Junta de freguesia de Gião faz concessão obscena à Igreja Católica

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


A ser verdade o que aqui li e não tenho razões para duvidar do contrário, estaremos perante um atropelo inqualificável à laicidade do estado Português, fortemente lesiva do interesse público e que prenuncia uma promiscuidade obscena entre o executivo da junta de freguesia de Gião e a Igreja Católica.

O facto da maioria da população de Gião professar a religião católica, não é condição lícita nem suficiente para que a junta de freguesia resolva desbaratar património público em favor da Igreja. Tanto mais que as benesses concedidas, jamais terão retorno público ao abrigo da concordata celebrada entre o estado Português e a Santa Sé, ou seja é uma dádiva à Igreja e as verbas em questão não são de somenos importância, aliás esta doação irá implicar mesmo, se bem percebi, o endividamento da junta de freguesia através da celebração de um contrato de financiamento com uma instituição de crédito.

Não sei mesmo até que ponto este comprometimento da junta de freguesia com a Igreja não entrará na esfera da ilegalidade, mas neste país infelizmente há pessoas que julgam que tudo isto é normal.
Mas de facto isto é uma aberração e uma anormalidade, não compete aos órgãos da administração do estado promover a construção de templos de culto religioso.

O respeito pelo princípio da liberdade de culto religioso, não implica de forma alguma uma submissão do estado aos interesses da propagação religiosa, por isso é que o nosso país é uma república laica, isto significa que os poderes do estado e da igreja não se confundem.

Apenas duas perguntas:

 - Se fosse uma outra confissão religiosa que necessitasse de um terreno, a junta de freguesia assumiria o mesmo papel de conceder terrenos para a edificação de um templo?
 - Existe algum protocolo celebrado com as entidades eclesiásticas, que preveja a permuta dos actuais terrenos onde está edificada a Igreja com os terrenos que irão ser "ofertados"?
Reformulando a questão:
- Os actuais terrenos da igreja reverterão para o domínio público em troca dos terrenos concedidos pela junta de freguesia?

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Deus porque destroçaste o Haiti?

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Haiti está mergulhado num dos maiores horrores dos tempos modernos. A imensa tragédia que se abateu sobre o país mais pobre da América, em consequência do sismo da passada terça-feira, só veio aflorar ainda mais a miséria em que sempre viveu o povo deste país.

A população Haitiana é maioritariamente analfabeta e o estado não proporciona meios de acesso de ensino aos cidadãos, por isso, não admira que os Haitianos sejam profundamente influenciados pelas crenças religiosas.

As estimativas mais terríficas apontam para mais de 200 mil mortos, feridos serão à volta de 700 mil, e desalojados poderão ser à volta de 1,7 milhões.

O sofrimento e a dor, a fome, o perigo das epidemias, a violência associada a gangues de pilhagens, a miséria generalizada num único sentido, são algo de inimaginável, nem mesmo Dante se atreveria a  conceber semelhante tragédia.

O sismo do passado dia 12 não poupou ninguém, nem mesmo os servos da Igreja Católica. Dezenas de crentes morreram soterrados nas igrejas, entre eles o próprio cardeal do Haiti. Segundo alguns especialistas em geofísica, o sismo do Haiti foi 35 vezes mais forte do que a bomba atómica lançada sobre Hiroshima na 2ª Guerra Mundial.

Perante tudo isto e principalmente por causa destas tragédias, é que eu questiono a existência de Deus.

Deus porque destroçaste o Haiti  e espalhaste tanta morte e tanto sofrimento?

Se Deus existe, então ele tem que ser muito bárbaro, sádico, selvagem, severo, cruel, malvado e todos os adjectivos que se ajustem à similitude deste carácter, para se permitir chacinar tantos inocentes que até acreditam nele, não poupando ninguém, nem mesmo as crianças, cuja único pecado cometido foi terem nascido por sua interposta vontade, nem tão pouco, os seus mais imaculados seguidores, os membros clericais se salvaram, esses que são os propagadores da sagrada palavra, por ele emanada.
Deus não só condenou este povo à desgraça permanente, sempre os abandonou ao infortúnio, como agora os destroçou neste golpe sem apelo nem misericórdia.

Para se erguer dos escombros, o que o Haiti menos precisa no momento é de rezas e milagres, de  preces  e de genoflexões de mãos erguidas ao céu.

O Haiti precisa sim de toda a ajuda material e acima de tudo, que as mãos não se ergam para os céus mas que se estendam às mãos do seu semelhante, num gesto universal de solidariedade.

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Projecto Pterosaur - Demência teológica sem limites!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pois é, o projecto chama-se Pterosaur e consiste basicamente numa tentativa desesperada das correntes teóricas do criacionismo, colocarem em evidência o conceito da estupidez racional do ser  humano elevado à sua potência máxima.

Aqueles que defendem que tudo quanto existe é obra de um criador divino - Deus, pretendem reforçar as suas convicções, organizando uma expedição com o objectivo de  recolher espécimes vivos ou ovos férteis de pterosaurus para  demonstrar aos defensores do evolucionismo Darwinista a incorrecção das suas ideias, procurando deste modo transmitir a sua  verdade relativamente à criação das espécies.

Hilariante no mínimo, mas há quem acredite, ora vejam lá.

Se encontrarem algum depois mostrem, tá!

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AMI - CAMPANHA DE EMERGÊNCIA HAITI

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

HAITI UMA IMENSA TRAGÉDIA -  COLABORE COM A AMI


 CAMPANHA DE EMERGÊNCIA HAITI

A AMI está a caminho do terreno para avaliar as necessidades, na sequência do terramoto que atingiu aquele país no dia 12 de Janeiro de 2010.

Os sobreviventes desta tragédia precisam da AMI e a AMI precisa de si.

Colabore nesta missão de emergência e ajude a AMI a reconstruir as vidas que ficaram destruídas.

A melhor maneira de contribuir, neste momento, é fazendo donativos em dinheiro pois a equipa fará a aquisição dos bens necessários nos países vizinhos

Contribua para esta missão:


NIB: 0007 001 500 400 000 00672

IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672  

Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços

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Monsenhor José Ignacio Munilla é o nome da Besta!

Não é que o bispo católico de San Sebastian, o ultra-conservador José Ignacio Munilla teve a insolência de afirmar que há tragédias piores do que a tragédia que se abateu sobre o Haiti.
Segundo este abominável servo do Vaticano, "maior mal do que aquele que sofrem os pobres no Haiti, é a nossa pobre situação espiritual".

Isto significa que para este senil infame, a tragédia do Haiti é um mal menor, comparando com os males do espírito.



Quanta ousadia perante uma tragédia sem limites, que afectou um dos países mais pobres do mundo e terá feito mais de cem mil mortos.

Sempre quero estar atento às reacções do mundo católico, perante estas declarações indecentes, obscenas e sem qualquer ponta de vergonha deste alto representante do clero Espanhol.

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Crime na Nicarágua


Só existe um nome, para aquilo que se está a suceder na Nicarágua: criminoso!

Este Estado da América Central promoveu uma derrocada civilizacional ao seu povo, aprovando a ilegalidade, em todas e quaisquer circunstâncias, do aborto ou interrupção voluntária da gravidez.
Esta nova lei resultou de uma revisão do código penal do país em 2008. Desde essa data, mulheres e raparigas que sejam violadas ou vítimas de incesto vêm-se na obrigação de dar à luz os seus filhos (ou irmãos), sob pena de prisão. Como resultado do enorme sofrimento por que passam estas mulheres e, até, crianças, a taxa de suicídio entre mulheres e jovens disparou no último ano.
Apesar de altamente repugnante e desprezível aos nossos olhos europeus poderíamos enquadrar estas práticas legislativas como resultado de estigmas e preconceitos sociais, pelo que a lei apenas traduz os sentimentos do povo; mas mais uma vez, aqueles que verdadeiramente sofrem e vêm os seus direitos violados são obrigados a aceitar!
Ainda muito mais grave, e isto é inaceitável seja em que cultura for, é a impossibilidade da mulher beneficiar de cuidados médicos quando existam complicações na gravidez ou problemas de saúde diversos (ataques cardíacos, SIDA, malária, etc), desde que isso implique perigo de vida para o feto. Basicamente, a mulher é obrigada a morrer para dar a vida (ou não) ao seu filho.
Como se classifica uma pessoa que obriga outra a morrer por um terceiro, mesmo que seja seu filho e a gravidez resulte de rapto (violação) ou incesto. Não podemos ficar indiferentes a tamanha violação dos direitos humanos, pelo que devemos e podemos assinar uma petição dirigida ao actual Presidente para eliminar a “proibição total” do aborto na Nicarágua.

http://www.jotform.com/form/92233302338

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Certificação da Fogaça da Feira, atestado de genuinidade ou mentira histórica?


A certificação da fogaça da Feira está já numa fase avançada do seu processo, pelo que em breve a fogaça da Feira passará a ter a certificação de área geográfica de produção.

A partir de então, apenas os produtores licenciados pelo agrupamento de produtores artesanais da fogaça, poderão produzir este pão doce característico do concelho de Santa Maria da Feira, podendo ostentar nos seus produtos o símbolo que atesta a sua genuinidade e que atesta que o produto foi confeccionado de acordo com os métodos tradicionais de fabrico e de acordo com a receita original.

Tenho perfeita noção de que aquilo que irei escrever, poderá constituir uma blasfémia para mentes mais fechadas, por isso também estou à espera de algumas ondas de reacção alérgica, por parte de quem vier a ler isto, desde já informo que me estou nas tintas para isso, o que pretendo cá deixar é uma interrogação profunda sobre a mentira em que assenta a defesa da promoção da "originalidade" e da "genuinidade" do fabrico da fogaça da Feira.

Para se perceber melhor o contexto e a amplitude desta  mentira, temos que fazer um enquadramento histórico da origem da fogaça, para isso socorri-me de uma entidade insuspeita que é a Confraria da Fogaça.
Então segundo o site da Confraria da Fogaça, esta entidade tem por objecto da sua constituição:

"...promover, estudar e defender a Fogaça, considerando o seu valor histórico, bem como divulgar e preservar as características específicas da genuína Fogaça da Feira..."

Retenho aqui uma oração da frase supracitada e reforço o termo "genuína" : "...divulgar e preservar as características específicas da genuína fogaça da Feira".


O que é isto da genuinidade ou genuína fogaça da Feira?

Ora diz-nos o dicionário da língua Portuguesa da Porto Editora e já em concordância com o novo acordo ortográfico, que  a definição para o termo genuíno ou genuína pode traduzir-se da seguinte forma:

adj. 1. sem mistura, puro 2.autêntico, verdadeiro, original (...)


Outros significados tem esta palavra, mas vou ficar-me por estas que são mais que suficientes para aquilo que pretendo.


Assim sendo, é forçoso admitir que algo genuíno é algo que permanece puro  e sem misturas ou degenerações desde o nascimento, é algo que se conserva autêntico, algo que se preserva original, algo de imutável desde a origem, algo que não sofreu transformação ao longo do tempo.

O que eu questiono aqui é se a fogaça da Feira tem esse cariz imutável, esse carácter genuíno desde a sua origem?

A resposta parece-me evidente como mais à frente irei demonstrar, obviamente que a fogaça da Feira teve evoluções ao longo do tempo. A fogaça genuína que segundo os entendidos no negócio, hoje se pretende certificar, não é nem de longe nem de perto similar à que inicialmente foi apresentada para cumprir o voto ao São Sebastião e por conseguinte aquilo que hoje alguns apregoam de " manutenção da genuinidade da fogaça da Feira", é tão verdadeiro como o Maomé apreciar carne de porco.

Para se perceber melhor o busílis da questão, vamos fazer uma apreciação à lista dos ingredientes, que segundo a Confraria da Fogaça da Feira, devem estar presentes de modo a preservar as características específicas da genuína fogaça:

Ingredientes:
Farinha de trigo, ovos frescos, açúcar, manteiga, fermento de padeiro, água, canela, sal grosso, raspas e sumo de limão


Vamos começar a analisar ingrediente por ingrediente e fazer um enquadramento espaço-temporal  e social, à época da concretização do primeiro voto ao mártir S.Sebastião em 1505.

Antes de iniciar esta análise, convém recordar que a tradição da festa das fogaceiras, remonta a um período da nossa história fortemente marcado pela miséria das populações, nomeadamente fome, peste e guerra e que subsistiam basicamente com recurso àquilo que a terra produzia. Uma agricultura rudimentar em múltiplos aspectos, com baixos índices de produtividade e que  só com dificuldade chegaria para sustentar de forma aceitável as barrigas dos miseráveis anciãos. 

Deste modo, não espanta que as populações se tenham genuflectido em apelo desesperado à misericórdia divina. A peste negra fazia mais vítimas do que a capacidade reprodutora humana consegui repor os stocks, pelo que em poucos anos populações inteiras eram dizimadas, ou pela doença ou pela fome associada, já que cada morto representava menos dois braços para trabalhar a Terra.

Montado o cenário profundamente medieval e miserável, vamos agora analisar então os ingredientes e aferir da sua plausibilidade em constar do primitivo pão doce que serviu de voto a São Sebastião e que está na origem da tradição das festa das fogaceiras e claro está, da fogaça.

Farinha de Trigo - É muito pouco provável que a farinha de trigo constasse da receita original do pão doce. Esta região é pouco propensa ao desenvolvimento deste cereal, pelo que seria mais lógico que o principal ingrediente da massa primitiva fosse o milho ou outro cereal menos nobre, ou até uma mistura  de dois, ou vários cereais, assim do tipo, pão mituca. Fazer chegar farinha de trigo à Feira, em grandes quantidades,  no séc.XVI deveria ser uma obra pouco prática pelo que é quase inconcebível a sua presença na fogaça original.

Ovos frescos - É plausível que pudessem constar da receita original, tenho apenas algumas dúvidas relativamente à forma como no séc XVI se conservavam os ovos frescos, admito que houvesse muitas galinhas nesse tempo, no entanto, toda a gente sabe que no Inverno as galinhas  são mais preguiçosas na postura, pelo que será sempre um mistério para a ciência a forma como eram conservados os ovos frescos.
Além disso, talvez fosse mais inteligente da parte da população, matar a fome com os ovos do que morrer faminta com tanto pão doce oferecido.

Açúcar - A listagem de ingredientes não refere que tipo de açúcar se trata, mas penso que é consensual que se trate de açúcar refinado branco, pois se fosse açúcar extraído da beterraba estaríamos perante um enorme fraude histórica. O processo de extracção de açúcar das beterrabas só foi desenvolvido no séc. XVII ou XVIII.
Mas, admitindo que se trata efectivamente de açúcar refinado branco, tenho sérias dúvidas que mesmo a sociedade mais fidalguesca do burgo tivesse acesso a este bem, pelo que toda a população pobre e miserável, aterrorizada pelas doenças definitivamente não tinha acesso a este bem. No início do séc. XVI, o açúcar era um bem raro e precioso, era mesmo apelidado de ouro branco, pelo que este mito do açúcar branco não cola mesmo!
Se o adoçante fosse mel ainda fazia algum sentido, agora açúcar branco... não sendo de todo impossível é muito pouco provável que constasse da receita original da fogaça.

Manteiga - É plausível que servisse para barrar as "formas", não tenho muitas considerações a tecer sobre este ingrediente, no entanto, deve admitir-se a possibilidade de o sebo ou mesmo o sabão servirem de substância gordurosa sucedânea da manteiga.

Fermento de padeiro - Não sei se nesta época conheciam este tipo de levedura, o pão  de milho tradicionalmente era ázimo e sem fermento. Este mito não consigo contrariar pelo que sou obrigado a aceitar que fizesse parte integrante da receita original.

Água, sal grosso, raspas e sumo de limão - Seguramente que sim e havia em abundância, ainda que coloque reticências às raspas de limão.

Canela - Quase com toda a certeza que este ingrediente não constava da receita original. A canela chegou-nos juntamente com as especiarias da Índia, ora em 1505, este produto ainda nem devia ser do conhecimento da população feirense. Portanto escolham outro porque a canela aqui não entrou de certeza.

Feita esta análise, não é difícil concluir que a treta da manutenção da genuinidade do produto fogaça, assenta numa mentira grandiosa, aliás, eu até admito que o tal pão doce original não fosse feito de forma padronizada relativamente aos ingredientes que o compunham, possivelmente cada devoto de São Sebastião cumpria o seu voto da forma que bem entendia, tendo por princípio a oferta de um pão doce.

Era bom que algumas pessoas quando falam da preservação de uma identidade histórica e cultural tivessem em atenção a evolução natural das coisas, porque a história das tradições não é estática.

Por último, deixo aqui apenas uma reflexão final, alguém mais puritano sentir-se-ia ofendido se eu afirmasse que o atestado de genuinidade da fogaça da Feira é uma grande mentira histórica?

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Descoberto o segundo menor planeta extra-solar conhecido até ao momento

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


A este longínquo corpo celeste,  foi atribuído o nome  de HD156668b, situa-se  a 80 anos luz da Terra, na constelação do Hércules e tem uma massa equivalente a 4 massas terrestres. A sua  órbita tem um período de 4 dias ao redor da sua estrela  mãe.

O exoplaneta mais pequeno conhecido até hoje, chamado Gliese 581, tem duas vezes a massa terrestre. Foi detectado em abril de 2009 por um astrônomo suíço e fica a 20,5 anos luz da Terra. Mas fica numa órbita muito próxima da sua estrela principal o que o torna potencialmente inabitável  devido às elevadas temperaturas.
Esta descoberta é notável porque demonstra que é possível detectar planetas fora do sistema solar cada vez mais pequenos, significa igualmente, que estaremos cada vez mais próximos de encontrar aquele lugar tão especial que é parecido com a Terra.

O ano de 2010 será certamente pródigo neste aspecto e isto não é uma profecia, não é sequer uma forte convicção, é mesmo uma certeza!

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Sonda Marciana (MRO) regista "árvores" na paisagem desértica do planeta Marte

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter registou esta curiosa imagem da superfície de Marte, que sugere a exist~encia de pequenos "oásis arborizados", na paisagem desértica do planeta vermelho.
Na verdade, tratam-se de  trilhos desguarnecidos de arenitos que projectam uma sombra sobre a superfície.
Estes trilhos, são compostos por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos de rochas.

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2010 AL30 passou a "apenas" 150 mil Km da Terra

Um objecto espacial  não identificado, com diâmetro entre 10 e 15 m, passou hoje a menos de 150 mil Km da Terra.

Segundo a Nasa, o corpo espacial em questão poderá tratar-se de um pequeno asteróide, que se encontra em órbita ao redor do Sol, sendo pouco plausível que este objecto possa ser um fragmento a de lixo espacial.

O objecto foi baptizado de 2010 Al30, foi descoberto no Domingo e pelas 19h30m passou pelo ponto mais próximo da Terra.

Este objecto mesmo que colidisse com a Terra, em principio não constituiria qualquer perigo já que o seu reduzido diâmetro faria com que fosse despedaçado pelo atrito da entrada na atmosfera terrestre, no entanto o mesmo poderá não suceder com objectos ligeiramente maiores entre 40 e 50m.

Prevê-se que lá para o final da semana, um outro asteróide muito maior, possa também fazer uma "tangente"  de 1 milhão de Km à Terra.


A ocorrência da passagem destes objectos é mais frequente do que se possa imaginar,  existe mais de um milhão destes corpos próximos à Terra, é por essa razão que a Nasa mantém um programa muito intenso de rastreio aos objectos  de pequena dimensão, com trajectórias que  cruzam a nossa órbita.

Qualquer desvio orbital de um destes pequenos corpos celestes poderá ter repercussões catastróficas na superfície terrestre, podendo mesmo provocar um cataclismo biológico no nosso planeta.
A maior dificuldade com que a Nasa se depara actualmente, é que estes objectos por serem demasiado pequenos, apenas são detectados poucos dias ou mesmo poucas horas antes do seu encontro próximo, o que dificultará sempre o desencadeamento de qualquer acção que vise, por exemplo desviá-los do hipotético impacto com  a Terra.

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Era da Informação marca vocabulário mais utilizado

É um facto incontornável que as tecnologias de informação e comunicação são hoje, ferramentas indispensáveis para uma cada vez mais ampla gama de utilizadores, sejam domésticos, sejam empresariais.

A todo o momento nos vamos deparando com novas terminologias e palavras associadas às TI's, o novo vocabulário vai enriquecendo os idiomas com neologismos e derivações "inglesadas", há quem os adapte, há também quem os rejeite, a verdade porém é que quase todos os "cibernautas" os conhecem e aplicam.

A este novo fenómeno civilizacional a que alguns chamam de Era da Informação, a American Dialect Society, uma associação que estuda a língua inglesa resolveu atribuir ao vocábulo "google"  o epíteto de palavra mais importante da década, assim como ao vocábulo "tweet" atribuiu o galardão de vocábulo 2009. Ler mais

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Caminho até 2013

Agora que se começam digladiar os partidos pela aprovação/inclusão de determinadas política no Orçamento de Estado, importa reflectir sobre a sua possível evolução e como se conseguirá atingir os 3% de deficit público em 2013.


Fiz uma projecção para o crescimento real do PIB, isto é, ajustado da inflação, em 1,22% e uma inflação a rondar os 1,58%, para que em 2013 o crescimento real (acumulado desde 2009) fosse 5%.

Assumi que:
1. Os impostos directos (os que incidem sobre rendimentos e imóveis) assumiam uma relação estável com o PIB em torno dos 11%, como se sucedeu em 2008
2. Os impostos indirectos (que incidem sobre o consumo) assumiam uma relação estável com o PIB em torno dos 14%, acrescendo 300 milhões de euros resultantes do aumento da taxa máxima do IVA em 1 ponto percentual (21%)
3. As outras receitas correntes, como as provenientes da Segurança Social, assumiriam uma relação estável com o PIB em torno dos 16,5% (o que não é expectável, dada a crise económica)
4. As receitas de Capital andariam em torno dos 2,3% do PIB
5. As despesas correntes (pessoal, juros, transferências, subsídios, etc) manter-se-iam constantes, em relação a 2009, o que implica um congelamento dos aumentos da função pública e rigor na atribuição de subsídios, acrescendo 300 milhões de euros, a partir de 2010, por causa da elevação das taxas de juro para a República e do aumento da dívida pública
6. As despesas de capital manter-se-iam constantes e iguais a 2009





Note-se que apenas em 2013 alcançaríamos um deficit orçamental inferior a 3%; contudo os pressupostos referidos, nomeadamente, o crescimento real do PIB cifrar-se em 1,22% ao ano e o aumento das receitas com o crescimento económico são pressupostos favoráveis e não garantidamente concretizáveis.
Para além disso seria necessário aumentar o IVA e congelar aumentos… não se afiguram anos fáceis para a economia nacional.

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Fogaça da Feira a caminho da certificação

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


É espantoso como é que um bando de Xico-espertos descobriu a galinha dos ovos de oiro naquilo que o concelho da Feira tem de mais genuíno - A  Fogaça da Feira.

Ainda que esta espécie de pão doce, tenha na sua origem um conjunto de lendas, mitos e superstições obscurantistas, não deixa de ser verdade que a fogaça se tornou um património cultural com a qual todos os Feirenses se identificam orgulhosamente.

Acho inaceitável que alguns espertalhões se queiram apropriar ilegitimamente do seu nome para fazerem uma espécie de clube de elite super entendido no negócio da fogaça.

Mas porque razão acha esta associação dos produtores  de fogaça que merece ter o direito exclusivo da produção de um produto que já tem raízes seculares por todo o concelho, para isso criem de raiz um produto exclusivo e genuinamente vosso, mas não lhe chamem fogaça.

O que aqui está em causa com esta certificação, não é a preservação da autenticidade da fogaça, é  issso sim restringir a exclusividade do seu fabrico entre os membros do clube.

A qualidade da fogaça que esta associação diz querer preservar de forma artesanal, não é mais que um primeiro passo para a industrialização massiva do seu fabrico.

Quanto menos produtores estiverem licenciados para a produzir pior será a qualidade e mais reduzida a opção de escolha, pelo que em última análise quem ficará a perder será o consumidor final, já que com a
cartelização da produção limitada a "meia dúzia" de produtores, mais fácil será concertar os preços pela margem mais alta de lucro.

Nem a treta da preservação genuína dos ingredientes me convence, este argumento da qualidade é mais que questionável, senão vejámos:

A fogaça que é produzida em algumas casas da especialidade na cidade da Feira, nem de longe nem de perto se assemelha à qualidade da fogaça produzida artesanalmente em algumas padarias e pastelarias de algumas freguesias, locais esses que já têm créditos mais que firmados junto da população, pelo que independentemente do nome que forem obrigados a dar à sua fogaça, ela será sempre infinitamente mais procurada e adquirida que a fogaça balofa e de massa pegajosa da cidade da Feira.

Por mim, cumprirei no próximo dia 19, o habitual ritual de  ir comprar fogaça à srª Otília em Paços, independentemente da fogaça já estar certificada ou não, independentemente de ainda se chamar fogaça ou não. 

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Corticeira Amorim lança rolha Top Series com cápsula de luxo

A Corticeira Amorim - líder mundial na produção de rolhas de cortiça para vinhos e espirituosos - lançou uma colecção exclusiva de rolhas de cortiça de luxo com cápsulas em prata, cristal ou ouro e preços até mil euros a unidade.

Segunda a C.A. esta rolha foi concebida para ir ao encontro das necessidades dos produtores de bebidas espirituosas premium.

A nova rolha de cortiça natural, denominada Top Series®, surge no âmbito do compromisso estratégico da C.A. com a Inovação e é fruto do recurso a tecnologias de ponta, que culminaram numa linha com quatro gamas para diferentes segmentos de mercados – Prestige, Elegance, Premium e Classic Value. Ler mais

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Neve! neve! neve! em Santa Maria da Feira

domingo, 10 de janeiro de 2010

Então não é que quando me levantei da cama estava a nevar.
Saltei da cama num âpice e fui dar uma volta por aí, para desfrutar da ocasião, não é todos os dias que temos uma coisa destas a bater-nos à janela.
Ainda tentei umas fotos mas a neve que caía "esfumava-se" de imediato.

De qualquer modo como o fenómeno é raro nestas latitudes, aqui deixo o testemunho:
Em Lourosa , Santa Maria de Lamas e Mozelos a neve caiu! ainda que com pouca intensidade e assim que os flocos de neve caiam no solo rapidamente se desfaziam em água.
Vamos aguardar mais pelo fim da tarde pode ser que haja surpresas.

Como não apanhei nada de jeito deixo aqui este vídeo do  "nevão" do ano passado curiosamente no mesmo dia.

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  © Feira das Conspirações! - Santa Maria da Feira - Portugal - Maio/2008

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