Linha do Vale do Vouga - 100 anos de história, que futuro? (Parte IV)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Viabilidade da Linha que estratégias ?

No texto anterior, procurei fazer uma abordagem sustentada dos obstáculos que se colocam, na viabilização da reconversão da linha do Vouga em metro de superfície, no troço Oliveira de Azeméis/Espinho. Resumindo, os utentes colocam a velocidade de deslocação acima da comodidade e do conforto, o metro de superfície tem esse senão da rapidez, além disso o investimento a efectuar na linha seria brutal comparando-o com outras soluções.

No caso do troço Águeda/Aveiro com possibilidade de expansão até Ílhavo, parece-me esta solução um pouco mais consistente, Aveiro é uma cidade com uma densidade populacional elevada, que é capital de distrito e que alberga no seu interior uma grande quantidade de serviços e instituições públicas, é uma cidade universitária com muitos alunos. As minhas reservas colocam-se ao nível dos fluxos de passageiros com origem em Águeda.

Passando agora para uma outra solução que tem sido muito avançada, a readaptação da linha e a sua integração na rede de suburbanos do Porto.

Antes de se poder avançar para esta solução, era necessário fazer um rigoroso estudo de mercado no sentido de aquilatar da natureza dos destinos dos potenciais passageiros, isto é; se o fluxo de passageiros oriundos das diferentes estações tem por destino final a cidade de Gaia ou do Porto.

Outro problema seria a reestruturação da via e os investimentos necessários:

- Alargamento do tamanho da bitola com respectivo levantamento de toda a estrutura da via
- Electrificação
- Introdução de material circulante adequado
- Entroncamento da linha do Vouga com a linha do Norte
- Possível correcção do actual traçado

O maior inconveniente e que me parece poder ser decisivo para inviabilizar esta solução, poderá ser a actual situação de saturação de tráfego na Linha do Norte. A colocação de mais composições a circular contribuiria para saturar ainda mais a linha.

A solução que foi adoptada para o antigo percurso que ligava a Linha da Póvoa a Guimarães, dificilmente poderá ser introduzida na Linha do Vouga. Enquanto a linha do Vouga abrange cerca de 350 mil habitantes, a Linha de Guimarães serve uma população alvo de mais de meio milhão de pessoas. já para o ramal de Aveiro, parece-me uma solução interessante a reconversão. Actualmente já existe um serviço de suburbanos do Porto para Aveiro, pelo que não haveria um acréscimo significativo de tráfego na Linha do Norte.

No entanto, seria necessário um investimento de vulto na via, com a sua electrificação e alteração da bitola, o material circulante que estaciona em Aveiro, poderá facilmente deslocar-se para Águeda, esta parece-me uma solução a ter em conta.

Nota: Num próximo texto irei definir qual a solução que entendo ser a mais adequada para a viabilização desta via férrea.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Padre João Bastos condenado em tribunal a pagar 360 euros de multa

O meu bem conhecido de outros tempos, padre João Bastos, foi condenado pelo tribunal de Santa Maria da Feira a pagar uma multa de 360 euros, por ter desobedecido a uma barreira da GNR.

Lei é lei, agora só lhe resta pagar.

Tendo em conta que o motivo da infracção cometida, se ficou a dever à enorme dedicação que nutre pelos devotos paroquianos de Argoncilhe, é da mais elementar crendice, que estes agora se solidarizem com o senhor padre e o ajudem a pagar a multa.


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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José Oliveira e Costa ex-administrador do BPN foi detido


A edição online do Público, está a avançar a detenção de José Oliveira e Costa ex-administrador do BPN e fundador da sociedade Lusa de Negócios.

A detenção aconteceu na sequência de duas buscas domiciliárias feitas a uma quinta que possui na zona do Cartaxo e a uma residência em Lisboa, por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais numa das investigações pendentes no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

José Oliveira e Costa será apresente ao Tribunal Central de Instrução Criminal em Lisboa para primeiro interrogatório judicial onde serão fixadas as respectivas medidas de coacção.



Comentário do comendador:


"Afinal nem tudo vai mal na justiça portuguesa, conseguiram deitar mão a um senhor que pelos vistos conseguiu reunir à sua volta uma série de adjectivos invejáveis: Burlão, falsificador, vigarista, evadido aos impostos, ladrão e branqueador de dinheiro.

A este verme, que é só um dos dejectos remanescentes do Cavaquismo, com tantos atributos qualitativos, o pior que pode acontecer daqui a uns anos, é ser contemplado com uma qualquer pena suspensa."


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Linha do Vale do Vouga - 100 anos de história, que futuro? (Parte III)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Viabilidade da Linha que estratégias ?

Já cá escrevi muito sobre a linha do Vouga, também já muito li sobre esta matéria, o que hoje aqui pretendo escrever é tão somente a apreciação e interpretação que faço, de todos os conteúdos que li sobre estratégias para a rentabilização e viabilidade da Linha do Vouga, e também porque não dizê-lo, da modesta experiência que tenho da realidade inerente a esta temática.

À partida não excluo qualquer solução que vise a reabilitação da linha, nas suas mais diversas componentes,, seja a reconversão da via em metro de superfície, seja a adaptação da linha à rede ferroviária de suburbanos do Porto. Excluo sim, a manutenção do actual "status quo" que envolve o transporte ferroviário da Linha do Vouga, e sou totalmente contrário ao seu simples encerramento, com transformação do actual traçado em ciclovia, à semelhança do que se pretende fazer com algumas partes do desactivado troço, que ligava a Sernada do Vouga a Viseu.

Escalpelizando cada uma das soluções que considero válidas, entendo que a reconversão em metro de superfície, pode ser um grande disparate e duplicar a via seria um absurdo sem limites, senão vejamos:

Para se fazer a reconversão, era necessário reestruturar todo o traçado, com novos meios materiais (electrificação, novos carris, novas composições, etc.) isso implicaria, desde logo, um investimento avultado e que poderia levar muitos anos a ser implementado, a resposta às necessidades actuais da linha não se compadece com tamanha demora.

Depois, o metro de superfície é adequado a zonas de grande densidade populacional urbana, próprio para grandes cidades, onde a velocidade de deslocação do metro possa concorrer com a velocidade de escoamento do tráfego automóvel, que como se sabe é bastante limitado, onde as distâncias entre paragens seja reduzida, ora a realidade das zonas urbanas por onde passa a actual linha do vouga não é essa, as distâncias entre paragens são consideráveis e o número de apeadeiros e estações de embarque são relativamente reduzidos para a realidade de um metropolitano. A solução poderia passar pela criação de novas paragens, mas isso levantaria uma série de outras questões práticas, como a seguir procurarei descrever.

Mesmo nas actuais ligações do Metro do Porto, importa conferir o grau de satisfação de alguns utentes, é público que os utentes que se deslocam para a Póvoa do Varzim, têm-se queixado da lentidão das composições do metro. Se estas composições podiam ser adaptadas para se deslocarem mais rapidamente, não faço a mais pequena ideia, agora o que sei é que o factor tempo de viagem, é demasiado importante para as pessoas e tem que ser tido em conta em qualquer estratégia de atracção de passageiros. A comodidade é importante e isso o metro pode oferecer, mas a velocidade de deslocação parece-me primordial, por parte do utente.

O metro do Porto tem uma velocidade média em percurso citadino de 20 Km/h, se tivermos em conta o tempo e a distância percorrida entre as paragens, o que significa que por exemplo, viajar de metro entre Oliveira de Azeméis e Espinho demoraria mais tempo que o actual Vouguinha, que demora a eternidade de 1h e 08m para percorrer 33 Km de via férrea.

Portanto, julgo que a solução metro de superfície é desadequada às caracteristicas do meio urbano desta região, pelo que não me parece ser a melhor opção para viabilizar o futuro da linha, além disso esta opção implicaria também, que o metro só chegasse até Oliveira de Azeméis; As populações entre Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha até à Sernada do Vouga, ficariam sem acesso ao metro e isso mais cedo ou mais tarde desmembraria mais um troço da linha, eu entendo que o troço actual da linha do Vouga, é todo ele, passível de ser viabilizado e deve ser mantido.

Continua... por hoje fico por aqui, mas prometo continuar a abordar esta questão em todas as suas possíveis vertentes, num próximo texto tentarei reflectir sobre as vantagens e inconvenientes de readaptar o traçado e inclui-lo na actual rede ferroviária de suburbanos do Porto.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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A criação do mundo! do caos à ordem em 6 meses.


Vocês lembram-se de há tempos eu cá ter escrito, que o Sá Carneiro estava quase prontinho a sair do centro de inspecção e reabilitação de almas penadas, depois de ter sofrido uma intervenção profunda de restauro?

Pois bem! o Luís Filipe Meneses confirmou hoje que o Sá Carneiro, já deixou o centro de reabilitação e encontra-se novinho em folha!
A restauração foi um sucesso de tal monta, que o Sá Carneiro até já dá cambalhotas no seu túmulo!

Claro que Manuela Ferreira Leite (MFL), tem a sua quota parte neste verdadeiro milagre da engenharia restauradora, para isso, muito contribuiu a ideia de MFL, em vir fazer a apologia do novo conceito da sazonalidade na democracia.

Defender esta teoria, não lembraria nem a Deus nem ao Diabo!

No fundo, bem lá no seu mais profundo íntimo, a presunção de MFL, de que a ordem no país e na justiça só se restabeleceria com a ausência da democracia por 6 meses, só reflecte aquilo que lhe vai na alma. Não me parece que tais afirmações tenham sido assim, tão angélicas e tão inocentes.

Curioso, é que eu consigo estabelecer um enigmático paralelo entre as suas declarações e o dogma católico da criação do mundo.

"Primeiro era a ordem e a harmonia, depois veio o caos e a desordem, por fim, com o pensamento assente nestes princípios, Deus lembrou-se de criar o Mundo... em apenas seis meses."

Para tal, Deus provocou um "Big Bang", que traduzido do Inglês dá qualquer coisa como " A Grande Explosão", ora o paralelo, estabelece-se com o "Big Bang" político aos solavancos, que Manuela Ferreira Leite tem vindo a provocar no PSD nos últimos tempos.

Quem se deve rebolar de tanto rir é o Sócrates, que assim pode prosseguir com alguma tranquilidade, o seu processo de evangelização dos povos.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Espaço - Astronauta perde mala de ferramenta


Foto: NASA

A Nasa está a rever os planos para novos passeios no espaço dos astronautas da nave Endeavour, depois de uma astronauta ter perdido uma mala de ferramentas, durante uma saída espacial que durou cerca de sete horas.

Uma missão azarada para Heide Stefanyshyn-Piper, durante o passeio no exterior da Estação Espacial Internacional (EEI). Primeiro, uma ruptura na máquina de lubrificação deixou a caixa de ferramentas mergulhada em lubrificante.

Depois de completar algumas tarefas preliminares, Heide Stefanyshyn-Piper estava a começar a operação de limpeza e lubrificação do mecanismo da Junta Solar Rotativa Alfa, também conhecida por SARJ, quando reparou que a máquina de lubrificação havia vertido, deixando escapar o saco das ferramentas.


Os astronautas Heide Stefanyshyn-Piper e Steve Bowen estavam fora da Estação Espacial Internacional para uma saída de seis horas. A primeira das várias que serão necessárias para corrigir os problemas da SARJ, que começou a funcionar mal assim que foi instalada.

Heide Stefanyshyn-Piper conseguiu trocar de ferramentas com Steve Bowen para continuar o trabalho. Segundo a NASA, a mala perdida não deve constituir problema de maior para a actual missão espacial.

Limpar e lubrificar a SARJ é uma tarefa morosa, que vai requerer alguns passeios espaciais mais. Quando estiver terminado, o trabalho vai permitir, apenas, o funcionamento parcial da SARJ, estando já previstos mais arranjos no futuro.

A SARJ, desenhada para permitir a rotação dos painéis solares do lado esquerdo da EEI de forma a captarem a energia do Sol, está coberta de restos de metal, um sinal claro de que o metal está agarrar-se ao metal.

Fonte : Jornal de Notícias

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1º Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria


Santa Maria da Feira

O Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira promove entre 5 e 8 de Dezembro, o 1º Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria.

Nesta 1ª edição do Festival pretende-se promover a Guitarra, Compositores, Pedagogos e Intérpretes portugueses.



PROGRAMA

Dia 5 | Sex | 21.30

Paulo Amorim | Guitarra

6 Dez | Sáb| 21.30

Paulo Vaz de Carvalho e Rui Penha | Guitarra e Electrónica

7 Dez | Dom | 18.00

António Justiça e Emídio Teixeira | Guitarra e Piano

7 Dez | Dom | 18.30

António Chainho e Fernando Alvim

8 Dez | Seg | 18.30

Pedro Rodrigues | Guitarra


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Ricardo Araújo Pereira - Boca do Inferno



A justiça é cega (antes fosse muda)

O julgamento de Fátima Felgueiras veio provar que, em Portugal, os cidadãos devem ter confiança na Justiça. Sobretudo os cidadãos como Fátima Felgueiras. Em princípio, não há nada que os apanhe. Ainda assim, a sentença é um monumental enxovalho para a ré, e ridiculariza, de modo bastante cruel, a sua conduta. Como? No acórdão, o juiz demonstra a Fátima Felgueiras que estava errada: não valia a pena ter fugido para o Brasil. Foi dinheiro que a presidente da Câmara desbaratou. Ainda por cima, Fátima Felgueiras terá usado, na fuga, dinheiro que, de facto, lhe pertencia, para variar – o que é refrescante.

Hoje, não restam dúvidas de que se tratou de uma medida insensata. Em vez de procurar um exílio de cerca de dois anos no Brasil, Fátima Felgueiras poderia ter continuado tranquilamente na sua terra, a presidir à autarquia que dirige. O máximo que lhe acontecia era uma pena suspensa. Não faz sentido andar a fugir por causa de crimes que não são punidos com pena efectiva. E é uma vergonha que políticos que ocupam cargos de alguma relevância desconheçam a lei a este ponto. O estudo das leis permite ao autarca consciente e responsável praticar apenas os crimes que não dão cadeia, e evita fugas tão trabalhosas como desnecessárias.

Na verdade, a pena suspensa é a versão judicial daqueles pais que dizem: «Carlos Miguel, da próxima vez que fizeres isso levas uma palmada», e depois continuam a repetir a mesma ameaça sempre que o Carlos Miguel pratica tropelia igual à primeira, ou pior. O Carlos Miguel, que não é parvo, sabe perfeitamente que aquela palmada está suspensa para sempre. E o mais provável é que, quando crescer, o Carlos Miguel faça carreira como autarca. Dos bons.

Para sermos rigorosos, a sentença que puniu Fátima Felgueiras está, toda ela, suspensa. É certo que são três anos e três meses de pena suspensa e perda do mandato de presidente. No entanto, esta última pena, sendo efectiva, acaba por estar também suspensa. Enquanto Fátima Felgueiras recorre e o tribunal aprecia o recurso, o presente mandato chega ao fim. Quando o tribunal decidir, o próximo mandato (que Fátima Felgueiras obterá, de certeza, e com maioria absoluta, nas próximas eleições) também terá terminado.

Parece claro que a razão pela qual não existe pena de morte em Portugal não tem a ver com pruridos morais, mas com problemas jurídicos. No nosso país, crimes graves podem ser punidos com pena suspensa. Seria uma questão de tempo até um tribunal português decretar uma sentença de condenação à morte por injecção letal suspensa. Nós não abolimos a pena de morte por amor à dignidade do ser humano. Foi por medo do ridículo.

Fonte : Visão

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Manuela Ferreira Leite - O melhor... do pior (intimidades)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, colocou o país em estado de choque, ao declarar que Portugal precisava de meio ano sem democracia , para endireitar.

Calma... é preciso perceber o contexto da coisa...

Durante algum tempo ela foi criticada pelo seu silêncio ensurdecedor, mas agora toda a gente já percebeu que, MFL enveredou pelo caminho do diálogo e não se inibe em expôr publicamente a sua vida íntima.

Pela sua idade respeitável, o que MFL pretendia dizer era, que já sente imensas saudades da dita...dura, para quebrar essa nostalgia precisava de seis meses para a endireitar.

Portanto, em nome da estabilidade democrática, aqui fica o esclarecimento.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Ondas da rádio - O que se vai ouvindo por cá...

Não é muito normal enaltecer a postura dos políticos cá da praça, mas tiro o meu chapéu às considerações, que o presidente da Junta de São Miguel de Souto teceu a propósito das obras da Brisa na sua freguesia.

Este homem que não conheço, nem sei o nome e muito menos a filiação partidária, colocou-se inequivocamente ao lado da sua população, na luta pela defesa dos seus legítimos interesses, face à atitude abusiva e de desrespeito que a Brisa tem tido com as obras de alargamento da A1.

Não hesitou em caracterizar a postura passiva e submissa da Câmara Municipal da Feira face à Brisa, com prejuízo evidente para a mobilidade dos cidadãos da sua freguesia. À autarquia, está afecta a responsabilidade pelas estradas municipais.

Este filme não é novo, quem tiver memória, deve certamente recordar-se de alguns episódios que envolveram a Brisa e os interesses das populações, aquando das obras de alargamento da A1 no Norte do concelho, refiro-me a Santa Maria de Lamas e a Riomeão.

O papel do presidente da junta neste tipo de matérias é muito condicionado pelas hierarquias, já no caso da Câmara Municipal, exige-se uma atitude muito mais activa contra a prepotência da Brisa.

Brevemente as autarquias entrarão num novo ciclo eleitoral, o povo é soberano na decisão do seu voto e saberá distinguir da amálgama de candidatos aqueles que não quer eleger pela sua mediocridade e inutilidade, quando se trata de lutar pela justeza das suas causas.

Já noutro âmbito não deixei de achar imensa piada ao Sérgio Pais, Administrador da empresa municipal "Feira Viva".

Segundo ele, a ideia de que a criação das empresas municipais só serve para lá meter os "amigos do Partido", por outras palavras "Jobs for the boys", no caso concreto da "Feira Viva", assim não acontece, as pessoas são admitidas pela sua competência.

É esta última parte que eu acho mais engraçada.

Então diz-nos lá caro Sérgio!

Qual é a cor do teu cartão de militante? e dos teus assessores(as)?

Este outro exemplo, podia figurar nos arquivos da Rádio Clube da Feira, na secção das entrevistas aos protagonistas politico-associativos mais anedóticos.

Falo-vos de Márcio Correia, dirigente local do PS e responsável máximo pelo Orfeão da Feira.
Para este aspirante a cadete, a política tem um único sentido e ideal - "ajudar o próximo!"

Mas não é isto mesmo que se incute aos seminaristas?

Eu acho que o Márcio deveria repensar a sua relação com a política, é que com tiradas destas, nós ficamos confusos e não sabemos se o fundamental é :

Ajudar o próximo, ou ser o próximo a ser ajudado!


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Pastor pede aos fiéis para fazerem sexo 7 dias por semana

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Caso aconteceu em Dallas, nos EUA, e foi parte de um sermão sobre o sucesso da vida conjugal

Ed Young, um pastor de 47 anos, que pratica o sacerdócio numa igreja da cidade de Dallas, a capital do estado norte-americano do Texas, desafiou os casais da sua paróquia pratiquem sexo sete dias por semana, noticia o jornal online Metro.

O sacerdote Ed Young, que pertence à seita religiosa «Fellowship Church», pretende através do apoio espiritual dado na sua igreja ao bem-estar da vida conjugal, que os cônjuges não procurem na rua e em outras pessoas aquilo que podem ter dentro de casa, seguindo as boas práticas cristãs.

Segundo o pastor Ed Young, a sociedade actual apoia a promiscuidade e a religião nunca foi contra o sexo, desde que praticado por casais casados.

O objectivo deste sacerdote é tornar a sua igreja a «mais feliz de todas no mundo» e, para que não se perca tempo, desafia todos os que os casais já unidos por matrimónio a começarem esta prática já no próximo domingo. Ed Young assume que ele e a sua mulher Lisa, de 26 anos, com a qual já tem quatro filhos vão seguir o mesmo conselho.

Comentário do Comendador:

"Aconselho aos casais seguidores desta homilia, a aquisição do último manual do Kamasutra, para que o amor não se torne uma coisa enfadonha! se mesmo assim for aborrecido praticar sexo todos os dias, talvez seja melhor repensar o seu relacionamento com a sua parceira(o) ou a sua orientação sexual!

Agora mais a sério, então se estes tipos são contra o uso de anticonceptivos, significa que isto é um apelo dissimulado à procriação e não ao prazer."

Fonte : IOL Diário

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Monges Ortodoxos Gregos e Frades da Igreja Apostólica da Arménia Confraternizam na Igreja do Santo Sepulcro


Tudo por amor a Cristo Nosso Senhor


Os repetidos apelos à comunhão ecuménica e contra a intolerância entre religiões, começa a produzir excelentes resultados.

Vejam estes momentos únicos de confraternização na Igreja do Santo Sepulcro.


(Enquanto se entretêm com as imagens, podem ir fazendo as vossas apostas!)









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Espinho - Contrastes deprimentes

domingo, 16 de novembro de 2008

Espinho, Novembro de 2008







O Presidente da Câmara de Espinho, José Mota, tem feito da cidade de Espinho, um verdadeiro exemplo de desleixo e abandono.

Esta cidade está hoje descaracterizada, degradada, feia, suja, pouco atractiva e também a sofrer de desertificação progressiva .

Muitos edifícios semi abandonados, com o comércio tradicional em acelerado colapso, alguns dos espaços comerciais mais emblemáticos de outrora, estão literalmente às moscas e isto acontece numa cidade cuja aposta principal no desenvolvimento, terá que passar inevitavelmente pela oferta turística.

Contrastando com a cor verde esmeralda do Atlântico, ao visitante, resta-lhe o olhar confrangedor, para uma das zonas supostamente, mais atractivas da cidade (com o casino mesmo ali ao lado), tenho dúvidas que um visitante que passe por Espinho pela primeira vez, vindo por exemplo de comboio, tenha razões e memórias, que lhe dêem coragem para cá voltar.

José Mota, com a mestria e (in)competência que se lhe reconhece, qualquer dia terá a cidade deserta na zona marginal e a afundar-se na imensidão do mar.

Exemplo flagrante desta má gestão autárquica, é o espaço onde dantes se situava a estação e a linha do Norte, aquilo mais se assemelha a um campo de ensaio de engenhos balísticos, um autêntico muro da vergonha, que separa a cidade em duas e onde tudo parece abandonado e desleixado.

O paradoxo, é que antes do rebaixamento da linha do Norte, não havia esta estranha sensação de aprisionamento, dentro de uma parte da cidade, apesar dos condicionalismos da via férrea circulava-se muito mais livremente.

Mesmo pertencendo os terrenos à REFER, o executivo da Câmara de Espinho tem a obrigação de tudo fazer para que o espaço seja devolvido rapidamente à população Espinhense, sem cedência de coisa pública , seja em género ou em espécie, a qualquer lobbie privado, que tenha em mente qualquer projecto/negociata de interesse imobiliário.

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Linha do Vale do Vouga - Programa das comemorações do centenário

sábado, 15 de novembro de 2008


O programa das comemorações do centenário da linha do Vale do Vouga, que se comemora no próximo dia 23, pode ser consultado aqui.

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Linha do Vale do Vouga - 100 anos de história, que futuro? (Parte II)


Do programa das comemorações do centenário da Linha do Vouga a celebrar no próximo dia 23 de Novembro, ressaltam algumas iniciativas, agendadas propositadamente para esse dia.

Pela sua importância, destaca-se desde logo, a mais que sofregamente desejada, assinatura do protocolo entre a REFER e as autarquias, para a supressão das passagens de nível.

O investimento previsto para a Feira será de 5 milhões de euros, ou seja, cerca de metade dos 10 milhões de investimento total previsto, com o município feirense a ter que arcar com 2,5 milhões de euros.

Nos meios políticos locais, muitos têm questionado a justeza do valor desta comparticipação.

É bom recordar, que a obrigação desta comparticipação, resulta simplesmente do cumprimento do decreto-lei nº568/99, entretanto revogado, mas que mantém na sua essência, a repartição de encargos, sempre que os projectos de supressão de passagens de nível, impliquem a construção de passagens desniveladas, ou caminhos alternativos de acesso a passagens automatizadas. Esta comparticipação é segundo o mesmo decreto-Lei, no seu artigo 2º, nº3, fixada em despacho conjunto do Ministério das Finanças e dos Ministros que tutelam os organismos envolvidos.

Ao contrário daquilo que muita gente pensa, a eventual assinatura deste protocolo não resulta de nenhum acto supremo de generosidade municipal, mas sim, do cumprimento da lei.

Aliás, no caso das autarquias importa perceber, que a Associação Nacional de Municípios Portugueses, foi parte ouvida na elaboração deste decreto-lei, pelo que, já desde a sua aprovação, em Dezembro de 1999, que os municípios tinham obrigação de se terem preparado para o seu cumprimento.

Os municípios envolvidos tinham inclusive, a obrigação moral, perante os seus munícipes, de estarem na linha da frente na reivindicação de melhorias, nas condições de segurança para as passagens de nível, infelizmente no caso concreto de Santa Maria da Feira, nunca se ouviu publicamente o seu máximo representante, Alfredo Henriques, evocar uma palavra que fosse, em defesa da segurança dos cidadãos do seu concelho, que por necessidades diversas têm que cruzar as passagens de nível sem guarda.

Dos trágicos acidentes, e foram muitos dentro dos limites do concelho, o senhor presidente da Câmara, de forma hipócrita, sempre atalhou pelo caminho mais conveniente, ou seja, nada dizer, nada fazer e nada lamentar, este tipo de postura, altamente censurável, só pode ter paralelo com a indiferença e o desprezo, que a linha do vale do Vouga sempre significou para este executivo autárquico.

Foi demasiado o sangue derramado em acidentes, para que se chegasse a este entendimento, os números desta imensa tragédia que alguns sempre pretenderam silenciar, podiam ter sido obviados, com um maior empenhamento tanto individual como conjunto da Câmara da Feira.

Afinal, para que servem as associações de municípios do EDV ?

Muito tempo se perdeu, demasiado tempo se perdeu, muitas vitimas poderiam ter sido evitadas, a Câmara da Feira nunca teve capacidade, nem vontade sequer, para identificar os pontos mais negros em matéria de segurança nas passagens de nível, e posso garantir que são muitos, não seria expectável que o executivo municipal fosse o mais interessado em defender a segurança dos seus cidadãos?

A REFER já anunciou que espera efectivar a celebração do protocolo no próximo dia 23.

Espera efectivar???!!!
Será que a estes senhores ainda imperam reservas de alguma espécie?

São igualmente lamentáveis as afirmações de uma alto responsável da REFER, que reconhecendo a necessidade de adoptar uma nova atitude perante a segurança na Linha do Vale do Vouga, venha justificar o elevado número de acidentes, como um rotundo falhanço, nas acções que a REFER introduziu nos últimos 6 anos para reduzir o número de acidentes na via férrea.

Este senhor deve estar a brincar com coisas sérias, então que acções foram encetadas pela REFER, com vista à redução do número de acidentes na Linha do Vouga? aponte uma só que seja! Tenho sido um cidadão atento às questões de segurança nesta estrutura ferroviária, e assim de repente, não me lembro de nenhuma acção para reduzir o número de sinistros, pelo contrário, a responsabilidade da REFER na falta de manutenção e limpeza, a que a linha é votada nos últimos anos, é que é um factor potenciador do risco de acidentes, tanto para a segurança dos comboios, como por arrastamento, dos passageiros e funcionários que os utilizam, assim como de terceiros.

Naturalmente que mais vale tarde do que nunca, mas escolher o dia do centenário da linha ferroviária, para assinar este protocolo, dá a sensação que estiveram propositadamente à espera de uma data pomposa e que tivesse boa cobertura jornalística.

Este tipo de conjugação de interesses, para uns e para outros é execrável. Há muito que este protocolo devia estar assinado e há muito que deveria ter sido posto em prática, talvez no dia 23 houvesse mais algumas pessoas presentes na estação da Vila da Feira, que infelizmente, porque morreram numa passagem de nível, num qualquer acidente com o Vouguinha, não vão poder 100 anos depois, fazer a aclamação destes pequenos monarcas, sem escrúpulos e sem vergonha, que se nos apresentam agora, como herdeiros naturais de uma tradição que já se perdeu no tempo.

Preparem os foguetes e a banda de música...

Viva o rei! Viva o rei!


Nota : reservei para um outro texto, um olhar sobre o programa das comemorações.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA


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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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