Mitos - Licantropia e vampirismo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LICANTROPIA e VAMPIRISMO


O mito do lobisomem tem raízes na Idade Média e estendeu-se até aos nosso dias.
Na idade Média eram cometidos uma enormidade de crimes cruéis, que pela sua natureza sádica eram atribuídos a seres horrendos e sobrenaturais, o medo, as superstições e a influência da Igreja davam o toque final para a perpetuação do mito.

Alguns criminalistas forenses modernos comparam esses delitos bárbaros com requintes de malvadez irracional, àqueles que hoje são praticados pelos serial killers, tendo sempre como móbil a violação e as sevícias sexuais.

Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma doença mental com tendências canibalistas, onde o doente se imagina transformado em lobo podendo inclusive imitar os seus uivos.
Nos casos mais patológicos estes doentes chegam a alimentar-se de carne fresca crua, negando-se a ingerir qualquer outro tipo de alimento.

Na Idade Média, as psicoses como a esquizofrenia, o sadismo, o necrofilismo e os doentes mentais em geral eram tratados como uma criação mórbida do demónio, ou como o fruto do relacionamento deste com a bruxaria, era assim que a instituição clerical via tudo o que se desviava dos padrões estereotipados da criação divina. Na verdade era mais fácil atribuir as culpas a seres sobrenaturais pela imperfeição dos homens, do que aos próprios homens. Os cruzamentos consanguíneos forçados ou de espontânea vontade existiam aos magotes e as doenças e mal-formações genéticas associadas deveriam acompanhar essa enormidade.

Aos psicóticos só restaria o isolamento social ou a morte na fogueira. A única saída para os seus instintos mórbidos passaria pela licantropia imaginária.

Estes doentes valiam-se, como ainda hoje, dos personagens da cultura e do folclore para solidificar a crença em poder transformar-se em lobo. Então, nas noites de lua cheia, o seu corpo cobria-se de pêlos, os seus dentes caninos tornavam-se maiores e pontiagudos e as suas unhas transformavam-se em garras. Possuídos por tais delírios, os doentes vagueavam pelas ruas durante a noite, assediando as suas vítimas, atacando, mordendo e, em algumas ocasiões, esquartejando e comendo partes de seu corpo.

Hoje em dia, a medicina conhece outros tipos de doenças que poderiam explicar parte do mito da licantropia, como por exemplo a Porfíria Congénita.

Esta doença caracteriza-se por problemas cutâneos, foto-sensibilidade e depósitos de porfirina, um pigmento dos glóbulos vermelhos que escurece os dentes e a urina, dando a impressão que o paciente esteve a beber sangue.

Outras doenças, como por exemplo a Hipertricose ou o Hirsutismo, as quais provocam o crescimento exagerado de pilosidades por todo o corpo, incluindo a face, eram interpretadas, antigamente, como qualidades sobrenaturais, onde os doentes potencialmente se convertiam em bestas.

Porfírias: O Lobisomem e os Vampiros intimamente ligados

As Porfírias são um grupo de doenças genéticas cuja causa é um mau funcionamento da sequência enzimática do grupo Heme da Hemoglobina (a hemoglobina é o pigmento do sangue que faz que este seja vermelho e é composta pelo grupo Heme e varias classes de globinas).

O grupo Heme é quem transporta o oxigénio dos pulmões ao resto das células do organismo e é um complexo férrico.

Qualquer erro na hereditariedade que interfere na síntese do grupo Heme é capaz de produzir as doenças chamadas Porfirias, daqui o factor da consanguinidade poder ser determinante.

Os sintomas das Porfirias são:

Foto-sensibilidade, que se apresenta em todos tipos, menos na chamada Forma Aguda Intermitente. Esta foto-sensibilidade é o resultado da acumulação de porfirinas livres de metal na pele e produzem lesões sérias na epiderme:

Hirsutismo. Uma das formas que o organismo encontra para se defender da luz é desenvolver pilosidades abundantes em locais pouco habituais do corpo, como nos dedos e dorso das mãos, no nariz, na face e nas partes do corpo mais expostas à luz. Isto faz com que os pacientes que desenvolvem estas doenças só possam sair quase exclusivamente à noite.

Pigmentação. A pele pode apresentar também zonas de pigmentação ou de despigmentação e os dentes podem ser vermelhos fazendo que o aspecto geral do doente se afaste cada vez mais do ser humano normal e se aproxime da concepção ideológica de um monstro.

As porfirinas acumuladas na pele, podem absorver a luz do sol em qualquer banda cromática, tanto no espectro ultravioleta, como no espectro visível e logo interagir quimicamente com o oxigénio que é consumido nos movimentos respiratórios.

Este oxigénio que vai alimentar as células com deficiências genéticas, é altamente reactivo e vai produzir a destruição dos tecidos, predominantemente os mais distais e mais expostos, como é o caso das pontas dos dedos, o nariz, etc, oxidando essas áreas de forma violenta, com severas inflamações sob a forma de queimaduras.

Assim, quando estes doentes se expõem à luz, as suas mãos se convertem em garras e a sua face, peluda, mostra uma boca permanentemente aberta por lesões cíclicas dos lábios. Estando os dentes descobertos, estes adquirem uma aparência maior, sugerindo presas. O rosto assume feições cadavéricas; as narinas, pelos mesmos motivos das lesões, apresentam-se voltadas mais para cima e com orifícios medonhos e escuros.

Dessa forma teremos o lobisomem tal qual descrito pelo mito do Homem-Lobo. Imaginemos agora, na metade do século XIV, a possibilidade de encontrarmos no meio de uma noite escura, esse tipo de paciente que sai de noite para evitar as lesões provocadas e com esta aparência acima descrita, e teremos todos os condimentos para a perpetuação do mito irracional.

As Porfírias são doenças genéticas e para as quais ainda não se encontrou cura actualmente.

Apesar disso existem alguns tratamentos que são aplicados para minorar os sintomas. Um deles é a injecção de glóbulos vermelhos concentrados (hemácias) ou soluções à base de ferro (heme), além disso os doentes são aconselhados a usar continuamente filtros solares de elevada protecção.

Os avanços da medicina da Idade Media, não permitiam que qualquer destes tratamentos pudesse ser administrado, já que nem para a causa da doença havia explicação.

E se, em algum momento um destes pacientes tiver sido induzido por algum curandeiro a experimentar uma poção mágica que lhe aliviasse as maleitas?
E se essa poção contivesse sangue fresco de algum animal, por exemplo, uma galinha?
E se o paciente após tomar essa poção à base de sangue fresco de galinha, ou outro qualquer animal doméstico, tivesse tido melhoras?
A própria carência de ferro pode desenvolver a inclinação e o apetite por carne crua sanguinolenta.

Estaria assim criado não só o mito do lobisomem como do vampirismo.

É curioso que os relatos que nos chegam escritos da idade média sobre estes mitos, enquadram-nos em gerações familiares de lobisomens e de vampiros. Na parte Oriental da Europa Medieval eram normais os casamentos endogâmicos (entre familiares próximos), assim como a realeza e a nobreza Europeias cruzavam entre si o "sangue "azul".

Este é mais um argumento que abona em favor da degeneração da doença provocada por cruzamentos consanguíneos, tanto mais que as profírias têm derivações de natureza genética.

O mito do alho como amuleto contra vampiros

Há uma crença folclórica sobre o poder do alho para afugentar vampiros. Quais seriam os fundamentos dessa crença?

Existe no fígado uma enzima chamada Citocromo P450, cuja função seria, junto com outras enzimas, remover do organismo substâncias não solúveis em água produzindo produtos xenobióticos hidrossolúveis, cumprindo assim uma das suas funções desintoxicantes .
Como acontece com a hemoglobina, o Citocromo P450 possui o grupo HEME que, neste caso, cumpre uma tarefa diferente. Quando o Citocromo P450 hepático está a sintetizar uma ampla variedade de compostos orgânicos, o seu grupo Heme pode ser destruído.

Muitas drogas e compostos orgânicos que destroem o grupo Heme do Citocromo P450 hepático, têm muito em comum com um dos principais componentes do alho, o dialquilsulfito, que além do mais é uma substância volátil. Isto sugere que a ingestão de alho, agrava potencialmente os efeitos de um ataque de porfíria.

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Bento XVI diz que sem Deus a humanidade caminha para a autodestruição

Bento XVI denuncia que o mundo actual considera deus "irrelevante e supérfluo" e afirma que, quando Deus desaparece do horizonte da pessoa, a humanidade perde a orientação e vai rumo à autodestruição. ler mais.



comentário: O que as religiões mais abominam não é perder fiéis, aquilo que as religiões mais abominam é perder o controlo da ignorância e do medo que incutem nas pessoas.
O deus bíblico foi o primeiro a conduzir a humanidade para a destruição, quando se arrependeu de ter criado o homem e lançou o dilúvio.

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O circo regressou! Maria José Nogueira Pinto chama palhaço a deputado do PS.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Em época natalícia, nada como um número de circo à Portuguesa e eis que a palhaçada voltou!
Pois é ! O circo regressou como vem sendo hábito, só que desta vez não foi ao parlamento, o circo deslocou-se para a comissão parlamentar de saúde.

Eu sei que você sabe que eu sei que você sabia que é um palhaço permanente!
Divinal !!!!


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Uma desgraça nunca vem só! - Cerveja vai aumentar de preço


Se no post anterior a notícia era interessante para o sector rolheiro, este post será desinteressante para os apreciadores e muito mais para os "bebedores" do precioso néctar dos cereais.

Pois é! A cerveja vai levar uma bordoada no preço a partir do 2º semestre de 2010. O custo das matérias primas é uma das razões apontadas para este aumento segundo o presidente da "Central de Cervejas" .

 Comentário: Já não bastava o custo de vida estar pela hora da morte, sobem-nos a energia, o gás, a água, o pão e o tabaco e agora para cúmulo ainda nos sobem a cerveja, a continuar assim não há "Tuga" que resista à crise.

A malta ainda conseguia contornar muitas amarguras da vida com a b'jeca, agora como é que vai ser?
Senhor primeiro ministro ponha mão nisto, senão é o fim! Sem uns trocos para a b'jeca a vida deixa de fazer sentido.

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Sector Corticeiro - Rolha com perspectivas interessantes no segmento das cervejas

A "Central de Cervejas" anunciou que o seu topo de gama, a cerveja Sagres Bohemia passará a incorporar uma rolha de cortiça.

Supermercados e restaurantes já têm à disposição dos amantes de cerveja uma Sagres Bohemia renovada. Com um novo formato, semelhante a uma garrafa de champanhe e de 75 centilitros, esta é a primeira cerveja portuguesa com rolha de cortiça. Ler mais

Esta é sem dúvida uma boa notícia para o sector corticeiro, abre novas perspectivas de expansão para o sector rolheiro, um sector que tem sido bastante fustigado com a crise, apesar de nos últimos tempos já serem notórios alguns sinais de recuperação.

O facto da "Central de Cervejas" fazer esta nova aposta na promoção do seu produto, irá fazer certamente com que a "Unicer" detentora da "Super Bock Abadia" não fique de braços cruzados. Portanto, adivinham-se novas oportunidades para o sector rolheiro.

Haja "olho" para este negócio!

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Ciência - Descoberta estrela super-quente

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Astrónomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol, a sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.

A estrela foi descoberta na nebulosa planetária "Bug" pelo telescópio Hubble. As nebulosas planetárias como a Bug, formam-se a partir das nuvens de gás que são ejectadas de estrelas que se aproximam do final de vida.

Dentro de cinco mil milhões de anos o nosso Sol poderá passar por essa fase de libertação gasosa da sua massa, antes do seu colapso final.

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Bento XVI - O Evangelho não é uma lenda!





Comentário: Eu já desconfiava disso, mas não tinha a certeza. Sempre pensei que o evangelho era um romance ou um livro de macaquinhos. Agora não me restam dúvidas que os outros 69 livros que compõem a Bíblia e que definem os cânones da ICAR, são todos histórias da carochinha e de ficção científica.

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Curiosidades - Tulipeiro-da-Virgínia de Mosteiró

Assim à primeira vista o Tulipeiro da Virgínia não vos diz grande coisa, agora se eu vos disser que um destes espécimes é a única árvore classificada de interesse público em Santa Maria da Feira, talvez já valha pela curiosidade.

Em todo o distrito de Aveiro, apenas existem mais 12 árvores de todas as espécies classificadas como sendo de interesse público. Cinco delas são sobreiros, duas são plátanos, outras duas são araucárias-de-norfolk, uma é um pinheiro-bravo, uma outra é uma bela-sombra e finalmente o conjunto de árvores de várias espécies do parque de La Salette, em Oliveira de Azeméis. Ver lista Completa

O tulipeiro de Mosteiró está classificado pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) sob o processo nº KNJ1/466 - D.R. nº 102 II Série de 26/05/2006.


O tulipeiro da Virgínia é uma espécie de rara beleza sobretudo na época da floração. As flores em forma de tulipa aparecem sempre entre Maio e Junho, por esta razão esta árvore também é conhecida vulgarmente por  "Árvore do ponto".

A árvore tem cerca de 40 metros de altura, tem 5,1 metros de perímetro de base, a copa tem 23 metros de diâmetro e estima-se que tenha uma idade de 100 anos.

Este exemplar pode ser observado na Quinta de Sousa Brandão, na freguesia de Mosteiró.

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Lilith - A saga de uma mulher mundana e empreendedora

domingo, 6 de dezembro de 2009

Nota Prévia: A saga de Lilith foi inspirada na saga da Cinderela - Saudades dos tempos em que me prostitui , um remake da saga do secador do cabelo , agora em versão infantil censurada.

Lilith exilou-se voluntariamente do paraíso, depois de perceber que Adão jamais praticaria consigo aquilo que ela mais adorava fazer, ou seja, o coito. O recurso ao exílio não terá sido, porventura, assim tão livre como as palavras há primeira vista transparecem, de facto Lilith, ficou transtornada, tal como qualquer esposa o fica quando tem que abandonar o seu lar, mas depressa esta frustração deu lugar ao ódio, à vingança e à luxúria.

Lilith jurou, doravante, vingar-se de todos os homens, de todas as formas e de todas as posições possíveis.

Lilith fez-se à vida, ou porque não dizê-lo tornou-se mundana e uma grande empreendedora para o seu tempo.

A sua partida do paraíso redundou em mais males para o mundo e para as virtudes humanas do que Deus alguma vez terá imaginado, a surpresa e o espanto superaram toda a sua omnisciência.

Para conseguir sobreviver sozinha num mundo em constante mudança e com padrões de competitividade altamente exigentes, Lilith tornou-se empresária em nome individual e fundou a empresa que abraçou a mais velha profissão do mundo.

Para extravazar a sua ira e amenizar a sua frustração sexual, Lilith distribuiu sífilis e gonorreia por tudo quanto era canto e entregou-se lascivamente ao negócio, que era bem rentável.

Com os lucros da empresa a subir em flecha, o espírito empreendedor de Lilith abriu-lhe novos horizontes para a expansão do negócio. Com toda a sua perspicácia, um dom nato que adquiriu à nascença, Lilith investiu em novas fontes de rendimento e com isso, acumulou uma fortuna fabulosa.


Lilith, para além da mais velha profissão do mundo, estabeleceu negócio em áreas tão diversas como a bruxaria, o vampirismo, a dança no varão, assegurou o monopólio das indústrias de transformação do látex, ficou lendária a sua reputação no controlo do submundo da noite e no tráfico da carne branca.
Mas Lilith não se ficou por aqui, o dinheiro é uma coisa que se entranha, cria vício e dependência, não tardou a estabelecer incursões na medicina.

Lilith era uma visionária dos tempos bíblicos. Foi quem primeiro percebeu, o quão lucrativo poderia ser o desenvolvimento de terapêuticas que combatessem a disfunção eréctil e a castração masculina.

Lilith abriu caminho para a consumação generalizada do pecado e isto inquietou o Espírito Santo.
Numa contra-ofensiva o Espirito Santo tratou de escrever numas tábuas, a elencação dos pecados mortais, como forma de travar algum sentimento de depravação que ameaçava tomar de assalto o reino dos Céus.

Por tudo isto Lilith, para além de proscrita no Céu, também foi cognominada de "A Rameira", o que lhe veio a valer a eliminação de toda e qualquer referência directa no livro dos "Génesis".

Como já vimos anteriormente, pelas suas práticas quotidianas, Lilith gerou muitos filhos e filhas ao longo da sua vida, teve muitos consortes, um dos quais Lúcifer, com quem partilha hoje o trono do reino dos Infernos.

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Sereias - As filhas de Lilith

Não é que isto tenha muito interesse, mas como no post anterior referi a Vibeke Stene, dos Tristania como uma das sereias do canto criadas por Lilith. A título de curiosidade aqui ficam os nomes  das sereias descendentes de Lilith e os respectivos cognomes, adjectivos que de alguma forma reforçam as principais características destas ninfas. Umas segundo reza a lenda são de linhagem pura, enquanto outras são fruto de uma mutação genética

As sereias puras

Tarja Turunen, ex-Nightwish - A Divina

Simone Simons, Epica - A Formosa

Vibeke Stene, ex-Tristania - A Encantadora

Aylin, Sirenia - A Pueril

Henriette Bordvik, ex-Sirenia - A Dominadora

Monika Paderson, ex-Sirenia - A Voluptuosa

 Charlotte Wessels, Delain - A Empática

Sharon den Adel, Within Temptation - A Parola

Cristina Scabbia, Lacuna Coil - A Sedutora

Marcela Bovio, Stream of Passion - A Tentadora

Andrea Jane Corr, The Corrs - A Sublime



As sereias mutantes:

Madonna - A Matriarca das Mutantes

Birginey Spears - A Desflorada

Lady Gaga (hermafrodita) - A Indefinida

Cicciolina - A intocada

Pink - A Histérica

Celine Dion - A Pindérica

Xana, Rádio Macau - A Alucinada

Micaela - A Gulosa

Luciana Abreu - A Loira


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Tristania - O canto das Sereias

Há momentos em que a música nos harmoniza a paz interior...

A voz divina de Vibeke Stene, uma das descendentes directas de Lilith, é uma das musas inspiradoras de referência nos meus escritos.

Partilho assim convosco duas das músicas mais fabulosas que é possível escutar no meu submundo, onde o material se confunde com o divinal e o espiritual.

My Lost Lenore


Evenfall


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Linha do Vouga - Haja memória!

No passado dia 23 de Novembro, a linha do Vale do Vouga comemorou o seu 101º aniversário.

Ao contrário do que sucedeu no ano passado, a efeméride deste aniversário passou praticamente despercebida, o que até se compreende 100 anos são  sempre 100 anos e não se comemoram todos os dias.

Claro está que a pompa e circunstância das comemorações do centenário do ano transacto, não se esgotaram em foguetório e festa.

Na altura, anexos às comemorações, foram assinados uma série de protocolos entre a Refer , as autarquias e o governo Português, na pessoa do secretário de estado dos transportes Ana Paula Vitorino e que tinham por objectivo revitalizar a utilização deste meio de transporte, mas mais importante, ficou assente entre todas as partes que seria dado cumprimento ao dec.lei. 568/99 ,com vista à melhoria das condições gerais de atravessamento das passagens de nível desta via férrea, que como se sabe é a linha de caminho de ferro com o mais alto índice de sinistralidade da rede ferroviária nacional.

O protocolo que incide sobre a melhoria da segurança nas passagens de nível prevê cerca de 50 supressões e 50 automatizações tudo num investimento a rondar os 18 milhões de euros. Sendo que no concelho da Feira todas as passagens de nível serão intervencionadas, 18 serão suprimidas, se bem que algumas já estejam desactivadas e outras 18 serão automatizadas, havendo a ainda lugar à construção de duas novas passagens desniveladas, uma em São Paio de Oleiros e outra no Cavaco-Santa Maria da Feira.

Eu recordo aqui que este protocolo é do domínio público (basta procurar na net e encontram lá tudo), pelo que considero patéticas algumas intervenções de alguns neopolíticos distraídos e oportunistas que  há não muito tempo defendiam o encerramento da linha e hoje apresentam-se  à opinião pública como paladinos  acérrimos defensores da linha do Vouga. Ainda recentemente questionavam, na mais completa ignorância, para quando o fim dos trabalhos que estão a ser feitos nas passagens de nível. A resposta é encontrada de duas formas, ou lendo a legislação actualizada que tem por base o dec-lei. 568/99 ou então recorrendo ao protocolo assinado o ano passado, que prevê  a conclusão de todo o plano de requalificação das passagens de nível até finais de 2010.

Eu julgo que as obras decorrem a bom ritmo, pelo que também não entendo porque razão  se diz que os trabalhos estão atrasados, a menos que alguém consiga demonstrar que tecnicamente será impossível concluir todo o plano de obras durante 2010, isto sem prejuízo de eu entender que esta obra já deveria ter sido feita há décadas.
O cumprimento deste plano será a maior revolução jamais operada em termos de segurança nesta linha.
Este será o plano mais ambicioso e porque não dizê-lo o único plano que nos últimos 100 anos se fez com vista a melhorar as condições de segurança da linha do Vouga.

Esta linha, tal como quase todas as outras que existem em Portugal, foi coverde e convenientemente esquecida, quer por governantes, quer por autarcas, quer por políticos em geral, durante décadas. Portanto, tentar explorar agora a possibilidade de retirar dividendos políticos, duma situação que está dentro daquilo que foi estabelecido é no mínimo falta de honestidade politica, termo muito em voga  e que faz escola teórica no discurso e na escrita de muito boa??? gente.

Outra questão que me faz confusão é afirmar que os atrasos se devem a questões ligadas com alterações ao ordenamento do território. O que poderá estar a acontecer e acontece mesmo, é que os acordos para a cedência de terrenos que irão constituir os caminhos alternativos à supressão de algumas passagens de nível, não estarão a ser fáceis de negociar, pelo que em última instância e caso não haja acordo, as autarquias terão que recorrer à expropriação dos terrenos. No entanto, não me parece que isto possa mexer muito com os mecanismos de ordenamento do território, tanto mais que a maioria dos caminhos alternativos, para não dizer a sua totalidade serão construídos paralelamente à via férrea, em parcelas de terrenos que até pertencem à Refer, sendo residuais os casos em que haverá efectivamente um choque de interesses com os proprietários dos terrenos, esta resilência não significa porém, que aos proprietários afectados não assista legitimidade na defesa dos seus interesses.

A questão dos despedimentos dos trabalhadores que alegadamente trabalham na reestruturação da linha.
Era importante que se fosse mais objectivo nesta denúncia:

Primeiro porque a única reestruturação que existe na linha, se é que existe, é entre Arrifana e a Z.I. do Orreiro em São João da Madeira, ao abrigo do protocolo que cria o plano de introdução de comboios frequentes no troço de linha que delimita o concelho de S.J.Madeira,.

O que eu conheço, com excepção do caso referido e mesmo aí não sei se a linha será reestruturada, ou apenas serão as infraestruturas de apoio aos passageiros,  não existe nenhuma reestruturação da linha, o que existe é um plano que está ser executado, o de requalificação das passagens de nível.

Na linha quanto muito, faz-se algumas obras de limpeza e manutenção. Esta bem que precisava de obras de reestruturação, mas por enquanto o que existe são obras de requalificação nas passagens de nível, portanto em conclusão, considero-me uma pessoa atenta às questões da linha do Vouga e já o faço há muito tempo, não fui assolado subitamente, por uma qualquer torrente de demagogia idiota que me soprou ao ouvido um apelo para falar nisto, mas esta questão da reestruturação da linha por enquanto é uma falácia.

Não obstante, a reestruturação completa de toda a infraestrutura terá que ser levada em atenção, o material circulante está degradado, o próprio balastro da linha em muitos troços precisa de obras de estabilização  e consolidação e mesmo uma parte da estrutura férrea dos carris está  obsoleta, conservando ainda a traça original, com mais de 100 anos, o que impede os comboios de circular a uma velocidade mais elevada., apesar de terem potencial técnico para o fazerem. As circulações actualmente existentes poderiam facilmente obter velocidades  da ordem dos 60 Km/h, encurtando em muito o tempo entre estações, só não o fazem por causa da insegurança nas passagens de nível e porque a própria linha não o permite.

Se se referem a despedimentos de trabalhadores que estão a trabalhar na requalificação das passagens de nível, aí com franqueza não sei. O que sei é que a empresa a quem foi adjudicada a obra de automatização eléctrica das passagens de nível é a Alstom. Pelo que tenho podido perceber, a obra será feita por fases, não é possível levar uma obra que esteja a ser feita numa passagem de nível do principio até ao fim. O sistema funciona em cadeia, pelo que será necessário levar a obra por fases em toda a sua extensão e em todas as passagens de nível que serão automatizadas, tal como numa casa, inicialmente é necessário preparar o terreno, depois iniciar a construção de pedreiro, depois trolha, canalizador, electricista,  terminando no decorador. É bem provável que para cada fase do processo seja necessário um tipo de mão de obra especializada diferente. E a ser assim, não excluo a hipótese de alguma empresa subcontratada para determinada fase da obra, após a conclusão da sua empreitada tenha descartado trabalhadores, o que é a todos os títulos condenável.

O que me é dado a perceber, embora desconheça se cada equipa tem um número determinado de passagens de nível onde tem que actuar, é que as equipas  são relativamente pequenas, não mais que 8/10 pessoas.

O que se espera, é que todo o plano de requalificação das passagens de nível, seja concluído dentro dos prazos previstos e que posteriormente, toda a infraestrutura sofra uma intervenção de fundo, desde as infraestruturas de apoio aos passageiros às condições de circulação dos comboios, que permita a revitalização total da via e a torne mais apelativa à utilização por parte das pessoas, só assim serão compreendidos os milhões em  investimentos que actualmente se gastam, ou pretendem gastar na melhoria das condições de segurança.

O comboio deve ser por todos nós defendido, vejam o que aconteceu na linha do Tua, com o encerramento do troço Mirandela/Bragança, o prejuízo que isso acarretou para as populações que por ele eram servidas.
O comboio, ao contrário daquilo que pensam alguns dementes peregrinos cá da nossa praça, também desempenha uma função social importante, para além de ser o único meio de transporte que algumas pessoas têm disponível para se deslocarem, (inclusive, dentro deste concelho da Feira, que é um paradigma da mediocridade em termos de rede de transportes), o comboio também contribui em relativa medida para a dinamização económica das freguesias por onde passa, se hoje não tem um papel tão activo nessa dinâmica em tempos teve, e foi determinante para o desenvolvimento e progresso dessas freguesias. E este facto indesmentível deve fazer apelo à nossa memória colectiva. Além disso, por exemplo, para os utentes de Paços de Brandão e felizmente ainda são alguns que o utilizam diariamente nas suas deslocações, sendo que no Verão serão muitos mais ainda, para estes, como dizia, ainda é o meio de transporte mais rápido e mais económico para se deslocarem à cidade de Espinho e daí para o Porto ou para Aveiro (se não acreditam façam a experiência de automóvel ou de autocarro). Pena é que em Espinho tenhamos assistido impávidos e serenos à amputação de algumas centenas de metros de linha férrea, que muito prejudicou quem quer fazer o interface, com a linha do Norte (Aveiro ou Porto). Essa distância que outrora, tal como hoje poderia estar mesmo ali ao pé, agora terão que ser os pés a calcorrear a insolência e a falta de  respeito que alguns ex-autarcas sempre nutriram pela linha do Vouga e pelos seus utilizadores.

Em conclusão parece-me que só faz sentido tudo isto se o objectivo final for manter a linha do Vale do Vouga em toda a sua extensão, explorando inclusive, as suas potencialidades turísticas tudo numa perspectiva alargada de futuro sem perder de vista aquilo que é a nossa memória colectiva e afectiva ao Vouguinha .

Compete-nos a nós enquanto cidadãos estar atentos e activos se assim tiver que ser, para que a linha não morra. Paços de Brandão deve-lhe muito, está na hora de  a linha lhe exigir algumas contrapartidas. E a linha exige, que os Brandoenses exijam o cumprimento escrupuloso dos prazos estabelecidos,  para a conclusão do plano de requalificação  com a melhoria alargada das condições de segurança nas passagens de nível, quanto mais não seja, pelo respeito à memória de alguns conterrâneos seus,  que pereceram tragicamente em algumas das passagens de nível que existem nesta freguesia, tudo porque nunca ninguém se lembrou ao longo de 100 anos de colocar umas barreiras, uma luz encarnada intermitente ou um simples trinado de campainha que lhes permitisse escapar do seu carrasco. Devemos igualmente pugnar pela defesa dos interesses das pessoas cuja património possa ser colocado em causa, pelos caminhos alternativos à supressão de passagens de nível ( na passagem de nível de Riomaior/Regadas, por exemplo, haverá algumas pessoas que verão os seus terrenos trespassados por uma estrada paralela à linha do comboio, isto merece a nossa atenção e até solidariedade, se é evidente que é necessário assegurar segurança, essa terá sempre um custo, isto não pode é ser feito a qualquer preço.)
Ao actual executivo da Junta de Freguesia também compete fazer alguma coisa pela linha do Vouga, por exemplo, para começar há que limpar a nódoa vergonhosa e irresponsável que foi a postura do ex-presidente da junta em todo este processo que envolve a linha do Vouga, desde as comemorações do centenário, até à discussão dos planos de supressão e requalificação das passagens de nível, em tudo isto esse senhor fez Paços de Brandão passar mal, muito mal mesmo.

A alguns políticos também se exige uma postura de seriedade, porque não é com o oportunismo da ignorância que se livram do ridículo e se credibilizam da idiotice.

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Lourosa - Idoso atropela idosa da mesma idade

sábado, 5 de dezembro de 2009

 Não deve ter sido o primeiro caso, mas dá que pensar...


"Uma idosa de 77 anos morreu após ter sido atropelada por um carro conduzido por um homem da mesma idade, na EN1, em Lourosa, Santa Maria da Feira, ontem ao final da tarde. Flávia Marques, de Fiães, caminhava na berma quando foi colhida. A vítima morreu no local apesar dos esforços de reanimação dos Bombeiros de Lourosa."

Quem normalmente anda na estrada já se deve ter deparado com as duas situações, condutores idosos e  transeuntes de idade avançada.
O que aqui pretendo transmitir não se relaciona directamente com a idade, mas que este é um factor que potencia estas situações é uma realidade com a qual nos confrontamos quase diariamente.

Se por um lado há condutores que pela sua idade e principalmente pela diminuição das suas capacidades reflexas não deviam conduzir, também é verdade que falta muita pedagogia a muitos transeuntes que por vezes não se acautelam com a previdência devida. Outra realidade que não pode ser dissociada destas tragédias prende-se com a inexistência de passeios, ou locais seguros para os peões circularem na via pública e aí a responsabilidade é indubitável, compete às entidades que administram o nosso território criar essas condições como forma de amenizar os riscos.

Por muitos milhões que se gastem em campanhas de sensibilização rodoviária, nenhuma campanha será tão eficaz como a eliminação de riscos potenciais e nisso o nosso país, como de resto quase em tudo o que deveria ser positivo, é uma triste lástima.

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Protagonismos... Não havia nexexidade!


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Conspirações sobre a morte de Sá Carneiro

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Passam exactamente hoje 29 anos sobre a morte de Francisco Sá Carneiro.

Muito se tem especulado ao longo dos anos sobre a morte do primeiro-ministro de então.

Muitas investigações periciais, uma enormidade de investigações judiciais e um absurdo de comissões de inquérito parlamentar, para apurar a causa da queda da pequena avioneta que vitimou Sá Carneiro.

Acidente ou atentado? tudo continua por esclarecer.

Já ouvi muita história sobre o assunto, muita teoria da conspiração e por isso também eu vos deixo aqui a minha explicação conspirada para a tragédia.

Os tempos que se viviam em 1980 eram conturbados do ponto de vista político, na altura do acidente o país político estava em plena campanha para as presidenciais desse ano. A conjuntura internacional já nesse tempo era complicada, o Irão e o Iraque estavam em guerra e isto significava que o lado Iraniano era apoiado pela ex-URSS e o lado Iraquiano era apoiado pelos EUA. O apoio possivelmente não se restringia apenas a instrução, estratégia e espionagem militar, havia pelo meio fornecimento de armas e muitos negócios envoltos, porque é disto que se alimentam as guerras.

Ora cá para mim, já nessa altura a Al Qaeda e principalmente Bin Laden deveria nutrir um ódio infame aos cães Americanos e deve ter arquitectado um plano maquiavélico para derrubar as torres do World Trade Center. Para levar avante esse plano 21 anos depois, era necessário antes experimentar a coisa.

Bin Laden atirou uma moeda sobre um planisfério e ela caiu sobre o nosso rectângulo à beira-mar plantado chamado portugal.

Seria aqui que Bin laden montaria o seu laboratório de testes de pontaria às torres gémeas.

Foi assim que um terrorista Árabe se treinou durante algum tempo num simulador de vôo da Força Aérea, tendo-se infiltrado com a complacência das mais altas chefias militares da altura, que viam nele um emissário de um Xeque multimilionário Saudita que estava interessado na compra de armamento militar. As nossas mais altas patentes militares estavam mais interessadas em fazer negócio do que se preocupavam com questões de segurança interna.

Ora a minha versão para os factos que conduziram ao acidente é muito simples.
Este terrorista infiltrado planeou um simulacro às torre gémeas de Nova York, tomando de assalto o pequeno avião em que seguia o Sá Carneiro e fê-lo embater numa antena doméstica de televisão, num bairro de Camarate, morrendo todos os ocupantes, inclusive, o terrorista que se transformou em mártir e deve ter tido não sei quantas virgens à sua espera no Céu.

Pronto deve ter sido isso que aconteceu...

Atenção que esta versão científica dos factos ocorridos na noite de 04 de Dezembro de 1980, é completamente original e qualquer tentativa de a fazer descredibilizar é tão válida como todas as outras tentativas que descredibilizaram todas as investigações realizadas até hoje.

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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