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Uma nova teoria para o desaparecimento dos dinossauros

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Apesar do fastio que provoca em alguns adeptos do criacionismo, existe uma nova teoria para o desaparecimento dos dinossauros, melhor dito, não será tanto uma nova teoria, mas mais uma nova explicação.

Há uma corrente mais ou menos convergente entre a comunidade científica, que aponta para a queda de um meteorito como a causa mais provável para a extinção em massa dos grandes dinossauros, agora surge uma nova tentativa de explicação para a origem do presumível corpo celeste responsável pelo extermínio.

Supõem-se que o meteorito que se precipitou sobre a Terra, pode ter resultado da colisão entre dois asteróides situados na cintura que separa as órbitas de Marte e de Júpiter.

Essa colisão  pode ter impulsionado um fragmento de um deles em direcção à Terra, numa espécie de ricochete cósmico.

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Tragédias Espaciais

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na semana em que se completam 43 anos sobre a morte de 3 astronautas da missão Apollo 1 e 24 anos sobre o desastre do vai-vém espacial Challenger, a Nasa presta homenagem a todos os homens e mulheres que perecerem no desempenho de missões espaciais.

No próximo dia 1 de Fevereiro completam-se igualmente 7 anos sobre o desastre no Columbia, que se desintegrou na atmosfera quando regressava de uma missão bem sucedida no espaço.

As desastres nos vai-vens espaciais Challenger e  Columbia vitimaram 14 tripulantes.

Cronologia dos principais desastres envolvendo missões espaciais:
  • 24 de Outubro de 1960  - Explosão na Base de lançamentos de Baikonour no Kazaquistão faz um número indeterminado de mortos na casa das centenas. 

  • 27 de Janeiro de 1967 -  Os astronautas Virgil Grissom, Roger Chaffee e Edward White morreram num um incêndio a bordo da nave Apollo I, ocorrido durante uma simulação de lançamento, no Cabo Canaveral.

  • 24 de Abril de 1967 - O cosmonauta soviético Vladimir Komarov soube em órbita que estava condenado. Acabaria por morrer durante a entrada da Soyuz 1 na atmosfera.

  • 21 de Fevereiro de 1969 - Um Foguete do projecto lunar soviético caiu sobre uma cidade depois de pouco mais de um minuto de voo, matando 350 pessoas. 

  • 30 de Junho de 1971 - Os três cosmonautas russos Georgy Dobrovolsky, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, depois permanecerem 24 dias em órbita morreram devido a despressurizarão da nave Soyuz T-11 ao regressar à Terra.  

  • 26 de Junho de 1973 -  9 pessoas foram mortas numa plataforma de lançamento soviética devido à explosão do foguete Cosmos 3-M. 

  • 18 de Março de 1980 - 50 técnicos do Centro Espacial Plesetsk, em Vostok, na Rússia, morreram por causa da explosão de um propulsor que recebia combustível. Este incidente só foi revelado em 1989. 

  • 28 de Janeiro de 1986 - O Vai-vém espacial Challenger explodiu 73 segundos depois da descolagem, causando a morte de todos os sete astronautas, que seguiam a bordo, incluindo Christa McAuliffe, que deveria ter sido a primeira professora no espaço. Os outros astronautas que morreram foram Francis Dick Scobee, Michael J. Smith, Ellison S. Onizuka, Judith A. Resnik, Ronald E. McNair e Gregory B. Jarvis. 
  •    7 de Setembro de 1990 - Parte de um foguete Titan, dos Estados Unidos, caiu de um guindaste e explodiu na Base Edwards, da Força Aérea dos Estados Unidos, produzindo chamas com até 45 metros de altura. Pelo menos uma pessoa morreu durante esse incidente. 
  • 25 de Junho de 1997 - Uma manobra mal calculada de acoplamento entre a Estação Espacial Russa MIR e um módulo de abastecimento faz com que os dois engenhos colidam. Os danos causados na MIR fizeram com que houvesse uma falha de energia e a estação começou a perder oxigénio. Felizmente os tripulantes, dois russos e um americano conseguiram debelar o problema, doutro modo somar-se-iam também às vitimas de desastres espaciais.
  • 15 de Outubro de 2002 - a Soyuz-U carregando o projeto Foton-M1 da ESA falhou durante o lançamento e explodiu, matando uma pessoas.

  • 1 de Fevereiro de 2003 - O Vai-vem espacial Columbia desintegrou-se em chamas a cerca de 63.000 metros de altitude sobre o estado do Texas, apenas um quarto de hora  antes de aterrar na Flórida. Estavam a bordo William McCool, Rick Husband, Michael Anderson, Kalpana Chawla, David Brown, Laurel Clark e Ilan Ramon, que era o primeiro astronauta israelita no espaço.
    As  causas do acidente deveram-se aos danos  no escudo térmico que protege a nave durante as reentradas na atmosfera, danos esses provocados por um pedaço do tanque de combustível sue se soltou após a descolagem  e atingiu a asa esquerda do aparelho.

  • 22 de Agosto de 2003 - uma explosão destrói o foguete brasileiro VLS-1 V03, durante os preparativos para o lançamento no Centro de Lançamentos de Alcântara,  fazendo 21 vitimas mortais entre engenheiros aeronáuticos e técnicos ligados ao projecto.

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Apophis - O Destruidor

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pode parecer à primeira vista o nome de uma qualquer mega-produção de Hollywood, mas não é.
Apophis é o nome de um deus adoptado pela mitologia helénica a partir da inspiração  no deus egípcio Apep, o adversário das múmias. Apophis, para os gregos tem o epíteto de destruidor, mas não é de mitologia que vos vou escrever.

Apophis é também o nome com que a comunidade astronómica baptizou o asteróide 2004 MN4.

Este asteróide cujo nome real de baptismo é 99942 Apophis, onde 99942 significa que foi o 99942º asteróide a ser descoberto, o primeiro asteróide a ser descoberto foi o 1 Ceres, com cerca de 1000 Km de diâmetro. A maioria dos asteróides encontra-se numa região muito restrita do céu, chamada de cintura de asteróides e que se situa algures entre as órbitas de Marte e Júpiter.

O pequeno corpo celeste Apophis, foi descoberto em 2004 e tem aproximadamente 350 metros de diâmetro, faz parte de uma classe muito especial de asteróides , os asteróides da classe Apollo.
Estes asteróides têm a particularidade de ao longo da sua órbita ao redor do sol, fazerem aproximações rasantes à Terra, alguns deles chegam mesmo a cruzar a órbita terrestre, devido à sua excentricidade orbital. Estes objectos são considerados potencialmente perigosos, pelo risco real de poderem colidir com o nosso belo planeta azul.

Ora, o Apophis é um destes casos, por essa razão desde que foram determinados os seus parâmetros orbitais, a comunidade científica e astronómica espalhada pelo mundo inteiro tem-lhe prestado uma atenção muito especial, monitorizando a todo o instante a sua rota pelo espaço.

O caso não é para menos, segundo cálculos efectuados, existe o perigo real deste corpo celeste poder colidir com a terra em 2036.  Entretanto, os cálculos têm sido constantemente actualizados, uns aliviando mais as preocupações, outros acentuando as probabilidades de colisão, foi inclusive, apontada uma data para o impacto - 13 de Abril de 2036.

Será este o dia  que as profecias bíblicas apontam como o do juízo final?

Por enquanto, não existe ainda nenhum mecanismo que possa evitar a colisão de um objecto destes com a Terra.

Os Americanos e mais recentemente os Russos têm estado a desenvolver tecnologia com fins militares, mas que pode ser adaptada para  permitir a destruição destes corpos antes de atingirem a Terra.

O impacto de um objecto destes com o nosso planeta  teria consequências catastróficas, muito provavelmente eliminaria da face da Terra todos os seres vivos, ou no mínimo, faria uma destruição colossal.

Por enquanto, podemos todos dormir muito descansados, 2036 ainda está longe e a probabilidade de sair de casa e levar com uma telha na tola, ainda é mais elevada do que levar com um meteorito em cima, mas não convém confiar demais.

Os dinossauros que o digam... Há 65 milhões de anos foram extintos, muito provavelmente por causa de um evento apocalíptico destes.

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Telescópio WISE descobre o asteróide vizinho 2010 AB78

(Para ampliar clicar na imagem)

O 2010 AB78 (ponto vermelho na parte superior da imagem) tem 1 km de diâmetro, mas não representa qualquer risco para a Terra.

O telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) , lançado em dezembro de 2009, detectou o primeiro asteroide de centenas que a Nasa, agência espacial americana, espera encontrar nos arredores da Terra nos próximos anos. A Nasa informou que o recém-baptizado 2010 AB78, descoberto em 12 de dezembro não representa nenhum risco de colisão com o nosso planeta.

O objeto tem cerca de 1 km de diâmetro e está a cerca de 158 milhões de km da Terra. Segundo a Nasa, o asteróide tem uma órbita elíptica e aproxima-se do Sol  tal como  a Terra, mas por causa da sua trajetória inclinada, não se aproximará da Terra por muitos séculos. Apesar de não causar riscos, os cientistas continuarão a monitor este enorme rochedo espacial.

Centenas de asteróides e cometas passam relativamente próximos da Terra todos os anos - alguns chegam mesmo a cruzar a órbita terrestre e alguns de reduzido tamanho acabam por atravessar a nossa atmosfera, sendo que a maioria não resiste ao atrito e acaba por se desintegrar a grande altitude.

Apesar de raros, ao longo da história do nosso planeta, já aconteceram alguns impactos de objectos com maior dimensão e cujas consequências foram catastróficas.

Em geral a comunidade cientifica tem como aceite uma teoria  para o desaparecimento dos dinossauros . Segundo essa teoria um asteróide com cerca de 10 Km de diâmetro teria colidido com o nosso planeta há 65 milhões de anos, tendo provocado a extinção em massa dos seres vivos que então dominavam os habitates deste planeta - Os dinossauros.

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Nebulosa "Pata de Gato"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


O Observatório Europeu do Sul, que fica localizado no Chile, divulgou a imagem de uma das nuvens de formação estelar mais activas da Via Láctea: A nebulosa "Pata de Gato".
A nebulosa, também conhecida pelo nome de NGC 6334, fica numa complexa zona de gás e poeira onde nascem numerosas estrelas de grande massa.

A "Pata de Gato" encontra-se a cerca de 5,5 mil anos-luz na direção da constelação de Escorpião e cobre uma área do céu um pouco maior que a Lua cheia, tem uma extensão de cerca de 50 anos-luz.  A sua cor avermelhada deve-se à presença de hidrogénio que emana das estrelas jovens e quentes que nascem no seu interior. Cada uma destas estrelas tem em média uma massa mais de 10 vezes superior à massa solar.

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Descoberto o segundo menor planeta extra-solar conhecido até ao momento

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


A este longínquo corpo celeste,  foi atribuído o nome  de HD156668b, situa-se  a 80 anos luz da Terra, na constelação do Hércules e tem uma massa equivalente a 4 massas terrestres. A sua  órbita tem um período de 4 dias ao redor da sua estrela  mãe.

O exoplaneta mais pequeno conhecido até hoje, chamado Gliese 581, tem duas vezes a massa terrestre. Foi detectado em abril de 2009 por um astrônomo suíço e fica a 20,5 anos luz da Terra. Mas fica numa órbita muito próxima da sua estrela principal o que o torna potencialmente inabitável  devido às elevadas temperaturas.
Esta descoberta é notável porque demonstra que é possível detectar planetas fora do sistema solar cada vez mais pequenos, significa igualmente, que estaremos cada vez mais próximos de encontrar aquele lugar tão especial que é parecido com a Terra.

O ano de 2010 será certamente pródigo neste aspecto e isto não é uma profecia, não é sequer uma forte convicção, é mesmo uma certeza!

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Sonda Marciana (MRO) regista "árvores" na paisagem desértica do planeta Marte

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter registou esta curiosa imagem da superfície de Marte, que sugere a exist~encia de pequenos "oásis arborizados", na paisagem desértica do planeta vermelho.
Na verdade, tratam-se de  trilhos desguarnecidos de arenitos que projectam uma sombra sobre a superfície.
Estes trilhos, são compostos por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos de rochas.

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2010 AL30 passou a "apenas" 150 mil Km da Terra

Um objecto espacial  não identificado, com diâmetro entre 10 e 15 m, passou hoje a menos de 150 mil Km da Terra.

Segundo a Nasa, o corpo espacial em questão poderá tratar-se de um pequeno asteróide, que se encontra em órbita ao redor do Sol, sendo pouco plausível que este objecto possa ser um fragmento a de lixo espacial.

O objecto foi baptizado de 2010 Al30, foi descoberto no Domingo e pelas 19h30m passou pelo ponto mais próximo da Terra.

Este objecto mesmo que colidisse com a Terra, em principio não constituiria qualquer perigo já que o seu reduzido diâmetro faria com que fosse despedaçado pelo atrito da entrada na atmosfera terrestre, no entanto o mesmo poderá não suceder com objectos ligeiramente maiores entre 40 e 50m.

Prevê-se que lá para o final da semana, um outro asteróide muito maior, possa também fazer uma "tangente"  de 1 milhão de Km à Terra.


A ocorrência da passagem destes objectos é mais frequente do que se possa imaginar,  existe mais de um milhão destes corpos próximos à Terra, é por essa razão que a Nasa mantém um programa muito intenso de rastreio aos objectos  de pequena dimensão, com trajectórias que  cruzam a nossa órbita.

Qualquer desvio orbital de um destes pequenos corpos celestes poderá ter repercussões catastróficas na superfície terrestre, podendo mesmo provocar um cataclismo biológico no nosso planeta.
A maior dificuldade com que a Nasa se depara actualmente, é que estes objectos por serem demasiado pequenos, apenas são detectados poucos dias ou mesmo poucas horas antes do seu encontro próximo, o que dificultará sempre o desencadeamento de qualquer acção que vise, por exemplo desviá-los do hipotético impacto com  a Terra.

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A noite mais bela do ano!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Quem tiver alguma curiosidade sobre estas coisas que aproveite para dar uma olhada no firmamento, porque esta é seguramente uma das noites mais belas do ano. O facto de a Lua não se mostrar por estas horas também ajuda a abrilhantar o cenário.

É verdade que o frio quase polar que se faz sentir não é muito apelativo para apreciar o céu, mas o quadro é realmente fantástico e merece ser contemplado.

Se não puderem apreciar isto hoje, podem fazê-lo nas próximas noites desde que o céu esteja limpo não se arrependerão. Apenas um conselho agasalhem-se bem, pois o frio é intenso.

No hemisfério norte, por esta altura do ano podem ser vistas em grande destaque a constelação do Orion, com as estrelas Betelgeuse, Rigel  e as estrelas do cinturão, também chamadas 3 Marias. Outra constelação obrigatória nos céus de Inverno é o Cão Maior, com a estrela Sirius, a mais brilhante do céu, em todo o seu esplendor. Aldebarã na constelação do Touro segue logo à frente de Orion com as Pleíades, um pequeno aglomerado estelar composto por 7 estrelas principais. A bela Capela  (Cabra) e os 3 Cabritos da constelação do Cocheiro, enfim não faltam excelentes motivos para dar uma espreitadela.

A constelação do Oríon é perfeitamente identificável, basta que o observador se volte para sul e levante os olhos não há que enganar, mas eu deixo aqui uma ajuda nesta imagem.

 É possível ainda, apreciar o planeta vermelho Marte e o planeta Saturno com a sua característica coloração amarelo-pálido, Saturno é o planeta mais longínquo que os nosso olhos podem avistar sem recurso a instrumentos auxiliares de observação. Com um pouco de sorte ainda poderão ser presenteados com uma chuva de meteoritos - as Quadrantídeas que ocorrem por esta altura do ano e que atingem na noite de hoje o ponto máximo da sua actividade.

Já há muitos anos que gosto de olhar para o céu, não há dia que não o faça (desde que o tempo permita claro) e posso assegurar-vos que noites fantásticas como esta são uma verdadeira preciosidade e são muito raras.

Se não acreditam dêem uma espreitadela lá fora.

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Nasa divulga imagem de um buraco negro no centro da Via Láctea

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cartão de Visita:

Mede 114 anos-luz, chama-se Sagitário A,  possui uma massa muito maior que a massa da maioria das estrelas, aproximadamente 100 massas solares, está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na constelação do Sagitário e pode ser observado a partir da Terra.

Os cientistas sugerem que em quase todas as regiões centrais de galáxias existe um destes mega-devoradores, verdadeiros colossos super maciços, com mais de um milhão de massas solares.
Portanto a esta escala, é forçoso admitir que este buraco negro na constelação do Sagitário, até é bem "modesto" no seu currículo, se comparado com outros colossais parentes. Estes objectos literalmente devoram e aprisionam tudo à sua volta e nem mesmo a luz lhes escapa.

Os astrónomos da Nasa afirmam que este buraco negro é um "devorador" fraco. O seu combustível vem de ventos originados em estrelas jovens, localizadas a uma distância relativamente longa da Sagitário A, onde a sua influência gravitacional é fraca.

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Telescópio Kepler já mostra serviço!

O telescópio espacial americano Kepler, foi lançado em Março de 2009 e  tem por missão principal, encontrar planetas com condições que possam albergar formas de vida fora do sistema Solar.

A nasa divulgou recentemente as primeiras descobertas do Kepler:

Cinco planetas extra-solares e dois objectos misteriosos que estão a intrigar os cientistas da Nasa que monitorizam os dados da missão, são para já a montra de serviço do telescópio.


Os cinco novos exoplanetas são todos muito quentes para albergar formas de vida, pelo menos na forma que a conhecemos na Terra.

Quanto aos dois objectos misteriosos, os astrónomos que acompanham a missão do Kepler afirmam  que os corpos celestes são demasiado quentes para serem planetas e demasiado pequenos para poderem ser estrelas.
Os objectos giram ao redor de estrelas e têm um tamanho semelhante ao do planeta Júpiter.

Bill Borucki, chefe da missão do Kepler, explicou que os corpos celestes são milhares de graus mais quentes do que as estrelas que orbitam, o que significa que provavelmente não são planetas.

Jason Rowe, o autor da descoberta, baptizou os objetos de "companheiros quentes" pelo fato de no seu interior a temperatura poder atingir 14 400 graus centígrados, temperatura suficiente para por exemplo, derreter o ferro.

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Cometa é engolido pelo Sol !


Imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante, gerando um efeito de eclipse falso que destaca o ... Foto: BBC Brasil
A Sonda Soho captou esta imagem e registou a colisão entre um cometa e o Sol, para sermos mais rigorosos a sonda registou a absorção do cometa pelo Sol.

A sonda Observatório Solar e Helioscópico (Soho, na sigla inglesa),  foi lançada em 1995 com objectivo de estudar a atmosfera solar, desde o núcleo até à superfície, assim como o vento solar.  Desde que entrou em actividade a sonda já captou mais de mil e quinhentos cometas.
Este tipo de cometas são conhecidos como cometas rasantes e caracterizam-se pela sua pequenez e por descreverem órbitas que os levam para muito próximo do Sol

Nenhum dos cometas capturados pela Soho conseguiu "sobreviver" à sua aproximação do Sol.

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Telescópio Hubble capturou a imagem mais profunda do Universo

sábado, 2 de janeiro de 2010

13 000 000 000 de anos-luz  é esta a distância exorbitante que nos separa deste  grupo de galáxias.
Segundo os cientistas estas galáxias são actualmente os objectos mais longínquos já alguma vez observados, simultaneamente terão sido os primeiros objectos que se criaram depois da grande explosão de matéria.
Ter-se-ão formado "apenas" 500 milhões de anos depois de se ter dado o Big Bang.  O registo foi do Telescópio Espacial Hubble e a imagem foi captada na banda do espectro próxima do infra-vermelho.
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Comentário:
Com mais este registo o Hubble abre uma nova fronteira nos confins do universo, qual será o limite?


Será que algum dia teremos uma imagem real dos instantes que se seguiram ao Big Bang?


E se essa imagem vier a ser obtida, a nossa visão e concepção de tudo o que nos rodeia será a mesma?

Estas serão questões interessantes sobre as quais a ciência se debruçará por certo, principalmente porque o estado actual do desenvolvimento tecnológico e científico  permitirá dar resposta a algumas das questões que mais intrigam a humanidade desde que o homem se tornou um ser profundamente pensante e reflectivo.

Quando se olha para estas imagens aquilo que se vê está tão longe da nossa percepção humana, que seria seguro dizer que além desta janela fotográfica teremos o átomo primitivo.


Isto poderá significar em última análise, uma tremenda machadada  nos conceitos teo-filosóficos que alimentam as crenças, as superstições e os mitos que povoam e manipulam a mente humana desde há séculos.

Cairiam por terra as mais irracionais teorias que atribuem a divindades metafísicas toda a  grandiosa obra da criação do universo.


É uma questão de tempo e a ciência caminha no sentido certo. 

Como reflexão final diria que, a  questão agora não é se teremos resposta às interrogações colocadas, mas sim, quando teremos essas respostas e se num outro âmbito, interessa que tenhamos essas dúvidas intrigantes desfeitas.

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Ano Novo recebe o fenómeno da Lua Azul

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lua Azul - A noite da  passagem de ano reserva-nos uma surpresa astronómica 

Na noite de amanhã véspera de ano novo, irá ocorrer uma das efemérides mais raras do nosso calendário.

A última Lua Cheia ocorreu no dia 2 de dezembro e aparecerá de novo  com o seu esplendor, mesmo a tempo de entrar no novo ano.

O fenómeno é chamado de Lua Azul e acontece sempre que temos uma segunda Lua Cheia no mesmo mês. A frequência deste acontecimento é pouco vulgar e só acontece uma vez a cada 2 ou 3 anos.

A última vez que tivemos uma Lua Azul foi no dia 31 de maio de 2007, apesar do nome pretender indicar o contrário, sosseguem que a lua não irá aparecer duma cor diferente, nem tão pouco pelo nome criem sugestões de bons presságios clubistas, nada disso! o nome é meramente popular e surgiu de uma interpretação errada de um almanaque nos Estados Unidos.

O fenómeno é ainda mais interessante se tiver-mos em conta que Luas Azuis em vésperas de Ano Novo, só acontecem  uma vez a cada 19 anos, a última ocorreu na passagem de ano de 1990 para 1991 e a próxima será em 2028.

Esta efeméride acontece devido ao facto de o ciclo lunar ser de 29,5 dias, o que torna possível que a Lua Cheia possa aparecer duas vezes no mesmo mês.

Já agora só a título de curiosidade, o mês de Fevereiro é o único mês do ano em que é impossível haver uma Lua Azul, aliás até é plausível que durante um mês de Fevereiro, mesmo em anos bissextos, possa não ocorrer uma Lua Cheia, neste caso teríamos uma outra efeméride ainda mais rara, a ocorrência de 2 Luas Azuis no mesmo ano, uma em Janeiro e outra em Março, isto ocorre aproximadamente a cada 35 anos.

Para concluir, resta dizer que as Luas Azuis são uma mera curiosidade não tendo em si mesmo um especial significado astronómico.

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Ano Internacional da Astronomia 2009 prolonga-se até Março

domingo, 27 de dezembro de 2009

Portugal vai prolongar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009) até Março, mantendo por mais algum tempo as actividades de divulgação junto do grande público.

Segundo a comissão organizadora do evento, Portugal "tem sido um dos mais activos do mundo na promoção do AIA2009", com "1700 actividades em agenda e a colaboração de 370 instituições".

As Nações Unidas, tinham definido o encerramento das comemorações do AIA 2009 para o início de Janeiro, quando se comemoram os 400 anos das descobertas astronómicas de Galileu Galilei.

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Europa - Lua de Júpiter pode abrigar formas de vida

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Foi o astrónomo Galileo Galilei no séc. XVII, quem primeiro a observou através da sua luneta, deu-lhe o nome de Europa.
Europa é uma das quatro luas do planeta Júpiter, conhecidas como luas de Galileu, as suas irmãs são por ordem de grandeza: Ganimedes, Calisto e Io. Tem o tamanho aproximado da nossa Lua, é um corpo gelado muito brilhante, a sua superfície é sulcada por estrias coloridas, que se julga ser o resultado da contracção do gelo provocado pelo colossal efeito de maré produzido por Júpiter.
Os cientistas acreditam que Europa seja constituida por um oceano global com 160 Km de profundidade, sem que que se aviste qualquer superfície rochosa. Este oceano estará escondido sob a crusta gelada.

Devido às condições existentes no seu interior, esta lua poderia abrigar formas de vida.

Esse distante oceano extraterrestre é alimentado com oxigénio a níveis 100 vezes superiores aos que se estimavam, de acordo com os resultados apresentados por um estudo recente.
Essa quantidade de oxigénio é suficiente para manter formas de vida microscópicas e até mais complexas como peixes: pelo menos três milhões de toneladas de criaturas semelhantes a peixes podem teoricamente viver e respirar em Europa, afirma o autor do estudo, Richard Greenberg, da Universidade do Arizona, em Tucson.

Algumas das descobertas mais interessantes realizadas no sistema de Júpiter devem-se à sonda Galileo lançada em 1995, que estudou toda a região do planeta gigante, mormente as suas luas.O que a sonda Galileo descobriu foi tão empolgante que a Nasa fez com que a sonda deliberadamente colidisse com Júpiter em 2003, o objectivo era evitar que ela pudesse contaminar este oceano salgado sob a superfície de Europa, e assim comprometer missões futuras de prospecção. Ler mais


Comentário: Apesar do anunciado final do projecto SETI, um programa da Nasa que tinha por missão perscrutar o céu em busca de sinais de vida extra-terrestre, as notícias que nos vão chegando do espaço são animadoras. Estará para breve a confirmação de um dos maiores mistérios que intriga a humanidade: estamos ou não sozinhos no universo?
Claro que não estamos sós... é preciso no entanto que haja uma confirmação científica, para que a vida não seja uma dádiva exclusiva da santa divindade,  aos terrestres. O actual estádio de desenvolvimento tecnológico das missões espaciais, tem capacidade para permitir dar uma resposta a esta dúvida. Pelo menos assim espero e ficaria muito desapontado se assim não fosse.

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Astrónomos descobrem planeta semelhante à Terra

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

representação artística do novo planeta

Um grupo de astrónomos descobriu um novo planeta muito parecido com a Terra. Este corpo celeste é maior que o nosso planeta e pode ter mais de metade da sua superfície coberta por água, mostra um estudo publicado na revista especializada Nature. A "Super-Terra", como é alcunhado este planeta (cujo nome oficial é GJ 1214b), está a 42 anos-luz de distância num outro sistema estelar, o seu raio é 2,7 vezes maior que o da Terra.
O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas ao redor de uma estrela pequena e fraca. Ler mais


Comentário: Quando foi lançada a missão Kepler fiquei com a sensação que seria uma questão de tempo, mais cedo ou mais tarde acabará por ser descoberto um corpo celeste com as condições ideais para albergar formas de vida, a partir daí será um pequeno passo para que sejam descobertos vestígios de actividade biológica, isto é possível através de análises espectrográficas.

A questão que eu coloco, é se não estaremos prestes a derrubar de vez com o conceito demente, do criacionismo divino.

Atribuir a criação da vida a uma entidade divina é tão falacioso quanto é verdade que a vida resulta sempre de uma interacção material e evolucional de elementos físicos e químicos.

Conspirando mais um pouco sobre o assunto, será que a profecia do final dos tempos descrita no livro do Apocalipse e que muitos crêem estar para breve, não será por assim dizer, o derrube de todos os conceitos obscurantistas em que assentam as religiões. Serão estas as prostitutas a que alude o desconcertante livro do "Apocalipse"? e se assim for, quem serão as bestas que conduzirão à ira de deus?

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Anunciada a existência de um enorme mar em Titã

Os cientistas já há muito que especulavam sobre a possível existência deste mar, na maior lua de Saturno.
Desde o encontro da sonda Huygens com Titã, no dia de Natal de 2004 que se esperava encontrar estes lagos, Em 30 de Julho de 2008, a Nasa anunciou a descoberta de um lago líquido próximo à região polar sul da lua. O lago chama-se Ontario Lacus.

Agora cientistas Alemães ligados à missão Cassini anunciaram a descoberta de um imenso mar interior com uma área de 400 mil Km2.

O mar foi baptizado de "Krake Mare", esta grande massa líquida não é composta de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto. O mar está no pólo norte de Titã e a sua descoberta foi possível graças às imagens obtidas pela sonda  Cassini. Um espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, sigla em inglês) permitiu ver um brilho, semelhante ao reflexo do sol sobre o mar.
A lua Titã tem despertado o interesse da comunidade científica  por várias razões, uma delas prende-se com o facto de a sua atmosfera ser rica em azoto, tal e qual a Terra nos seus tempos primitivos, outra das características desta lua é de ser, para além da Terra, o único corpo celeste que se conhece onde chove, não uma chuva de água , mas uma chuva de metano.

Comentário: É curioso que enquanto na Terra as nações se confrontam pela posse dos recursos energéticos, como é o caso,  dos cada vez mais  escassos combustíveis fósseis, em Titã existem mares de gasolina e chove gás liquefeito.

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Telescópio Vista - Divulgada a sua primeira imagem

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Observatório Europeu do Sul, ESO, divulgou nesta sexta-feira a primeira imagem realizada pelo seu novo telescópio, o Vista. A imagem mostra uma estrela em formação na região conhecida como a Nebulosa da Chama, ou NGC 2024, na constelação de Órion.

O Vista é um telescópio de pesquisa que trabalha em comprimentos de onda infravermelhos. É o maior telescópio do mundo dedicado à cartografia do céu. A sua grande lente, com amplo campo de visão e os detectores muito sensíveis serão capazes de revelar imagens completamente novas do com excelente qualidade de resolução.


Este telescópio tem algumas particularidades interessantes:

 O espelho, com 4,1 metros de diâmetro, detém o recorde de precisão de curvatura - ele é o espelho de grande dimensão com maior curvatura e precisão de polimento, apresentando desvios de uma superfície perfeita de apenas 30 nanômetros.

A sua lente tem 17 centímetros de espessura, pesa 5,5 toneladas e foi feito com um composto cerâmico-
vítreo especial, com expansão térmica muito baixa. O processo de polimento do seu espelho durou dois anos. No seu centro há um furo com 1,2 metro de diâmetro, onde está instalada a câmara do telescópio.

 O telescópio Vista está instalado no topo do monte Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, a 2.518 metros de altitude.

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Ciência - Descoberta estrela super-quente

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Astrónomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol, a sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.

A estrela foi descoberta na nebulosa planetária "Bug" pelo telescópio Hubble. As nebulosas planetárias como a Bug, formam-se a partir das nuvens de gás que são ejectadas de estrelas que se aproximam do final de vida.

Dentro de cinco mil milhões de anos o nosso Sol poderá passar por essa fase de libertação gasosa da sua massa, antes do seu colapso final.

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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