Ciência - Cientistas a caminho de resolver o dilema de Darwin

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Encontrados fósseis microscópicos pré-câmbricos em excelente estado de preservação

O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd


O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd.

“Não posso dar uma resposta satisfatória à questão de porquê não se encontraram ricos depósitos fossilíferos pertencentes a estes períodos anteriores ao Câmbrico”. A frase é de Charles Darwin, e foi escrita, em 1859, resumindo aquilo que veio a ser conhecido como o “Darwin's Dilemma”: a ausência de fósseis do período pré-Câmbrico (período que designa, ainda, o tempo entre o nascimento da Terra e o aparecimento dos fósseis de animais).

Richard Callow
Richard Callow
Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Oxford afirma ter uma solução para o “Dilema de Darwin”, descobrindo uma série de fósseis. Num documento publicado hoje no Journal of the Geological Society, Richard Callow e Martin Brasier do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Oxford orientaram-se pela teoria de selecção natural de Darwin e pelos dados que ele deixou no âmbito do seu dilema, ou seja, que no período câmbrico (há 542 milhões de anos) houve uma explosão de vida e um aumento subito de diversidade das espécies, embora nunca tenha encontrado provas fósseis anteriores.


O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd, que já tinha sido analisado no tempo de Darwin pelo geólogo J.W. Salter. Suspeitava que elas tivessem registos de vida pré-câmbrico, mas não conseguiu ir além de pequenos vestígios de marcas deixadas por organismos – aos quais Darwin deu nota n'“A Origem das Espécies”.

Martin Brasier
Martin Brasier
Richard Callow e Martin Brasier utilizaram as recolhas originais de J.W. Salter, bem como novas amostras recolhidas em Long Mynd, que pela primeira vez revelaram uma série de fósseis microscópicos em excelente estado de preservação. Segundo revelam os dados publicados, os fósseis representam uma grande variedade de vida micro do período Ediacarano, imediatamente anterior ao Câmbrico. Os dados publicados indicam que os fósseis estavam bem preservados. Alguns tinham ficado comprimidos por debaixo de capas de sedimentos, até formarem uma película de resíduos sobre a rocha, outros estavam conservados tridimensionalmente por petrificação. Havia também os que se tinham conservado em forma de impressões e moldes dentro das capas de sedimentos.

Darwin entendia que os fósseis do período pré-Câmbrico acabariam por ser encontrados, considerando que havia um enxame de seres vivos, mas só agora, depois de o dilema ter dado muito trabalho aos cientistas é que se prevê a sua solução.

Fonte: Ciência Hoje

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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A Justiça em Portugal

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Toda a gente percebe que a justiça neste país não funciona ou funciona muito mal, esta realidade é patente e incontornavelmente reconhecida por todos.

Os tribunais por definição, são instituições onde os cidadãos podem clamar por justiça e onde os agentes a quem compete a sua aplicação efectiva o devem fazer.

Ao estado compete proporcionar ao cidadão, os meios humanos e aos magistrados, os meios materiais para a efectivação dessa justiça.

Atente-se nestes exemplos que se seguem, sobre o modo como a justiça funciona neste país:

- Um indivíduo cortou o dedo indicador no gabinete de um juiz do tribunal da Figueira da Foz, por entender que a decisão do juiz que lhe foi desfavorável, era injustiça.

Pergunta: Como é possível que alguém entre com um cutelo dentro de um tribunal? se o individuo resolvesse encostar o cutelo ao pescoço do magistrado, estaríamos agora todos a lamentar e a censurar as condições de segurança nos edifícios dos tribunais.

Outro exemplo:

- Um sujeito que foi presente a tribunal para responder pelo furto de um automóvel, é mandado em liberdade pelo juiz com a condição de se apresentar de novo no tribunal passados 15 dias.
O assaltante não se fez rogado e pelo caminho roubou o carro do presidente da junta de Resende, Paredes de Coura.

Mais tarde, este verdadeiro artista na arte do furto automóvel, espatifou o carro do autarca numa valeta, pediu em seguida ajuda a um automobilista de ocasião e sem receios e escrúpulos também lhe roubou o carro, sendo mais tarde apanhado em flagrante a tentar roubar uma embarcação no portinho de Vila Praia de Âncora.

Pergunta: O Presidente da junta queixa-se de ter um prejuízo de 400 euros e aponta o dedo ao juiz que mandou o ladrão em liberdade, agora quem é que lhe paga o prejuízo?

Mais um exemplo:

- Um indivíduo que deveria ter comparecido em tribunal para responder pelo roubo de um automóvel, por mera coincidência, foi apanhado em flagrante pela GNR a tentar furtar um automóvel, exactamente à mesma hora que deveria estar a responder em tribunal por um outro furto.

Observação: Ao ponto que chegou a impunidade...

Último exemplo:

- No tribunal do Peso da Régua a energia eléctrica chega a faltar 17 vezes numa hora. O resultado disto é o adiamento de grande parte das audiências, e nas poucas que se realizam as pessoas quase chegam ao estado de hipotermia, já que os problemas eléctricos do edifício, impedem o funcionamento de qualquer sistema de aquecimento.

Pergunta: Como é que pode funcionar a justiça com tantas quedas de energia? a situação é tal que impede o uso de gravadores eléctricos durante as audiências.

Finalmente e para cúmulo:

- A caixa multibanco existente dentro do edifício do tribunal de Setúbal foi assaltada. Os larápios já não se coíbem de assaltar os próprios tribunais.

Pergunta: Como é isto possível? que medidas de segurança estão adoptadas para os edifícios dos tribunais? Como é que se salvaguarda toda a documentação afecta aos processos?

Muitos outros casos que roçam o absurdo grassam por esse país fora, assim sendo, como é que o cidadão comum se pode sentir feliz e satisfeito com a justiça que o estado lhe proporciona?

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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"A verdadeira treta" apresenta-se em Santa Maria da Feira




O titulo até parece indiciar mais uma farpa ao executivo municipal, mas não, trata-se do espectáculo que José Pedro Gomes e António Feio trazem ao Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, no dia 25 de Janeiro com início às 21.45 horas, integrado nas comemorações da Festa das Fogaceiras 2009.

"Com a crise instalada neste concelho da treta, nada como entreter o povo com conversa no mesmo tom (treta)!"

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Amorim Cork Composites - Primeira empresa mundial licenciada para reciclar resíduos de cortiça.

A instalação de reciclagem de cortiça da corticeira Amorim vai inaugurar e receber as primeiras rolhas da Campanha Green Cork, numa sessão presidida pelo Secretário de Estado a 21 de Janeiro.

Humberto Rosa, Secretário de Estado do Ambiente, Hélder Spínola, Presidente da Quercus, e António Rios de Amorim, CEO da Corticeira Amorim, presidem à sessão inaugural da primeira instalação mundial de reciclagem de resíduos de cortiça, pertencente à Amorim Cork Composites. A sessão terá início às 15h00, no próximo dia 21 de Janeiro, no Auditório do Edifício Amorim, em Mozelos, Santa Maria da Feira.

As primeiras rolhas obtidas através da campanha de recolha e reciclagem Green Cork promovida pela Quercus, com o apoio da Corticeira Amorim, vão ser recebidas neste dia para serem transformadas em novos produtos de cortiça. Os resultados da campanha demonstram um forte envolvimento do público em geral e a criação de nova prática de reciclagem.

Esta campanha contribui para a preservação de espécies autóctones, para a divulgação da importância do montado de sobro em matéria de sustentabilidade e ainda para a diminuição das emissões de carbono para a atmosfera, pois evita que as rolhas sejam incineradas ou depositadas em aterros. Simultaneamente esta campanha permitirá o financiamento de parte do programa de conservação e recuperação da floresta autóctone “Cuidar das partes comuns: Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade”.

A Amorim Cork Composites é a única instalação mundial licenciada para reciclar resíduos de cortiça.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Cortiça - APCOR em reflexão sobre a actual crise que o sector atravessa

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O que se passa com algumas empresas do sector corticeiro é dramático, de um modo geral todo o sector está em crise, crise essa que é anterior ao actual momento de recessão económica, mas que também por isso, se precipitou em queda de forma abismal.
Com o sentido nessa preocupação, o patronato da indústria corticeira reuniu-se na passada quinta-feira na sede da Apcor, para reflectir sobre a situação que o sector enfrenta.

A análise e levantamento dos principais problemas do sector bem como as propostas adiantadas para os solucionar, foi o grande objectivo desta reunião, que segundo rezam as crónicas teve uma participação nunca antes vista.

Os principais problemas detectados, tiveram em conta a análise de um mercado que se caracteriza por uma forte componente exportadora.

• A tendência futura pode evidenciar alguma perda percentual num mercado de maior dimensão;

• O consumo de vinho tem registado uma tendência globalmente positiva, mas em mercados e segmentos onde a penetração de vedantes alternativos é maior;

• Comparativamente aos vedantes alternativos, a rolha de cortiça perdeu cerca de 30% do mercado em pouco mais de dez anos;

• A inovação e melhor performance da cortiça têm merecido um reconhecimento parcial, mas ainda sem impacto na evolução da actividade.

Por outro lado, circunscrevendo a análise na vida interna das empresas, foi possível encontrar um conjunto de constrangimentos que penalizam diariamente o desempenho das empresas, sendo de destacar:

• Dificuldades penalizadoras a nível fiscal como, por exemplo, os atrasos verificados no reembolso do IVA no inicio de cada ano. Do mesmo modo, o Pagamento Especial por Conta mereceu fortes críticas dos empresários na medida em que se trata de um modelo injusto da tributação de um rendimento que por vezes não existe;

• Dificuldade ao nível das micro e pequenas empresas usufruírem das medidas de apoio públicas que, constantemente, são divulgadas pelo Governo;

• Dificuldades de financiamento junto da banca, com os sucessivos cortes de linhas de financiamento das empresas, acompanhadas com elevados crescimentos dos spreads financeiros;

• Inexistente/deficiente política pública que encare o sector de modo integrado na perspectiva da produção (tutela agricultura) e da transformação (tutela da economia);

• Défice de qualificações continua a ser evidenciado como um problema que agrava o desempenho das empresas.

As soluções que a associação patronal preconiza pra relançar o sector passam por:

• Os apoios públicos devem considerar, prioritariamente, as micro e pequenas empresas, sendo necessário agilizar-se os mecanismos de acesso sendo oportuno envolver-se as associações enquanto facilitadores na respectiva divulgação e implementação desses apoios;

• A redução da carga fiscal do IVA e a eliminação do Pagamento Especial por Conta devem ser concretizadas rapidamente;

• A política pública deve considerar urgentemente a fileira da cortiça de modo integrado, exigindo uma rápida e efectiva coordenação das tutelas da agricultura e da economia;

• A necessidade de dar continuidade ao esforço de marketing do sector através da realização de campanhas de grande dimensão e que considerem os principais mercados e públicos alvo de interesse ao sector. Necessário o envolvimento do apoio público financeiro;

• Reforçar o esforço de inovação encetado pelo sector, nos últimos anos, ao nível dos processos de produção e da melhoria dos produtos, valorizando gradualmente a componente de sustentabilidade social, ambiental e económica do sector.

• Continuar a aposta na melhoria de mecanismos de regulação sectorial à imagem do Systecode – Sistema de acreditação das empresas mediante o Código Internacional das Práticas Rolheiras (CIPR);

• Definição de uma estratégia de valorização dos produtos de cortiça, potenciando um product mix adequado às necessidades da floresta, da indústria e das necessidades actuais dos mercados;

• Potenciar o sobreiro e a cortiça e toda a sua dimensão social, ambiental e económica, enquanto património nacional cujo impacto ultrapassa as nossas fronteiras.

Desta reunião ressalta uma clara noção do esforço que será necessário empreender com o objectivo de reforçar a sustentabilidade e a competitividade do sector.

Neste âmbito é importante que o governo considere alguns apoios às pequenas e médias empresas bem como promova de forma articulada entre o Ministério da Agricultura e da Economia novas políticas para a valorização integrada da fileira da cortiça.

Foram estas resumidamente as impressões e as conclusões que resultaram desta reunião, foi curioso, ou talvez não, verificar que na análise dos problemas que o sector enfrenta, não tenha sido feita a mínima referência à asfixia, a que o colossal grupo económico que domina o sector tem submetido a concorrência.

Isto também revela ao serviço de quem é que se encontra a APCOR, e a subserviência a que se vêem forçados muitos dos associados da agremiação.

Não reflectir sobre o peso desmesurado e desleal que o Grupo Amorim tem na condução deste sector é esconder o sol com uma peneira, e deixar o gato escondido com o rabo de fora.

Apesar do optimismo no futuro demonstrado pelo presidente da associação, a verdade é que este só será risonho, para quem até lá sobreviver.

A orientação actual deixa-me muitas reservas quanto ao futuro, já que a tendência natural é para que diminua drasticamente tanto o número de empresas como de trabalhadores.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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D. José Policarpo - "Mulheres, cuidadinho com os muçulmanos!"

O que terá levado D. José Policarpo a desaconselhar as mulheres Portuguesas a perderem-se de amores pelos muçulmanos?

Eu até consigo compreendê-lo, de facto os seguidores da doutrina de Maomé, têm uma visão muito redutora do sexo feminino, o que acarretaria um sem número de sarilhos às mulheres que deles fossem possuídas.

As mulheres são menosprezadas na sociedade islâmica, aliás, elas não contam sequer na sociedade.

Os muçulmanos são muito escrupulosos em matéria de sexo, uma mulher pertença de um muçulmano, tem que ser uma mercadoria de qualidade vincadamente comprovada , além disso, por questões de higiene deve estar meticulosamente livre de pilosidades púbicas.

Ora este tipo de exigência, poderá colocar alguns problemas nas mulheres Portuguesas que são bem conhecidas pelo seu pêlo na venta e por possuíram buços de fazer inveja às fartas barbas dos muçulmanos, que vêem o horror do demo nas máquinas de barbear.

Lá diz o ditado:

"Com mulher de bigode, nem o diabo pode!"

Escrevendo um pouco mais a sério, as palavras do Cardeal de Lisboa são de um sexismo primário sem limites: Então, se for um homem a perder-se de amores por uma muçulmana, não transparece daí qualquer mal ao mundo?

As confissões religiosas de um modo geral, discriminam de forma redutora o sexo feminino.

A religião Judaica por exemplo, impede que seja a mulher a tomar a iniciativa do divórcio, no entanto o homem pode fazê-lo sempre que lhe der vontade, o mesmo se passa com os Islâmicos , que permitem que um homem possa ter uma série de mulheres, mas impede que a mulher tenha a simples ousadia de cruzar o olhar com outro qualquer homem, arriscando ser severamente punida pela promiscuidade do acto.

Os católicos nestas coisas de discriminação de género também têm as suas particularidades, desde logo, porque às mulheres é vedado o exercício do sacerdócio, a única mulher que permaneceu virgem (com o hímen intocado) foi Maria mãe de Jesus, mesmo depois de um parto, já que não creio que o parto tenha sido feito por cesariana. Curioso é não haver referência testamental à castidade de Jesus Cristo, será por preconceito másculo de virilidade?

E que dizer do cadeirão papal, onde ainda hoje subsiste a estranha reentrância para aquilatar da masculinidade papal!

Este é o velho problema da Igreja Católica, a sua cintura é tão pronunciada que não consegue olhar para o seu próprio umbigo.

E, se a cultura humana estivesse desprovida de tanta religiosidade?

Acaso teríamos um mundo melhor?


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Uma nova guerrinha


Ora aí está, novamente, um fait-diver para o povo português se entreter. Depois do polémico estatuto político-administrativo dos Açores, vetado por duas vezes pelo Presidente da República e votado por unanimidade pela Assembleia da República, chegou a altura da polémica com as bandeiras.

Isto é extraordinário, um país entra em recessão económica e enfrenta graves problemas sociais, mas a questão que preocupa os nossos políticos é a altura a que está hasteada a bandeira açoriana face à nacional.

Comece-se do princípio: a Assembleia da República cria um estatuto para a região autónoma dos Açores para incrementar marginalmente a sua autonomia. Como os deputados não estavam minimamente interessados no diploma, provavelmente, nem olharam para o mesmo, votando unanimemente. O Sr. Presidente, Cavaco Silva, como é uma pessoa austera e rigorosa, avalia tudo o que lhe passa nas mãos pormenorizadamente, detectando alguns artigos que lhe parecem inconstitucionais. Solicita ao tribunal constitucional para apreciar o diploma e este, efectivamente, detecta oito inconstitucionalidades (propostas de lei que violam a lei fundamental de um país, isto é, a constituição da república), o que implicou o veto do diploma.

A assembleia que tinha demonstrado a sua incompetência, ao aprovar um diploma com 8 inconstitucionalidades unanimemente, corrige apenas essas inconstitucionalidades. O diploma volta ao presidente, já corrigido, mas com um artigo que lhe desagrada profundamente; apercebendo-se que se voltasse a vetar o diploma, a Assembleia poderia voltar a aprova-lo, com maioria de 2/3, o que forçaria o Presidente a promulgar obrigatoriamente, convoca uma comunicação ao país em pleno verão pelas 7 horas da noite. O povo português não sabia o que se passava, até já pensavam que o Sr. Presidente estava gravemente doente, tal era a urgência e importância que foi atribuída à comunicação.

A importância da comunicação e aquele tom dramático era um sinal claro para a Assembleia: se voltarem a aprovar, poderão ter um conflito institucional, o que implica a extinção da “cooperação estratégica”.

Resultado? Nenhum, o Partido Socialista estava mesmo apostado em levar isto para a frente, e volta a aprovar o diploma.

Sinceramente, acho que se tratou de um exagero do Sr. Presidente, pois a tal norma que tanto o incomodou basicamente indicava que, se o presidente quisesse dissolver a Assembleia Regional dos Açores, teria de ouvir primeiro os representantes da própria assembleia dissolvida. Exacto, apenas isto! Isto trata-se apenas de mais um dever para o Presidente e não a retirada de um direito e, por isso, julgo ter sido excessivo por parte daquele.

Quanto à Assembleia da República foi incompetente, pois aprovou unanimemente (200 e tal deputados que disseram “sim”) a um diploma com 8 inconstitucionalidades. Estes senhores levaram o assunto de “ânimo leve”, mas esqueceram-se que do outro lado estava um senhor que leva tudo “à seria”.

Posto isto, era escusado tanto imbróglio em torno de um assunto que não interessava minimamente aos portugueses, contudo parece que não estão satisfeitos e começou a “guerrinha” das bandeiras. Evidentemente que a República também é constituída por símbolos, mas poupem-nos a estes caprichos, pois precisamos de alguém que resolva os problemas e que não crie novos problemas.

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Apresentação pública do livro " A crónica dos dias bons" de Mário Anacleto

É já nesta sexta-feira, dia 16 de Janeiro, que será feita a apresentação pública do novo livro de Mário Anacleto - "A crónica dos dias bons".

A apresentação do livro, será feita no auditório da biblioteca de Santa Maria da Feira pelas 21,30h, tem entrada livre e inclui um concerto musical.

"A crónica dos dias bons" é uma compilação de crónicas que foram publicadas em vários jornais entre 2002 e 2008, por Mário Anacleto e que retratam de forma coerente a realidade actual deste país.

Pode ler um pequeno excerto e obter mais informações do livro aqui.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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A crueldade da vida!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Há palavras que nunca gostaríamos de ter escrito, estas que vos escrevo não pretendem ser um auto de notícia, mas tão somente exteriorizar a revolta que sinto pela crueldade da vida.

Tantas foram as vivências que partilhamos, num momento estamos alegres, enérgicos, cheios de vitalidade e no momento seguinte sem pré-aviso despedimo-nos da vida, num cruel paradoxo de choque e serenidade.

Todos os dias é assim, e só reflectimos profundamente nisto quando a morte nos envolve tão de perto.

Muito mais poderia escrever nesta singela homenagem, mas a perplexidade e a desolação que sinto, não tanto por ti mas por quem deixas e a quem fazes falta, não me permitem escrever muito mais.


Até sempre companheiro!


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Norte do país sob um lindo manto de neve...

sábado, 10 de janeiro de 2009

O norte do país cobriu-se de neve no dia de ontem. Foram muitos os locais onde nevou com alguma intensidade durante a manhã e princípio da tarde.

No concelho de Santa Maria da Feira ainda romperam alguns flocos de neve, mas coisa pouca.

É um cenário pouco visto no nosso país, principalmente junto ao litoral, apesar de ser uma situação perigosa e complicada para os automobilistas e para quem fica retido por causa dela, proporciona sempre alegres brincadeiras e muitas imagens lindíssimas.

Eis alguns postais:


PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Trabalhadores da Vinocor e da Subercor lutam pelos seus direitos

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Tal como já aqui tínhamos denunciado, a grave situação que se vive nas Empresas SUBERCOR e VINOCOR, ambas do grupo SUBERUS , levou os seus trabalhadores a anunciarem uma greve por tempo indeterminado , se entretanto não lhes forem pagos os vencimentos em atraso ( mês de Dezembro e Subsídio de Natal).

Infelizmente, este parece ser um cenário mais que provável, aliás, a situação actual ainda não é de greve efectiva, devido à obrigatoriedade dos trabalhadores cumprirem uma importante formalidade jurídica.

A administração das empresas já há muito tinha anunciado a sua indisponibilidade, para cumprir com a obrigação legal, de pagar os vencimentos devidos aos trabalhadores.

Esta é mais uma situação dramática e preocupante de crise social que se prefigura no concelho.

Mais de 100 trabalhadores, incluindo muitos casais, que por falta dos seus vencimentos se vêem impossibilitados de fazer face às suas despesas de alimentação, pagamento pelo fornecimento de serviços domésticos, prestações da casa, etc,etc,etc.

Gravíssimo, para não dizer que a situação configura um crime, é a atitude da administração em manter os trabalhadores a laborar sem qualquer protecção em caso de acidente de trabalho, isto porque não sendo pagas as apólices de seguros, as seguradoras obviamente, desresponsabilizam-se em caso de acidente. O grau de periculosidade, no manuseamento de alguns equipamentos e mecanismos destas empresas é muito elevado, o que coloca os trabalhadores numa situação de extrema violência psicológica.

Se ocorrer um acidente grave com alguém, o que acontece depois? ... é uma vergonha sem limites...como se permite uma situação destas, num país que se quer civilizado?

Onde andam os organismos de fiscalização da actividade laboral?

É de lamentar o desfecho que se reserva para estas duas empresas, cujas instalações são consideradas de vanguarda no sector corticeiro e talvez muito apetecíveis para boca de um qualquer tubarão, ao preço máximo de tuta e meia, e como convém, despojadas de trabalhadores.

São igualmente, os fartos subsídios comunitários que se afundam conjuntamente com as empresas.

Aos trabalhadores mais não restará que lutar pelo cumprimento integral dos seus direitos.

É censurável esta espécie de simbiose pérfida entre a administração da empresa e o seu principal accionista, que pura e simplesmente assobia para o lado, face às dificuldades sociais dos seus trabalhadores.

Por fim, resta dizer que uma boa parte da responsabilidade da situação em que caíram estas empresas deve ser direccionada ao "tubarão" do sector, que selvaticamente se apoderou de uma fatia importante do bolo de mercado, em que se sustentavam economicamente a SUBERCOR e a VINOCOR.

O resto da responsabilidade e quiçá a parte mais decisiva, deve ser atribuído à má gestão dos seus administradores, que face à perspectiva gananciosa do lucro desmedido se lançaram destemidamente em aventuras medonhas, descurando irresponsavelmente o futuro destas empresas.

Todos sabemos que uma empresa quando rebenta, quem se lixam são os trabalhadores em primeiro lugar e depois os credores, os "patrões" esses passam ao lado do problema e ficam a salvo de qualquer maçada imprevista, através das suas robustas contas bancárias. Esperemos que na resolução da situação, os trabalhadores sejam os primeiros a merecem a atenção, pois seguramente, são os que mais necessitados estão dessa ajuda.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Amadeu Albergaria no país das maravilhas

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


O boletim de propaganda camarário de Dezembro, dá um especial enfoque à educação do concelho, e escrevo do concelho e não no concelho, porque o vereador quer fazer da Feira um concelho educador, quando deveria querer um concelho com boas condições para o ensino .

Há quem se entretenha a contar o número de fotografias que aparecem de cada elemento do elenco municipal, eu preferi contar o número de páginas que é destinado a cada área de vereação.

No caso concreto da educação, o número de páginas é significativo, nada mais nada menos que 19 páginas, ou seja um pouco menos de metade do boletim é dedicado aos feitos, programas e projectos da área educativa do concelho.

Amadeu Albergaria, vereador da educação, como não podia deixar de ser é quem encabeça todo o folhetim relativo à educação. O que mais chama a atenção são os infindáveis programas inseridos no âmbito das iniciativas pela educação no concelho,

Ao todo são quase 40, dos quais um programa bastante interessante que se denomina XL-party, que assim ao ouvido soa a nome de festa Rave erótica, (aquelas mega festas malucas, com batida sonora a condizer onde se dança, bebe, fuma, fo..., enfim faz-se tudo na maior das diversões até caír para o lado) mas lendo mais em pormenor, ficamos quase com a certeza que não é bem uma "rave parade", mas andará lá próximo, não na grandeza pelo menos nos nobres propósitos da coisa.

Olvidando estes pormenores pouco importantes das XL-party, na verdade o que me espantou naquele imenso rol de actividades, de projectos e de intenções de obra, foi não ler nenhuma alusão á substituição das coberturas de amianto que existem nos edifícios de muitas escolas do concelho. É estranho que nem uma pequena menção seja feita a este problema grave, pois é sabido que o amianto é potencialmente cancerígeno, potencialidade essa que se agrava com o envelhecimento das infraestruturas. Com a degradação dos materiais, mais facilmente se desprendem partículas por acção de agentes atmosféricos, partículas essas que depois se depositam no solo ou são levadas pelo vento podendo ser inaladas, e aqui sim tornam-se efectivamente muito maléficas para a saúde.

Como dizia anteriormente é estranho e até lamentável que um problema desta grandeza não mereça a atenção devida por parte de quem tem responsabilidades nesta matéria.
Espero pelo menos, que apesar de não ser feita nehuma referência à substituição das coberturas de amianto, esta estejam já incorporadas nos projectos de renovação e beneficiação do parque escolar.

Além de ser um assunto recorrente, a questão da substituição das coberturas de amianto já foi inclusive objecto de promessa do senhor vereador, que prometeu uma atenção mais cuidada da situação. Para começar era importante fazer um levantamento geral dos edificios públicos e das escolas do concelho que comportam este tipo de material, é importante que se diga que a União Europeia já desde 2002, que impôs uma normativa no sentido de proibir o uso deste tipo de material.

Não basta fazer folclore sobre tudo o que se faz na educação, se algumas acções são positivas outras há que deixam muito a desejar tanto pelo seu atraso, como são os novos centros escolares de Mozelos e de Lamas, cujas obras parecem não ter fim à vista, contrariando inclusive, aquilo que era a firme convicção do senhor vereador, como a questão do amianto e da reabilitação das infraestruturas de muitas escolas EB1 do concelho.

Para finalizar e só por mera curiosidade, o Amadeu Albergaria, para além de desempenhar funções no pelouro da educação acumula igualmente a área da juventude, do desporto e da cultura, se voltarmos à nossa contabilidade , a somar às 19 páginas sobre educação, devemos somar igualmente 8 sobre a viagem medieval, mais 4 sobre o festival da juventude, mais 2 da escola de educação rodoviária ("excelentes exemplos" tem esta câmara para dar em matéria de segurança e prevenção rodoviária) e mais 1 sobre a terra dos sonhos e outra sobre a festa das fogaceiras, num total de 35 páginas.

Este número é extraordinário se tivermos em conta que o número total de páginas da revista é de 57.

Com tantas páginas de floriado, o Amadeu Albergaria bem que podia ser entronizado como rei de ouros no "país das maravilhas" da Alice!

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Doze regras das redacções editoriais da imprensa internacional quando o assunto é o Médio Oriente

Enviado por Email:



A cobertura parcial da imprensa internacional tem doze preceitos a considerar:

1) No Médio Oriente, são sempre os árabes que atacam primeiro e é sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se "represália".

2) Os árabes, palestinianos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso denomina-se "terrorismo".

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso denomina-se "legitima defesa".

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso denomina-se "Reação da Comunidade Internacional".

5) Os palestinianos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto denomina-se "Sequestro de pessoas indefesas."

6) Israel tem o direito de sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinianos e libaneses desejar. Actualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter cativos presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinianos. Isto denomina-se "Prisão de terroristas".

7) Quando se menciona a palavra "Hezbollah", é obrigatória a mesma frase conter a expressão "apoiado e financiado pela Síria e pelo Irão".

8) Quando se menciona "Israel", é proibida qualquer menção à expressão "apoiada e financiada pelos EUA". Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões "Territórios ocupados", "Resoluções da ONU", "Violações dos Direitos Humanos" ou "Convenção de Genebra".

10) Tanto os palestinianos como os libaneses são sempre "covardes", que se escondem entre a população civil, que "não os aceita". Se eles dormem em suas casas, com as suas famílias, isso denomina-se "Covardia". Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles dormem. Isso denomina-se "Acção Cirúrgica de Alta Precisão".

11) Os israelitas falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apoiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes as Regras de Redacção (de 1 a 10) ao grande público. Isso denomina-se "Neutralidade jornalística" ou "Imparcialidade jornalística".

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redacção acima expostas são denominadas "Terroristas anti-semitas altamente perigosos".

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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APCOR - Patrões da cortiça tomam medidas face à crise

Os "patrões" da cortiça reúnem-se hoje na sede da APCOR, para delinear estratégias de combate à crise que se vive actualmente no sector corticeiro.

Depois de José Sócrates, em entrevista televisiva, ter declarado a abertura oficial da corrida à mama do estado, não será estranho por certo, que os patrões corticeiros aceitem este convite tão generoso.

O problema que actualmente se vive no sector corticeiro é anterior à actual crise financeira, o sector sofre de um deformismo estrutural endémico, a actual crise dos mercados apenas veio confirmar uma tendência que se arrastava já há alguns anos - o sector rolheiro em particular tem perdido competitividade nos mercados internacionais.

A uma forte campanha anti-rolha de cortiça promovida pelas empresas de vedantes alternativos, não foi a associação dos empresários corticeiros capaz de responder à altura que se exigia, para assegurar o futuro do sector.

Se nos últimos tempos tem sido feita alguma coisa em campanhas internacionais de marketing, isso resulta de uma reacção às quebras de mercado e não tanto em reacção às campanhas anti-rolha.

A meu ver este foi um erro crasso, demorou-se demasiado tempo a reagir e permitiu-se que a rolha de cortiça fosse descredibilizada externamente e em mercados muito importantes, como os Estados Unidos, Austrália e a Grã-Bretanha.

O que muitos empresários estarão à espera com toda a certeza é de apoios no curto prazo e não de medidas estratégicas e de fundo para viabilizar o sector.

Conhecendo a matriz de muitos destes empresários, é de prever um coro de choradinho bem afinado junto do governo.

Se algum apoio deve ser dado não o deve ser aos empresários, mas sim às empresas que demonstrem capacidade para se viabilizarem, não adianta desperdiçar dinheiro em empresas que pela sua orientação estratégica jamais sobreviverão no mercado.

Apoios sim, se forem no sentido de definir estratégias para o futuro, e não para adiar um problema, que mais cedo ou mais tarde levará inexoravelmente as empresas literalmente ao "charco", e aos seus ex-patrões restarão mais Mercedes, mais terrenos e mais moradias novas.

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Seminário Internacional - Em Defesa do Direito à Água


Programa

10.30 Sessão de abertura

Rui Cortes

Professor Catedrático da UTAD. Membro da Direcção da FNCA

11.00 Painel I: O Direito à Água e a Nova Cultura da Água

Pedro Arrojo

Professor Titular no "Departamento de Análisis Económico" da "Faculdad de Ciencias Económicas y Empresariales" da "Universidad de Zaragoza". Membro Fundador e Primeiro Presidente da FNCA. Recebeu em 2003 o Prémio Goldman do Ambiente (considerado como o Prémio Nobel do Ambiente) correspondente à região europeia.

Riccardo Petrella

Economista, Docteur honoris causa em diversas Universidades, é professor Convidado da Universidade de Louvain e Professor de Ecologia Humana na Accademia di Architettura de Mendrisio. Fundador do Grupo de Lisboa (1992), proclamou o « Manifesto da Água » e fundou em 1997 um Comité internacional para um Contrato Mundial da Água.

14.15 Painel II: Gestão privada e gestão pública de sistemas de água e saneamento

Emanuele Lobina

Com formação em Ciência Política e Direito Comercial Internacional. Investigador senior no domínio dos serviços públicos, nomeadamente no abastecimento de água e saneamento, na "Public Services International Research Unit" na University of Greenwich"

Susana Neto

Engenheira Civil, Mestre em Planeamento Regional e Urbano, Membro da FNCA. Colaborou no Grupo Coordenador do SIGRHID (1986) e fez parte da Equipa de Projecto do Plano Nacional da Água entre 1997 e 2001, no INAG, tendo nesse período integrado igualmente a equipa de coordenação dos Planos de Bacia Hidrográfica, no INAG.

Jaime Morell

Ingeniero de Caminos, Canales y Puertos. Presidente do Consorcio Provincial de Aguas de Sevilla. Professor da Universidade de Sevilha.


Francisco Braz

Presidente da Direcção do STALSindicato dos Trabalhadores da Administração Local

Lucrécio Costa

Doutorado em Engenharia Civil, Professor. Presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Água de Luanda EPAL E.P.


16.30 Painel III: Em Portugal onde estamos e para onde vamos? Que fazer?

João Bau

Investigador Coordenador. Presidente do Conselho de Administração da EPAL (Lisboa) nos períodos 1975-1980 e 1996-2000. Administrador da AdPÁguas de Portugal no período 1996-2002. Deputado Municipal em Lisboa. Deputado Metropolitano na Área Metropolitana de Lisboa


Luísa Tovar

Engenheira Civil, Mestre em Engenharia do Ambiente. Presidente da Direcção da Associação "Água Pública".

18.00 Sessão de Encerramento

Leandro del Moral

Doutorado em Geografia. Professor Titular do Departamento de Geografia Humana da Universidade de Sevilha. Presidente da FNCA.

João Bau

Em representação da Comissão Organizadora.

manifesto

Seminário Internacional Em Defesa do Direito à Água

O "direito à água" está em debate na cena internacional, desde que o Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas tomou conhecimento, em Setembro de 2007, de um relatório redigido pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos do Homem relativo ao acesso equitativo à água potável e ao saneamento.

Este debate tem lugar num momento de reconhecida gravidade da actual crise económica, social e ambiental que enfrentamos à escala planetária, e que exige uma viragem radical do processo civilizacional. No que diz respeito à água sabe-se que, desde 1950 até à presente data, o seu consumo à escala mundial mais do que triplicou. Em paralelo, surgiram problemas relativos à crise ecológica dos ecossistemas aquáticos, verificou-se uma exploração insustentável de muitos aquíferos, ocorreram problemas por vezes muito graves de degradação da qualidade das águas, constatou-se a ocorrência de conflitos sociais ocasionados pelo desrespeito de direitos do homem (nomeadamente por ausência de serviços essenciais prestados pela água e pela deslocação forçada de populações devido à construção de grandes obras hidráulicas), constatou-se a existência de ineficiências e de irracionalidades do ponto de vista económico na gestão das águas e tornaram-se patentes problemas de governabilidade, por falta de transparência e de participação dos cidadãos. Em suma, tornou-se evidente a crise dos modelos de gestão da água predominantes no século passado. E esta crise tem óbvias implicações no que concerne à relação dos seres humanos com a água de que dispõem e às relações entre os seres humanos por causa da água.

Sabe-se que a água é essencial à vida e à saúde das pessoas. Que sem ela não é possível uma vida digna. Mas a realidade dos dias de hoje, também no domínio do abastecimento de água e do saneamento, nos apresenta um quadro preocupante. De acordo com dados das Nações Unidas cerca de 1,1 mil milhões de pessoas no mundo (ou seja, 18% da população total) não têm acesso, actualmente, a água potável para beber e cerca de 2,6 mil milhões de pessoas (ou seja, 42% da população) não têm acesso a serviços de saneamento. Apesar de, entre 1990 e 2002, se constatar que mais de 2400 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água potável.

Em 2000, com a Declaração do Milénio, foram definidos os Objectivos do Milénio, cujo Objectivo 7: assegurar a sustentabilidade ambiental, estabelece como meta a redução para metade da população sem acesso a água potável e a sistemas de saneamento de águas residuais. No Relatório de Progresso de 2008 reconhece-se que a manter-se o actual ritmo não se atingirá a meta referente ao acesso a sistemas de águas residuais. A crise financeira e económica agravada pelo chamado "Crash de Setembro" poderá vir a dificultar ainda mais esta tarefa.

É portanto indispensável a definição de uma nova estratégia de longo prazo para a gestão dos recursos hídricos (à escala mundial, à escala nacional e à escala regional e local), que respeite os direitos dos cidadãos e que promova a sustentabilidade dos ecossistemas, a conservação da água, a gestão da procura.

Mas o que se constata é que existe actualmente uma falta de consenso em relação aos princípios e aos valores éticos que devem presidir à concepção e implementação das políticas da água.

Que visão, que valores, que estratégias devem ser adoptadas? E que visão, estratégias e políticas devem ser adoptadas para o sector do abastecimento de água e saneamento neste início do século XXI em Portugal?

Não será com uma estratégia que assente em soluções neoliberais, sem sensibilidade social, que teremos êxito na superação das actuais dificuldades. Pelo contrário. E em contraponto às soluções neoliberais, vem-se afirmando uma nova cultura da água. Que reconhece o "direito à água", condição necessária à garantia do direito à vida, assumindo-o como uma responsabilidade colectiva. É esta a visão dos que defendem uma gestão pública de qualidade, assente nos princípios da ética social, solidariedade e igualdade.

Entendemos que:

1) Defender o reconhecimento da água como um bem comum, património da Humanidade;

2) Defender o reconhecimento do direito à água como um direito humano;

3) Defender o financiamento colectivo e solidário do serviço do abastecimento de água e saneamento;

4) Defender que a propriedade e a gestão dos serviços devem ser públicas e rejeitar a mercantilização da água.

São os princípios vitais para a superação da actual crise. Estas problemáticas colocam-se hoje com pertinência, a nível mundial mas também, e com especial acuidade, em Portugal. São elas que motivam a Fundação para a Nova Cultura da Água a organizar no ICS em Lisboa a 10 de Janeiro de 2009 este Seminário, aberto a todos e todas que queiram participar, para debater ideias, experiências e propostas de acção.

Ver mais em: www.direitoaagua.org

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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