Corticeira Amorim - A razão dos 193 despedimentos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A propósito da crónica que ontem escrevi sobre o despedimento colectivo que a Corticeira Amorim se prepara para levar a efeito.

É importante tentar perceber a razão dos despedimentos. Desde logo e pelo que foi anunciado, a dispensa de trabalhadores irá ser feita em duas unidades que no universo empresarial do Grupo Amorim fazem parte da área de produção, no caso concreto ao segmento de produção de rolhas naturais e ao segmento de granulação e aglomerados.

Isto talvez não aconteça por acaso, quem conhece os meandros do sector corticeiro, constata que o Grupo Amorim tem posto em prática nos últimos anos, uma estratégia contínua de redução de pessoal nas áreas produtivas, privilegiando a área comercial.

É tudo uma questão de avaliação de lucro e de risco. As áreas de produção são hoje mais complexas de gerir e comportam um grau mais elevado de risco.

Assim sendo, o Grupo Amorim recorre a muitas pequenas e médias empresas para suprir as suas necessidades junto dos clientes, servindo de intermediário na comercialização e na colocação de rolhas de cortiça no mercado externo, já que as PME's do sector não têm capacidade nem estruturas para o fazer.

No fundo a corticeira Amorim com estes despedimentos, só dá continuidade à sua estratégia futura de abandonar a produção em detrimento da comercialização e da exploração de novas aplicações para a cortiça.

Por aqui se vê como funciona esta espécie de capitalismo da selva, abandonando a produção, abrem-se novas perspectivas para os pequenos produtores de rolhas, mas em contrapartida estes tornam-se mais dependentes do seu patrono-mor, o que os vai asfixiar em momentos de crise, como a que se vive actualmente.

Paralelamente, desresponsabilizam-se dos encargos sociais com os trabalhadores enviando-os directamente para o desemprego ou então atiram essa responsabilidade de forma indirecta para as pequenas e médias empresas que deles dependem para sobreviver e até abrem portas para uma nova perspectiva de trabalho precário, que é a prestação de serviços, modalidade esta que infelizmente tem crescido dentro do sector e que é já praticada por algumas empresas subsidiárias do Grupo Amorim.

Em momentos de prosperidade as coisas ainda vão rolando, o problema é quando surgem os momentos de crise, basta ao Grupo Amorim arrastar ligeiramente o tapete e muitas empresas irão literalmente ao charco, e com isso arrastam os seus trabalhadores, semeiam a miséria e colhem daí os seus frutos.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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As parcerias público-privadas chegam aos cemitérios

As palavras são do próprio presidente da junta de freguesia de Nogueira da Regedoura.

As obras de alargamento do cemitério local vão ser concretizadas ao abrigo de uma parceria público-privada.

Significa isto que a empresa privada irá fazer as obras e capitalizar mais valias, que decorrerão da venda de sepulturas.

Confesso que me faz alguma espécie este tipo de negócio, a especulação imobiliária nos terrenos dos cemitérios atinge proporções indecorosas, com o preço por metro quadrado a atingir valores obscenos, uma simples sepultura pode valer mais de 4000 euros.

A verdade é que enquanto houver gente disposta a alimentar este negócio, ele continuará a florescer com interesses muito nebulosos de permeio.

É necessária na minha perspectiva, uma nova estratégia para administrar estes espaços. Desde logo devem as juntas de freguesia limitar ao mínimo a venda de terrenos, salvaguardando para si a maior parte dos terrenos, só assim será possível evitar a constante sobrelotação dos cemitérios e a procura quase contínua de novos espaços para alargamento.

É necessário igualmente, ter uma nova perspectiva relativamente à disponibilização de espaços para deposição de cinzas e construção de módulos para ossadas, a substituição do granito e do mármore por espaços verdes em relva, tornariam certamente estes espaços um pouco menos sombrios e mais agradáveis à vista, tendo em consideração as limitações do uso a que se destinam.

No caso concreto do cemitério de Nogueira da Regedoura, as obras de alargamento foram agora anunciadas e já foi manifestado interesse na aquisição de uma parte significativa do terreno.

O mesmo sucede em Santa Maria de Lamas, onde o projecto de alargamento do cemitério ainda não passa de uma intenção, mas, já conta com muita gente interessada na aquisição de sepulturas. Não deixa de ser algo mórbida esta correria aos terrenos do cemitério, mas enfim... cada um sabe de si e das suas necessidades.

O culto da morte, é assim instigado ao povo, numa visão troglodita e maniqueísta com propósitos marcadamente mercantis, ainda que me mereçam respeito e aceitação todas as formas livres de culto aos mortos.

PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte - Comunicado à imprensa


Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte


Sede: Rua de Santa Maria, 940 - 4535 400 SANTA MARIA DE LAMAS


Telefones: 227442042 - Fax: 227451727


Delegação: Rua do Calvário, nº 861 , 4535 061 LOUROSA - Telef.: 227447201


















AOS TRABALHADORES CORTICEIROS.
AO POVO DO CONCELHO DE SANTA MARIA DA FEIRA.


O sector corticeiro, foi durante muitos anos fonte de grandes lucros e de acumulação de colossais fortunas fundamentalmente à custa do nosso trabalho, dos baixos direitos e da discriminação.
Agora que se está a agravar a situação económica do país, da qual os trabalhadores não têm qualquer responsabilidade, muitos patrões não estão a assumir, como devem, as suas responsabilidades sociais.
Na verdade, ao contrário de disporem dos lucros acumulados à custa da produção, para partilharem das dificuldades e assumirem o emprego e os salários de tristeza, o que alguns estão a fazer é aproveitar-se das dificuldades para continuar a despedir, cortar direitos e a tentar sacar ainda mais do Estado e da Segurança Social, com total indiferença pelos dramas sociais que criam às famílias dos trabalhadores.
Hoje, nenhum trabalhador está livre de ser confrontado com a realidade e/ ou com o seu aproveitamento. A acção e a luta empresa a empresa contínua a ser o caminho, mas é insuficiente para resistir enfrentar o patronato e impedir consequências sociais ainda mais dramáticas.
Hoje, e enquanto é tempo, do que precisamos é de um forte e unido movimento de trabalhadores e popular do Concelho, para confrontar o patronato sem escrúpulos e sem sensibilidade social, bem como o poder política com esta realidade, para que a família de cada um e de todos, não caiam na miséria.
«…Impõe-se aos Feirenses de hoje com a força das suas tradições, o poder da sua gente empreendedora, com justa aplicação dos seus capitais e o seu crédito, com a coordenação da sua produção agrícola e industrial, conservar e desenvolver a sua integridade do manuseamento da cortiça…»
É com este espírito, que convidamos os trabalhadores corticeiros, as suas famílias e os Feirenses, para a VIGÍLIA pelo EMPREGO, pelos DIREITOS e de SOLIDARIEDADE, com as vítimas destas injustiças sociais, que se realiza Sábado...
Sábado 7 de Fevereiro, junto às instalações da APCOR, Associação Português de Cortiça na Av. Comendador Henrique Amorim pelas 20.30 h grande vigília pela defesa dos postos de trabalho desta indústria chamada CORTICEIRA.




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Cientistas encontram sinal mais antigo de vida animal

Traços químicos deixados em rochas com 635 milhões de anos em Omã, na Península Arábica, representam o mais antigo sinal de vida animal, disseram pesquisadores nesta quarta-feira. As conclusões, são publicadas pouco tempo antes do 200° aniversário de Charles Darwin, também são provas dos organismos simples que o naturalista inglês sugeriu terem existido antes que as espécies evoluíssem para formas mais complexas.

Usando uma análise química de moléculas de rochas datadas de há 635 milhões de anos atrás, os pesquisadores descobriram uma forma modificada de colesterol que só é produzida pelas esponjas.

Isso sugere que as criaturas existiam antes de uma monstruosa era glacial ocorrida há cerca de 630 milhões de anos, uma descoberta interessante, porque muitos cientistas acreditam que os períodos de congelamento desencadearam o desenvolvimento de formas complexas de vida.

Comentário do Comendador:

"Esta descoberta representa mais uma grande afronta aos obscurantistas que acreditam na teoria do criador divino."

Fonte : Reuters

PUBLICAÇÃO : O COMENDADOR

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Corticeira Amorim prepara despedimento de 193 trabalhadores

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A corticeira Amorim anunciou à CMVM a intenção de dispensar 193 trabalhadores dos seus quadros.

Os trabalhadores a dispensar serão repartidos pela Amorim&Irmãos (75) de Santa Maria de Lamas, e pela Amorim Composites (118) de Mozelos.

O sector corticeiro vive tempos difíceis, isso parece inegável, que a situação já se arrasta pelo menos desde 2004 parece incontestável, que existem empresas em situação económica dramática parece evidente.

A redução de procura de vedantes de cortiça natural (rolhas naturais) e de materiais de cortiça compósitos para a construção civil é demonstrável e inquestionável.

O que já não se afigura tão claro é aquilo que pretende fazer a corticeira Amorim e a névoa que paira sobre este anúncio ainda se adensa mais se analisar-mos à letra a justificação da empresa para reduzir os seus quadros de pessoal e atirar com quase duzentos trabalhadores para o desemprego.

Analisando o teor do comunicado da administração pode constatar-se, que no caso da Amorim&Irmãos a justificação para despedir 75 trabalhadores é baseada numa empírica evidência:

«A redução na produção da unidade de rolhas é justificada pela Corticeira Amorim com as consequências que a actual crise global vão "certamente evidenciar" no consumo nos principais mercados-alvo do sector vinícola, para além da perda de quota do mercado de rolha de cortiça.»

É sabido que uma grande quota da comercialização de rolhas do Grupo Amorim, não resulta directamente de produção interna, mas sim da compra de rolhas a terceiros, nomeadamente micro e pequenas empresas do sector, servindo o grupo de intermediário na comercialização do produto nos mercados externos.

Importa aqui recuar dois anos no tempo, em 2007 a empresa Amorim&Irmãos fez um contrato programa de investimento com estado Português num valor que ascendeu a 17,7 milhões de euros, prevendo-se a criação de 30 postos de trabalho e a manutenção dos actuais 1293.

Mas se verificarmos os pressupostos que estão por detrás do despedimento dos 118 trabalhadores da unidade fabril de Mozelos, a conclusão é a mesma:

«Quanto ao sector de aglomerados compósitos, a empresa refere um "provável" impacto negativo nas vendas dos seus produtos, que incluem componentes para a indústria automóvel e para a construção, "sectores cujas dificuldades são amplamente conhecidas".»

Em 2007 foi também celebrado um contrato programa de investimento com o estado Português no valor de 8 milhões de euros, prevendo-se a criação de 17 postos de trabalho e sua manutenção, bem como a manutenção de 390 já existentes.

Isto pode ser comprovado aqui.

Por aqui se demonstra que o Grupo Amorim não tem moralidade nem legitimidade, para agora ao sabor da onda da crise internacional se desfazer dos compromissos com o estado português e com os trabalhadores, argumentando "probabilidades" e "certas evidências" que mais não são do que um perspectiva de retiro da sua responsabilidade social e um aguçar da sua gula.

O estado Português através do governo tem também aqui uma responsabilidade à qual não pode fugir.

Numa altura em que o desemprego constitui o maior drama social da região, onde aos desempregados não se perspectiva saídas de emprego no actual contexto económico do sector, o estado tem a obrigação moral e social de exigir ao Grupo Amorim a salvaguarda dos postos de trabalho.

Saliente-se ainda que em 2007 os lucros da actividade do grupo registaram valores positivos, tendo crescido de 20,1 milhões para 23,2 milhões de euros relativamente ao ano anterior.

Acresce a tudo isto, que uma boa parte da crise que afecta muitas pequenas e médias empresas do sector corticeiro se deve em boa medida, às práticas pouco leais que o Grupo Amorim realiza em matéria de concorrência, prova disso foi a recente participação que efectuaram no capital de uma empresa Americana que se dedica à comercialização de pavimentos em cortiça, com o objectivo de ganhar uma posição no mercado e quebrar com as encomendas a uma outra empresa de aglomerados Portuguesa, o que inevitavelmente redundará na agonia desta última.

Esta operação envolveu milhões de euros e possivelmente a falência da empresa Portuguesa com mais algumas dezenas de trabalhadores para o desemprego.

Mais problemático ainda, será o efeito de arrastamento que sofrerão algumas pequenas e médias empresas que dependem directamente do Grupo Amorim, e aqui dá-se o perigo do efeito dominó, poder provocar o colapso total do sector.

O que o grupo Amorim pretende com esta atitude de dispensar quase 200 trabalhadores, tem somente que ver com a manutenção de um determinado nível de lucro, que dada a situação actual de efectiva redução de procura de produtos em cortiça não seria possível sem a redução de pessoal.

Onde é que está a sensibilidade social das empresas, perante quem tanto contribuiu para o engrossar dos lucros ao longo dos anos e que agora são descartáveis porque a situação conjuntural não permite a manutenção de lucros elevados?

Isto revela a matéria de que é feita a administração deste grupo económico, tem os mesmos genes daquele que à custa do suor alheio e das benesses estatais se tornou no mais rico de Portugal.


PUBLICAÇÃO : O GADANHA

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Charles Darwin às voltas na tumba...


Um estudo feito no Reino Unido revela que, mais de 50% dos Britânicos são contra a teoria da evolução proposta por Charles Darwin há cerca de dois séculos atrás. Segundo eles as teorias Darwinistas não explicam a diversidade biológica existente na Terra.

Mais curioso, é verificar que no mesmo estudo, cerca de 1 em cada 3 Britânicos acredita que Deus criou o mundo à 10 mil anos.

Não deixa de ser paradoxal que depois de uma grande evolução no conhecimento e do desenvolvimento científico, durante o século passado, ainda hoje exista uma percentagem significativa de Britânicos que acreditam, e atentem no vocábulo (acreditam), portanto por uma questão de fé, acreditam nas teorias criacionistas.

É sintomático que neste princípio de século XXI, a humanidade se confronte com uma espécie de regresso aos tempos do obscurantismo medieval, logo no tempo em que vivemos na chamada sociedade de informação, onde as notícias correm à velocidade da luz, ou de um clique, e a uma escala global, onde a cada dia que passa se descobrem novos mundos, mundos externos ao nosso sistema solar, onde nunca outrora, como hoje, estivemos tão próximos de encontrar aquele lugar tão especial que se assemelhe à nossa Terra...

Será que os defensores do criacionismo utilizam os mesmos meios para veicular a sua mensagem? se assim for, pode muito bem parecer que a dita sociedade de informação se torne desinformada.

Então com que propósito se continua a alimentar a desinformação?

Como facilmente se percebe, uma sociedade bem informada é uma sociedade mais consciente de si mesma, do lugar que ocupa e para onde quer seguir, autonomamente, sem muletas de apoio e sem se afeiçoar à permissividade religiosa, política e ideológica.

No fundo a sociedade moderna deveria reflectir um conjunto de seres que apenas quer ser livre no pensamento e na exteriorização da razão não se subjugando aos desígnios de um Deus qualquer, ou aos urdidos iluminados pelo sagrado divino.

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Ciência - Nasa anuncia missão Kepler

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Satélite Kepler vai procurar planetas semelhantes à Terra

Uma nova missão da Nasa, foi anunciada na última sexta-feira, com o objectivo de descobrir a existência de planetas semelhantes à Terra orbitando estrelas distantes noutros sistemas solares. O satélite espacial Kepler será lançado no dia 5 de Março a bordo de um foguete Delta 2 de Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos.

A sonda leva o nome do célebre astrónomo alemão Johannes Kepler, que descobriu os movimentos dos planetas no século 17. Embora os astrónomos tenham encontrado mais de 330 planetas em torno de estrelas localizadas a grandes distâncias, nenhum possui o tamanho, a localização e as características que os especialistas acreditam necessárias para que possam ter vida.

O satélite - equipado com uma câmara de 95 megapixels, a maior já levada ao espaço, ficará pelo menos três anos e meio observando uma estrela situada entre as constelações do Cisne e da Lyra.

Depois, o Kepler tentará encontrar planetas parecidos com a Terra, além de sobrevoar milhares de estrelas durante o percurso. Segundo os cientistas, será como tentar detectar um mosquito na iluminação de um reflector.

Fonte : Noticias Terra

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Inglaterra - Manifestante atira sapato ao primeiro-ministro chinês Wen Jiabao

À atenção do COI (Comité Olímpico Internacional):

Perspectiva-se o aparecimento de duas novas modalidades nos próximos jogos olímpicos em 2012 - O "Lançamento do Sapato" e o "Desvio ao Sapato".

Para já, temos alguns atletas que se vão esforçando para obter os mínimos nas provas de "lançamento", mas o máximo que conseguiram foi errar o alvo, infelizmente ainda estão longe de obter resultados satisfatórios.

Os verdadeiros campeões também se fazem de perseverança... No desporto , o importante não é ganhar... é acertar! O mundo ainda se há-de curvar perante o vosso esforço... só têm mesmo é que afinar um pouco mais a pontaria!

Já quanto às provas de "desvio", os resultados são um pouco mais animadores. George Bush perfila-se por enquanto como o grande favorito à conquista da medalha de oiro.

É de esperar, no entanto, o surgimento de novos atletas nos próximos tempos, alguns começaram já a treinar com mais intensidade para apurar a sua forma.




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Freeport

Este país é um país de modas. Durante uns tempos foi a “Casa Pia”, passado mais uns tempos foi o “Apito Dourado” e agora é o “Freeport”. Estas modas impostas pela comunicação social têm, todas elas, algo em comum: pouco rigor nos factos, interesses obscuros das redacções e “julgamentos na praça pública”.

Falemos do caso Freeport, porque está na moda e estamos fartos de todos os outros casos. Existe algo de intrigante, que salta à vista: o ressurgimento do caso, nas vésperas das eleições. Já se tinha sucedido em 2005 e, agora, surge em 2009. Inexplicavelmente, o caso esteve parado 4 anos, e fica a questão: Existirá alguma razão concreta para isto acontecer ou será fruto do acaso? Será resultado de intrigas político-partidárias?

Olhando mais de perto para os presumíveis interesses obscuros, se estes existissem, o seu alvo seria claro: o primeiro-ministro. Quem sairia beneficiado com o desgaste político provocado pelo caso? A resposta é óbvia.

Analisemos um pouco o que aconteceu e que envolve José Sócrates. Para a construção do empreendimento Freeport seria preciso alterar o ecossistema e modo de vida da fauna existente na região. A Quercus criticou o projecto e tentou impugná-lo, conseguindo dessa forma uma redução da área de construção. Apesar disto, uma pequena parcela do empreendimento, que inicialmente não se encontrava afectada ao projecto, pertencia à Zona de Protecção Especial (ZPE). Aparentemente é aqui que José Sócrates entra no caso, pois enquanto ministro do ambiente do governo do engenheiro António Guterres, alterou a classificação da zona, já numa fase de governo de gestão.

Segundo as autoridades britânicas, José Sócrates recebeu “umas luvas” para proceder àquela alteração. Até ver nada é explícito nas gravações, implicando José Sócrates a aceitar algo; o que me parece mais claro é o aproveitamento de alguns elementos da sua família, a usar o seu nome, para obter benefícios em proveito próprio. Portanto é inadmissível que estejamos a julgar o primeiro-ministro de Portugal na praça pública com base em insinuações. E já agora, ninguém tem culpa da família que tem.

Não pretendo com isto demonstrar confiança cega no primeiro-ministro, mas ele ocupa uma das funções mais importantes da nação e, como tal, precisa da confiança dos portugueses para o exercício da mesma. Alias, neste momento de instabilidade económica e financeira, o país não precisa de instabilidade política.

Por último, reflictamos sobre o papel da comunicação social. Será possível que um ou dois jornais possam levantar suspeitas sobre um dirigente político, forçando-o à demissão, sem que existam provas concretas para tal? Se este caso rebentasse a meio da legislatura, será que o primeiro-ministro aguentaria a pressão até ao fim?

Hoje, mais do que nunca, os meios de comunicação social devem estabelecer um equilíbrio rigoroso entre a vertente comercial e a obrigação de informar imparcialmente.

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Acidentes em auto-estrada

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Enviado por Email:

Acidentes em auto-estrada

Como sabem, para quem anda nas auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos na mesma, como peças largadas por outros veículos, objectos decargas que caiem e até animais...coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção das mesmas.

Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos, contudo se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da brigada de trânsito. Os funcionários da concessionária estão instruídos para dizerem que não é preciso porque eles tratam de tudo. No entanto, e conforme resulta do Artigo 12.º da Lei 24/2007, que define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como Auto Estradas Concessionadas *... (segundo o Artº 12º nºs 1 e 2), estes só podem reclamar o pagamento dos danos à concessionária se houver participação das autoridades!

É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos.

Por isso se tiverem algum percalço por culpa da concessionária *EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência os quais foram instruídos para dizer "agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade".

Isso é a mais pura mentira! Se não chamarem as autoridades eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles!

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Nova Zelândia - Fugitivos bué de estúpidos!!!!

Dois reclusos protagonizaram, esta quarta-feira, um dos momentos mais insólitos em fugas de prisões. Os dois detidos foram contra um poste enquanto fugiam de uma prisão na Nova Zelândia, noticia a BBC.

Algemados, cada um tentou passar por um lado de um poste. As câmaras de segurança de um estacionamento registaram o momento.

Ambos voltaram à cadeia depois de caírem no chão e serem detidos por policiais que utilizaram spray gás pimenta.


Fonte: IOL Diário

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Casa da Música - Marca o arranque oficial do Ano Internacional da Astronomia em Portugal

sábado, 31 de janeiro de 2009

A Casa da Música (CdM), no Porto, assinala este sábado, 31 de Janeiro, a abertura oficial do Ano Internacional da Astronomia com uma iniciativa inédita que conjuga a música com a projecção de imagens de diversos astros.

A CdM disponibiliza ainda telescópios para observar o céu.

A Orquestra Nacional do Porto e o Coral de Letras da Universidade do Porto, dirigidos pelo maestro britânico Martin André, vão interpretar obras de vários compositores, todas relacionadas com a astronomia.

"Ceres", de Mark-Anthony Turnage, "Asteroid 4179 - Toutatis", de Kaija Saariaho, e "Os planetas", de Gustav Holst, são algumas das composições que serão interpretadas neste concerto, realizado em parceria com a Sociedade Portuguesa de Astronomia.

Antes do espectáculo, realiza-se a cerimónia oficial de abertura do Ano Internacional da Astronomia, que inclui uma conferência da astrónoma Teresa Lago, responsável pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.

Nesta conferência, intitulada "O que queremos descobrir sobre o Universo?" será feito um balanço dos principais temas em questão quando se discute a criação e o funcionamento do Universo.

A iniciativa encerra, ao final da tarde, com a observação do céu, na praça fronteira à Casa da Música, utilizando telescópios disponibilizados por astrónomos amadores.

A organização Portuguesa do Ano Internacional da Astronomia quer distribuir gratuitamente 100 mil kits de astronomia para que qualquer pessoa possa fazer observações.

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Rua da Fronteira - Mozelos / São Paio de Oleiros

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A história que vos vou contar é a história triste de uma rua, cujos dedicados moradores, noutros tempos zelaram com muito carinho, porque é de carinhos que se faz o afecto, tal foi o asseio que sempre fizeram questão de dedicar, que até a apelidaram de Rua das Flores. As suas bermas adornaram-se com lindos canteiros de flores, flores de toda a espécie e de toda a cor.

Quem percorria aquela pacata rua, sinónimo da tranquilidade e do sossego daquele lugar, absorvia serenamente extasiado, os aromas e perfumes que eram emanados pela ligeireza da brisa.

Tudo isto foi assim, durante muito tempo, durante muitos anos... tudo foi belo, tranquilo, relaxante, até que um dia...

Bem um dia, uma dupla de ilustres desconhecidos (um tal de Ferreira da Silva e um outro António Amorim, segundo reza a lenda...contada com o pronome pessoal das coisas obscuras e maléficas), garimpeiros dos tempos modernos, descobriram ali um filão, não do minério que está agora a calcorrear a vossa mente, mas sim um verdadeiro filão do vil metal... do guito ou da guita , do graveto ou da massa, não à Bolonhesa mas talvez à Napolitana, pois que de legal ali nada se apanha....e foi então que a rua entristeceu, as flores murcharam e desapareceram para dar lugar às hortaliças e às ervas aromáticas (regadas com efluentes domésticos, coisa que por ali se passeia em abundância), o alcatrão também desapareceu para dar lugar ao saibro, às pedras, à terra e à lama e às fundas crateras e aos estranhos buracos e aos postes no meio da estrada e aos passeios inacabados e às caixas metálicas destruídas e aos fantasmas e ao deserto e ao isolamento e ao triste fado de quem lá vive, mas que não viveu sempre assim...

E, aos miseráveis garimpeiros e aos irresponsáveis receptadores que tudo destruiram e tudo deixaram destruir e nada compuseram, e às marionetas que se movem e se esperneam para a direita e para esquerda mas nunca para a frente, porque para a frente só se movem os destemidos, não covardes, humildes, pacientes, inimigos da arruaça...

Tenham vergonha, seus nojentos trapaceiros! devolvam-nos o encanto e as flores, o asfalto e as cores, mas, atenção seus abomináveis hipócritas! não se esqueçam de nós... a vossa gulodice trespassou-nos como um punhal, mas a arte do engenho do vira e revira nos irá aguçar a ira e vos há-de cravar um punhal também!


Aspecto inverosímil da rua da Fronteira Mozelos/Oleiros





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Roland Berger a consultora dos despedimentos selectivos

A consultora Roland Berger está a realizar o estudo de viabilização económica da Aerosoles.

Achei engraçado que o administrador da empresa de calçado viesse a público dizer que, apesar de não estar ainda disponível o relatório final da Roland Berger, está convencido que o relatório irá apontar para a redefinição dos quadros de pessoal, com inevitáveis despedimentos de trabalhadores.

Isto só tem graça porque não é nenhuma novidade, toda a gente já percebeu que a Roland Berger aponta sempre para despedimentos de pessoal nos estudos que tem feito. Basta lembrar os relatórios dos estudos na Rhode e em muitas empresas Alemãs; a conclusão é sempre a mesma:
Despedimentos de pessoal e redução de postos de trabalho.

Ora, para uma decisão destas, qual era a necessidade de gastar dinheiro com um estudo feito por uma consultora?

Outra das conclusões da Roland Berger aponta para a necessidade de injectar muito capital , ou seja, grandes quantidades de dinheiro, como forma de viabilizar a empresa.

Que novidade!?

Então se a empresa não tem dinheiro para comprar matérias-primas e terá muitas dificuldades em assegurar o pagamento dos vencimentos aos trabalhadores do mês de Janeiro, só poderia mesmo precisar de muito dinheiro.

Então para que é que serve a Roland Berger?... pretende ser uma empresa de consultoria altamente qualificada e reconhecida internacionalmente, cujos estudos servem de muleta aos interesses do grande patronato, paralelamente, com estes estudos pretende fazer-se vista grossa aos pressupostos que permitiram que o estado apoiasse com subsídios, apoios financeiros e isenções fiscais muitas destas empresas multinacionais.

Outra das consequências destes estudos, é o subreptício despojamento progressivo de trabalhadores destas empresas, com o objectivo de fragilizar numericamente a luta dos trabalhadores na reivindicação dos seus direitos.

A finalidade última destes estudos, é avalizar indirectamente a deslocalização futura destas empresas para paraísos de exploração laboral.


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EB 2,3 Paços de Brandão obras avançam em Maio


A EB 2,3 de Paços de Brandão, viu aprovado o programa de candidatura ao POVT (Programa Operacional de Valorização do Território), para as obras de beneficiação do edifício.
As obras devem avançar no mês de Maio, segundo referiu o vereador da educação, Amadeu Albergaria.

Portanto, é de esperar que 120 dias depois a obra avance, este é o tempo médio de atraso das convicções do vereador da educação em relação a obras, basta lembrar os centros escolares do Murado-Mozelos e do Chão-do-Monte - Santa Maria de Lamas.

O edifício actual encontra-se com alguns problemas graves ao nível da conservação e manutenção de algumas estruturas, sendo o pavilhão C o mais afectado, com deficiências estruturais que resultaram do afundamento ligeiro de solo instável e pouco consolidado.

Em Novembro de 2008 algumas salas desta escola apresentavam este aspecto, onde se observam facilmente as enormes fissuras nas paredes e se compreende a urgência da obra:




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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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