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Números, apesar da crise económica...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Corticeira Amorim encerra o ano de 2009 com queda nos lucros para 5,1 Milhões de Euros.

Comentário: São de facto extraordinários os resultados apresentados pela Corticeira Amorim, num ano em que a generalidade das empresas portuguesas enfrentou graves  problemas nos mais variados sectores de actividade, apresentar um lucro de mais de 5 milhões de euros dá que pensar.

É que à custa destes 5 milhões, muitos trabalhadores ficaram sem os seus empregos e muitas pequenas e médias empresas do sector tiveram que fechar portas, tudo porque para o grupo Amorim o que conta é a irracionalidade dos números. 

Se os accionistas não vissem as suas acções valorizadas com mais 5 milhões e centenas de pessoas pudessem conservar os seus postos de trabalho, haveria algum mal nisso?

Se não coleccionassem mais 5 milhões e não estrangulassem até ao último suspiro algumas dezenas de pequenas empresas, haveria algum mal nisso?

Com toda a certeza o mundo não desabava, mas o que mais me choca é que apesar destes números o CEO do grupo Amorim faz questão de realçar a diminuição "catastrófica" dos lucros da empresa Corticeira em 17% relativamente a 2008, notável de facto...

Claro que nada tenho contra os lucros da CA, mas pelo menos haja alguma decência na forma como se analisam os números e respeito por quem se tornou descartável ao serviço desta sórdida  perspectiva dos números...

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Corticeira Amorim e a China - Similaridades

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

 
Comentário: O mercado global tem destes paradigmas, o grupo Amorim vai revestir o pavilhão de Portugal na Expo de Xangai na China, como contrapartida, a China dá ao grupo Amorim formação especializada em matéria de direitos e garantias da classe operária. Tudo leva a crer que  o grupo Amorim passou com distinção esta acção de formação.
 
 

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Informação ao consumidor - Um bom exemplo a seguir!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


TORRE DO FRADE – RESERVA 2005
Vinho Regional Alentejano - Tinto


Este é seguramente um bom exemplo a seguir pelos produtores e engarrafadores de vinhos, e como se constata não é estritamente necessário que exista uma legislação específica, para que o consumidor possa escolher o vinho em função do vedante que este utiliza. 

O "Feira das conspirações"  considera louvável a iniciativa desta empresa e instiga outros vitivinicultores a optarem por esta estratégia de marketing.
O consumidor agradece e a cortiça também.

Nota: Coloquei cá o nome deste vinho, porque foi o primeiro que tive conhecimento, que opta por dar a informação ao consumidor com uma indicação relativamente ao engarrafamento com vedante de rolha natural.

Este espaço está aberto e disponível para publicitar todos os que nos queiram fazer chegar ou dar a conhecer  produtos, que façam referência ao uso de vedantes de cortiça natural.

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FOCa-ssseee!!! O homem é mais famoso que o Alves dos Reis...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Numa altura em que o sector corticeiro parece dar sinais de alguma retoma, não restam dúvidas que a sangria de desemprego verificada pelo Verão, parece já estar estancada, o que não significa que alguns  empresários não tenham ainda algumas unhas para desencravar.

Muitas destas situações escapam por completo ao comum dos trabalhadores do sector, é normal  que assim seja, a força de trabalho da indústria corticeira, não é um bom exemplo em matéria de conhecimentos e de informação adquirida.Também é evidente que este sector é uma espécie de estado dentro do estado, onde alguns empresários se permitem gerir as suas empresas tal como o faziam os capatazes para agradar aos senhores esclavagistas, a empresa CorksRibas é disso um bom exemplo, exemplo este que traduz fielmente as directrizes do grupo Amorim no reconhecimento dos direitos dos trabalhadores. Mas não é disso que vos vou falar, vou falar-vos de uma particularidade em que este sector se tem notabilizado ao longo de décadas.

Para além de produzir  e transformar cortiça em produtos nobres de excelência e qualidade, a indústria corticeira também tem produzido alguns dos mais notáveis ignomínios na arte e na ciência da vigarice. É bem ao estilo da máfia siciliana, que este submundo sombrio, sinistro e de podridão, floresce de vida como os cogumelos. Está povoado por alguns facínoras, cujos nomes me  escuso a denominar (este meio é muito poderoso e ainda me deitavam o blog abaixo) mas, que  toda a gente conhece excepto a justiça, é neste meio dizia eu, que se encontram os mais miseráveis pulhas que têm conspurcado o nome de todos os empresários sérios e honrados dentro do sector corticeiro.

Não pretendendo ser sensacionalista, vou revelar-vos uma premonição que tive nos últimos dias, se forem muito supersticiosos excluam a palavra premonição e substituam-na por intuição ou sexto sentido.

Pois bem, estou quase em condição de dizer que nos próximos dias vai rebentar um mega-escândalo financeiro envolvendo um mega-retalhista cá da região.

A partir deste momento, se os caros leitores tiverem alguma perspicácia perceberão de quem se trata, caso contrário usem a intuição que chegarão lá.

Não se trata de um retalhista de peles de foca, não nada disso, trata-se de um retalhista corticeiro, que tem focado muito a sua acção em vender gato por lebre aos lorpas e em comprar lebre por gato a alguns patos.

Só que alguns lorpas são menos lorpas do que os patos, e aqui começa o segundo acto da peça.

Há uns meses atrás o senhor Fernando Oliveira Cortiças, Lda. (FOC) pediu ao tribunal da Feira a insolvência  da empresa do seu amigo de sempre ACT, em causa estariam 30 milhões de euros de dívidas deste último.

Verdade seja dita, que o FOC era um mal menor numa imensidão de credores e de dívidas que rondavam os 80 milhões de euros na empresa ACT (isto era mais ou menos público).

O tribunal reconheceu razão ao senhor FOC e entregou-lhe a empresa do sr. ACT para que fosse feito um projecto de recuperação da empresa.

Até aqui nada de anormal, não fosse o facto do senhor FOC, também ele, ter arrebatado uma imensa legião de credores além da margem sul do rio Tejo.

Aliás, dizia-se por aqui que o homem teria a cabeça a prémio lá para as bandas do além Tejo.
Segundo consta, essa imensa legião de apaniguados e lesados corticeiros, desespera para lhe poder colocar as mão em cima do pescoço, já que não lhe podem chegar ao bolso, pelo menos aconchegavam-lhe a roupa ao pêlo.

Até aqui, para os mais informados e familiarizados com a indústria do pó da cortiça, nada disto será novidade.

O que vocês talvez não saibam é que a fama e principalmente o proveito que este senhor granjeou intramuros, trespassou já as fronteiras do país e até,  conseguiu passar o mar mediterrâneo em real cruzada por outros continentes.

O rol das façanhas sem qualquer desfaçatez deste senhor é imenso e agora vou passar a citar: 

Duas notas prévias:
1 - Se quiserem a tradução para português procurem no google translate, façam lá o vosso trabalho de casa, que também não é difícil. Este espaço não é nenhuma escola de ensino de línguas à distância para isso inscrevam-se na CEAC.


2 - A cadência destas informações é constante e diária, portanto,  se necessário for e eu entender que é de interesse, o Post será  também constantemente actualizado. Matutem com os vosso botões e tirem vocês mesmos as vossas ilações.

Comentário do dia 21/01/2010 - 1ª Parte
"Todos los comentarios demonizan a Abel da Costa Tavares.Alguien a pensado en que el único proovedor(fornecedor) de esta empresa ha sido los últimos años Fernando Oliveira Cortiças,lda y ha sido elprecusor de esta insolvencia.Saben los trabajadores y las autoridades que esta empresa no ha pagado a sus proovedores ni en España ni en Portugal y que todas las letras que le aceptó en su día Abel da Costa las descontó en los bancos.Saben que todo lo que ha hecho Fernando Oliveira Cortiças.Lda, ha sido culpar a Abel da Costa de sus males y de lo único que se ha preocupado es de salvaguardar du patrimonio.Saben que FOC se ha beneficiado de avales del estado por importe de más de cuatro millones de euros y actualmente está practicamente sin actividad y con deudas en la banca,proovedores etc. Conocen ustedes los problemas de FOC por fraudes fiscales continuados.
Ha Abel da Costa se le ha judgado,han sacado de la fábrica a el a su mujer,dos ancianos,y a su hijo,la pregunta es¿cuando se judgaráa Pedro Oliveira,en Portugal,en España,en Marruacos,donde tiene el dinero FOC?Confiemos en la justicia."

Comentário do dia 21/01/2010 - 2ª Parte
"Para conocer el problema de Abel da Costa es imprescindible conocer las actitudes de "Pedro Oliveira".Hay que saber como está la empresa Sabaté Maroc(marruecos) con fuerte participación de FOC,que pasa con Eurocork Cortes y el Ayuntamiento de Cortes de la Frntera(Malaga),para que está utilizando Eurocork Almendral,en Almandral(Badajoz),que ha hecho con los trabajadores de FOC España,S.L. que situación le ha provocado a empresas como Corchera de Alburquerque,S.C.L.,con Amatriain Cork,s.l.,con Corchos Elviro,s.l.,con Borriño Rabazo,con Zurro Mirón,con Antonio Rodriguez Sabat,con Transportes Velez,con Agricolas Benitez, con Corchos y Leñas Zenizo,etc.Los problemas con Portugal se pueden ver en el registro."

Comentário do dia 23/01/2010:
"Ayer hicimos alguna reflesión respecto a las repercusiones que ha tenido Fernando Oliveira Cortças en los males de Abel da costa,es insuficiente,no solo ha sido el maximo responsable de la insolvencia de Abel da Costa y de haber destruido la relación de sus satélites en la antigua Amorim Plus.
Saben que Pedro OLiveira,por acumulación de riesgo consiguió que Abel le consigiera letras aceptadas por los satelites.Saben que,con con un abuso indecente de amistad le pidió a la empresa J.M.Cortiças,Lda. que le comprara para venderle a Abel mercancía por importe de 2.000.000.-Ers,y este dinero lo tiene a la espalda Juan,el dueño de J.M.Cortiças.
En definitiva,y como continuación a lo que digimos ayer,desconocemos la responsabilidad civil o penal de Abel Da Costa pero no tenemos ninguna duda en que la actitd de FOC ha sido deplorable,y más concretamente a las empresas y proovedores que más le ayudaron.Ya se lo puso claro a uno de los muchos arrasados,su frase no tiene desperdicio,el sr.Pedro Oliveira le respondió al Sr.Vilallonga ante un problema que le ocasionó"yo para hacer negocios me quito el corazón",esto lo explica todo."

Comentário do dia 24/02/2010:
 "Ayer alguién se hizo eco de nuestros comentarios respecto a que el colaborador necesario para que Abel da Costa se fuera al traste ha sido su proovedor único FOC,más concretamente Pedro Oliveira.
Comentaba que de estas historias los más perjudicados son los trabajadores,posiblemente tenga parte de razón.FOC en la empresa Cortansa,El Pedroso Sevilla al mes de recibir una subvención de La Junta de Andalucía hizo un Expediente de regulación de empleo del 70% de la plantilla.En la empresa de San Vicente desapareció dejandonos en la calle a los trabajadores sin indemnización.
FOC ha hecho más que méritos para estar incluido en esta página magnifica de denuncia de las injusticias Feira das Conspirações:"

Comentário do dia 25/01/2010 :

"Las nuevas instalaciones de FOC,construidas en terrenos a nombre de La Cámara,están actualmente a nombre de la propia FOC para cubrir sus débitos o lo está a nombre de otra empresa propiedad de la familia Oliveira.Porque de forma ficticia se han divorciados legalmente los hermanos Oliveira.No obedecerá a que estan operando con otra empresa propiedad de la fámilia AMARICO SOUSA,reconvertida de Lda,a Sociedad Anónima pòr participaciones al portador y que pueden estar en el bolsillo que deseen."

Comentário do dia 26/01/2010 :
"Tenemos nuevas noticias,les sorprenderan,hoy mismo ha procedido el Banco Espitito Santo contra Fernando Oliveira,sorprendanse,este banco que es Portugues no procede desde Portugal,lo hace desde Belgica,no les parece raro.Donde tiene el dinero FOC,muchos echan de menos el que esta empresa se ha quedado.Por cierto como en España y en Portugal no puede comprar lo hace en Marruecos y en Argelia.Allí tiene que pagar."

Com todas estas revelações, espero bem não vir a ter a judiciária à perna, ainda por cima eu nem conheço a pessoa que tem feito estes comentários, a única coisa que presumo saber é que ele nutre um especial "carinho" pelo FOC e não lhe poupa "elogios".

A ser verdade o que aqui vai sendo ventilado, dentro da "cosa nostra corticeira", comparado com o "Pedrito FOC", o falecido Alves dos Reis teria sido um  modesto aprendiz de vigarista ou um simples menino de coro  de igreja.

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Despedimentos em empresa do Grupo Amorim por motivos políticos e sindicais

Por Email :

Despedimentos em empresa do Grupo Amorim por motivos políticos e sindicais
O Bloco de Esquerda considera inaceitável a atitude que a empresa Corks Ribas, uma empresa da indústria granuladora de cortiça do concelho de Santa Maria da Feira que pertence ao Grupo Amorim, está a ter com os seus trabalhadores da produção. 
A empresa despediu 4 trabalhadores da produção como resultado de um processo disciplinar. O Bloco de Esquerda considera que as bases para o processo disciplinar são de pura perseguição política aos seus trabalhadores, colocando em causa o direito constitucional que lhes assiste de actividade política e sindical. Aliás, o despedimento não tem qualquer base de verdade nos motivos indicados, indicando que o despedimento dos trabalhadores decorre de “influência negativa” que o delegado sindical exerce sobre eles. Esta motivação para o despedimento é absurda na medida em que tenta punir os trabalhadores põe supostas influências de terceiros.
O Bloco de Esquerda presta toda a solidariedade para com os trabalhadores da Corks Ribas ilegalmente despedidos.
O Bloco de Esquerda considera este despedimento uma clara represália do Grupo Amorim à actividade política e sindical destes trabalhadores, dado que todos são activistas políticos e sindicais. Esta é a verdadeira motivação para o seu despedimento.
O Bloco de Esquerda irá denunciar esta ilegalidade junto da Autoridade para as Condições no Trabalho, exigindo que seja levantado uma contra-ordenação grave à empresa pela sua conduta, que resultou numa sanção abusiva.

                O deputado Pedro Filipe Soares solicitou a imediata intervenção da Autoridade para as condições do Trabalho. ler aqui


Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro


Nota: O "Feira das Conspirações!"  presta a sua solidariedade aos trabalhadores injustiçados e espera que a verdade e a justiça sejam rapidamente repostas.

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Abel Costa Tavares (ACT) vs. Fernando Oliveira Cortiças (FOC)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Não tenho o hábito de fazer isto, mas dada a relevância da matéria, decidi publicar aqui dois comentários que recebi vindos de Espanha, a propósito deste post que data do dia 14 de Maio de 2009, em pleno pico da crise no sector corticeiro. Tirem as vossas ilações...

Nota: Se alguém quiser ter a amabilidade de fazer a tradução, eu agradeço e até me comprometo a publicá-la aqui, de todo o modo, penso que não será difícil perceber o que este comentador pretende esclarecer.

"Todos los comentarios demonizan a Abel da Costa Tavares.Alguien a pensado en que el único proovedor(fornecedor) de esta empresa ha sido los últimos años Fernando Oliveira Cortiças,lda y ha sido elprecusor de esta insolvencia.Saben los trabajadores y las autoridades que esta empresa no ha pagado a sus proovedores ni en España ni en Portugal y que todas las letras que le aceptó en su día Abel da Costa las descontó en los bancos.Saben que todo lo que ha hecho Fernando Oliveira Cortiças.Lda, ha sido culpar a Abel da Costa de sus males y de lo único que se ha preocupado es de salvaguardar du patrimonio.Saben que FOC se ha beneficiado de avales del estado por importe de más de cuatro millones de euros y actualmente está practicamente sin actividad y con deudas en la banca,proovedores etc. Conocen ustedes los problemas de FOC por fraudes fiscales continuados.
Ha Abel da Costa se le ha judgado,han sacado de la fábrica a el a su mujer,dos ancianos,y a su hijo,la pregunta es¿cuando se judgaráa Pedro Oliveira,en Portugal,en España,en Marruacos,donde tiene el dinero FOC?Confiemos en la justicia."
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"Para conocer el problema de Abel da Costa es imprescindible conocer las actitudes de "Pedro Oliveira".Hay que saber como está la empresa Sabaté Maroc(marruecos) con fuerte participación de FOC,que pasa con Eurocork Cortes y el Ayuntamiento de Cortes de la Frntera(Malaga),para que está utilizando Eurocork Almendral,en Almandral(Badajoz),que ha hecho con los trabajadores de FOC España,S.L. que situación le ha provocado a empresas como Corchera de Alburquerque,S.C.L.,con Amatriain Cork,s.l.,con Corchos Elviro,s.l.,con Borriño Rabazo,con Zurro Mirón,con Antonio Rodriguez Sabat,con Transportes Velez,con Agricolas Benitez, con Corchos y Leñas Zenizo,etc.Los problemas con Portugal se pueden ver en el registro del propio Banco de Portugal."

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São Paio de Oleiros - Amorim Revestimentos explora trabalhadores

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Quando o ministro Vieira da Silva fez aprovar a nova versão do código de trabalho, os trabalhadores não duvidaram e os empresários tinham a certeza que o governo se dobraria perante as exigências destes últimos no que toca à flexibilidade dos horários laborais, tudo com o  argumento questionável de incrementar a competitividade das empresas.

Pois bem, quem mais tem usado este expediente falacioso da flexibilidade do horário laboral têm sido os grandes grupos económicos, que à conta deste preceito contido no código de trabalho, têm feito interpretações abusivas não se coibindo de explorar descaradamente os trabalhadores.
Segundo consta, cá pela região, o Grupo Amorim tem-se saciado à ganância das particularidades específicas da flexibilidade laboral, interpretando as mesmas de acordo com as suas vontades.

Na Amorim Revestimentos, por exemplo, os trabalhadores têm sido vergonhosamente explorados.
Já não lhes chega os baixos ordenados que pagam aos trabalhadores, ainda têm o desplante de obrigar de forma coactiva os seus trabalhadores a laborar sábados e feriados. Esta sobrecarga de trabalho deve-se ao facto de terem dispensado trabalhadores mais idosos, sem terem preenchido a sua falta com a admissão de novos quadros. Mais lamentável e porque não dizê-lo, humanamente indecente e imoral, é o facto de não pagarem esse trabalho suplementar, limitando-se a reconverter esses períodos de trabalho suplementar em bancos de horas ou então limitando-se a pagar em horas extraordinários apenas 75% do valor que efectivamente deveriam pagar.

Isto é a exploração esclavagista do séc.XXI e foi permitido por um governo socialista que baixou literalmente as calças aos trabalhadores, para que os empresários lhes sorvam não só o direito à remuneração como também a dignidade.

O Grupo Amorim precisará mesmo destes artifícios manhosos?
Será com esta opressão aos trabalhadores que aumentam os seus dividendos? Até podem os seus administradores pensar  que assim será, mas isto não será  tão linear. Com trabalhadores desmotivados, não é expectável que tenham um desempenho exemplar nas suas tarefas, perde a empresa na qualidade dos seus produtos e dá uma imagem sofrível dos seus procedimentos.

O marketing hoje funciona tão bem a favor das empresas, como funcionará da mesma forma contra.

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Corticeira Amorim lança rolha Top Series com cápsula de luxo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Corticeira Amorim - líder mundial na produção de rolhas de cortiça para vinhos e espirituosos - lançou uma colecção exclusiva de rolhas de cortiça de luxo com cápsulas em prata, cristal ou ouro e preços até mil euros a unidade.

Segunda a C.A. esta rolha foi concebida para ir ao encontro das necessidades dos produtores de bebidas espirituosas premium.

A nova rolha de cortiça natural, denominada Top Series®, surge no âmbito do compromisso estratégico da C.A. com a Inovação e é fruto do recurso a tecnologias de ponta, que culminaram numa linha com quatro gamas para diferentes segmentos de mercados – Prestige, Elegance, Premium e Classic Value. Ler mais

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Corticeira Amorim e cadeia britânica de supermercados Sainsbury's assumem compromisso em defesa da cortiça natural

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


A Sainsbury's - segunda maior cadeia de supermercados do Reino Unido - anunciou recentemente que, a partir de 2010, todas as rolhas de cortiça usadas nos seus vinhos serão certificadas pelo FSC - Forest Stewardship Council.

O anúncio surge no seguimento de uma parceria com a Corticeira Amorim, fornecedor exclusivo de rolhas de cortiça da Sainsbury's  e visa a preservação do montado de sobro, um ecossistema que presta valiosos serviços ambientais.

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Corticeiros com aumento de 10 euros

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

«O Sindicato dos Corticeiros do Norte e a Associação Portuguesa de Cortiça chegaram a acordo sobre o aumento salarial para o sector.



Dez euros de aumento salarial para todos os grupos do sector e 10 cêntimos a mais no subsídio de alimentação foram os valores acordados entre as partes.




Este acordo surge depois da associação que representa os empresários do sector (APCOR) ter começado por rejeitar qualquer aumento salarial, justificando essa atitude com o alegado momento de crise que atinge o negócio da cortiça.» Ler mais aqui


Como se constata aqui o "alegado" momento de crise que atinge o negócio da cortiça justificava plenamente que os trabalhadores não tivessem qualquer aumento salarial, mas, vá lá não façam birras... tomem lá o troco do café e toca a trabalhar!

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Ranking das empresas corticeiras com melhores resultados liquidos em 2007

sábado, 11 de julho de 2009

Por mero acaso encontrei este suplemento de economia do diário de Aveiro de 20 de Janeiro de 2009.

Este documento é interessante para se aferir da evolução negativa que algumas empresas do sector corticeiro tiveram em termos de rentabilidade e resultados líquidos em pouco mais de 1 ano.

É certo que vivemos tempos de crise, mas terá sido esse factor conjuntural o principal responsável pela actual situação do sector ou haverá factores de natureza estrutural muito mais determinantes para a incerteza que paira hoje sobre o futuro do sector?

Em 2007 era este o Ranking das 12 maiores empresas corticeiras que se classificavam entre as 200 mais rentáveis do distrito de Aveiro.



Um dos dados mais curiosos que se pode retirar deste quadro, prende-se com facto de a empresa Abel da Costa Tavares ter um volume de negócios descomunal, relativamente aos seus resultados líquidos. Esta empresa suplantava mesmo a Amorim Revestimentos em termos de volume de negócios, sendo mesmo a 15ª empresa com maior volume de negócios no distrito de Aveiro. A empresa Fernando Oliveira Cortiças, Lda (FOC) é outra das empresa cujo volume de negócios não tem uma correspondência directa nos resultados líquidos.

Se tiverem lido o parágrafo anterior com alguma atenção devem ter notado que abusei da expressão "volume de negócios" e fi-lo intencionalmente. Na minha opinião foi no crescimento do volume de negócios que se sustentaram economicamente as empresas Abel da Costa Tavares, Lda. e Fernando Oliveira Cortiças, Lda. Mas, assim sendo, como justificar uma tão grande discrepância entre os rácios de rentabilidade e volume de negócios entre as várias empresas do sector? Porque razão determinadas empresas precisam de um menor volume de negócios para retirar mais rentabilidade quando se dedicam basicamente à mesma actividade. Veja-se o exemplo do Juvenal e do Ávaro Coelho, o Juvenal necessita de um menor volume de negócios para retirar mais rentabilidade na empresa. Será que o administrador da Álvaro Coelho é incompetente, ou não aposta nos nichos de mercado de forma certeira?

E se comparar-mos o Juvenal com o Abel então a questão ainda é mais gritante, o Abel precisa de realizar 4 vezes mais negócios do que o Juvenal para retirar quase a mesma rentabilidade.

Nota: os valores do volume de negócios e da rentabilidade podem ser encontrados no suplemento do jornal na página 11.

Não sendo um perito em assuntos de matéria económica, longe disso, parece-me que tanto o Abel como o Pedro (FOC) e em menor escala o Álvaro Coelho, entraram numa espécie de bolha de sabão que lhes permitiu sustentar as empresas com base no crescimento do volume de negócios, mas sem a respectiva correspondência na rentabilidade económica, o que em momentos de prolongada crise descamba em insustentabilidade, já que as empresas não terão fundo de maneio suficiente para fazer face à estagnação do mercado. Resumindo, parece que os gestores e administradores destas empresas esqueceram-se que uma bolha de sabão cresce, cresce, sobe, sobe até que rebenta!

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Corticeira Amorim lança rolha mais barata que os vedantes sintéticos

Nova rolha da empresa líder mundial do sector corticeiro pode ser 50% mais barata do que as rolhas de plástico.

A notícia poderá ser lida no semanário económico deste sábado.

Quer-me parecer que esta será mais uma "pescadinha de rabo na boca", sempre ao gosto dos mais requintados paladares do sacro-necrófago tubarão do sector.

Com a derrocada iminente de uma grande parte do sector corticeiro, com o estrangulamento que sofrem muitos dos micro, pequenos e médios empresários ao nível da sustentabilidade económica, com os preços da cortiça em forte queda, com o consequente decréscimo no valor que é oferecido aos produtores de rolhas pelo seu produto, com os mais recentes escândalos financeiros (letras, facturas falsas, evasão fiscal, descapitalização de empresas, fuga de capitais para o exterior, etc,etc,etc.) que por si só, preconizam fraudes monumentais envolvendo a Abel da Costa Tavares e outras empresas do sector, com a agonia latejante de empresas como o FOC, Juvenal, Álvaro Coelho e grupo Suberus, com todos os problemas que o sector enfrenta e numa altura em que se perspectivava que a médio prazo o mercado varresse os resíduos tóxicos deixados pela extinção de alguns parasitários, só faltava mesmo que, para desferir o golpe de misericórdia na indústria tradicional rolheira, alguém se lembrasse de lançar vedantes em cortiça ao preço da uva mijona.

O mais grave, é que este vedante é bem capaz de atirar para as calendas gregas o chavão da lealdade na concorrência e de se ajustar na perfeição, a um qualquer programa subsidiável de incentivos à inovação tecnológica e à criação de novos produtos, tudo muito bem regadinho com o dinheiro dos nossos impostos.

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Sector corticeiro - Do drama à tragédia aperta-se o gatilho...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O sector corticeiro vive momentos de profunda agonia. São às dezenas os dramas que afectam os trabalhadores que diariamente se vêm confrontados com o espectro do desemprego, são às centenas os que não vêm o esforço do seu trabalho compensado com o pagamento justo dos seus salários, são cada vez mais as empresa que usam e abusam do expediente do Lay-Off, são trabalhadores que não vêm os seus vínculos de contratuais renovados, são as constantes insolvências de empresas solicitadas por credores desconfiados, são os exagerados stocks de produto acabado que se acumulam em armazém, enfim é toda uma conjuntura desfavorável que vai despoletando um gravíssimo problema social, cujos contornos são complexos e cuja resolução se augura de dificuldade extrema.

É neste contexto que os problemas se agudizam e os dramas pessoais se afloram e tendem a resvalar para a tragédia.

Ainda recentemente, um pequeno empresário corticeiro de Fiães suicidou-se em frente de um fiscal das finanças. Tudo parece indicar que este homem já não conseguia dar solução aos seus problemas financeiros, motivados por um atol de débitos e de créditos, que já não conseguia liquidar nem realizar, com a agravante de ter o predador fiscal do estado à perna, correndo o sério risco de perder os seus bens imóveis. O homem não terá tido a compostura psíquica suficientemente forte, para resistir à tentação de estoirar com os próprios miolos.

A situação tal como está, bem se poderá dizer que é capaz de não ficar por aqui, a sombra negra da tragédia.

Segundo ouvi dizer, mas não pude confirmar de fonte fidedigna, hoje mesmo, em Mozelos, um outro empresário terá colocado termo à vida em moldes similares.

Uma besta negra, um tal de ACT é apontado como um dos principais responsáveis pela situação ruinosa em que se encontram muitos empresários corticeiros.

Com um esquema de gestão pouco transparente, o ACT terá lesado em muitos milhões de euros vários empresários do sector deixando-os à beira do abismo. Entre o precipício e espada, entre dar um passo em frente de dar um passo à retaguarda, é certo que este senhor ACT terá ele também a cabeça a prémio, não faltando quem se preste a ser o primeiro da fila a sentenciar o seu destino.

Com tanto dinheiro em jogo não espanta que à falta de soluções na linha do horizonte se procure soluções na linha de mira.

Do drama à tragédia basta premir o gatilho...

PUBLICAÇÃO: O GADANHA

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Mozelos - Missão Espacial "Fuga Conveniente!"

sexta-feira, 29 de maio de 2009


Vaga de desaparecimentos súbitos na indústria corticeira intriga os cientistas e preocupa trabalhadores

Não, não se trata de roubos de rolhas nem tão pouco de cortiça, esta vaga de desaparecimentos misteriosos de mercadoria está em desuso, apesar de ter feito furor na década de 90.
Hoje os desaparecimentos são um pouco mais sofisticados, mais programados, mais tecnológicos e mais covardes, no entanto, mantêm a mesma traça original - É preciso ter lata!

Em Mozelos a população começa a inquietar-se com os misteriosos desaparecimentos das últimas horas, primeiro constou-se que o "Abel" teria desaparecido para parte incerta, agora surgem rumores que o "Pedro FOC" também se esfumou.

Eu tenho um palpite para desvendar o mistério: Caso o "Abel" tome definitivamente o chá de sumiço e é bem provável que o faça, depois de algumas tentativas de ensaio, aposto que ele seguirá um de dois destinos: ou o Brasil ou a estância turística de Custóias.

Quanto ao "Pedro FOC" deve ter sido raptado por seres alienígenas e neste momento deve estar a caminho de um qualquer corpo celeste muito distante, de preferência (para ele claro!) noutra galáxia.

Com a estrutura da tríade ou tridente corticeiro sem dois vértices, desfaz-se o triângulo ACT-FOC-CA, restando apenas a ponta do vértice CA, que é como quem diz, resta o supremo magnum excelsior todo poderoso rei do montado e das coisas crudélicas. Já se sabia o resultado final antes mesmo deste jogo começar.

Alimentou-se durante muito tempo a ilusão de uma subida rápida na escada do sucesso empreendorista, calcorreando 3 ou 4 degraus de cada vez, passando quase por cima de tudo e de todos e de repente, eis que alguém recolhe a carpete, e tudo vem ao chão, ao charco, pois que em águas turvas não vai o peixe desovar! as fragilidades revelam-se, afloram-se, dividem-se, separam-se e reina sempre o mesmo, pois claro está de ver!

E agora venham os mundos e os fundos e a aragem do Norte, porque no fim quem se lixa é sempre o mesmo - quem trabalha e não recebe ou quem quer trabalhar e se detém diante do portão fechado.

Venham agora os salvadores da pátria e do emprego pregar aos sete ventos a sua sensibilidade de charlatão. Vigaristas, trapaceiros, benzedores da inovação, comovidos e de nós apertados à garganta, venham cá explicar a esta gente porque tem de ser assim!

Aproxima-se mais uma tenebrosa nuvem de desemprego que fustigará sem misericórdia as famílias e as estatísticas deste concelho.

Este país é mesmo muito medíocre. Algumas pessoas deste país são medíocres e indecentes. Muitos empresários deste país são imorais e alguns destes bastardos são filhos da putice, como diria o não menos, Pimenta Machado.

PUBLICAÇÃO: O GADANHA

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Onde pára o Abel?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Actualização - 28/5/2009

O texto que abaixo foi publicado pode ter sido infectado por fontes pouco fidedignas, assim sendo, impõe-se fazer um esclarecimento.

Das informações contidas neste texto nem todas serão verdadeiras e quase nenhuma é mentira com uma excepção, o Abel não terá desaparecido nem se terá ausentado para parte incerta, a confusão advém de um desaparecimento sim, mas cujas ligações ao Abel serão meramente de ADN.

O "Feira das Comendas" assume assim o equívoco lamentável e pede desculpa ao Abel, que afinal parece que esteve sempre presente, do mesmo modo, foi-me confirmado que os trabalhadores com salários em atraso receberão os seus vencimentos a partir da próxima semana.

Verdade, verdadeira é que as empresas do grupo ACT atravessam muitas dificuldades, pairando no ar muitas dúvidas e incertezas quanto ao seu futuro.

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Nota prévia: Como sei que a Abel da Costa Tavares é um grupo constituído por pelo menos 4 empresas, uma em Mozelos e 3 em Lourosa, desconheço se a situação que irei descrever adiante é extensível e comum a todas elas. O que sei é que pelo menos numa delas isto acontece(u)...


Há dias quando escrevi esta crónica, fazia referência ao facto da Empresa Abel da Costa Tavares, estar a despachar pessoal, mesmo depois de se ter candidatado ao programa de apoios ao sector corticeiro, parece que agora quem se despachou foi o próprio Abel e pelos vistos despachou-se para parte incerta e sem aviso de recepção.

Os trabalhadores que não receberam os salários de Abril, sentem-se assim um pouco órfãos e não aguentam as saudades, por isso, pedem encarecidamente a quem souber do seu paradeiro, por favor contacte os trabalhadores, calotes e/ou afins.

A comoção e os apertos na garganta que caracterizaram a descrição da visita de Manuel Pinho à empresa, dão agora lugar à desolação e aos apertos na carteira. No meio disto tudo é estranho que ainda não tenha vindo a terreiro o sindicato dos corticeiros dizer alguma coisa, há trabalhadores que não viram renovados os seus contratos, há outros que desde segunda-feira não sabem o que fazer e parece que há outros com vencimentos em atraso, na forja parece estar também muita indefinição quanto ao futuro da empresa e a prová-lo está o sumiço do principal administrador.

Esta situação tem culpados:

Pergunte-se ao Manuel Pinho se ele sabe onde se encontra o Abel da Costa Tavares, há uma data de gente ansiosa e interessada em desvendar o mistério.

Começa finalmente fazer-se luz sobre os propósitos do Plano de Apoios ao Sector Corticeiro, há trabalhadores que continuam sem receber salários, a indústria corticeira acelerou a sua decadência e alguns espertalhões indecentes fogem para parte incerta e tudo isto perante o desplante de um ministro que veio pregar aos sete ventos as preocupações do governo com a crise que o sector atravessa.

Os trabalhadores agradecem mais uma vez a "salvação" do patrão, para que por consequência pudessem ver "salvos" os postos de trabalho e ver garantidos os seus meios de subsistência.

Obrigado Sr. Ministro! faça chegar os nossos agradecimentos ao seu (nosso) patrão e já agora que tal fazer-nos uma visitinha, é que de tão comovidos que estamos éramos capazes de votar 10 vezes em si.

PUBLICAÇÃO: O GADANHA

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Mozelos - Abel da Costa Tavares "despacha" trabalhadoras

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Antes de começar esta crónica queria pedir desculpa ao Kouzas&Louzas se, porventura, estiver a abusar do vosso conteúdo. Corri tudo na Net e só no vosso espaço é que consegui encontrar a imagem que melhor ilustra o que aqui pretendo escrever, desde já agradeço a disponibilização da foto (mesmo sem ter feito um pedido expresso, espero que não levem a mal).

Então é assim, o ministro Manuel Pinho quando juntamente com o primeiro-ministro José Sócrates veio fazer a apresentação do Plano de apoios à Indústria da cortiça, fez uma série de visitas a empresas corticeiras, empresas essas que segundo parece seriam empresas modelares no sector, segundo a perspectiva de Manuel Pinho, ou então, segundo a perspectiva que lhe quiseram incutir.

Uma dessas empresas que foi visitada a Abel da Costa Tavares, despertou um sentimento de grande comoção no ministro, quando algumas trabalhadoras empunharam um cartaz que agradecia ao ministro pelo facto de a sua intervenção ter permitido salvar o patrão e por conseguinte de lhes ter ajudado a manter os postos de trabalho. Na altura o ministro disse ter sentido um nó na garganta pela alegria das funcionárias e não tinha dúvidas que se as eleições fossem ali nem era precisa fazê-las, ganharia com 80% dos votos e se fosse possível as pessoas votariam nele 10 vezes, como se percebe a modéstia é uma característica intrínseca à personalidade de Manuel Pinho. Ficou ainda registada pelos jornalistas esta frase extraordinária que ilustra de forma inegável o seu orgulho:

"As pessoas estão aflitas e muito mais viradas para quem tiver soluções concretas em vez de teorias."




Pois bem, esta dita empresa Abel da Costa Tavares filial ACT-3 de Mozelos, que desconheço se viu aprovada a sua candidatura ao programa de apoio ao sector corticeiro, passado pouco mais de um mês, tratou de defraudar as expectativas e quebrar as ilusões às suas funcionárias e começou a dispensar trabalhadores, a re-estruturar os seus quadros ou então a despedir pessoal, o sentido e o significado é todo o mesmo.

Que moralidade é esta?

As trabalhadoras da empresa talvez comecem a perceber melhor o logro em que caíram ou foram obrigadas a cair, isto só tem um (2 ou +) nome(s) - indecência e mentira, ainda por cima com o aval do ministro Manuel Pinho e do governo PS.

É com a mentira mais vil que se embala o povo e se enganam os trabalhadores. Eu julgo até que esta situação deveria ser investigada com maior profundidade, já que a empresa em questão, obedece a um novo conceito de empresa, que a Abel da Costa Tavares faz questão de enaltecer como um inovador conceito de sinergia estratégica de pequenas e médias empresas no mesmo espaço físico, que traduzido à letra deve querer significar - antro alargado e em expansão de trabalho precário.

Deixo aqui a sugestão ao Manuel Pinho que ainda recentemente fez uma visita à empresa Álvaro Coelho SA.

Faça uma nova visita à Abel da Costa Tavares, quem sabe não receberá de novo doses imensas de emoção.

A emoção e principalmente a "comoção" e os "nós na garganta" ganhariam um novo sentido, talvez mais literal.

Vá lá Sr. Ministro! não desaponte estes trabalhadores, que eles votam 10 vezes em si!

PUBLICAÇÃO: O GADANHA

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Petição em defesa dos montados de sobro

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O EcoLogicalCork.com está a promover a petição: "VINHO COM INFORMAÇÃO É OPÇÃO".

Escolher um vinho engarrafado com rolha de cortiça é uma opção que defende a biodiversidade, protege postos de trabalho nacionais e reduz os efeitos do carbono. Esta é por isso uma opção que deve ser feita por todos nós. No entanto nem sempre esta opção está ao nosso alcance, isto porque quase nunca existe qualquer tipo de informação no exterior das garrafas sobre o tipo de vedante por elas utilizado.


Para tentar mudar esta realidade o EcoLogicalCork.com está a realizar uma petição online ("abaixo assinado") que deve ser assinada por todo e qualquer consumidor que queira fazer valer o seu direito à informação. Esta petição servirá para fazer pressão junto dos responsáveis pela comercialização de vinhos (produtores, engarrafadores, vendedores, etc.) no sentido de que estes mudem o seu comportamento.

Para além desta acção de mostrar a vontade dos consumidores aos produtores, a petição servirá também para fazer chegar a vontade dos cidadãos à Assembleia da República para que a mesma tome iniciativas legislativas no sentido de obrigar a que este tipo de informação conste nas garrafas.
Esta é uma iniciativa que a todos diz respeito, o direito à informação para tomar opções é um direito de todos nós.


Defenda o futuro, defenda o que é nosso, apoie e escolha a cortiça.
Assine e divulgue:
www.peticao.ecologicalcork.com

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Sector corticeiro vive em estado de hecatombe latente e desmoronamento quase irreversível

domingo, 19 de abril de 2009

Mais uma vez, trago cá a situação de pré- calamidade que se vive no sector corticeiro, com o futuro próximo, demasiado negro para os trabalhadores corticeiros e para a viabilidade e sustentabilidade económica da maioria das pequenas e médias empresas.

A situação de crise económica não justifica tudo o que de mal está a acontecer neste sector ainda muito tradicional da indústria portuguesa.

O problema que está a arrastar as empresas para o colapso económico é mais grave e mais antigo do que a própria crise económica, é um problema estrutural e muito específico que resulta da própria actividade do sector.

Qualquer industrial corticeiro e mais concretamente qualquer industrial do segmento rolheiro confronta-se hoje com um dilema problemático:

O que fazer com o produto rolha que se acumula em stocks por falta de mercado?

Quem conhece os meandros do sector sabe que a compra e acumulação da matéria-prima (cortiça) em estaleiro é problemática e de grande risco, primeiro porque envolve um grande dispêndio de recursos financeiros, depois porque a necessidade de estabilizar a matéria prima por longos períodos de tempo em estaleiro (mais de 1 ano) comporta um enorme risco, tudo por causa das flutuações de mercado, ou seja, se a matéria-prima hoje é comprada a um determinado preço isto não significa que, quando o produto final (rolha) chega ao mercado (é vendido) o seu preço de venda reflita os custos e as margens de lucro em função do preço da matéria-prima, normalmente o preço do produto é ditado pelo próprio mercado (oferta e procura). Isto cria alguns desequilíbrios que numa situação de estabilidade de mercado são superados, e até potencialmente vantajosos com o crescimento da procura, mas numa situação de baixa procura como a actual cria desequilíbrios críticos para a sustentabilidade económica das empresas, a grande dificuldade reside na impossibilidade de realizar o dinheiro que foi gasto na compra de matéria-prima e pelo facto de actualmente essa matéria-prima estar a metade ou a um terço do preço. Isto arrasta inevitavelmente o preço da rolha de cortiça para o ajustamento ao preço da matéria-prima.


O ciclo da rolha de cortiça desde a compra da matéria-prima até ao recebimento do dinheiro apurado com a venda do produto é demasiado longo, pode chegar a ser superior a 2 anos. Isto não é sustentável em nenhum ramo de actividade e muito menos numa situação de crise como a que se vive e que gera uma grande desconfiança quanto ao futuro. Outro problema com que se deparam os pequenos e médios empresários é venderem hoje e só receberem daqui por 6 a 8 meses na melhor das hipóteses, quem vende arrisca-se mesmo a que quando chegar a altura da liquidação das facturas, as empresas distribuidoras e compradoras já nem existam.

Isto por si só já é dramático, mas o problema pode agravar-se ainda mais se houver uma concorrência desleal no mercado com empresas a venderem a baixo do preço de custo para realizar dinheiro, estrangulando o mercado às empresas que eventualmente até tenham uma situação económica mais estável.

Ora, a situação actual existente reflecte a pouca procura de vedantes de cortiça natural, tudo porque cada vez se consome menos vinho e também cada vez mais a concorrência dos vinhos no mercado obriga os engarrafadores e as adegas a procurarem reduzir nos custos, optando por vedantes mais baratos (plástico, metálicos, sintéticos e rolhas técnicas, que embora sendo de cortiça transformada também concorrem no preço com a produção de rolhas naturais).

Outros aspectos poderiam aqui ser focados, a começar pelo recente programa de apoio do governo ao sector corticeiro, que na minha opinião irá contribuir decisivamente para afundar ainda mais as pequenas e médias empresas do sector e passo a explicar:

O programa de apoio à indústria corticeira pressupõe que as empresas cumpram uma série de critérios para se poderem candidatar, um desses critérios passa pela elaboração de uma candidatura, logo qui temos o primeiro problema, a grande maioria das pequenas e médias empresas não possui uma estrutura administrativa capaz de elaborar essa candidatura, sendo que neste caso, a associação dos empresários do sector (APCOR) poderia ter um papel importante no apoio a prestar ao desenvolvimeto dessas candidaturas, não sei com sinceridade se está nos seus horizontes fazê-lo, mas tenho sérias dúvidas que o queira fazer, já que a APCOR é liderada pelos grandes empresários e grandes grupos económicos do sector. Depois também não será fácil para as pequenas empresas, mesmo conseguindo aceder ao programa de apoios económicos e concessão de linhas de crédito com juros baixos através da aprovação das suas candidaturas. É que ao fim de algum tempo de carência é necessário pagar os créditos obtidos e neste momento não existe um clima de grande confiança no futuro do sector, ao contrário do que possa parecer, a maioria dos industriais teme pela quase extinção do sector, pelo que faz pouco sentido fazer investimentos quando ninguém tem a certeza de que possa sobreviver por muito mais tempo.

Só alguns pequenos (muito poucos) e médios (talvez uns poucos) oportunistas de ocasião, irão lambuzar-se com estes apoios já que no imediato poderão resolver alguns problemas de liquidez , mas é quase certo que não irão cumprir com as obrigações a que se comprometem nas candidaturas e seguramente também, nada lhes deverá acontecer (neste país é assim, quem não cumpre com o que se compromete não lhe acontece nada, veja-se o caso dos contratos de investimento do estado português com o grupo Amorim), isto não será mais que um balão de oxigénio fresco para uns meses e depois logo se verá, pode ser que venha da parte do estado mais alguns incentivos interessantes para oxigenar a latência moribunda das suas empresas.

Finalmente teremos os grandes, os verdadeiros papões, com todo um staff interno ao serviço do desenvolvimento destas candidaturas. É com estes que a banca tem mais cuidado e exige maiores garantias para injectar liquidez nas suas empresas, o tal pacote de apoios disponibilizado pelo governo será uma espécie de bênção divina, que lhes permitirá fazer face a algumas dificuldades no imediato e que ao mesmo tempo lhes dará fôlego para continuar a sua política de espezinhamento sem misericórdia aos pequenos e médios empresários do sector que ainda tenham espinha dorsal erecta. A selvajaria cruel anda à solta e vale de tudo para aniquilar a concorrência, nem que para isso se conte com a ajuda de algum plano de apoio económico. A lógica é oferecer rolhas nos mercados externos ao preço da uva mijona.

Outro problema é a acção concertada dos grandes grupos económicos para definir os preços da apara. Ainda recentemente os preços da apara (desperdícios de cortiça resultantes da fabricação de rolhas naturais que servem de matéria prima à indústria granuladora e de aglomerados compósitos) desceram cerca de 30% e mesmo assim com descontos a rondar os 20%, significa isto que os pequenos e médios empresários terão uma quebra de facturação muito significativa na venda deste subproduto, que embora seja um desperdício resultante dos processos de fabricação permite por exemplo que as empresas possam quase assegurar as despesas com o pessoal com essa venda.

A dimensão desta quebra será inevitavelmente reflectida ou no número efectivo de trabalhadores ao serviço da empresa ou na extinção do numerário adicional (prémios) que os trabalhadores ainda auferiam nestas empresas.

Para concluir, não acredito que o tal plano de apoios possa alavancar de forma decisiva e sustentada a apatia moribunda em que o sector mergulhou. É possível que possam sobreviver alguns nichos de produção, mas o grosso da coluna irá naufragar inexoravelmente...

Numa frase diria que se respira actualmente no sector, o estado de hecatombe latente, que à menor oscilação transitará imediatamente para o estado de desmoronamento irreversível.

Que soluções para inverter este quadro tão negativo?

Serão por certo muito difíceis de implementar e talvez exijam um esforço que a maioria das PME's do sector não estarão preparadas para suportar, a dependência extrema dos grandes grupos económicos não lhes permitirá infelizmente, comandar o próprio destino em termos de esperança no futuro, esse desiderato dependerá sempre do mercado e dos consumidores em última instância.

As consequências serão terríveis do ponto de vista social. O fecho de empresas em catadupa conduzirá em igual medida ao desemprego. Não se vislumbrando saídas profissionais para estas pessoas, daí advirão por certo males maiores para o concelho e para o país, é inevitável que assim seja.

Estarão os nossos lideres locais e nacionais preparados para o que aí vem?

Alguém dizia em tom de profecia que podemos estar bem perto de um levantamento social sem precedentes com conflitos sociais generalizados, que poderão levar a uma revolução, um verdadeiro Apocalipse...a haver uma revolução que signifique uma efectiva decapitação neste modelo de desenvolvimento que já se provou estar esgotado.

Que se permita que todos entrem no jogo, não se baralhe as cartas para depois se repartir sempre pelos mesmos.



PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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António Rios Amorim reconduzido nos destinos da APCOR

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Foi sem surpresa que a lista encabeçada por António Rios Amorim (CEO do Grupo Amorim), foi a grande vencedora nas eleições para a presidência da associação dos empresários da cortiça.

Era sabido à partida, que a força do grupo Amorim permitiria atrair a maior parte dos empresários, para a sua esfera de influência. A dependência, a subserviência, a manietação, a procuração, são apenas alguns dos adjectivos que caracterizaram a democraticidade do acto eleitoral.

Com mais de 80 % dos votos expressos, a lista apoiada pelos principais empresários do sector confirmou aquilo que já era esperado, a aposta na continuidade.

Estas eleições foram marcadas pelo actual clima de crise que se vive no sector, com muitas pequenas e médias empresas a revelarem sinais preocupantes de sustentabilidade económica.

O acto eleitoral foi bastante concorrido, já que pela primeira vez na história da associação se apresentaram duas listas a sufrágio, a lista A encabeçada por António Amorim, que veio a ser a vencedora e a lista B encabeçada por Diamantino de Sousa.

Este momento eleitoral teve o condão de por um lado, permitir que Diamantino de Sousa atirasse uma pedrada no charco, do marasmo e do imobilismo que tem caracterizado a actuação da APCOR, nomeadamente na procura de novas soluções para debelar os problemas do sector corticeiro, não se intimidando mesmo em afrontar o colosso do sector; por outro lado, este acto eleitoral irá permitir que a APCOR tenha um encaixe financeiro significativo, com a adesão súbita de novos sócios, é que nos últimos dias, de forma inesperada, o grupo Amorim inscreveu algumas das suas empresas como novos sócios da APCOR.

Acaso teriam receio de perder a presidência da associação?

Lá diz o povo:

"Mais vale prevenir, que remediar!"


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Vedantes de cortiça vs. Produção de vinhos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quando se fala que a crise que afecta a indústria corticeira está relacionada com a diminuição da procura de vedantes de cortiça a nível mundial, não é menos verdade que esta relação está intimamente ligada à produção mundial de vinhos.

Neste quadro que retirei da Wikipédia (cujos dados presumo fidedignos), torna-se curioso verificar o aumento substancial da produção vinhos entre 2005 e 2007.

Analisando o quadro verifica-se que entre 2005 e 2007, a produção mundial de vinho teve um aumento médio de 67%, sendo que alguns países como o Brasil e a China quadriplicaram e quintuplicaram a sua produção. Em termos absolutos foi a Itália quem teve a maior evolução na produção com um aumento comparável à produção total a Argentina que é só o 6º maior produtor, mesmo Portugal que ocupa o 12º lugar no ranking dos países produtores teve um aumento de 100% na produção de vinhos.

Outro tipo de conclusões seriam possíveis de extrair deste quadro, no entanto o que se pretende aqui é fazer a análise da relação existente entre produção de vinhos e consumo/procura de vedantes para garrafas.

É de bom senso pensar que nem toda a produção de vinhos é envasilhada pelo método tradicional de engarrafamento, apesar disso, também é de bom senso concluir, que a uma maior produção de vinhos corresponderá potencialmente um maior engarrafamento, como tal, corresponderá proporcionalmente a esse potencial de engarrafamento o potencial de utilização de vedantes nas garrafas e por consequência uma distribuição mais ou menos proporcional da quota dos vedantes, tanto de cortiça, como de vedantes alternativos (plástico, silicone, metálicos,etc.).

Ora como se verifica também no quadro, aparecem novos nichos de mercado em franca expansão como é o caso do Brasil onde a produção aumentou significativamente, assim como na China, na Argentina, no Chile, na Espanha e em quase todos os países.

Chegados a este ponto entrámos num paradoxo:

Se houve um tal aumento de produção em 2007, significa que grande parte do engarrafamento foi feito em 2008, temos que ter em consideração os processos de estágio que sofrem alguns vinhos, então porque razão houve um decréscimo tão acentuado na procura de vedantes de cortiça em 2008, de que se queixam tanto os empresários do sector corticeiro?

Uma das explicações para este aparente paradoxo poderá residir no seguinte:

Havendo uma grande quantidade de oferta de vinhos no mercado é natural que haja dificuldades de escoamento do produto, assim sendo, as empresas engarrafadoras e de distribuição de vinhos irão ver os seus stocks aumentarem em armazém.

Uma outra explicação, poderá estar intrinsecamente ligada às campanhas anti-álcool que têm sido promovidas um pouco por todo o mundo, com o aperto das taxas de alcoolemia nos condutores é inevitável que haja reflexos no consumo, optando os consumidores/condutores, por um consumo mais consciente e regrado de vinho, esta tese é plausível, mas não explica tudo.

Para os produtores a questão tornar-se-ia aparentemente simples, se existe uma retracção do consumo, não há necessidade de produzir tanto, cortava-se então na produção, mantendo a qualidade e o preço ajustáveis à procura. Mas não foi isso que aconteceu, o que significa que perante os produtores existia uma perspectiva de expansão do negócio e do consequente lucro.

Voltando um pouco atrás e considerando que houve uma inundação de vinhos no mercado, e que existe uma dificuldade evidente no escoamento do produto e um acumular desinteressante de vinhos em stock. O que fazer?

A única forma que existe de escoar um produto que está em excesso nas prateleiras, é baixando o preço a um nível que torne a sua venda interessante sob o ponto de vista económico.
Ora para se baixar o preço de um produto é necessário baixar forçosamente os seus custos de produção, e isto implica cortar ao máximo as despesas com tudo o que envolve esse produto de forma a torná-lo competitivo no mercado e mesmo assim realizar alguma mais-valia deste processo todo.

É aqui que nos deparámos com a procura de vedantes de baixo custo. São muitos as variáveis que me levam a embarcar nesta segunda hipótese para justificar o aparente decréscimo na procura de vedantes de cortiça natural, nomeadamente rolhas naturais e a crescente proliferação de alternativas em plástico e em cápsulas metálicas, importa destacar que no caso do engarrafamento com cápsulas em metal, os engarrafadores foram obrigados a alterar toda a infraestrutura e mecanismos de engarrafamento, o que condicionará uma futura reversão na escolha de outros tipos de vedantes, como os de cortiça.

O custo de produção de uma rolha natural de baixa qualidade é idêntico ao de uma rolha de boa qualidade, aqui o único factor que pode condicionar o custo de produção é o preço da matéria-prima, como tal é extremamente complicado para os empresários do sector corticeiro conseguirem ser competitivos no segmento de rolhas naturais de baixo custo, do ponto de vista económico e da própria viabilidade da empresa.
Vender rolhas naturais abaixo do preço de custo não é uma boa política de gestão com toda a certeza.

Essa é a razão principal para nos últimos tempos, terem surgido no mercado algumas alternativas de vedantes de cortiça de baixo custo, as chamadas rolhas técnicas, e que têm sido mais ou menos experimentadas como alternativas, mas que ainda não se conseguiram afirmar verdadeiramente como vedantes de baixo custo, com uma excepção, a novíssima rolha de micro-granulado.

Esta rolha tem um custo de produção muito baixo, já que não requer uma grande capacidade de mão de obra, o processo é todo automático, além disso a matéria-prima principal desta rolha provém dos desperdícios de aparas de cortiça resultantes de outros processos da indústria corticeira.

O único senão desta rolha é que exige um investimento colossal em mecanismos apropriados à sua concepção, a partir daí e caso ainda exista mercado o retorno do investimento será rápido.

Actualmente só esta rolha parece ser competitiva em termos de custo perante os vedantes de plástico e das cápsulas metálicas.

Esta nova realidade se vier a vingar no mercado, irá provocar um forte abanão na forma como os empresários têm lidado com os desafios que lhes são constantemente colocados, na imaginação com que terão que arranjar métodos de satisfazer as necessidades dos seus clientes, será necessário um esforço enorme de adaptação às novas realidades do mercado, a rolha de cortiça natural só conseguirá sobreviver nas classes de melhor qualidade, sendo que as de classe intermédia sofrerão uma enorme redução nos preços e as rolhas de classe fraca simplesmente desaparecerão do mercado e serão substituídas pelas rolhas de micro-granulado e pelas rolhas de granulado.

A rolha técnica 1+1 será outra das que tem os dias contados, sendo admissível a continuidade do seu uso apenas no engarrafamento de vinhos espumantes.

Será neste cenário de incertezas que viverão os empresários corticeiros nos próximos tempos, a crise já vem de algum tempo atrás mas agudizou-se inapelavelmente com a situação de crise económica generalizada em todos os sectores de actividade. Sendo certo porém, que quem conseguir resistir à crise terá por certo melhores dias vindouros com uma perspectiva muito melhor no futuro, até lá será de amargar... para trabalhadores principalmente, mas também sejamos justos, para muitos empresários que tão mal se habituaram a gerir os seus negócios ao longo de décadas.

Apesar de todas as tendências actuais, acredito piamente no futuro do sector, tanto em termos de vedantes como em termos de novas aplicações para a matéria cortiça, até lá muitas empresas e muitos trabalhadores irão sofrer fortemente o impacto desta nova realidade: a cortiça deixou de monopolizar o segmento de vedantes apesar de todas as vantagens que são inerentes ao seu uso relativamente aos vedantes concorrentes.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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