicas de zinco galvanizado, hermeticamente seladas. O ambiente assim criado dentro da urna, inibe parcialmente os fenómenos de decomposição. A pele do cadáver assume o aspecto, a cor e a consistência uniforme de couro recentemente curtido. Começa a observar-se no primeiro ano de colocação do cadáver na urna metálica, atingindo o seu máximo no segundo ano. Excepcionalmente, pode completar-se em apenas dois ou três meses.

*Adaptação*: MECANISMO DA MORTE - Prof. Dr. Jorge Paulete Vanrell

Nota final: Devo dizer-vos que muito aprendi com a compilação deste artigo e espero igualmente ter contribuído para esclarecer algumas questões intrigantes que nos são colocadas perante os mecanismos que se seguem à morte.

* O "Feira,... das Comendas!" agradece aos autores dos textos de apoio que permitiram a sua adaptação e cujas fontes estão perfeitamente identificadas, não se violando assim os direitos autorais dos criadores.

PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

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EPICA em Portugal!!!

A Banda holandesa de rock sinfónico EPICA estará em Portugal no próximo de 7 de Agosto, onde actuará no Vagos Openair '09.

Considerada uma das melhores bandas da actualidade no meio metálico, o grupo foi fundado em 2002 por Mark Jansen (ex-guitarrista dos After Forever).

A banda conta com a presença vocálica inseparável da Mezzo-Soprano Simone Simons, uma das mais belas e esculturais divas do rock sinfónico da actualidade.

Um concerto para eu não perder, apesar de não ser muito adepto dos festivais, preferia ver o grupo num único concerto e não integrado num festival. Na maioria das vezes as expectativas que se criam acabam por ser uma grande frustração para não dizer uma grande porcaria nestes festivais de Verão.

A discografia dos EPICA conta com 4 álbuns de originais e 2 registos ao vivo:
  • The Phantom Agony (2003)
  • Consign to Oblivion (2005)
  • The Score - An Epic Journey (2005)
  • The Road to Paradiso (ao vivo) (2006)
  • The Divine Conspiracy (2007)
  • The Classical Conspiracy (ao vivo) (2009)

Mais informações: Site oficial da Banda




PUBLICAÇÃO: O COMENDADOR

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Festival de Música - Vagos Open Air '09


I edição Vagos Open Air (VOA) - Novo Festival Nacional de Música de Verão

A região litoral de Vagos, nas proximidades da cidade de Aveiro, será palco da primeira edição do Vagos Open Air, nos dias 7 e 8 de Agosto.

Os suecos Dark Tranquility e Katatonia junto com os holandeses The Gathering e Epica são as primeiras confirmações para o cartaz do Vagos Open Air 2009.

A nível nacional, ficam também confirmadas as presenças dos portugueses Thee Orakle e Process of Guilt.

Programa do Festival

Este festival consegue assim, a fusão de duas organizações nacionais como a Prime Artists juntamente com a Ophiusa Eventos que regiam os respectivos anteriores festivais, Alliance Fest e In Ria Rocks. Com o objectivo de se firmar como o festival de Verão de referência no metal em Portugal, o Vagos Open Air constitui-se como um dos grandes acontecimentos dos próximos meses.

Bilhete diário = 25 euros Passe dois dias = 40 euros O espaço deste festival facultará de todos os meios necessários para a permanência no local durante estes dois dias, como área de campismo, restauração, espaços de lazer, entre outros.

Fonte: Blitz

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Eleições Europeias 2009 - O sofisma do voto em Branco

No passado Domingo os Portugueses decidiram por quem queriam ser representados no Parlamento Europeu nos próximos 5 anos.
Não me vou ocupar muito dos resultados a nível nacional, já que esses são sobejamente conhecidos e determinaram o seguinte resultado:

PSD - 8 deputados, PS - 7 deputados, BE - 3 deputados, PCP/PEV - 2 deputados, CDS - 2 deputados.

Nestas eleições houve quem achasse dramático o índice de abstencionismo a nível nacional que se cifrou em 62,54%, mas que na verdade foi só ligeiramente acima do valor das eleições Europeias de 2004 (61,2%). Isto aparentemente, demonstra que os Portugueses têm pouco interesse em participar nas questões que dizem respeito à Europa, no entanto, é preciso ter em consideração que em termos absolutos votaram neste acto eleitoral 3555947 eleitores, mais do que em 2004 onde votaram 3394356, isto deveu-se ao facto de em 2009 estarem inscritos mais 742792 eleitores do que à cinco anos. Aos desesperados apelos oriundos dos vários quadrantes políticos para participação na votação, 2 em cada 3 Portugueses (somados os votos brancos e nulos a percentagem chega perto dos 70%) responderam com indiferença, e aqui a classe política tem responsabilidades que conjuntamente devem ser partilhadas pela comunicação social. As eleições eram europeias, mas os partidos preferiram orientar o seu discurso para as questões nacionais mais pertinentes e da actualidade e quando afloravam em alguns momentos as questões de natureza europeia, a imprensa escrita e audiovisual sendo veículos privilegiados de propagação de mensagem, preferiram fazer eco do circo e da gincana política entre os principais candidatos (PS e PSD), em que a dada altura se transformou a campanha eleitoral, fazendo passar muito despercebidamente aquilo que nestas eleições estava em causa.

O que me parece mais substancial nesta questão foi o inusitado número de votos brancos e nulos que representou cerca 6,64% dos votos expressos. Arriscaria dizer que foi nesta eleição que se registou o maior número de votos inválidos da história da democracia Portuguesa. Só o número de votos em branco permitiria eleger um deputado para Bruxelas, coisa nunca vista, já que normalmente o número de votos em branco e nulos é residual, em 2004, representou apenas 3,96% do total de votos expressos.

O que terá levado muitos Portugueses a dirigirem-se às mesas de voto e a votar em branco ou a anular legitimamente o seu voto à boca das urnas?

O descrédito generalizado nos actuais actores políticos deve estar à cabeça das suas motivações.

O descontentamento pelas políticas do actual governo deve ser outra das causas próximas, evidenciando assim as suas frustrações com um "cartão branco" ou "multicolor".

Outra das razões que poderia estar subjacente a este número desmesurado de votos em branco poderia ser, a não identificação com as propostas e programas apresentados pelos diversos partidos.

Fossem qual fossem as razões são perfeitamente legítimas, ainda que eu ache que a manifestação dessas razões seja perfeitamente inconsequente e inócua na expressão final dos resultados eleitorais. O que me faz alguma confusão é que sendo legítimo votar em branco ou anular um voto, alguém se dê ao trabalho de se deslocar a uma mesa de voto para que o seu voto não valha literalmente nada, ficará o orgulho talvez... O curioso disto é que os votos em branco e os nulos poderiam ter sido determinantes na decisão de quem venceria estas eleições, com os nulos e os brancos o PS ficaria à frente do PSD.

Talvez mais importante que tentar motivar os Portugueses para irem fazer aquilo que eles não têm muito interesse em fazer (exercer o direito de voto), os partidos terão que preocupar-se no futuro, em motivar os Portugueses para a intervenção democrática através do combate, não à abstenção por ausência de participação, mas sim à abstenção participada na urna...

Votar em branco é somente mais um sofisma nesta imensa nulidade em que se dilui a participação e intervenção democrática na vida dos portugueses, não resolve nada, não contesta nada e até aqui pelo menos ninguém lhe dava nenhuma atenção, terão estas eleições o condão de orientar os políticos para os números de votos inválidos?

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Presidente da República veta nova lei de financiamento dos partidos

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, decidiu vetar a alteração à Lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais aprovada pela Assembleia da República.

Segundo Cavaco Silva a alteração proposta é «inoportuna» dada a aproximação de vários actos eleitorais, a situação económica do país, além de que a transparência das fontes de financiamento não se encontra assegurada.

No comunicado divulgado hoje pela Presidência da República, refere que «O diploma aprovado pela Assembleia da República pretendeu introduzir uma alteração muito significativa ao regime em vigor sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, aumentando de forma substancial os limites do financiamento privado e sem que se diminuam os montantes provenientes do financiamento público.».

Segundo o comunicado, divulgado no site da Presidência, não se encontra «devidamente acautelada a existência de mecanismos de controlo que assegurem a necessária transparência das fontes de financiamento privado, no quadro de um sistema que, sublinhe-se, adopta um modelo de financiamento tendencialmente público, do qual já resultam especiais encargos para o Orçamento do Estado e para os contribuintes.»

A lei, aprovada na Assembleia da República a 30 de Abril, aumenta de cerca de 22.500 euros para 1,2 milhões de euros as quantias de dinheiro que os partidos podem receber globalmente, por ano, em «dinheiro vivo, sem titulação por cheque ou por outro instrumento bancário» em quotas e contribuições de militantes. Cada militante pode doar montantes inferiores a 25 por cento de um Indexante de Apoio Social, cerca de 104 euros/ano.

Por outro lado, aumentou para 1,2 milhões a quantia de dinheiro que os partidos podem receber em iniciativas de angariação de fundos também sem titulação, que estão obrigadas a contas próprias.

A nova lei do financiamento dos partidos políticos foi aprovada com os votos favoráveis de todas as bancadas parlamentares, com o voto contra do deputado do PS António José Seguro e a abstenção da independente Matilde Sousa Franco.

Fonte: Jornal Digital

Comentário: "Apesar de perceber que para a manutenção salutar da democracia é indispensável que o estado assegure algum financiamento à causa política, mormente no financiamento de campanhas e nas subvenções aos partidos políticos, considero bastante sensata a decisão do Presidente da República, especialmente se for tida em conta a situação de constrangimento económico em que se encontram as finanças do país e de todos os Portugueses.

A possibilidade de aumentar o financiamento privado nas campanhas eleitorais deve ser acompanhada da respectiva diminuição de comparticipação atribuída por dinheiros públicos, ou seja, não faz sentido que se permita o aumento das fontes de receitas dos partidos oriundas do financiamento privado, contributos de empresas ou pessoais e que ainda assim, se mantenham os valores do financiamento público.

Aliás, o estado deveria reduzir os limites de despesa admissível para as várias campanhas eleitorais, que chega a roçar o obsceno, penalizando com a retirada de financiamento público e sanções acessórias pesadas quem não respeitasse esses limites, que tal como está apesar de ser altíssimo, mesmo assim nem sempre é cumprido.


Só a título de exemplo, nas recentes eleições europeias, cada candidato ao Parlamento Europeu tinha a permissão de gastar qualquer coisa como 300 salários mínimos nacionais (cerca de 135 000 Euros) que é o limite imposto pela actual Lei nº 19/2003 de 20-06-2003, uma quantia exorbitante para a realidade da maioria dos Portugueses.

Resta dizer que a não promulgação deste diploma por Cavaco e Silva enviou definitivamente para a prateleira a nova lei de financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, pelo menos nesta legislatura."

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Espantoso - Gato cai do 26º andar e sobrevive incólume

Não sei exactamente quantas das suas sete vidas é que o felino teve que dispensar para sobreviver à terrível queda de 26 andares, mas é espantoso que o "Lucky", "sorte" em português, nome do gato, tenha resistido à longa queda sem qualquer tipo de ferimento.

O incidente terá ocorrido enquanto a dona do gato, arrumava o apartamento onde viviam em Manhattan, Nova Iorque. Ao abrir a janela do quarto o gato terá subiu para o parapeito acabando por se precipitar de uma altura de mais de 70 metros, "aterrando" numa varanda do 6º andar junto de um grelhador.


As imagens foram obtidas por dois homens que trabalhavam como calafetadores de janelas e que naquele momento se encontravam num andaime próximo do prédio de onde caiu o gato sortudo.

Porque é que os gatos caem sempre de pé?

Os gatos possuem um apurado sistema neurotransmissor que lhes permite orientar o equilíbrio muito rapidamente, neste processo podem entrar vários sentidos simultaneamente. No entanto, para que ele caia de pé, é necessário que a queda lhe dê tempo suficiente para recuperar o equilíbrio, por essa razão é mais perigoso para um gato ter uma pequena queda de 3 a 4 metros, do que quedas superiores a 30 metros, não tendo tempo para corrigir a sua posição de queda o felino arrisca-se a cair de costas e a partir a espinha que é bastante flexível comparativamente com os humanos, já que possuem mais vértebras, no entanto a espinha torna-se também mais sensível.

Quando o gato cai, os olhos e os ouvidos enviam ao cérebro uma mensagem sobre a posição da cabeça em relação ao solo. O cérebro responde com comandos para os músculos, que corrigem a postura da cabeça e alinham o corpo do animal. isto acontece a uma velocidade vertiginosa de modo que o gato chega ao solo com as patas para baixo, pronto para absorver o impacto.

A elasticidade dos ossos dos gatos é 90% da elasticidade da borracha. Por isso, se um gato cair do 10º andar de um prédio, tem 90% de hipótese de sobreviver. Nos humanos, essa taxa cai para 10%.

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Profunda Hipocrisia

segunda-feira, 8 de junho de 2009



Ontem, dia 7 de Junho, assistimos a um espectáculo degradante na TV nacional. Enquanto alguns estavam trombudos, outros, que é como quem diz “Todos menos um”, faziam festa e cantavam vitória. Vitória??
Como é que se pode cantar vitória quando a abstenção cifrou-se nos 62,8%? Como é possível cantar vitória, quando temos um resultado marginalmente superior ao da derrota das últimas legislativas? Será difícil perceber que foi o PS que perdeu e não o PSD que ganhou? E a governação futura do país, será motivo de sorriso para alguém? Esta lógica do poder a todo o custo, seja com mais ou menos custo para o país, já me enoja.
Fiquei muito desiludido com a actuação dos Portugueses nas eleições de ontem. Não pelo sentido de voto, mas pela sua imobilização. O descontentamento não se pode materializar em não votar. Alias, aqueles que o fazem, estão a aumentar artificialmente o poder do voto dos outros que vão às urnas.
Repare-se no ridículo da situação: a abstenção de 62,8% dá-nos a indicação que apenas que 37,2% dos eleitores votaram, isto é, cada cidadão que votou, fê-lo aproximadamente por 3 pessoas. Perante isto, aqueles que não votaram, pensando que fizeram alguma coisa, delegaram o seu futuro nas mãos de todos os outros. Não votando, não criticaram o sistema, não mostraram responsabilidade, não deram cartão vermelho a ninguém, apenas demonstraram a sua irresponsabilidade e falta de respeito por aqueles que lutaram para que, agora, pudessem votar; mais ainda, deram poder a uma minoria para decidir pela maioria.
O nosso orgulho e incompetência leva-nos a sacudir a “água do capote” criticando os políticos por tudo e mais alguma coisa que se passe na sociedade. A culpa não é só deles, porque os políticos são o espelho da sociedade em que vivem, logo se eles são ladrões e corruptos é porque nós também somos, se eles não sabem tomar as rédeas do país é porque nós não sabemos tomar as rédeas no nosso próprio destino. O que os portugueses querem e merecem é um ditador que os subjugue, que os censure, que lhes retire todos os direitos sociais e que tenha uma atitude paternalista. Assim já nos sentiremos mais confortáveis.
Querem que eu vos diga quem foi o grande vencedor das eleições de ontem? Foi o Bloco de Esquerda que se tornou, pela primeira vez, a 3ª força política e promete fazer estragos a seu favor nos futuros governos.
Temo pelo futuro deste país, porque Sócrates e Ferreira Leite afirmaram que Bloco Central, nunca. Francisco Louça avisou que nunca coligará com o PS. E o PS não morre de amores pelo Partido Comunista. Com o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista com 1/5 dos votos e PS e PSD com pouco mais de 50% dos votos, o país caminha a paços largos para a convulsão.
Com uma dívida pública a galopar, literalmente, com o deficit público atingir 6% do PIB e com a fragmentação dos votos, aquele que herdar o poder em Outubro arrisca-se a não ficar por lá muito tempo.
O que se passou ontem, não foi um aviso ao governo. Foi um aviso aos eleitores…

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Vai-Vem Atlantis apanha boleia de boeing 747 para regressar a casa

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Depois de ter realizado uma das mais importantes missões na órbita da Terra e ter percorrido nada menos que 8.5 milhões de quilómetros, o vai-vem espacial Atlantis apanhou boleia nas costas de um Boeing 747 rumo ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A Atlantis necessitou de recorrer à boleia devido às más condições atmosféricas que se verificavam no dia em que regressou da sua missão espacial, que impediram a sua aterragem em segurança.




O avião de transporte partiu numa longa jornada que teve início no dia 1 de Junho, na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, onde a Atlantis pousou no último dia 24 de maio. Em seguida a dupla pousou na pista militar de Biggs, em El Paso, no Texas, onde permaneceu até o amanhecer. Dali, um novo voo foi feito até Santo Antonio, também no Texas, onde o 747 foi reabastecido e seguiu viagem até outra base militar em Columbus, no Estado do Mississippi e só então se dirigiu para a Flórida, onde pousou às 19h53. O percurso total da viagem foi de 4 mil quilômetros.

O custo estimado desta operação de transporte é superior a 1 milhão de dólares e foi evitado ao máximo pelos responsáveis da Nasa. O objectivo era que a Atlantis pousasse no dia 22 de maio na Flórida, mas as condicionantes do tempo obrigaram o vai-vém a permanecer em órbita por mais dois dias do que o inicialmente previsto, na perspectiva de que houvesse melhoras do tempo na Terra. Dada a impossibilidade de concretizar esse objectivo, os controladores decidiram pousar a nave espacial na base militar da Califórnia, no extremo oposto da base espacial da Florida.

A aterragem da Atlantis encerrou uma das mais complexas missões na órbita terrestre e que visou fundamentalmente, as obras de restauro e modernização do telescópio espacial Hubble. Os trabalhos foram realizados com êxito pela missão, denominada STS-125, que se prolongou por 13 dias e contemplou cinco saídas dos astronautas para o espaço.

A primeira vez que a Nasa utilizou este método de transporte foi em 1977, durante os testes iniciais do vai-vem espacial Enterprise percursor dos modernos Space Shuttle da Nasa.


A Nasa tem ao seu serviço dois aviões para este tipo de operações. São os designados SCA (Shuttle Carrier Aircraft), consistem em dois modelos Boeing 747 totalmente transformados e adaptados ao transporte dos cargueiros espaciais.

A colocação do vai-vem no dorso do Boeing SCA é feita a partir de uma estrutura chamada MDD (Shuttle Mate-Demate Device), que consiste numa plataforma elevatória composta de duas torres com 35 metros com capacidade para içar até 120 toneladas de carga.

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O que têm em comum, Vital Moreira,José Sócrates, o Pinóquio e o Gepetto?

Descubram as diferenças... (nb: se conseguirem encontrá-las)


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Nasa divulga imagem de cratera em Tethys

A Nasa, divulgou nesta quarta-feira uma imagem da cratera Odysseus cravada na superfície de Tethys um dos satélites de Saturno

A cratera Odysseus com cerca de 400Km de diâmetro deve ter resultado de um colossal impacto, quando o satélite ainda estava em formação, este impacto provocou a deformação do satélite e só por milagre não o fragmentou por completo.

O satélite foi descoberto em 1684 por Giovanni Cassini.

A imagem foi obtida em luz visível pela sonda Cassini no dia 24 de abril de 2009.


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AC/DC - Noite de Rock no Alvalade XXI

A esta hora já estarão abertas as portas do Alvalade XXI para uma noite que se espera memorável.

Logo à noite, pelas 21h40 , os AC/DC sobem ao palco do Estádio Alvalade XXI, em Lisboa, para um concerto que se prevê durar duas horas e 15 minutos.

A banda do psico-electrizante Angus Young está de volta ao nosso país 13 anos depois.

Os AC/DC prometem fazer-se ouvir num raio de 20 Km, naquela que será uma das mais pesadas megaproduções que já passaram por Portugal.

Tenho pena de não poder reviver o concerto de há 13 anos do "Ballbreaker Tour", mas a crise assim obriga.

Em 06 de Julho de 1996 foi assim




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Um mundo louco

terça-feira, 2 de junho de 2009



Hoje vou dedicar-me ao estilo de vida frenético que temos, sobretudo, nas grandes cidades e o quanto isso nos poderá prejudicar.
Como será que os pais e mães deste mundo moderno se sentirão daqui por 20 anos? Terá valido a pena toda esta correria? Terá valido a pena, as filas de trânsito e a refeição rápida? Terá valido a pena, adiar a maternidade e, após a maternidade, mal vermos os nossos filhos a crescer?
Nunca consegui perceber o porquê de tanta agitação. Em tempos remotos, a jornada de trabalho era longa e penosa, ininterrupta e de sol a sol. Com o surgimento da revolução industrial atingiu-se um progresso, pois a semana de trabalho passava a ser constituída por 10 dias de laboração e 1 de descanso. Depois de muitos avanços e recuos, ao longo dos séculos, o cenário melhorou graças à progressiva inovação e desenvolvimento tecnológico, visto que, com menos meios (humanos e materiais) conseguíamos fazer muito mais. Porventura, a história não tinha terminado, pois em 1989 um muro fora derrubado e com ele, tinham sido derrubadas, as ideias utópicas de igualdade e prosperidade igualitária.
Aqui começa algo que eu não consigo compreender. O mundo continua a assistir a ondas de progresso tecnológico que nos permitem aspirar a um nível de vida confortável e agradável, contudo cada vez mais se acentua um desconforto, irritação e angústia nas pessoas.
Inexplicavelmente aumentam-se horários laborais, enquanto o desemprego aumenta; empresas com resultados positivos “obrigam” os seus trabalhadores a fazerem 10 e 12 horas diárias pelo mesmo salário das 8 horas “normais”, e estes aceitam; uma fila de trânsito ou uma palavra mais indiscreta pode levar-nos à loucura; mulheres retardam a maternidade ou não engravidam, para não serem despedidas; os filhos são relegados para segundo plano, passando mais tempo com amas ou funcionárias de creches, do que com os pais; os miúdos passam horas e horas, em frente à televisão ou à consola…“aos tiros”; à noite finge-se que se janta algo condigno, lançando uma pizza ou uns hamburguês para o micro ondas; finge-se que se passa tempo em família com os pais no sofá, ou um em cada canto, e os miúdos nos computadores, “aos tiros ou falando com desconhecidos”; para não nos sentirmos culpados do nosso egoísmo e desinteresse compramos-lhes telemóveis, roupas e gadjets, sem que estes tenham feito algo para o merecer, julgando que tudo na vida assim ocorrerá; gastamos fortunas com explicações, para não termos de nos preocupar com o seu acompanhamento e, ao fim de 12 anos, esperamos que entrem numa universidade qualquer para realizar um curso qualquer; ao fim de semana corremos para shoppings atolados de desconhecidos e compramos tudo e mais alguma coisa, como loucos, a fim de saciar a nossa angústia; na segunda-feira, tudo recomeça!
Resultado? Ao fim de vinte anos encontramos uma pessoa que estará a marimbar-se para aqueles que teoricamente o deveriam ter criado, que não está para se chatear muito com o seu futuro (tudo lhe fora sempre dado) e não sabe bem o que quer fazer da vida. Quanto aos seus criadores, gastarão todo o dinheiro que preferiram ganhar, em tratamentos de saúde ou morrerão de ataque cardíaco após muitos anos de stress ou de um dos vários cancros que assola a humanidade.
O que terão deixado para trás? Um vazio, uma tristeza e um mundo pior, em vez de uma sociedade sem desigualdades, em paz com a natureza, com edificações de louvar o engenho humano e extravasar os limites do conhecido.


Uma sociedade canibalista…

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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